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A coesão textual

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by

Kamila Gonçalves

on 16 September 2013

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Transcript of A coesão textual

A coesão textual
O que é Linguística textual?
Formas referenciais cujo lexema fornece instruções de sentido que representam uma “categorização” de partes de antecedentes do texto.


Formas referenciais cujo lexema fornece instruções de sentido que representam uma “classificação” de partes de antecedentes do texto.
Surgida na década de 1960, na Europa, onde ganhou projeção a partir de 1970, e teve inicialmente por preocupação descrever os fenômenos sintáticos- semânticos ocorrentes entre enunciados ou sequência de enunciados.
Denomina-se “análise transfrástica”, no qual não se faz , ainda, distinção nítida entre fenômenos ligados uns à coesão e outros à coerência.
Nominalizações

Nomes genéricos

Expressões sinônimas ou quase-sinônimas.
Expressões ou grupos nominais definidos.
Texto não é simplesmente uma sequência de frases isoladas, que tem por objetivo apresentar os princípios de constituição do texto em dada língua.
Em 1980, ganham corpo as Teorias do texto.
A linguística textual apresentam diversas vertentes, entre os principais representantes de cada uma delas, poder-se citar:
Beaugran e Dressler: Apontam como critérios de textualidade a coesão e a coerência, e a informatividade , a situcionalidade , a intertextualidade, a intencionalidade e a aceitabilidade. Adotam a semântica procedural, dando realce nos estudos da coerência e do processamento do texto..
Givone: Preocupa-se com a construção linguística do texto, enquanto a sequência de frase que é o processamento cognitivo do texto. Buscam subsídios em pesquisas nas áreas da Psicologia da Cognição e da Inteligência Artificial.
Weinrich: Seus estudos objetivam em construção de macrossintaxe do discurso, com de base no tratamento textual como os artigos, os verbos etc. Postula como métodos heurísticos , que consiste em unir a ánalise frasal por tipo de de palavras e a estrutura sintática do texto num só modelo, como: partitura musical a duas vozes.
A Línguistica Textual trata o texto como um ato de comunicação unificado num complexo universo de ações humanas. Por um lado deve preservar a organização linear que é o aspecto da coesão, e o outro deve considerar a organização reticulada não linear, com funções pragmáticas.
A Línguistica Textual tem como objetivo estudar não mais a palavra ou a frase isolada, mas o texto como uma unidade básica de manifestação de linguagem.
O texto é muito mais do que a simples som de frases .
A diferença entre frase e texto não é meramente de ordem quantitativa, mas sim de ordem qualitativa.

Conceito de Coesão Textual
Um texto não é apenas uma soma ou sequência de frases isoladas.
Oposição, finalidade, consequência, localização temporal, explicação e adição de argumentos são mecanismos em que sua função é assinalar determinadas relações de sentidos entre enunciados ou parte de enunciados.
É por meio desses mecanismos que vamos tecendo o "tecido" do texto. E para este fenômeno de tessitura é que se denomina a coesão textual.
Para Halliday & Hasan a coesão é uma relação semântica entre um elemento do texto e algum outro elemento crucial para a sua interpretaçao,
Halliday & Hasan citam como principais fatores de coesão a referência, a substituição, à elipse, a conjunção e a coesão lexical.
A coesão não constitui condição necessária nem suficiente para que um texto seja um texto, mas é verdade também, que o uso de elementos coesivos dão ao texto maior legibilidade.
Assim, a coesão é altamente importante e desejável, como mecanismo de manifestação superficial da coerência.
Os mecanismos da coesão
Referência: Pessoal, demonstrativa, comparativa.

-São elementos de referência: Itens da linga que não podem ser interpretados semanticamente por si mesmos, mas remetem a outros itens do discurso necessários a sua interpretação.
-A referência pode ser: Situacional (exofórica) quando o referente está fora do texto, e textual (endofórica) quando o referente está expresso no próprio texto.
-Neste caso, se o referente vem antes do item coesivo, tem-se a anáfora, e se vem após, tem-se a catáfora.
-Ela é pessoal quando feita por pronomes pessoais e possessivos. É demonstrativa quando realizada por meio de pronomes demonstrativos e advérbios indicativos de lugar. E é comparativa quando efetuada por via indireta, por meio de identidades e similaridades.
Substituição: Nominal, verbal, frasal
-Substituição é a colocação de um item no lugar de outro, é usada no lugar da repetição.

