Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Filosofia e o sentido da vida

No description
by

izy flowers

on 29 May 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Filosofia e o sentido da vida

Filosofia e o sentido da vida
Um trabalho realizado por: Daniela Atanásio; Débora Rodrigues; Irma Freitas; Rita Carmo 11ºG
Dar Sentido à vida
- O "sentido da vida" é um questionamento filosófico acerca do propósito da existência humana e do relacionamento entre o ser humano e seu mundo.
- Este difere de pessoa para pessoa e pode variar no decorrer da sua vida, dependendo das suas filosofias de pensamento, da sua religião ou, adversamente, do seu ceticismo.
-"Dar sentido à vida" é orientá-la pela projecção de objetivos valiosos e tentativa de realização dos mesmos.
Será uma tarefa pessoal?
Não. Segundo Peter Singer a vida é para ser vivida a fazer ações de caridade, como defender os interesses dos animais humanos e não humanos, lutar pela preservação do ambiente. Estes exemplos de causas são o que dão o propósito de vida: fazer ações com valor, que valham o nosso empenho a esforço com outras pessoas.

Opinião: apesar de sermos nós a criarmos o nosso sentido de vida com os nossos sonhos, não conseguimos realizá-los completamente sozinhos. Precisamos sempre de ajuda para concretizarmo-los (ter alguém que acredite em nós para sermos melhores). Também só com trabalho árduo conseguimos a satisfação.

O ser humano é marcado pela finitude e pela temporalidade
A finitude sempre foi o maior condicionante da vida humana. Desde cedo que o ser humano se depara com a morte, tornando-o frágil, vulnerável e impotente perante a mesma, não podendo realizar alguns dos objetivos que pretende, pois dependem da duração incerta da vida.
Será a morte a grande inimiga do sentido da vida?
Todos nós estaremos mortos daqui a pouco mais de cem anos, e tudo o que realizámos até agora e tudo o que realizaremos no futuro, será esquecido após o desaparecimento do sistema solar e consequentemente da terra, nem sinal da obra de Picasso ou dos filmes Walt Disney.
Qual a relação entre o problema do sentido da vida e da religião?

Argumentos pró
1. A vida temporalmente limitada não faz sentido porque reduz
a nada o que fazemos. Nada acabará por restar. (Tolstoi)
2. Todos os crimes que a humanidade possa cometer não sãonada em comparação com esse crime fundamental que é amorte. A morte é a grande inimiga, a grande injustiça.

Argumentos contra
1.A morte é que dá sentido à vida. Se fôssemos imortaispoderíamos adiar qualquer acção ou projecto para sempre. Mas perante a ideia de morte como fim absoluto, como encerramento das nossas possibilidades, temos de utilizar otempo da nossa vida ao máximo esforçando–nos por realizar os nossos objectivos ou finalidades, não adiando a tarefa de viver.
2. A nossa vida seria absurda se se prolongasse para sempre. Se uma acção tem sentido não o perde por não poder durar eternamente. Que importância tem para nós o facto de daqui a milhares de anos não ter importância o que agorafazemos. Educar os filhos, contribuir para um mundo melhor, amar, têm sentido e não o perdem só porque não opodemos fazer eternamente. Faz sentido dizer que dizer que só podemos gostar de alguém se pudermos gostar para sempre, eternamente?

Qual a nossa responsabilidade na felicidade dos outros?
- Há quem defenda que não conseguimos contribuir para a felicidade dos outros se esta não for encontrada primeiro em nós próprios. Para justificar esta teoria, profissionais nas áreas da filosofia e da psicologia dão como exemplo o facto de algumas experiências nos proporcionarem um prazer momentâneo que, na hora em que acaba, desperta novamente tristeza. Isto porque estamos a fazer com que a nossa felicidade esteja unica e exclusivamente dependente do momento da experiência e não a cultivar essa felicidade dentro de nós. Deste modo, de nada adianta tentarmos provocar felicidade nos outros, se as suas mentes nunca a vão conseguir "aceitar".

