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Defesa do Mestrado

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by

Gabi Victa

on 4 September 2013

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Transcript of Defesa do Mestrado

Introdução
Objetivo
CONGRESSO IBERO-AMERICANO
EPIDEMIOLOGIA E SAÚDE PÚBLICA

Artigo 2
Considerações Finais
Sumário
Apresentação
Justificativa
Questão Norteadora

Artigo 1
LINKAGE DAS NOTIFICAÇÕES DO DENGUE EM SALVADOR-BA


Linkage das Notificações do Dengue
em uma Cidade Brasileira

Disucussão
VIGILÂNCIA DO DENGUE EM SALVADOR-BA: LINKAGE SIM, SINAN E SIH/SUS
Introdução
Autoras:

Ana Gabriela Lima Bispo de Victa

Andrea Macedo Pires

Thereza Cristina Bahia Coelho

Dengue
Doença febril, aguda, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti (BESERRA et al., 2006);

Vigilância
SIM, SINAN, SIH/SUS (BRASIL, 2007);

Sistemas de Informação
Equívocos no registro dos agravos em geral – ex: subnotificação (MAIA-ELKHOURY et al., 2007);

Correção: técnicas de relacionamento de dados (CARVALHO; DOURADO; BIERRENBACH, 2011);

Bahia
Epidemia de 2009 – maior nº de óbitos por dengue grave e casos no país (BRASIL, 2012a);

Estudos escassos correlacionando dengue e sistemas de informação.
Objetivo
Analisar as notificações do dengue presente no SINAN, SIM e SIH/SUS em Salvador-BA entre 2008 e 2010 por meio do linkage entre os sistemas.
Apresentação
Dengue

Um dos mais graves problemas de saúde pública da atualidade;

Cerca de 2,5 bilhões de pessoas vivem em áreas endêmicas, propiciando aproximadamente 50 milhões de casos da doença por ano (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2009).

Brasil
1981– primeiros casos da doença em Roraima (OSANAI, 1984);

2010 – resurge o DENV-4: circulação dos 4 sorotipos (BRASIL, 2011b).

Bahia
1987 - primeira epidemia, ocorrida no município de Ipupiara (DIAS, 1997);

2009 – epidemia: maior número de óbitos por dengue grave e casos no país (BRASIL, 2012a);

2011 – circulação dos 4 sorotipos (BAHIA, 2011a).
Vigilância do dengue
(BRASIL, 2007)

Casos – SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação);

Hospitalizações – SIH/SUS (Sistema de Informações Hospitalares do SUS);

Óbitos – SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade).

Sistemas de Informação

Auxiliam gestores e profissionais de saúde no planejamento de políticas e ações de saúde;

Subsidiam a análise de dados para pesquisas acadêmicas e avaliação dos serviços de saúde;

Confiabilidade questionada: considerável número de subnotificações e outras irregularidades quanto a forma de notificação (MAIA-ELKHOURY et al., 2007).
Justificativa
A ocorrência desses equívocos nas notificações justifica a produção desse trabalho, pois pode contribuir para o
rastreamento e a redução desses erros
, tornando o planejamento das ações mais condizente com a real situação de saúde, não só para o dengue, como também para outros agravos, em virtude da grande abrangência de investigação dos sistemas de notificação.
Questão Norteadora
Quais as características das notificações do dengue após o pareamento probabilístico dos dados entre SIM, SINAN e SIH/SUS para o município de Salvador-BA entre 2008 e 2010?
Artigo 1
LINKAGE DAS NOTIFICAÇÕES
DO DENGUE
EM SALVADOR-BA
Métodos
Estudo de corte transversal, de caráter exploratório descritivo;

Relacionamento das bases de dados do SIM, SINAN, SIH/SUS:
Dengue;
Salvador-BA;
2008 a 2010.

Coleta dos dados:
Janeiro a março de 2012;
SINAN e SIM – Diretoria de Informação em Saúde (DIS);
SIH/SUS – Secretaria de Saúde do Município de Salvador (SMS).
Linkage
Ferramenta que permite a comunicação entre dois ou mais bancos de dados distintos e não dependentes, mas que podem dispor de variáveis em comum, possibilitando a identificação do mesmo indivíduo entre as bases de informação. (SILVA; LEITE; ALMEIDA, 2009).

