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Untitled Prezi

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by

Raphael Zanelato

on 28 February 2013

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Transcript of Untitled Prezi

Mil Tons de Minas por Rodrigo Francisco de Oliveira Unidade Temática: EDP - 4
Profa. Dra. Sandra Mara Dantas Alunos: Érica Martins, Glaucia Santos, Núbia Barcelos, Raphael Zanelato Milton Nascimento e o Clube da Esquina: cultura, resistência
e mineiridade na música popular brasileira Objetivo: Compreender as canções do Clube da Esquina, no seu contexto histórico e de atuação para identificar as características que o distinguem enquanto movimento cultural.

Objeto de análise: Arranjo músical, harmonia, melodia e ritmo. Imagens que ilustram as capas dos discos.

Recorte: Entre 1967 e 1978. Lá vinha o bonde no sobe desce ladeira/ E o motorneiro parava a orquestra um
minuto/ Para nos contar casos da campanha da Itália/ E do tiro que ele não
levou/ Levei um susto imenso nas asas da Panair/ Descobri que as coisas
mudam e que tudo é pequeno/ Nas asas da Panair/ E lá vai menino xingando
padre e pedra/ E lá vai menino lambendo podre delícia/ E lá vai menino senhor
de todo fruto/ Sem nenhum pecado, sem pavor/ O medo em minha vida nasceu
muito depois/ Descobri que minha arma é o que a memória guarda/ Dos tempos
da Panair/ Nada de triste existe que não se esqueça/ Alguém insiste e fala ao
coração/ Tudo de triste existe e não se esquece/ Alguém insiste e fere no
coração/ Nada de novo existe nesse planeta/ Que não se fale aqui na mesa de
bar/ E aquela briga e aquela fome de bola/ E aquele tango e aquela dama da
noite/ E aquela mancha e a fala oculta/ Que no fundo do quintal morreu/ Morri
a cada dia dos dias que vivi/ Cerveja que tomo hoje é apenas em memória/ Dos
tempos da Panair/ A primeira coca-cola foi me lembro bem agora/ Nas asas da
Panair/ A maior das maravilhas foi voando sobre o mundo/ Nas asas da
Panair/ Em volta dessa mesa velhos e moços/ Lembrando o que já foi/ Em volta
dessa mesa existem outras falando tão igual/ Em volta dessas mesas existe a
rua/ Vivendo seu normal/ Em volta dessa rua uma cidade sonhando seus
metais/ Em volta da cidade. Saudade dos aviões da Panair (conversando no bar) No sertão da minha terra/ Fazenda é o camarada/ Que ao chão se deu/
Fez a obrigação com força/ Parece que tudo aquilo ali é seu/ Só poder
sentar no morro/ E ver tudo verdinho, lindo a crescer/ Orgulhoso
camarada/ De viola em vez de enxada/ Filho de branco e do preto/
Correndo pela estrada/ Atrás de passarinho/ Pela plantação adentro/
Crescendo os dois meninos/ Sempre pequeninos/ Peixe bom dá no
riacho/ De água tão limpinha/ Dá pro fundo ver/ Orgulhoso camarada/
Conta histórias pra moçada/ Filho do sinhô vai embora/ Tempo de
estudos na cidade grande/ Parte, tem os olhos tristes/ Deixando o
companheiro/ Na estação distante/ “Não esqueça, amigo, eu vou
voltar”/ Some longe o trenzinho/ Ao deus-dará/ Quando volta já é outro/
Trouxe até sinhá-mocinha/ Para apresentar/ Linda como a luz da lua/
Que em lugar nenhum/ Rebrilha como lá/ Já tem nome de doutor/ E
agora na fazenda/ É quem vai mandar/ E seu velho camarada/ Já não
brinca, mas trabalha. Morro Velho Ficha técnica: Toninho Horta: guitarra, violão e piano/ Wagner Tiso: piano e
órgão/ Novelli: baixo/ Paulinho Braga: bateria e percussão/ Milton Nascimento:
violão e voz/ Nivaldo Ornela; sax e flauta/ Beto Guedes: guitarra, percussão,
viola e voz/ Chico Batera: percussão/ Nelson Ângelo: percussão. ANÁLISE DE FICHAS TÉCNICAS Meu irmão fala da vida/ Meu irmão, sei que viver é bom/ Mas pra ter mundo
que quero/ Vou fechar corpo na solidão/ Vou fazer faca de prata/ E vou lutar
até morrer/ Mas vivendo, sei de verdade/ Minha gente vai me amar/ Meu irmão
vai me seguir/ E vai lutar pelo que quer/ Senão vai matar sangue que brilha/ E
parar força que vai mudar/ Vê no chão tua presença/ Larga atrás tua prisão/
Esta areia vai te matando/ Tira paz do coração/ Venha, esta areia já está
queimando/ Pára e vê o sol chegando/ Tua gente vai ficar feliz/ Anda, novo dia
já está nascendo/ Liberdade já está chegando/ Nossa gente sabe que está vindo/
Nosso canto que é de paz/ E vai ter gente vivendo/ Gente enfim vai ser feliz/ E
vais ver que nessa vida/ Mesmo a dor vai te sorrir. Irmão de Fé "Nessa música se nota uma variação entre tons maiores e menores (da escala melódica):
estes acentuam o gesto de chamar o irmão pra luta; aqueles dialogam com a parte da
letra que denota a esperança no “dia que virá”. Letra e música parecem sintonizar-se:
uma serve à outra como estrutura de signos que se completam, num diálogo intenso
entre forma e conteúdo" (p.53) Milagre dos peixes - 1973
Milagre dos peixes (ao vivo) - 1974 "[...]a necessidade de enfrentar a opressão local e mundial, o ambiente do Brasil de 1973, as políticas estatais dos militares e a necessidade artística de enfrentar a censura se desdobrar numa música apoiada mais em sons que em palavras para transmitir os sentimentos do ser humano envolvido nas amarras do sistema." (p.71)

Gravado ao vivo no Teatro Municipal de São Paulo, em 1974, com a introdução de outras músicas o segundo disco "Milagre dos Peixes", trazendo outras características, como a bateria tocada no Jazz, a clarineta e o trabalho com guitarra remetendo a ideia de um clima pesado. Ao final da música, a orquestra lhe denota um ar fúnebre, sombrio, e ao mesmo tempo, "clássico e erudito". Já ao fim tras outra vez o "tom de ninar". Adiante, segue-se uma bateria ensurdecedora enfatizando esse clima. Por fim, inicia-se um diálogo entre sopro e bateria, assim como no free Jazz. REFERÊNCIAS: http://www.museuclubedaesquina.org.br/

NAPOLITANO, M. . Fontes audiovisuais: a história depois do papel. In: Carla Bassanezi Pinsky. (Org.). Fontes Históricas. 1ed.São Paulo: Editora Contexto, 2005, v. 1, p. 235-290.

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