- Outras teorias defendem que todos nós temos um papel contribuidor na felicidade e no "sentido da vida" dos outros de uma maneira ou de outra, sendo que cada pessoa é única e se colaborar com os seus talentos e habilidades a favor dos outros, poderemos construir uma sociedade melhor, sem que necessitemos que os outros já tenham previamente conseguido ser felizes por si próprios; os agentes exteriores podem contribuir para ela.
"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio - ninguém, exceto tu." -Nietzsche
"O segredo da existência humana consiste não só em viver, mas ainda em encontrar um motivo de viver" -Dostoievski

A crença em Deus é condição necessária para a vida ter sentido?
SATRE
O existencialismo impõe ao homem a inteira responsabilidade no exercício de suas ações. Ao escolher sua vida, o homem também escolhe todos os homens. O valor de sua escolha é determinado pelo fato de que ele não pode escolher o mal. Nas palavras de Sartre: "o que escolhemos é sempre o bem e nada pode ser bom para nós sem o ser para todos" (idem). A imagem que moldamos de nós deve vir, em última instância, para todos os homens. Nesse sentido, o homem não é só responsável por si, mas também pela humanidade inteira.
O existencialismo ateu de Sartre busca manter A sua coerência atribuindo ao homem o compromisso de construir a sua própria essência. Lançado no mundo sem perspectivas, o homem determina sua vida ao longo do tempo, e descobre-se como liberdade, ou seja, como escolha de seu próprio ser no mundo. Ao falar da condição do homem, Sartre relaciona-o com a angústia, o desamparo e o desespero. Mas o que significa definir o homem nestes termos?
Para Sartre, o absurdo do mundo é absoluto por sua constante possibilidade, isto é, tudo é gratuito: a vida humana não tem sentido algum, e para superar este caráter contingente da existência, o homem inventa Deus. Cabe exclusivamente ao homem dar um sentido à sua vida.
A contingência faz do homem um ser solitário, que conta somente com sua subjetividade para agir. É pura ilusão acreditar que a vida humana possui um sentido dado por Deus. A única coisa que a vida oferece ao homem é sua própria liberdade, pois já que a vida não possui um significado pré-estabelecido, só podemos contar com nossa solidão, nossa absoluta individualidade. "A ausência de Deus era visível em todos os lugares. As coisas estavam sós, sobretudo o homem estava só. Estava só como um absoluto". Se Deus não existe, somente o homem pode decidir, sozinho, o melhor caminho para suas escolhas que determinarão sua vida e sua essência.


O que Sartre pretende com seu ateísmo é suprimir Deus simplesmente, retirar do mundo todos os obstáculos transcendentes que impedem o exercício do homem em ser livre, fundamentar na vida humana uma real antropologia, onde a Transcendência e a teologia se transformariam em descoberta do humano. Suprimir Deus é situar o homem como pura subjetividade, liberdade, responsabilidade.
Visto isso, pode-se afirmar que o existencialismo não quer mergulhar o homem no desespero, pois o desespero é superado quando aceita-se a angústia de viver a liberdade e a gratuidade da vida. O problema existencial não é tão ligado, nesse sentido, na questão da existência de Deus. O que Sartre quer dizer é que, mesmo que Deus realmente exista, nada vai mudar na vida do homem, pois nada pode salvá-lo de si mesmo. "Nesse sentido, o existencialismo é um otimismo, uma doutrina da ação, e só por má fé é que os cristãos, confundindo o seu desespero com o nosso, podem chamar-nos de desesperados" (O Existencialismo é um Humanismo).