Elipse: Nominal, verbal, frasal
-A elipse é uma substituição por zero: Omite-se um item lexical, um sintagma, uma oração, um todo ou um enunciado, que são facilmente recuperados, graças ao contexto.

Conjunção: Aditiva, adversativa, causal, temporal, continuativa.
-A conjunção (conexão) permite estabelecer significado entre os elementos ou orações do texto.
*Exemplos de conectores: E, mas, depois, assim, etc.
-Os principais tipos de conjunção: A aditiva, a adversativa, a causal, a temporal e a continuativa.

Coesão lexical: Repetição, sinonímia, hiperonímia, uso de nomes genéricos, colocação.
-A coesão lexical é obtida por meio da reiteração e a colocação: a primeira se faz por repetição do mesmo item lexical ou através de sinônimos, hiperônimos e nomes genéricos. A colocação (contiguidade) é o uso de termos pertencentes a um mesmo campo significativo.

A coesão referencial
 Coesão Referencial é aquela em que um componente da superfície do texto que faz remissão a outro (s) elemento (s) nela presentes ou inferíveis a partir do universo textual. O primeiro é a forma referencial ou remissiva e ao segundo, elemento de referência ou referente textual.
 Neste sentido, o Elemento de Referência pode ser representado pó rum nome, um sintagma, um fragmento de oração, uma oração ou todo um enunciado.
 O referente representado por um nome ou um sintagma nominal se constrói no desenrolar do texto, modificando-se a cada novo “nome” que se lhe dê ou a cada nova ocorrência do mesmo “nome”.
 A relação de referência (ou remissão) não se estabelece apenas entra a forma remissiva e o elemento de referência, mas também entre o contexto que envolvem a ambos.
 A remissão pode ser fita para trás e para frente, constituindo uma anáfora ou uma catáfora.
 Kallmeyer et al. propôs a “Teoria da Referência Mediatizada” para caracterizar a função mediadora exercida pela forma remissiva quando da remissão a outros elementos linguísticos do texto.
 As principais formas remissivas (ou referenciais) podem ser de ordem gramatical ou lexical.

Formas remissivas gramaticais presas
• Formas relacionadas a um nome, concordando com ele em gênero e/ou número.
• Antecedem o nome.
• Exercem a “função-artigo”.
• São elas:
• Artigos definidos e indefinidos:
# Artigo definido: anafórico
# Artigo indefinido: catafórico
# “Teoria do Artigo” de Weinrich (1971-1973): o artigo definido pode remeter também a elementos da situação comunicativa e ao conhecimento prévio dos interlocutores. Ex: o sol, o cristianismo, etc.
# Às classes, gêneros ou tipos. Ex: O homem é um animal racional.
# Às “frames” ou esquemas cognitivos. Ex: “Ele não pôde vir de carro. A bateria estava descarregada e os freios estavam falhando”. (è relação entre bateria, freios e carro tem-se denominado anáfora semântica ou anáfora associativa).
# O “frame” é ativado pelo termo carro. Isto leva alguns estudiosos a fazer uma distinção entre anáfora superficial e anáfora profunda.
# Existem regras para o emprego dos artigos como formas remissivas. Ex: um referente introduzido por um artigo indefinido só pode ser retomado por um SN introduzido por artigo definido: “Era uma vez um rei muito rico que tinha duas filhas. O rei...”.
# A remissão por meio de artigo à informação subsequente só pode ocorrer dentro do mesmo enunciado.
# A remissão à informação anterior pode ultrapassar por limites do enunciado.
• Pronomes adjetivos
# Exercem, segundo Kallmeyer et al. (1974), a “função-artigo”.
# Demonstrativos: este, esse, aquele, tal.
# Possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso, dele.
# Indefinidos: algum, todo, outro, vários, diversos etc.
# Interrogativos: quê? Qual?
# Relativo: cujo.

