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HUMANISMO

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by

Marcella Prezotto

on 14 March 2014

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Transcript of HUMANISMO

Contexto Histórico
Gil Vicente
Considerado o maior representante da literatura renascentista de Portugal antes de Camões, Gil Vicente não só foi o primeiro dramaturgo português como também teatrólogo, além de ter atuado como encenador (“diretor teatral”).
Ele viveu provavelmente entre os anos de 1465 e 1537, não se sabe ao certo. Casou-se com Branca Bezerra, com quem teve Gaspar Vicente e Belchior Vicente e depois de enviuvar, casou com Melícia Rodrigues de quem teve Paula Vicente, Luís Vicente e Valéria Borges.
Ele escreveu mais de 40 obras e é considerado o criador do teatro português pela apresentação, em 1502 de seu “Monólogo do Vaqueiro”.

O Humanismo
As obras humanistas passaram a explorar temas que tivessem relação com a figura humana

Prosa doutrinária:
A prosa doutrinária servia fundamentalmente à educação da fidalguia, com o sentido de orientá-la no convívio social e no adestramento físico para a guerra, sendo escrita normalmente por monarcas. O culto do esporte, principalmente o da caça, ocupava o primeiro lugar nessa pedagogia pragmática. As virtudes morais também eram lembradas e enaltecidas, sempre visando a alcançar o perfeito equilíbrio entre a saúde do corpo e do espírito.
Essa produção recebeu o nome de doutrinária, porque incluíam a atitude de transmitir ensinamentos sobre certas práticas diárias, e sobre a vida.

Poesia palaciana:
A poesia palaciana, assim chamada porque surgiu dentro dos palácios, era feita por nobres e para a nobreza, retratando usos e costumes da corte.
-Separação entre música e texto: a poesia destina-se mais a leitura. Assim a própria linguagem é responsável pelo ritmo e expressividade. O termo trovador aos poucos assume um caráter pejorativo e começa a surgir a figura do poeta;
-Utilização dos redondilhos: versos compostos por cinco (redondilhos menores) ou sete (redondilhos maiores) sílabas;
- Temática variada: assumiam composições religiosas, satíricas, didáticas, heroicas e líricas.

Literatura
HUMANISMO
Conclusão
O humanismo literário, assim como o humanismo filosófico, atenta para figura e essência humana. É uma quebra, uma mudança fortissíma quando considerada a época na qual esta está inserido.
As obras humanistas têm grande papel como delatoras da situação e funcionamento social da época, elas fazem do cidadão do século XV seus personagens e ainda assim são comtemporâneas.
É fácil identificar em nossa sociedade atual personagens semelhates aos do humanismo, salvo figuras reais, mas essas abrem ainda brechas à comparações.
Intertextualidade
O Auto da Barca do Inferno e a figura mitológica de Caronte:
Em algumas passagens da obra, existe uma referência ou comparação à lenda mitológica de Caronte, o barqueiro que transportava as almas dos mortos pelo mar, até ao seu destino final.

Diversas obras do humanismo são reinterpretadas atualmente.
Obras de Gil Vicente

Monólogo do Vaqueiro ou Auto da Visitação (1502)
Auto Pastoril Castelhano (1502)
Auto dos Reis Magos (1503)
Auto de São Martinho (1504)
Quem Tem Farelos? (1505)
Auto da Alma (1508)
Auto da Índia (1509)
Auto da Fé (1510)
O Velho da Horta (1512)
Exortação da Guerra (1513)
Comédia do Viúvo (1514)
Auto da Fama (1516)
Auto da Barca do Inferno (1516)
Auto da Barca do Purgatório (1518)
Auto da Barca da Glória (1519)
Cortes de Júpiter (1521)
Comédia de Rubena (1521)
Pranto de Maria Parda
Farsa de Inês Pereira (1523)
Auto Pastoril Português (1523)

O auto da Barca do Inferno
O Auto da Barca do Inferno acontece através de um único espaço e de duas personagens fixas "diabo e anjo".
A peça inicia-se num porto imaginário, onde se encontram as duas barcas, a Barca do Inferno, cuja tripulação é o Diabo e o seu Companheiro, e a Barca da Glória, tendo como tripulação um Anjo.
Cada personagem discute com o Diabo e com o Anjo para qual das barcas entrará. No final, só os Quatro Cavaleiros e o Parvo são aceitos na Barca da Glória (embora este último permaneça toda a ação no cais, numa espécie de Purgatório), todos os outros rumam ao Inferno.