Resposta religiosa ao problema do sentido da existência humana.
Argumentos a favor:
Os religiosos têm razões para acreditar que o sentido da vida está relacionado com a sua própria religião. Em primeiro lugar, a incapacidade da forma de vida alternativa, dedicada à obtenção e posse de bens exteriores de conduzir à felicidade e de dar sentido à vida. O Cristianismo faz das suas crenças religiosas a única condição necessária para ser feliz. Muitos cristãos admitem que alguns bens mundanos: saúde, riqueza, amigos, bons livros e boa música, são igualmente necessários para que o homem seja feliz e, de uma maneira geral, incluem-nos na sua concepção de vida. O que eles recusam é que a felicidade nesta vida possa consistir apenas na posse desses tipos de bens, sem que a espiritualidade e a moralidade tenham aí qualquer papel.
Críticas à resposta religiosa:
É fácil de criticar a resposta religiosa relativamente ao sentido da nossa existência, pois a resposta religiosa dada é baseada numa crença – a existência de Deus. Não podemos comprovar a existência de Deus, Descartes provou a existência de Deus, também baseado não na sua crença, a ideia de perfeição. Então se não temos a certeza da existência de Deus, não podemos definir o sentido da nossa existência.
“A maioria dos cristãos e muçulmanos acredita num Céu e num Inferno, embora exista um grande desentendimento por parte de ambas as religiões em relação ao que é que se ganha ao certo numa das vidas no Além ou na outra. Os budistas são mais complicados – devido à doutrina de anatta, de Buda, que basicamente diz que as pessoas não têm almas eternas. Ao invés, têm um feixe de energia, e esse feixe de energia é transitório, migrando de um corpo para o outro, reincarnando de modo interminável até acabar por chegar a iluminação”. –
LOOKING FOR ALASKA BY JOHN GREEN
O que defendem as filosofias do absurdo?
A filosofia do absurdo de Albert Camus:
O absurdo extrai-se da “relação do homem com o mundo”. Não se encontra exclusivamente no plano das coisas nem está totalmente no lado humano. Destaca-se da relação do homem com o seu próximo, consigo mesmo e com a vida. O homem sente-se absurdo enquanto ser “lançado” no palco da existência. O absurdo é, por isso, um “divórcio”, um “exílio”, uma inadequação fundamental entre um actor (o homem) e o seu palco (o mundo).
Sísifo(figura da mitologia grega) é o símbolo da nossa condição mortal: também nós, humanos, depois de uma vida dedicada à construção de um sentido, somos esmagados pela fatalidade da morte, do mal, da dor ou da estranheza inóspita da existência.
Por que razão este mito nos interpela ainda hoje? A permanência do mito reside na força do seu simbolismo. Também para nós, e não apenas para os gregos, este mito remete para a nossa própria condição absurda. Camus comparará o trabalho repetitivo de Sísifo durante toda a eternidade ao trabalho do operário da cadeia de produção que repete o mesmo gesto durante todo o dia. E cada um de nós rever-se-á facilmente em Sísifo ao realizar as pequenas rotinas do dia a dia, ao deparar-se com problemas repetitivos e inúteis, ao confrontar-se com o sofrimento e com a inevitabilidade da morte ...


Aparentemente sim, já que se trata de uma afirmação expressa da absurdidade da existência. Mas só aparentemente. A originalidade da sua posição filosófica consiste, pelo contrário, em conciliar a afirmação da absurdidade da existência com uma perspetiva não derrotista. Ou seja, para ele a vida é absurda, mas isso não significa que devamos ceder ao pessimismo filosófico. Camus afasta-se, assim, da posição daquelas filosofias que ele próprio designa “filosofias da esperança” ou “metafísicas da consolação”, tal como se expressam no cristianismo e no maxismo. Nestas, a consciência ainda acredita na promessa de uma vida nova, no sonho de que este mundo irracional seá um dia explicado. É essa a atitude da fé religiosa que anuncia um meta-mundo de justiça e felicidade plenas no paraíso que virá no além. A esperança é também comom ao marxismo o qual difere difere do cristianismo na medida em que a consoloção que este busca no além é remetida por aquele para um utópico paraíso terrestre, a alcançar no futuro pela açãp coletiva do homem. Trata-se, assim, de uma outra versão-terrena- de uma filosofia da esperança.

Camus rejeita ambas as posições. Para ele: “cristianismo e marxismo coincidem, já que não vivem a vida pelo que ela é, mas por uma grande ideia que a ultrapassa, lhe dá sentido e a atraiçoa”.
A posição de Camus é que a vida deve ser vivida pelo que ela é, sem recorrer à esperança. A resposta de Camus à questão do sentido, sendo embora a afirmação do absurdo, está longe do pessimismo. Trata-se antes de uma afirmação de amor à vida e à existência, àquilo que é aqui e agora em detrimento daquilo que apenas poderá vir a ser e, simultaneamente, de uma recusa do niilismo expresso nos pessimismos que conduzem à abdicação suicida ou terrorista.
Ao aceitar o seu destino, mas sem resignação, o herói absurdo transcende-o, afirmando a sua liberdade. É por isso que, para Camus, Sísifo pode vencer os deuses, ainda que não possa deixar de cumprir o destino que lhe é imposto.

Podemos então considerar a posição de camus como um pessimismo acerca do sentido da existência?


FIM
(conclusões)
Full transcript