• Numerais cardinais e ordinais
# Os numerais podem exercer a “função-artigo” quando acompanham um nome dentro do SN. Ex: preciso de alguns alunos para ajudarem na pesquisa. Dois alunos procederão ao levantamento do corpus e três alunos farão uma resenha da literatura pertinente. O primeiro aluno que se apresentar como voluntário será o coordenador.

FORMAS REMISSIVAS GRAMATICAIS LIVRES
As formas remissivas gramaticais livres são aquelas que não acompanham um nome dentro de um grupo nominal, mas que podem ser utilizadas para fazer remissão, anafórica ou cataforicamente, a um ou mias constituintes do universo textual. Também denominados “pronomes” ou “pré-forma”
Pronomes pessoais de 3ª pessoa: ele, ela, eles, elas.
Estes pronomes fornecem ao leitor (ouvinte) instruções de conexão a respeito de elemento de referencia com o qual tal uma conexão deve ser estabelecida.
Quando anafóricos, tem como função sinalizar que as indicações referenciais das predicações sobre o pronome devem ser colocadas e relação com as indicações referenciais de um determinado grupo nominal do contexto precedente. Caso haja mais de um grupo nominal que poderia ser potencialmente o elemento de referência, as indicações referenciais das predicações feitas sobre ada elemento desempenham um papel decisivo da decisão do leitor.
Ex.:
1) As crianças¹ estão viajando. Elas¹ só voltarão no final de mês.
2)Na estação, José¹ avistou o visitante². Ele² pareceu-lhe cansado e apreensivo.

Elipse
Consiste na omissão de um ou mais termos numa oração que podem ser facilmente identificados, tanto por elementos gramaticais presentes na própria oração, quanto pelo contexto.
Ex.:
Os convidados¹ chegaram atrasados. (ø)¹ Tinham errado o caminho e custaram a encontrar alguém que os¹ orientasse.

Pronomes substantivos
# Demonstrativos:
1) este, aquele, tal, o mesmo.
2) isto, isso, aquilo, o.
Os demonstrativos do primeiro grupo concordam em gênero e número com o elemento de referencia.
_Ex.: Um encapuzado atravessou a praça e sumiu ao longe. Que vulto era aquele vagar, altas horas da noite, pelas ruas desertas?
As formas do segundo grupo, por sua vez, remetem, geralmente, a fragmentos de orações, enunciados ou a todo o contexto anterior.
_Ex.: Pedro será promovido, mas terá de aposentar-se logo a seguir. Foi o que me revelou o amigo do governador.
As formas remissivas demonstrativas de ambos os grupos podem atuar anafórica ou cataforicamente.
# Possessivos: (o) meu, (o) teu, (o) seu, (o) nosso, (o) vosso, (o) dele.
São palavras que trazem, principalmente, a ideia de posse ou de pertencimento, indicando a quem cabe ou a quem pertence alguma coisa.
_Ex.: Esta é a minha opinião sobre o assunto. E a sua, qual é?

# Indefinidos: tudo, todos, nenhum, vários, cada um, cada qual etc.
São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade indeterminada.
_Ex.: Trouxeram-lhe flores, doces, presentes. Foi tudo em vão.
# Interrogativos: que? qual? quanto?
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem-se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso.
_Ex.: Vamos conhecer melhor o continente em que vivemos. Quantos e quais são os países da América do Sul?

# Relativos: que, o qual, quem.
São pronomes relativos aqueles que representam nomes já mencionados anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as orações subordinadas adjetivas.
_Ex.: Cerca de mil pessoas compareceram à homenagem, dentre as quais se destacavam políticos, artistas e esportistas célebres.
Numerais
# Cardinais:
_Ex.: Antônio, José e Pedro estudam desde pequenos. Os três pretendem formar-se em medicina.

# Ordinais:
_Ex.: Haverá prêmios para os melhores trabalhos. O primeiro será uma viagem á Europa.

# Multiplicativos:
_Ex.: Na semana passada, Renata ganhou 100 reais na Loteca. Hoje, Mariana ganhou o dobro.

# Fracionários:
_Ex.: Os bens do excêntrico milionário ontem falecido foram assim distribuídos: um terço para seu cãozinho de estimação e dois terços para instituições filantrópicas.
Advérbios “pronominais”: exemplo de um sistema de instruções
São formas remissivas do tipo: lá, aí, ali, aqui, onde.
Estes advérbios são muitas vezes anafóricos, tendo uma função de substituição que os aproxima dos pronomes.
_Ex.: perto do parque há um pequeno restaurante¹. Lá¹ se reúnem muitos jovens ao entardecer.