Tipos:
Determinístico – variáveis comuns;
Probabilístico – sem identificador comum - mais usado.

Etapas:
Padronização das variáveis;
Blocagem;
Pareamento dos registros.
Neste trabalho, os dados foram analisados, ano a ano, para cada banco de informação, pois há o risco de reincidência da doença.


Sendo assim, uma mesma pessoa poderia ter um episódio da doença a cada ano, por exemplo, e o programa interpretar dois casos como réplicas de uma mesma notificação, se os três bancos fossem analisados juntos;


Programa utilizado:
RecLink® versão 3.1.6.3160.
Identificação dos parâmetros:

Calculados para cada agravo;

Ausência de parâmetros na literatura para dengue;

Calculados os parâmetros iniciais (Tabela 1)

Identificou-se os scores:
> 13 = par;
13 - 8 = dúvida;
< 8 = não par;
< 5 = com certeza não par
Padronização das variáveis:

Nome, nome da mãe, sexo, data de nascimento, idade, endereço, bairro, pbloco (soundex do primeiro nome), ubloco (soundex do último nome) e id (uma variável com a numeração única de cada registro de cada banco).

O soundex é um recurso utilizado pelo programa para diferenciação das palavras por grafia.

Além disso, foram acrescidas variáveis características de cada banco:
data de notificação e data do óbito (SINAN);
data da internação (SIH/SUS);
data do óbito (SIM).
Blocagem – eliminação das duplicidades

As chaves de blocagem utilizadas foram escolhidas por já terem sido testadas pelos autores do programa Reclink® (Tabela 2).

Os passos 4 e 5 também passaram por uma revisão manual de verificação de registros duplicados.
Pareamento dos registros:
Depois da extração das duplicidades, obtiveram-se os bancos limpos.

Esses bancos foram relacionados entre si, dois a dois, para a determinação dos pares em comum.

Em seguida, essas bases de dados foram combinadas para formação de um banco sem réplicas e com a inclusão dos pares.

A posteriori, agregaram-se as variáveis do banco original de referência (SINAN) para ampliar as informações do banco pós-linkage.

Comitê de Ética da SESAB
Parecer favorável – ofício nº98/2011.
Considerações Finais
Através do relacionamento probabilístico, os sistemas de informação revelaram que a vigilância do dengue é mais consistente quando é realizada de forma integrada.
Dessa forma, é recomendável que seja feito de modo sistemático o linkage a nível municipal para que seja feito um diagnóstico epidemiológico mais próximo da realidade local.
Assim, haverá um melhor monitoramento dos indicadores de saúde, não só para o dengue, como também para outros agravos, e mais subsídios para embasar as ações estratégicas do planejamento dos gestores dos sistemas e serviços de saúde.
Resultados
Ano 2008
An0 2009
Ano 2010
Discussão
Principais achados:

Incremento das notificações;

Duplicidades;

Subnotificação.
INCREMENTO DAS NOTIFICAÇÕES

O banco de referência, o SINAN, elevou a quantidade dos seus registros em:
10% (2008);
15,7% (2009);
9,5% (2010).

Linkage :

Ferramenta eficaz para melhorar a captação de registros frente aos problemas da subnotificação e erros da informação.
No pareamento de bases de outros agravos:

Existem estudos que também verificaram um acréscimo das notificações.

Souza e Pinheiro (2011) constataram um
aumento de 5,4%
nas notificações de tuberculose no município do Rio de Janeiro através do linkage entre SIM, SINAN e SIH/SUS.

Enquanto que o relacionamento manual entre SIM e SINAN para tuberculose também gerou um
aumento de 28%
das notificações em dois hospitais do Rio de Janeiro (SELIG et al., 2010).
No pareamento via linkage do SINAN com outros sistemas de informação:

Também houve incremento nas notificações.

Segundo Lucena e colaboradores (2006), o relacionamento probabilístico do
SINAN
com
SISCEL
(Sistema de Controle de Exames Laboratoriais) e
SICLOM
(Sistema de Controle Logístico de Medicamentos) evidenciou:

Uma
elevação de 9,3%
dos casos notificados de AIDS

A ponto de
alterar a curva de tendência
desta doença para crescente a partir de 2001.
DUPLICIDADES

SIM

Nos anos estudados, não foram identificadas cópias das notificações.

