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Austrália: Em busca de uma maior projeção

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Eloísa B. Hertz

on 17 October 2014

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Transcript of Austrália: Em busca de uma maior projeção

A ameaça da expansão do socialismo na Ásia do sudeste, no início da Guerra Fria, foi decisiva para estreitar o laço entre esses dois países. As mudanças políticas, militares e econômicas que ocorreram na conjuntura mundial pós - Segunda Guerra Mundial, contribuíram para que o governo da Austrália valorizasse mais a localização geográfica do país, sobretudo sua posição em relação ao litoral do Pacífico. Afinal, a Austrália está muito bem localizada na área, desde então, se tornou estratégia para os interesses geopolíticos dos EUA, Japão, China, Índia e Rússia, e que muitos denominam a região do Pacífico.
Além disso, essa região é onde o comércio internacional é realizado de forma cada vez mais dinâmica: hoje, a Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec) é responsável por quase 50% das exportações mundiais. Muitos pesquisadores afirmam que essa região possui condições indispensáveis para superar a hegemonia comercial do Atlântico, onde os maiores centros mundiais estabeleceram as bases de seu poderio econômico.
Politica, econômica, militar e diplomaticamente, a Austrália está muito bem equipada para desempenhar o papel de potência regional ou média nessa região do Pacífico, isto é, na Oceania. Isso lhe permitiria realizar a ambição geopolítica de conquistar uma projeção maior no mundo contemporâneo. Convém assinalar que, no hemisfério sul, apenas o Brasil se apresenta como um sério concorrente a tal pretensão. De fato, as autoridades australianas, por suas ações no campo da política externa, vêm demonstrando que pretendem conquistar a hegemonia nessa região.
Nesse sentido, vêm tomando iniciativas que marcam, cada vez mais, sua independência diante dos interesses dos EUA na região, demonstrando uma mudança drástica em suas relações com a grande potência mundial. Assim, em 1973, aboliram a lei de 1901, que restringia a entrada de asiáticos no país. Além de colocar por terra a política de uma "Austrália branca", os australianos passaram a fomentar as imigrações asiáticas (cerca de 60% de seus imigrantes, hoje, são asiáticos).
Austrália: Em busca de uma maior projeção mundial
Grupo: Bianca Soares, Eloísa Hertz, João Favero e Lucas Enderle
Até a década de 1960, a Austrália manteve-se muito ligada ao Reino Unido, tanto como aliada militar, como parceira econômica. Militarmente, tropas australianas sempre combateram com os britânicos, na Europa ou na África; economicamente, a Austrália exportava a maior parte de sua produção para o Reino Unido. Foi considerável a influência britânica na cultura e educação: o inglês é a língua oficial do país.
A Austrália era uma espécie de prolongamento da civilização europeia no extremo em que os oceanos Pacífico e Índio se encontram no hemisfério sul . Muito isolada, temia ser invadida por povos asiáticos . Durante a 2ª Guerra Mundial, tropas japonesas invadiram o norte da Austrália. Apesar do avanço japonês em direção ao Sul, o Governo do Reino Unido não enviou o auxílio tão esperado pelo governo australiano. Derrotando os japoneses na batalha do mar de Coral, os norte-americanos ganharam a confiança do governo australiano, que em face da vulnerabilidade de seu país durante o poderio da Ásia, começou a se aproximar dos EUA.
Paralelamente, as autoridades governamentais australianas aprofundaram e diversificaram as relações políticas, econômicas e diplomáticas com os países da Ásia, um sinal claro de que estariam procurando afirmar sua influência na região do Pacífico sul. Possuindo todos os requisitos para atuar como uma "potência média", a Austrália poderia se constituir em um contraponto importante entre a hegemonia dos EUA e a tradicional influência dos países mais poderosos da Ásia (China, Japão, Índia e Rússia) na região do Pacífico.
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