Expressões adverbiais do tipo: acima, abaixo, a seguir, assim, desse modo etc.
São formas remissivas que atuam anafórica ou cataforicamente, apontando, de modo geral, para porções maiores do texto (predicados, orações, enunciados inteiros).
_Ex.: Luciano acha que a desonestidade não compensa. Pena é que sua mulher não pense assim.

Formas verbais remissivas (pró-formas verbais)
Algumas formas remissivas livres costumam aparecer acompanhadas de uma forma pronominal do tipo: o mesmo, o, isto, assim etc; além disso, não remetem apenas a um verbo, mas a todo o predicado, isto é, o verbo com seus complementos e adverbiais.
_Ex.: O Presidente resolveu reduzir os gastos da administração pública. Os governadores fizeram o mesmo.
FORMAS REMISSIVAS
LEXICAIS
Hiperônimos ou indicadores de classe
A coesão sequencial
* A coesão sequencial diz respeito aos procedimentos linguísticos por meio dos quais se estabelecem, entre segmentos do texto, diversos tipo de relações de semânticas e pragmáticas, a medida que se faz o texto progredir.

* A progressão textual se pode fazer-se com ou sem elementos recorrentes. Pode-se falar aqui em sequenciação frástica ( sem procedimentos de recorrência estrita) e sequenciação parafrástica ( com procedimentos de recorrência).
Sequenciação Parafrástica - Texto 3 ( vide pg 54)
- Imagem da mesmice e estagnação, para isso utiliza-se de alguns recursos linguísticos:

1- extensão do parágrafo, formado de único e longo período, o que o torna cansativo.

2- reiteração de termos veiculardores de ideias básicas, como mesmo.

3- reiteração de estruturas sintáticas: das mesmas coisas que aconteciam, das mesmas coisas que diziam, dos mesmos gestos que se faziam; ( RECORRÊNCIA DE ESTRUTURAS SINTÁTICAS)

4- reiteração do conectivo e;

5- Predominância de verbos no pretérito imperfeito do indicativo, dando a ideia de continuidade, duração dos fatos no tempo; ( RECORRÊNCIA DE TEMPO E ASPECTO VERBAL )

6- reiteração do conteúdo semântico, marcada inclusive pela seleção lexical dos adjetivos e de termos quase sinônimos como monotonia, enfado, rotina, dia-a-dia.
( RECORRÊNCIA DE ESTRUTURAS SEMÂNTICAS )
** No segundo paragráfo ( conector até que ) com a mudança do tempo verbal para pretérito imperfeito é que vai ser introduzido o fato novo, que deverá quebrar a rotina.
Tem-se assim a sequenciação parafrástica. Quando na progressão de um texto, utilizam-se procedimentos de recorrência.

1- Recorrência de recursos fonológicos
** Tem-se, no caso, a existência de uma invariante, como igualdade de metro, ritmo, rima, assonâncias, aliterações etc., como exemplo a pg 5, número 4.

2- Recorrência de termos
Reiteração de um mesmo lexical
_Ex.: E o trem corria , corria , corria...
Sequenciação Frástica
Ex. Texto 4 , pg. 59.
** o texto se desenrola sem rodeios ou retornos que provoquem um “ralentamento” no fluxo informacional.
** Elementos que promovem a sequenciação frástica:

# se que estabelece uma relação de implicação entre um antecedente e um consequente;

# e, bem como, também, que somam argumentos a favor da determinada conclusão;

# quando, que opera a localização temporal dos fatos a que se alude no enunciado;

# ainda que, no entanto, que introduzem uma restrição, oposição ou contraste com relação ao que se disse anteriormente.

# pois, que apresenta uma justificativa ou explicação e/ou exemplificação;

# ou, que introduz uma alternativa.
*** os campos lexicais encontrados no texto são sobre o tema jornalismo político.
_Comparando os textos 3 e 4. O texto 3 repisa a mesma ideia à exaustão, tornando a progressão temática lenta.
_No texto 4, as ideias se sucedem com maior rapidez.

