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Mensagem/Lusíadas

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by

diogoparentee e

on 15 January 2013

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Transcript of Mensagem/Lusíadas

"Mensagem" / "Os Lusíadas" D. Dinis Análise Análise Segunda estrofe de "Mensagem" O espaço O tempo "Os Lusíadas" - Canto III - estrofes 96, 97 e 98 D. Dinis "silêncio múrmuro consigo" e "rumor dos pinhais que ondulam" Descrição de D. Dinis D. Dinis Estrofes 96, 97 e 98 CantoIII de "Os Lusíadas" "D. Dinis" de "Mensagem" D. Dinis Sexto rei
46 anos
"D. Dinis fez tudo o que quis"
«O Lavrador»
> Desenvolveu a agricultura
>Mandou plantar o Pinhal de Leiria Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.

Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar. "Eis depois vem Dinis, que bem parece
Do bravo Afonso estirpe nobre e dina,
Com quem a fama grande se escurece
Da liberalidade Alexandrina.
Com este o Reino próspero floresce
(Alcançada já a paz áurea divina)
Em constituições, leis e costumes,
Na terra já tranquila claros lumes.

"Fez primeiro em Coimbra exercitar-se
O valeroso ofício de Minerva;
E de Helicona as Musas fez passar-se
A isar do Monde-o a fértil erva.
Quanto pode de Atenas desejar-se,
Tudo o soberbo Apolo aqui reserva.
Aqui as capelas dá tecidas de ouro,
Do bácaro e do sempre verde louro.

"Nobres vilas de novo edificou
Fortalezas, castelos mui seguros,
E quase o Reino todo reformou
Com edifícios grandes, e altos muros.
Mas depois que a dura Átropos cortou
O fio de seus dias já maduros,
Ficou-lhe o filho pouco obediente,
Quarto Afonso, mas forte e excelente. Criador das condições para as navegações;
Épico ("Os Lusíadas");
Lírico ("Mensagem");
Futuro;
"plantador de naus a haver" Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver. "Eis depois vem Dinis, que bem parece
Do bravo Afonso estirpe nobre e dina,
Com quem a fama grande se escurece
Da liberalidade Alexandrina.
Com este o Reino próspero floresce
(Alcançada já a paz áurea divina)
Em constituições, leis e costumes,
Na terra já tranquila claros lumes.

"Fez primeiro em Coimbra exercitar-se
O valeroso ofício de Minerva;
E de Helicona as Musas fez passar-se
A pisar do Monde-o a fértil erva.
Quanto pode de Atenas desejar-se,
Tudo o soberbo Apolo aqui reserva.
Aqui as capelas dá tecidas de ouro,
Do bácaro e do sempre verde louro.

"Nobres vilas de novo edificou
Fortalezas, castelos mui seguros,
E quase o Reino todo reformou
Com edifícios grandes, e altos muros.
Mas depois que a dura Átropos cortou
O fio de seus dias já maduros,
Ficou-lhe o filho pouco obediente,
Quarto Afonso, mas forte e excelente. Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar. "Mensagem" Duas estrofes (quintilhas);
Segundo verso de cada estrofe: oito sílabas métricas;
Versos decassilábicos;
Esquema rimático ABAAB "Cantar de Amigo" - poema medieval, cantado pelos trovadores. D. Dinis escreveu vários cantares destes.
"arroio" - riacho.
"marulho" - som do mar. Três estrofes (oitavas);
Versos decassilábicos;
Esquema rimático ABABABCC. Enquadramento das obras: "Mensagem" Primeira parte - Brasão 1º - Ulisses;
2º - Viriato;
3º - Conde D. Henrique;
4º - D. Tareja;
5º - D. Afonso Henriques;
6º - D. Dinis;
7.1º - D. João o Primeiro;
7.2º - D. Filipa de Lencastre. Enquadramento das obras: "Os Lusíadas" Plano da História de Portugal;
Vasco da Gama - Rei de Melinde; Estrofes antes: D. Sancho II e
Afonso III.
Estrofes depois: D. Afonso IVe
castelhanas. Pinhais -----> Expansão Marítima -----> Riqueza <-----Trigo Sucessor do rei Afonso;
Progreção;
Terra iluminada;
Ensino;
Inspiração;
Da guerra à luz;
Riqueza e vitória;
Melhoramento do país. O evento grandioso que irá acontecer  «Os Descobrimentos» O pressentimento que D. Dinis tem no presente de algo grandioso. “O som presente desse mar futuro” “Arroio, esse cantar … e a fala dos pinhais … é som presente desse mar futuro” "É a voz da terra ansiando pelo mar" Arroio (regato) -----> Grande Mar "Lusíadas" Mensagem -----> Futuro
Lusíadas -----> Passado Em Camões, canta-se o Portugal-que-foi.
Em Pessoa, o Portugal-a-haver.

Recursos estilísticos: "Mensagem"

Oximoro: "ouve um silêncio múrmuro consigo"
Comparação: "como o tirgo"
Anáfora: "É o som (...) / É a voz (...)"
Assonância e aliterações: “múrmuro”; “rumor”; “ondulam”; “marulho obscuro”; “futuro” – “silêncio”; “consigo”; “sem se”; “oceano”; “ansiando”.




Recursos estilísticos: "Os Lusíadas"

Enumeração: "Nobres vilas de novo edificou / Fortalezas, castelos mui seguros"
Eufemismo: "dura Átropos cortou o fio de seus dias"
Perífrases: várias (ex.: "com quem a fama grande se escurece") Fim Diogo Parente
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