Bibliografia
Frágua de Amor (1524)
Farsa do Juiz da Beira (1525)
Farsa do Templo de Apolo (1526)
Auto da Nau de Amores (1527)
Auto da História de Deus (1527)
Tragicomédia Pastoril da Serra da Estrela (1527)
Farsa dos Almocreves (1527)
Auto da Feira (1528)
Farsa do Clérigo da Beira (1529)
Auto do Triunfo do Inverno (1529)
Auto da Lusitânia, intercalado com o
entremez Todo-o-Mundo e Ninguém (1532)
Auto de Amadis de Gaula (1533)
Romagem dos Agravados (1533)
Auto da Cananea (1534)
Auto de Mofina Mendes (1534)
Floresta de Enganos (1536)
Farsa:
é um ramo teatral que mistura comédia e crítica social aos comportamentos desviantes cotidianos.

Auto:
é uma composição teatral de linguagem simples. Os autos, em sua maioria, têm elementos cômicos e intenção moralizadora. Suas personagens simbolizam as virtudes, os pecados, ou representam anjos, demônios e santos.

Monólogo:
no teatro, é uma longa fala ou discurso pronunciado por uma única pessoa em que o personagem extravasa de maneira razoavelmente ordenada seus pensamentos e emoções, sem dirigir-se a um ouvinte específico.

Apresentam-se a julgamento as seguintes personagens:

• D. Anrique: um fidalgo (nobre) tirano;
• Onzeneiro: homem que vivia de emprestar dinheiro a juros muito elevados, um agiota;
• Joanantão: um sapateiro acusado de roubar do povo;
• Joane: um parvo (tolo, vivia simples e inconsciente dos seus atos);
• Frei Babriel: um frade cortesão e mundano e sua "dama" Florença;
• Brísida Vaz: uma alcoviteira;
• Semifará: um judeu;
• Corregedor e um Procurador: altos funcionários de Justiça;
• Enforcado: homem que fora “julgado” e condenado a forca em vida;
• Quatro Cavaleiros que morreram no combate pela fé.

Todos mantêm as suas características terrestres.
Os personagens surgem acompanhados de elementos simbólicos, que representam os suas atitudes terrenas. À exemplo disso está: o pajem que acompanha o fidalgo, a moça que acompanha o frade, o bode levado pelo judeu (animal símbolo do judaísmo), os processos carregados pelos funcionários de justiça e a cruz carreada pelos cavaleiros.

A farsa de Inês Pereira
“Mais vale asno que me carregue que cavalo que me derrube.”
Características de suas obras
O teatro vicentino é caracterizado pela sátira, criticando o comportamento de todas as camadas sociais.
Quanto à forma, a utilização de cenários e montagens, o teatro de Gil Vicente é simples. Seu texto apresenta uma estrutura poética, com o predomínio da redondilha maior (sete sílabas).
O tipo mais satirizado por Gil é o frade que se entrega a amores proibidos, à ganância, ao exagerado misticismo, ao mundanismo, à depravação dos costumes. A baixa nobreza representada pelo fidalgo decadente e pelo escudeiro é outra faixa social insistentemente criticada.

Surgido na Europa, mais precisamente na Itália, século 15, período de transição da Idade Média para a Idade Moderna, teve como iniciador Petrarca.

Contemporâneo ao humanismo literário está o humanismo filosófico, ambos valorizavam as ações humanas e os valores morais (justiça, respeito, honra, liberdade, solidariedade, amor, etc.). Propunham o antropocentrismo – “O homem como o centro do pensamento filosófico” –, que era contrário ao teocentrismo – “Deus no centro do pensamento filosófico”. No Humanismo o homem passa a ser o centro de interesse da cultura, ou seja, o homem era capaz de refletir e discernir seus caminhos, cultivar terras, possuir comércios e criar suas próprias políticas de convívio.