Os fatores de coesão textual que determinam a sequenciação frástica são:
Procedimentos de Manutenção Temática:
- a continuidade do tema é, em grande parte, mantida pelo uso de termos pertencentes a um mesmo campo lexical. Ex. 6. Pg. 62; Um frame , um esquema cognitvo é ativado na memória.

Progressão temática:
- A questão tema/rema foi desenvolvida pelos linguistas da Escola Funcional de Praga ( Dañes, Firbas, Mathesius, Sgall, entre outros)
- Tema (tópico, dado); rema ( foco, comentário, novo)
***Perspectiva Oracional, que considera tema aquilo que se toma como base de comunicação, aquilo do que se fala, e o rema, o cerne da contribuição, aquilo que se diz sobre o tema, não havendo, aqui, coincidência necessária entre tema e dado, rema e novo.

*** Perspectiva contextual, que ve no tema a informação contextualmente deduzível e, no rema, a informação nova, desconhecida deduzível.

- Dañes (1970) prossegue com uma combinação das duas. Progressão Temática.
***Progressão temática Linear – rema passa a tema do enunciado seguinte. Ex. 7. Pg. 64.
***Progressão temática com um tema constante- um mesmo tema recebe novas informações remáticas. Ex.8. Pg. 64.
*** Progressão com tema derivado-hipertema. Ex.9.pg.64;
***Progressão por um desenvolvimento de um rema subdividido- parte de um rema superordenado. Ex. 10. Pg. 65.
***Progressão com salto temático- omissão de informação que é deduzível facilmente pelo contexto. Ex.11. Pg. 65.

* O encadeamento permite estabelecer relações semânticas por justaposição ou conexão.
* Justaposição sem partículas, o leitor constrói a coerência do texto estabelecendo mentalmente as relações semânticas e/ou discursivas.
* Justaposição com elementos sequenciadores que estabelece um sequenciamento coesivo entre porções maiores ou menores do texto. Sinais de articulação.
* Esses sinais de articulação funcionam em um metanível ou nível comunicativo em que funcionam como sinais demarcatórios e/ou sumarizadores . Ex – por consequência, em virtude do exposto. Ex. 12, 13, 14, pg. 67.

* Nível intersequencial
- marcadores de situação , ou ordenação no tempo e espaço.
Ex. 15. 16. 17. Pg. 67

* Nível Conversacional
- assinalam a introdução, mudança, ou quebra do tópico.
Ex. 18. Pg. 67
Conexão
# Conectores interfrásticos: responsáveis pela conexão ou junção.
#São conjunções, advérbios sentenciais e outras expressões de ligação que estabelecem diversos tipos de relações semânticas e/ou pragmáticas entre orações, enunciados ou partes do texto.
#Relações lógico-semânticas: são estabelecidas por meio de conectores ou juntores de tipo lógico entre orações que compõem um enunciado.

Relação de condicionalidade: conexão de duas orações, uma introduzida pelo conector se ou similar e outra pelo operador então. Sendo o antecedente verdadeiro, o conseqüente também o será.
** Exemplos:
Se aquecermos o ferro, (então) ele se derreterá.
Caso faça sol, (então) iremos à praia.

Relação de causalidade: conexão de duas orações, uma das quais encerra a causa que acarreta a consequência contida na outra.
**Exemplos:
O torcedor ficou rouco porque gritou demais.
O torcedor gritou tanto que ficou rouco.
O torcedor gritou demais, então/por isso ficou rouco.
Por ter gritado demais, o torcedor ficou rouco.
Relação de mediação: expressa-se através de duas orações, numa das quais se explicita(m) o(s) meio(s) para atingir um fim expresso na outra.
**Exemplo: O jovem envidou todos os esforços para conquistar o amor.

Relação de disjunção: pode ser tanto de tipo lógico quanto de tipo discursivo e se expressa através do conectivo ou.
**Exemplos:
Você vai passar o fim de semana em São Paulo ou vai descer para o litoral?
Todos os congressistas deveriam usar crachás ou trajar camisas vermelhas.

