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Interprogramas 2013

Qualificação: A construção do personagem político nas eleições municipais de 2012.
by

Deysi Cioccari

on 22 November 2013

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Transcript of Interprogramas 2013

Narrativas

Deysi Cioccari
Porto Alegre
São Paulo
Rio de Janeiro
A construção do personagem político nas eleições municipais de 2012
“O conhecimento das imagens, de sua origem, suas leis é uma das chaves de nosso tempo. (…) É o meio também de julgar o passado com olhos novos e pedir-lhes esclarecimentos condizentes com nossas preocupações do presente, refazendo uma vez mais a história à nossa medida, como é o direito e dever de cada geração.”
Pierre Francastel
Keneddy X Nixon
Debord – a sociedade busca constantemente a produção de imagens embora não saiba o que fazer com elas.


Kossoy – a fotografia sempre esteve e sempre estará à disposição das ideologias.
A fotografia é um recorte. A fotografia seleciona uma parte do mundo concreto passado e a representa no presente.
Dubois: a fotografia não é apenas uma imagem, é também um ato icônico (2011), uma imagem, se quisermos, mas em trabalho, algo que não é possível conceber fora de suas circunstâncias, do jogo que a anima.
Dubois: Temporalmente (…) a imagem-acto fotográfico interrompe, detém, fixa, imobiliza, separa, despega a duração captando apenas um instante. Espacialmente, do mesmo modo, fracciona, elege, extrai, isola, capta, corta uma porção de extensão. A foto aparece assim, no sentido forte, como uma fatia única e singular de espaço-tempo, literalmente cortada em vivo. 
Dubois: ato icônico em constante processo de montagem.

Kossoy: vulnerabilidade dos significados em função das legendas, das formas de paginação, das diagramações em relação a outras imagens.

Primeira realidade X Segunda realidade

William Betsch (fotógrafo) afirma que ‘fazer fotojornalismo (quase) nunca consiste em mostrar o real, mas em suprimir do real aquilo que não corresponde à ideologia da revista que paga, à imagem que ela tem do real. Consiste também em simplificá-lo até que seja imediatamente legível, perceptível, isto é, reduzido à sua expressão mais simples, esterelizado, pré-cozido.(in Soulages)
Fortunatti x Manuela
Manin - Cada vez mais os eleitores tendem a votar no político e não no partido.

Debord – Estado produtor de espetáculos e política de encenação.

Jameson - destaque das imagens = converteram-se em campo autônomo. Arrebatador.
SCHWARTZENBERG
O mundo da política foi buscar no mundo do teatro a prática do star system.

O mundo do espetáculo e o da política vão se entrosando cada vez mais .
SCHWARTZENBERG - A preocupação com o ato de selecionar de um repertório não somente destaca a importância das fórmulas visuais e temáticas, mas também atrai a atenção sobre o que não é escolhido, o que é excluído, um tema que foi particularmente apreciado por Foucalt.
KLEIN - A política é um jogo e, em alguns casos, quase um jogo bélico, onde vale metamorfosear-se e, novamente, perceber o que o eleitor quer e transformar-se naquilo
Debord–O espetáculo é o capital em tal grau de acumulação que se torna imagem.
SCHWARTZENBERG - Hoje em dia, o espetáculo está no poder. Não mais apenas na sociedade. De tão enorme que foi o avanço do mal. Hoje, nossas conjecturas já não têm como único objeto as relações do espetáculo e da sociedade em geral. Como as tecia Guy Debord em 1967. Agora é a superestrutura da sociedade, é o próprio Estado que se transforma em empresa teatral, em “Estado espetáculo”.
Tendência da Folha: o fato de o mesmo fotógrafo retratar um candidato de uma maneira mais sóbria e outro numa imagem que poderia ser considerada desvantajosa, não deve ser considerado um acaso .
Debord - O espetáculo não deseja chegar a nada que não seja ele mesmo.
Dubois - A imagem fotográfica contém em si o registro de um dado fragmento selecionado do real: o assunto (recorte espacial) congelado num determinado momento de sua ocorrência (interrupção temporal). Em toda fotografia há um recorte espacial e uma interrupção temporal, fato que ocorre no instante (ato) do registro.
Eduardo Paes
Marcelo Freixo
Às vezes, a encenação da vida política e social é de tal forma interiorizada por seus atores, ajudados por seus assessores de imagem e comunicação, que as fotos não são mais que fotos das aparências da comédia social e não têm, pois, nenhum valor de verdade, de crítica ou questionamento. A fotografia é, então, apenas uma das engrenagens do sistema geral que tem por objetivo o poder e o ter, e não algum tipo de saber. Por essa razão, William Betsch afirma que ‘fazer fotojornalismo (quase) nunca consiste em mostrar o real, mas em suprimir do real aquilo que não corresponde à ideologia da revista que paga, à imagem que ela tem do real. Consiste também em simplificá-lo até que seja imediatamente legível, perceptível, isto é, reduzido à sua expressão mais simples, esterelizado, pré-cozido.

SOULAGES
www.cioccari.com
OBRIGADA
Conclusão
E, sem dúvida, o nosso tempo (...) prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação a realidade, a aparência ao ser”. Uma “imensa acumulação de espetáculos” configura a contemporaneidade. “Tudo o que era vivido diretamente tornou-se representação”. Feuerbach, epígrafe Soc. Do Espetáculo
Debord - O espetáculo se apresenta como uma enorme positividade, indiscutível e inacessível. Não diz nada além de 'o que aparece é bom, o que é bom aparece'.

A realidade do tempo foi substituída pela publicidade do tempo.

Aquilo que o espetáculo deixa de falar durante três dias é como se não existisse. Ele fala então de outra coisa, e é isso que, a partir daí, afinal, existe.
Orientadora: Prof. Dra. Simonetta Persichetti
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