A duplicidade aparenta ser um evento pouco reportado na literatura ou raro não só para dengue, mas também para outros agravos, como:

0,44% em óbito neonatal (PEDROSA et al., 2007);

1,9% em meningite (CORTÊS, 2002).
SIH/SUS

Os percentuais de réplicas detectados do dengue foram:
2,8% (2008);
20,7% (2009);
9,8% (2010).

Em doenças crônicas, também há relatos de duplicidades.

Entre 2000 e 2003, foram eliminadas 8,9% das AIH (Autorização de Internação Hospitalar) repetidas de pacientes amputados com diabetes no Rio de Janeiro (CASCÃO; KALE, 2006).

Ainda assim, poucos estudos descrevem notificações repetidas oriundas do SIH/SUS.
SINAN

As taxas rastreadas de duplicidade foram bastante inferiores:
0,7 (2008);
0,9% (2009);
1,29% (2010).

Lucena e colaborados (2006) e Glatt (2005) encontraram duplicidade de, respectivamente:

13,3% (de todos os casos até 2005)
13,5% (dos adultos entre 1980 e 2003)

Entre as notificações de AIDS no SINAN, valores muito superiores em relação às do dengue.
Essas disparidades podem estar relacionadas:

A magnitude dos bancos estudados por estes autores

No recortes do tempo (20 anos versus 3 anos);

No tipo de agravo (AIDS versus Dengue);

Na área do estudo (Brasil versus Salvador).
Ano 2009

Elevação das notificações;

Incremento do percentual de duplicidades quando comparado aos demais períodos.

Ambos os resultados podem estar relacionados à epidemia do dengue ocorrida na Bahia neste ano (BAHIA, 2010a), fato que parece explicar tais fenômenos nas notificações
Portanto, supõe-se que em períodos de epidemia ocorra um maior número de sub-registros dos agravos, única hipótese que parece explicar o aumento desta subnotificação.

Além disso, diferentes estabelecimentos notificadores pode registrar o mesmo caso, justificando a quantidade de duplicidades encontradas (MENDES et al., 2000).
SUBNOTIFICAÇÃO

SINAN

Subnotificou:
10,8% (2008);
16,6% (2009);
10,8% (2010) das internações e
32,5% do total dos óbitos.

Nos três anos, negligenciou a vigilância dos casos mais graves.
Oliveira (2006) evidenciou resultado semelhante no SINAN:
que não rastreou
28,6% dos óbitos
por dengue no SIM em 2001 no Rio de Janeiro.

Para tuberculose, nesta mesma localidade, o SINAN não contabilizou:
22,1%
das internações
43,2%
dos óbitos de 2002 a 2004 (SOUSA; PINHEIRO, 2011).
O
SINAN
também apresentou problemas de notificação com outros sistemas e agravos diferentes.

Gonçalves e colaboradores (2008) relataram sub-registros de AIDS do SINAN, em relação ao
SISCEL (33,1%) e SIM (14,1%).


Cerca de
70% das gestantes soropositivas
, em Fortaleza-CE, foram sub-registradas também no SINAN em relação o SINASC e o Lacen-CE - Laboratório Central do Estado do Ceará (CAVALCANTE; RAMOS JR.; PONTES, 2005).

Para leishmaniose visceral, o SINAN subnotificou
42,2% e 45% dos dados
referentes ao SIH/SUS e SIM, respectivamente (MAIA-ELKHOURY et al., 2007).
SIH/SUS

Não registrou:
15,52% (2008);
25% (2009);
29% (2010) das internações do dengue, totalizando, nos três anos,
649 hospitalizações
notificadas apenas no SINAN.

Esses achados contrapõem-se aos do Rio de Janeiro:

As internações por febre hemorrágica do dengue era de
2,5 a 5 vezes
maior que o número de notificações nos anos de 2002 e 2003 (OLIVEIRA, 2006).
SIM

Não captou
17 óbitos
evidenciados unicamente no SINAN

Representando, de modo acumulado nos três anos de estudo,
39,5% de subnotificação
.