Relação de temporalidade: através da conexão de duas orações localizam-se no tempo, relacionando-os uns aos outros, ações, eventos, estados de coisas do “mundo real” ou a ordem em que se teve percepção ou conhecimento deles.

**Tipos de relacionamento temporal:
a) Tempo simultâneo (exato, pontual):
Quando o filme começou, ouviu-se um grito na plateia.

b) Tempo anterior/tempo posterior:
Antes que o inimigo conseguisse puxar a arma, o soldado desferiu-lhe uma saraivada de tiros.
Depois que Maria enviuvou, ela preferiu viver na fazenda de seus pais.

c) Tempo contínuo ou progressivo:
Enquanto os alunos faziam os exercícios, o professor corrigia as provas da outra turma.
À medida que eu misturava a massa do bolo, despejava a farinha aos poucos.

Relação de conformidade: Conexão de duas orações em que se mostra a conformidade do conteúdo de uma com algo asseverado na outra:
**Ex.: O réu agiu conforme o advogado lhe havia determinado.
• Relações discursivas ou argumentativas: responsáveis pela estruturação de enunciados em textos por meio de encadeamentos sucessivos.

• Cada enunciado resulta de um ato de fala distinto.

• Diferente das relações de tipo lógico, o que se assevera é a produção de dois ou mais enunciados distintos, encadeando-se o segundo sobre o primeiro.

• Esses conectores, ao introduzirem um enunciado, determinam-lhe a orientação argumentativa. Também são chamados de operadores argumentativos e estabelecem relações pragmáticas ou argumentativas.

Conjunção:
A reunião foi um fracasso. Não se chegou a nenhuma conclusão importante, nem (e não) se discutiu o problema central.o

Disjunção argumentativa:
Todo voto é útil. Ou não foi útil o voto dado ao rinoceronte “Cacareco” nas eleições municipais, há alguns anos atrás?

Contrajunção:
Tinha todos os requisitos para ser um homem feliz.
Mas vivia só e deprimido. Embora desconfiasse do amigo, nada deixava transparecer.
O calor continua insuportável, apesar da chuva que caiu o dia todo.

Comprovação:
Encontrei seu namorado na festa, tanto que ele estava de tênis Adidas.
Conclusão: Introduz um enunciado de valor conclusivo de falas anteriores através de operadores como portanto, logo, pois etc.
_Toda a equipe jogou desentrosada. Portanto o novo atacante não poderia ter mostrado o seu bom futebol.

Comparação:
_Luciana é tão bonita quanto Paula.
_Paula é tão bonita quanto Luciana.
Generalização/extensão:
_Renato está atrasado. Aliás, ele nunca chega na hora.
_Vanessa está de novo sem dinheiro. Bem, é o que acontece com todo universitário que não trabalha e gasta muito com Xerox.

Especificação/exemplificação:
_Muitos de nossos colegas estão no exterior. Pierre, por exemplo, está na França.
_Nos países do Terceiro Mundo, como a Bolívia e o Brasil, falta investimento na educação.

Contraste:
_Gosto muito de esporte. Mas luta-livre, faça-me o favor!

Correção/redefinição:
_Irei à sua festa. Isto é, se você me convidar.
_Pedro chega hoje. Ou melhor, acredito que chegue, não tenho certeza.


KOCH, Ingedore. G. Villaça. A coesão textual. 22 ed. São Paulo: Contexto, 2010.

Van Dijk: Volta seu trabalho para macroestrutura textuais e as superestruturas ou esquemas textuais , à questão de tipologia do texto.
Petöfi: Seus estudos são voltados para construção de uma teoria semiótica dos textos verbais a que denominou TeSWeST (Teoria da Estrutura do Texto – Estrutura do mundo), que visa o relacionamento entre a estrutura de um texto e a interpretação extensional do mundo, implicando assim modelos con-textuais e contextuais.
Schimidt: O ato de comunicação orientado e preenchendo uma função comunicativa reconhecível. É o modo de toda ou qualquer comunicação transmitida por sinais, inclusive os linguísticos.
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