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Desbravadores - Especialidade de Animais peçonhentos - EN 069

Material de apoio para instrução da especialidade de Animais peçonhentos preparado pelo Cantinho da Unidade.
by

Cantinho da Unidade

on 1 November 2016

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Transcript of Desbravadores - Especialidade de Animais peçonhentos - EN 069

Animais peçonhentos
Quem são?
Animais peçonhentos são aqueles que possuem glândulas de veneno que se comunicam com dentes ocos, ou ferrões, ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente. Ex.: serpentes, aranhas, escorpiões, abelhas, arraias, etc.
Principais Classes com animais peçonhentos
Répteis: serpentes (jararacas, cascavéis, surucucus e corais);
Aracnídeos: aranhas e escorpiões;
Insetos: principalmente abelhas, formigas e vespas (himenópteros) e lagartas de mariposas (lepidópteros).
Epidemiologia
Os acidentes com animais venenosos e peçonhentos têm grande importância médica devido a sua gravidade e freqüência.
Prevenção de acidentes
Examinar e sacudir calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las.
Afastar camas das paredes e evitar pendurar roupas fora de armários.
Limpar o domicílio, observando atrás de móveis, cortinas e quadros.
Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros, meia-canas e rodapés. Utilizar vedantes em portas, janelas e ralos.
Limpar locais próximos das casas, evitando folhagens densas junto delas e aparar gramados. Não acumular lixo orgânico, entulhos e materiais de construção.
Combater a proliferação de insetos, principalmente baratas e cupins, pois são alimentos preferidos dos aracnídeos.
Olhar, atentamente, para as folhas e troncos de árvores, evitando contato com as taturanas.
Verificar presença de folhas roídas, casulos ou pupas e fezes de lagartas no solo.
Usar botinas com perneiras ou botas de cano alto no trabalho, pois 80% das picadas atingem as pernas abaixo dos joelhos.
Usar luvas de couro nas atividades rurais e de jardinagem; não colocar as mãos em buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, utilizando para isso um pedaço de pau ou enxada.
Avaliar bem o local onde montar acampamentos e fazer piqueniques.
Preservar inimigos naturais (raposa, gambá, gaviões e corujas) e criar aves domésticas, que se alimentam de serpentes.
Preservar os inimigos naturais e criar aves domésticas, que se alimentam de aracnídeos.
Primeiros socorros
A coisa mais importante em casos de acidentes com animais peçonhentos é encaminhar a vítima para um hospital o mais rápido possível.
É importante saber qual é o hospital/unidade de aplicação de antiveneno mais próximo, pois pode ser que o hospital mais próximo não tenha soro.
Neste site (http://www.cevap.org.br/Cont_Default.aspx?cont=hosp) é possível acessar uma lista dos hospitais de referência e unidades de aplicação de antiveneno, com telefone e endereço.
Primeiros socorros
Tranquilizar a vítima, mantendo-a o mais imóvel possível;
Lavar o local da picada com água limpa e sabão;
Colocar uma proteção sobre a picada para evitar que pousem moscas;
Remover anéis, braceletes, relógios, pois no caso de mordidas de jararacas ou de surucucu os membros podem inchar e esses objetos poderiam prender a circulação desses membros, provocando abscesso, necrose e outras complicações;
Não fazer torniquete pelos motivos mencionados no item anterior;
Não cortar, furar ou sugar o local da picada, pois aumentarão os riscos de infecções secundárias e acrescente-se, nos casos de mordidas de jararacas e surucucu, hemorragias e destruição dos tecidos;
Primeiros socorros
Oferecer bastante água à vítima;
Se for possível, capturar o animal para identificação com segurança;
Não colocar, no local picado, qualquer remédio caseiro tipo alho, fumo, folhas; não dar chás, outros remédios ou álcool à vítima.

Nos acidentes causados por abelha(s), a retirada de cada ferrão da pele deverá ser feita por raspagem com lâminas e não pelo pinçamento de cada um deles, pois a compressão poderá espremer a glândula ligada ao ferrão e inocular no paciente o veneno ainda existente.
Soroterapia
É o tratamento de neutralização de venenos inoculados após acidente com animais peçonhentos pela injeção de soro sanguíneo de animais imunizados.
Os soros heterólogos antivenenos são concentrados de imunoglobulinas (anticorpos – fazem parte da imunização passiva), obtidos através da sensibilização de diversos animais, a maioria de origem eqüina.
Existem ainda os animais venenosos, que são aqueles que produzem veneno, mas não possuem um aparelho inoculador (dentes, ferrão, aguilhão), provocando envenenamento passivo por contato (taturana), por compressão (sapo) ou por ingestão (peixe baiacu).
Os animais usam seu veneno para caça ou defesa.
Quando animais peçonhentos atacam o ser humano, eles geralmente o enxergam como uma ameaça, então agem para se defender.
Importância ecológica
Animais peçonhentos na Bíblia
Na Bíblia podemos encontrar versos que falam de serpentes e cobras, de aranhas, de escorpiões, de vespas, de abelhas e de formigas.
Procure na sua Bíblia um verso sobre cada um deles.
Répteis: são predadores de uma grande diversidade de animais, vertebrados e invertebrados e assim atuam controlando a abundância destes animais no ecossistema;
Aracnídeos: são predadores de muitos insetos, controlando a abundância destes animais nos ecossistemas;
Abelhas: polinização das plantas, contribuindo para a manutenção de várias espécies;
Forrmigas: realizam ciclagem de nutrientes; criam clareiras de sub-bosque para construção de ninhos, aumentando a quantidade de luz que chega ao chão da floresta e modificando a composição de espécies e estrutura das comunidades vegetais; atacam insetos herbívoros, aumentando o sucesso reprodutivo das plantas; atuam como dispersores secundários de sementes, influenciando na distribuição espacial das populações de plantas; algumas espécies são predadoras de outros artrópodes;
Vespas: possuem papel na predação e parasitismo de diversas espécies, representando importante mecanismo de regulação das populações das espécies de presas.
Para ser eficaz, é necessário que seja específica para o tipo de veneno do animal agressor (importante a identificação do animal); seja administrado dentro do menor prazo possível e na dose necessária.
Antibotrópico: para acidentes com jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, cotiara;
Anticrotálico: para acidentes com cascavel;
Antilaquético: para acidentes com surucucu;
Antielapídico: para acidentes com coral.
Antibotrópico-laquético: para acidentes em que se tem dúvida entre o antibotrópico e o antilaquético;
Antibotrópico-crotálico: para acidentes em que se tem dúvida entre o antibotrópico e o anticrotálico;
Antiescorpiônico: para acidentes com escorpiões brasileiros do gênero
Tityus
.
Antiaracnídico: para acidentes com aranhas do gênero
Phoneutria
(armadeira),
Loxosceles
(aranha marrom) e escorpiões brasileiros do gênero
Tityus
.
Antilonômico: para acidentes com taturanas do gênero
Lonomia
.
Jararaca (
Bothrops jararaca
)
Jararacuçu (
Bothrops jararacussu
)
Urutu-cruzeiro (
Bothrops alternatus
)
Cotiara (
Bothrops cotiara
)
Caiçaca (
Bothrops moojeni
)
Cascavel (
Crotalus durissa
)
Surucucu (
Lachesis muta
)
Coral (
Micrurus lemniscatus
)
Escorpião-amarelo (
Tityus serrulatus
)
Armadeira (Phoneutria nigriventer)
Aranha-marrom (
Loxosceles laeta
)
Taturana (
Lonomia obliqua
)
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