De modo similar, Maia-Elkhoury e colaboradores (2007) calcularam
53% de sub-registros
de óbitos por leishmaniose visceral do SIM em relação ao SINAN.
SIM

Mas com relação ao
óbito infantil,
as taxas aumentam assustadoramente:

Soares (2008) apontou 91,6% de subnotificação neste sistema ao estudar quatorze municípios no Ceará em 2005.

Já para os casos de
tuberculose e AIDS:

Aproximadamente
5% dos óbitos
não foram captados no SIM (OLIVEIRA, 2008), registrando o menor de percentual de subnotificações em relação aos outros autores.

Entretanto, estudos com mesma metodologia, como o de Sousa e Pinheiro (2011),
não mencionaram subnotificações presentes no SIH ou SIM em referência ao SINAN.
O contingente de inconsistências encontradas nos bancos de dados corrobora a necessidade da rotina do pareamento dos sistemas de informação nos serviços epidemiológicos.

Dessa forma, autores (LUCENA et al., 2006; MAIA-ELKHOURY et al., 2007) tem usado os novos indicadores encontrados para embasar o monitoramento dos agravos com mais qualidade e uma maior precisão nas ações estratégicas elaboradas pela vigilância epidemiológica.
LINKAGE

Facilidades

Estratégia de baixo custo operacional;

Fácil acesso para realizar o monitoramento dos agravos em geral (CAMARGO JR.; COELI, 2000; SILVA; LEITE; ALMEIDA, 2009).

Útil para identificação do real número de notificações para determinando agravo

Podendo ter suas vantagens potencializadas quando usadas como rotinas nos municípios para o monitoramento dos dados epidemiológicos (LUCENA et al., 2006).
LINKAGE

Dificuldades

Execução complicada em virtude dos seus minuciosos passos, sendo passível a um maior número de erros no seu resultado final.

Recomenda-se que todo o processo seja sistematicamente conferido para confirmação dos achados.

A falta de parâmetros de referência, na literatura, para um pareamento específico de bases de dados do dengue foi um desafio, exigindo que os mesmos fossem calculados para tal agravo.
LIMITAÇÕES DO ESTUDO

Por se tratar de um estudo transversal, podem ter ocorridas atualizações dos dados nos sistemas de informação estudados após a sua coleta (realizada entre janeiro e março de 2012);

O banco SIH/SUS disponibilizado para a pesquisa não permitiu fazer inferências diretas sobre mortalidade por dengue sem a intervenção do pareamento das bases de dados;

O linkage pode ter interpretado como duplicidade, e excluído, aqueles casos ou hospitalizações do dengue que ocorreram mais de uma vez no mesmo ano e estabelecimento de saúde. Portanto, podem ter sido eliminadas notificações que se encaixam nessa situação.
Dengue

Doença de transmissão vetorial, causada por quatro sorotipos do RNA vírus:
DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4 (BRASIL, 2001b; CÂMARA et al., 2007; OSANAI, 1984).

Formas de apresentação:
Inaparente
Febre do Dengue (FD)
Dengue com Complicação (DCC)
Febre Hemorrágica do Dengue (FHD)
Síndrome do Choque do Dengue (SCD)
Vigilância
SIM, SINAN, SIH/SUS (BRASIL, 2007);

Sistemas de Informação
Auxiliam gestores e profissionais no planejamento de políticas e ações de saúde;
Subsidiam a análise de dados para pesquisas acadêmicas e avaliação dos serviços de saúde (MAIA-ELKHOURY et al., 2007).

Linkage
Ferramenta extremamente útil para identificação do perfil das notificações de determinados agravos, com vistas ao aprimoramento in loco da vigilância epidemiológica (LUCENA et al., 2006).
Descrever as notificações do dengue de Salvador-BA de 2008 a 2010, resultantes do linkage entre SIM, SINAN e SIH/SUS.
Métodos
Estudo de corte transversal, de caráter exploratório descritivo;

Comitê de Ética da SESAB
Parecer favorável – ofício nº98/2011.

Coleta dos dados:
Janeiro a março de 2012;
SINAN e SIM – Diretoria de Informação em Saúde (DIS);
SIH/SUS – Secretaria de Saúde do Município de Salvador (SMS).

O tratamento dos bancos de dados SIM, SINAN e SIH/SUS por meio do linkage.