Nesse momento, temos os surgimentos de novas atividades econômicas que aos poucos foram sendo responsáveis pela crise do sistema feudal. É o chamado "Mercantilismo". É o período que surge as cidades (Burgos) e com ela uma nova classe social, a Burguesia, aliada muitas vezes a figura do rei.
Os artistas começaram a dar mais valor às emoções humanas.
Nesse período, compreendido entre os séculos XIV a XVI, os avanços científicos começavam a tomar espaço no meio cultural.

A tecnologia começava a se aflorar nos campos da matemática, física, medicina. Nomes como Galileu, Paracelso, Gutenberg, dentre outros, começavam a se despontar, em razão das descobertas feitas por eles.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Auto_da_Barca_do_Inferno
http://vestibular.brasilescola.com/resumos-de-livros/o-auto-barca-inferno.htm
http://www.infoescola.com/literatura/humanismo/
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/humanismo/humanismo-3.php
http://www.brasilescola.com/literatura/humanismo.htm
http://www.estudopratico.com.br/contexto-historico-do-humanismo/
http://aprendendoaliteratura.blogspot.com.br/2013/03/contexto-historico-e-cultural.html
http://assuntosdiversos.com.br/wordpress/humanismo/
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/literatura/farsa-ines-pereira-resumo-obra-gil-vicente-700290.shtml
http://pt.wikipedia.org/wiki/Auto_da_Barca_do_Inferno
http://vestibular.brasilescola.com/resumos-de-livros/o-auto-barca-inferno.htm
http://www.infoescola.com/literatura/humanismo/
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/humanismo/humanismo-3.php
http://www.brasilescola.com/literatura/humanismo.htm
http://www.estudopratico.com.br/contexto-historico-do-humanismo/
http://aprendendoaliteratura.blogspot.com.br/2013/03/contexto-historico-e-cultural.html
http://assuntosdiversos.com.br/wordpress/humanismo/
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/literatura/farsa-ines-pereira-resumo-obra-gil-vicente-700290.shtml

(Páginas acessadas no período de 10 de março de 2014 a 13 de março de 2014.)
Inês Pereira, desejosa de escapar dos trabalhos domésticos que tem de fazer na casa de sua mãe, resolve conseguir um marido. Uma primeira tentativa é feita por intermédio da alcoviteira Lianor Vaz, que lhe indica para marido Pero Marques, aldeão simples, mas rico. Inês recusa o pretendente, considerando-o excessivamente simplório. Contata então Vidal e Latão que lhe conseguem o marido dos seus sonhos: Brás da Mata, escudeiro galanteador.
Inês se casa com Brás acreditando que teria a liberdade que desejava. No entanto, logo após o casamento, ele se mostra alheio a festas e celebrações, impedindo a esposa de cantar e dançar. Quando é chamado a guerrear, determina que a esposa fique trancada em casa sob os cuidados de um pajem.
Alvejado durante uma fuga, o escudeiro morre. Inês celebra a liberdade que lhe é conferida pela viuvez. Lianor reaparece e volta a lhe sugerir o casamento com Pero Marques. Inês aceita a sugestão dessa vez.
O segundo marido se mostra bastante diferente do primeiro, concedendo a Inês toda a liberdade que ela deseja. Assim, a moça consegue sair e passear o quanto quer. Em um desses passeios, encontra-se com um ermitão, que revela ser um antigo apaixonado por ela. Inês se compromete a visitá-lo.
Inês pede a Pero Marques que a leve até o ermitão dizendo que era por devoção religiosa. O marido consente e os dois partem. Para atravessar um rio que havia no caminho, Pero carrega a mulher nas costas e essa vai cantando uma canção alusiva à infidelidade dela ao marido e à mansidão dele. Pero segue cantando o refrão, terminando como um tolo enganado.
Full transcript