Programa utilizado: RecLink® versão 3.1.6.3160.
Etapas do Linkage:
Padronização das variáveis;
Blocagem;
Pareamento dos registros.

Neste trabalho, os dados foram analisados, ano a ano, para cada banco de informação, pois há o risco de reincidência da doença.

Então, este pareamento probabilístico entre SIM, SINAN e SIH/SUS permitiu a obtenção dos seguintes bancos de notificações tratados:
1.768 (2008)
3.056 (2009)
4.335 (2010)
Para análise dos dados, usando-se os programas EpiInfo® versão 3..5.1. e Excel® versão 2007, foram calculados

Coeficientes de incidência
Coeficiente de Mortalidade
Letalidade
Proporção das hospitalizações

Principais variáveis do banco de casos, internações e óbitos por dengue:

Distritos sanitários de residência do doente
Endereço Inconsistente = os logradouros incompletos, inexistentes ou que não pertenciam ao município de Salvador.
Faixa etária
Ano de ocorrência do evento.
Resultados
O presente trabalho identificou, nos três anos de estudo, um
incremento
no número de:

Casos (245,2%);
Hospitalizações (476,2%);
Óbitos (600%)

por dengue entre 2008 e 2010 no município de Salvador-BA.
Ano 2010

Destaca-se em relação aos demais pelos elevados:

Coeficientes de incidência (144,6 casos/ 100.000 habitantes);
Coeficiente de mortalidade (0,8 óbitos/100.000 habitantes);
Letalidade (0,5%);
Proporção de hospitalizações (31,8%).

Apesar destes valores, em 2010, a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador classificou que a
cidade estava com risco médio para ocorrência de uma epidemia do dengue
, pois

Índice de Infestação Predial (IIP) estava em
3,2%
Percentual este que se encaixa na faixa de corte de 1,0% a 3,9% (SALVADOR, 2011).
Ano 2010

Além disso, segundo o Plano Nacional de Controle da Dengue (PNCD)

Incidência de 144,6 casos/ 100.000 habitantes foi caracterizada como média;
Inserida na faixa de 100 a 300 casos/ 100.00 habitantes (BRASIL, 2002).

A letalidade de 0,5% por dengue em Salvador também está dentro da faixa preconizada

(menor que 1%) para o ano de 2010 (BRASIL, 2009a).

Salvador estava em estado de alerta
para uma epidemia em 2010
Taxas dentro dos limites preconizados;
Situação seja uma consequência da epidemia do dengue que ocorreu no Estado da Bahia em 2009.
Ano 2009

De acordo com a SESAB, em 2009, durante a epidemia, foram notificados:

121.245 casos por 405 municípios baianos, com destaque inclusive para Salvador (BAHIA, 2010a).

Esta epidemia foi justificada pelo
recrudescimento do DENV2
;

Atingiu principalmente
aqueles que não tiveram contato
com este sorotipo em
1994
, ano que começou a circular na Bahia (REGO, 2012; TEIXEIRA et al., 2001).

Dessa forma, os mais acometidos nesta epidemia foram os
menores de quinze
anos (BAHIA, 2010a).
Ano 2009

A referida epidemia pode justificar, portanto, os achados deste estudo, que encontrou
elevadas incidências
, em 2009, entre os
menores de 15 anos
em relação às formas clínicas do dengue:

FD (17 casos/ 100.000 habitantes);
DCC (4,1 casos/100.000 habitantes);
FHD/SCD (1,1 casos/100.000 habitantes).

Em todos os anos estudados, principalmente em 2009, o dengue grave (DCC e FHD/SCD) afetou preferencialmente os
menores de quinze anos
.

A incidência do
DCC
, em 2009, nesta faixa etária, foi
quase quatro vezes
maior em comparação aos doentes com idade igual ou superior a 15 anos.
Ano 2009

O aumento brusco da ocorrência das formas graves entre
menores de quinze anos
foi observado no Brasil como um todo a partir de 2007, provavelmente causado pelo
recrudescimento do sorotipo DENV2
(BRASIL, 2009a).

Acredita-se que uma significativa parcela dos adultos já era imune ao sorotipo 2, enquanto que as crianças nascidas a partir do ano 2000 tiveram pouco contato com o DENV2 e DENV1 (FIGUEIREDO, 2009).

Assim, a intensa circulação do DENV2 no Estado da Bahia pode justificar o aparecimento das formas graves em menores de quinze anos em 2009, uma vez que muitas delas,
só possuíam anticorpos heterotípicos para o DENV3
, que começou a circular em Salvador em março de 2002 (SALVADOR, 2010).
Ano 2009

Esse fenômeno pode ser explicado pela
teoria das infecções sequenciais
proposta por Halstead

Os casos de FHD se apresentam quando as pessoas que já têm anticorpos para algum sorotipo do dengue, em presença de uma segunda infecção por outro sorotipo, formam um imunocomplexo que facilitam a penetração viral no fagócito mononuclear, resultando nessa forma grave da doença (HALSTEAD; NIMMANNITYA; COHEN, 1970; HALSTEAD; CHOW; MARCHETTE, 1973 apud FIGUEIREDO, 2009).
Distritos sanitários

Apesar de o
Centro Histórico
ter liderado as maiores incidências do dengue

261 casos/100.000 habitantes (2008)
255,9 casos/100.000 (2009)

Estas incidência são classificadas como
médias
- 100 a 300 casos/ 100.00 habitantes (BRASIL, 2002).
No entanto, segundo o Plano Municipal de Saúde de Salvador (PMSS), em 2008, este distrito foi o
único
categorizado com uma
alta incidência
(maior que 300 casos/100.000 habitantes), com 320,71 casos/100.000 habitantes (SALVADOR, 2010).

Em compensação, em 2010, o distrito sanitário da
Liberdade
, com 500,2 casos/ 100.000 habitantes, sobressaiu-se em relação aos demais, apresentando uma
incidência caracterizada como alta
– maior que 300 casos/100.000 habitantes (BRASIL, 2002).
Como, no nosso estudo, foi realizado um pareamento de base de dados entre SIM, SINAN e SIH/SUS, h
ouve eliminação de registros duplicados e identificação de subnotificações
.

Portanto, essa incompatibilidade de informações sobre o Centro Histórico entre este trabalho e o PMSS pode ser atribuída ao modo como os
bancos de dados foram tratados.
Há poucos dados oficiais sobre as internações por dengue no município de Salvador.

Entre os distritos sanitários, destacam-se:

Itapoan (2008) – 23,8%;
Brotas (2009) – 48%;
São Caetano-Valéria (2010) – 43,3% dos casos que resultaram em hospitalizações.
Acredita-se que grande parte das
hospitalizações por dengue
é consequência das complicações inerentes às
formas mais graves da doença
.

Esta hipótese está de acordo com os resultados encontrados em Belo Horizonte-MG:

O SIH/SUS notificou
os casos mais graves do dengue
, que possuíam exames confirmatórios e com internações em hospitais públicos (DUARTE; FRANÇA, 2006).

Portanto, é possível que Itapoan, Brotas e São Caetano-Valéria tenham sido os distritos sanitários onde as pessoas mais adoeceram por DCC, FHD e SCD.
No que se refere à
mortalidade por dengue
, de acordo com Passos e Figueiredo (2011), entre 2001 e 2009, foram notificados

115 óbitos da doença no SIM no Estado da Bahia
Dos quais 55% estavam relacionados ao FHD.

Segundo estas autoras, neste mesmo período, o município de Salvador representou

Cerca de
50% dos óbitos da macrorregional Leste
,
Refletindo tal expressividade no seu coeficiente de mortalidade de
0,59 óbitos/100.000 habitantes
.

Apenas no ano de 2010 é que a taxa de mortalidade encontrada no nosso estudo (
0,8 óbitos/100 mil habitantes
)
destoou
consideravelmente da de Passos e Figueiredo (2011).
Distritos sanitários

Os maiores
coeficiente de mortalidade
do dengue foram encontrados:

Subúrbio Ferroviário (2008) – 0,6 óbitos/ 100.000 habitantes
Centro Histórico (2009) – 4,4 óbitos/100.000 habitantes;
Cajazeiras (2010) - 2,1 óbitos/100.000 habitantes.

Ano de 2009

O distrito sanitário do
Centro Histórico
foi um dos que mais sofreu com o
impacto do dengue
:

Situação refletida tanto no
alto coeficiente de incidência
(255,9 casos/100.000 habitantes)
Quanto na
elevada taxa de mortalidade
(4,4 óbitos/100.000 habitantes)
Ainda que a
proporção de hospitalização
tenha sido relativamente
baixa
(17,1%).
Ano 2009

Centro Histórico
Internou cerca de 17% dos seus casos;
1,7% de letalidade.

Brotas

Internou 48% dos casos
4% de letalidade
.
Esta diferença pode estar relacionada à maior ocorrência do dengue grave em Brotas.
LIMITAÇÕES DO ESTUDO

Este trabalho encontrou dificuldades para identificar na literatura artigos que
dialogassem especificamente sobre dengue
no Estado da Bahia, principalmente no
município de Salvador
.

Além disso, por se tratar de um
estudo transversal
, o recorte no tempo não permite estabelecer uma relação de
causalidade
entre as variáveis do estudo, mas é possível a sugestão de
hipóteses
para serem testadas em outras produções científicas.
Diante da epidemia por dengue ocorrida no Estado da Bahia em 2009, o município de Salvador foi um dos mais afetados.

Os
menores de quinzes anos
foram os que mais sofreram com o dengue grave, em virtude do
recrudescimento do DENV2
.

O perfil dos casos, internações e óbitos de cada distrito sanitário deve ser aprofundado em outros estudos, correlacionando,
estatisticamente
, a ocorrência do dengue grave e os indicadores de mortalidade e hospitalização destas localidades.
É recomendável que a vigilância do dengue seja feito por meio da
integração das várias bases de dados
existentes de maneira a fornecer uma informação mais próxima da realidade.

Nesse sentido, esse estudo detectou uma grande
inconsistência no preenchimento dos endereços
das pessoas acometidas por esta doença.

Esta inconsistência pôde ser apenas
parcialmente contornada pelo linkage,
haja vista que este problema provavelmente ocorre no
momento do registro
do dado.

O linkage, portanto, mostrou ser uma ferramenta que auxilia na
melhora da qualidade da informação
, que subsidia a gestão em saúde.
Neste trabalho, foram identificadas falhas importantes (
duplicidades, subnotificações e preenchimento incompleto/errado
) nas notificações presentes nas bases de dados do SIM, SINAN e SIH/SUS.

O linkage, neste sentido, foi uma ferramenta essencial para tentar
burlar essas inconsistências
, pois permitiu o diálogo entre estes sistemas de informação.

Portanto, a vigilância não só do dengue, como de outros agravos, deve ser feita de
modo integrada

entre os bancos de dados
para que os problemas criados durante o processo de notificação da doença não enviesem os indicadores de saúde.

Dessa forma, este tipo de monitoramento gera dados mais próximos do real, subsidiando, assim, mais aperfeiçoadamente,
as ações estratégicas do planejamento dos gestores dos sistemas e serviços de saúde.
Ademais, é imprescindível que o município de Salvador faça um
planejamento de saúde intersetorial e com participação popular
.

A não inclusão da população nas etapas do planejamento
atrapalha
a execução das atividades de enfrentamento ao dengue.

Alheia ao processo, a
comunidade
reproduz as condutas que favorecem a
proliferação do mosquito
transmissor devido à falta de valorização do ator social no seu espaço-território.

Portanto, um planejamento de sucesso está intimamente ligado ao nível de
participação social no projeto
.
Deve-se, ainda, dar
mais visibilidade
ao importante papel dos
agentes comunitários e dos agentes de controle de endemias
, que são pontes entre os serviços de saúde e comunidade.

Muitos não são vistos como profissionais de saúde, mas como
meros fiscalizadores
das condições urbanas facilitadoras para a multiplicação vetorial.

Seu papel na promoção da saúde como
conscientizador e multiplicador da informação
é pouco reconhecido e valorizado.
Considerações Finais
Agradecimentos
À Deus;

À minha família

Ao meu amor

Aos colegas do Mestrado

Aos Professores da UEFS

Ao CNPq

À DIVEP

À Profª Ana Luiza

À Profª Cida

À Profª Thereza
Muito Obrigada!
anagabrielavicta@hotmail.com

enfandreap@gmail.com
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