Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

ANNE SULLIVAN UNIVERSITY MESTRADO EM EDUCAÇÃO

No description
by

Manoel Filho

on 24 October 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of ANNE SULLIVAN UNIVERSITY MESTRADO EM EDUCAÇÃO

ANNE SULLIVAN UNIVERSITY - MESTRADO EM EDUCAÇÃO
UNIDADE FOR-CE – S. G. DO AMARANTE
DISCIPLINA: FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO
PROFESSOR: PIO BARBOSA

Tema: Pressupostos filosóficos das teorias educacionais Concepção freireana de educação
Mestrandos:
Diana Maria Pereira Monte
Irismar Carlos Monte
Francisco Moisés Rodrigues
Anna Kássia Souza Rodrigues
Antônio Moreira Cabral
Simone Soares Correia
Krysna Bezerra Soares
Maria Tatiana Alves da Cruz

O pensamento político-social e educacional de Paulo Freire

A contribuição na reflexão do homem e seu compromisso com a sociedade, fez de Paulo Freire um pedagogo brasileiro de destaque. Não se limitando a teorizar, mas empenhando-se para que estas questões tivessem repercussão positiva na sociedade humana em geral e na brasileira especificamente, o que fez dele um homem profundamente comprometido com a sociedade, principalmente com as camadas populares.

O Exílio de Paulo Freire
Em setembro de 1964, com 43 anos, Paulo Freire partiu para a Bolívia levando na bagagem uma trajetória de experiências singulares na alfabetização de adultos, de grande alcance social, que rapidamente conquistaram atenção e respeito por parte de governos, educadores e intelectuais de todo o mundo. Freire ficou muito pouco tempo na Bolívia, por causa da altitude de La Paz e também pelo golpe de Estado que derrubou o governo de Paz Estensoro. Seguiu para Santiago, no Chile, onde chegou em novembro de 1964. Viveu neste país até abril de 1969, quando foi convidado para lecionar nos Estados Unidos e também para atuar no Conselho Mundial das Igrejas, em Genebra, Suíça. Aceitou os dois convites, permanecendo inicialmente 10 meses em Harvard, onde deu forma definitiva ao livro Ação Cultural para a Liberdade. Nesse período, escreve dois de seus livros mais conhecidos: Educação Como Prática da Liberdade e Pedagogia do Oprimido.
“Para mim, o exílio foi profundamente pedagógico. Quando, exilado, tomei distância do Brasil, comecei a compreender-me e a compreendê-lo melhor."

Paulo Freire segundo Gadotti
A força da obra de Paulo Freire não está só na sua pedagogia, mas no fato de ter insistido na ideia de que é possível, urgente e necessário mudar a ordem das coisas. Ele não apenas convenceu muitas pessoas em muitas partes do mundo pelas suas teorias e práticas, mas, também, despertou neles e nelas a capacidade de sonhar um mundo "mais humano, menos feio e mais justo". Ele foi uma espécie de guardião da utopia. Esse é o legado que ele nos deixou. Esse legado, nesse início de milênio, é, acima de tudo, um legado de esperança. Por isso, devemos continuar lendo Paulo Freire.

A Educação Bancária
Em oposição à pedagogia do diálogo, Paulo Freire desnuda a concepção bancária de educação; é uma crítica à educação que existe no sistema capitalista.
Nessa concepção:
O educador é o que educa; os educandos, os que são educados; o educador é o que sabe; os educandos, os que não sabem; o educador é o que disciplina; os educandos, os disciplinados; o educador é o que atua; os educandos, os que têm a ilusão de que atuam; o educador identifica a autoridade do saber com sua autoridade funcional, que opõe antagonicamente à liberdade dos educandos; estes devem adaptar-se às determinações daquele; o educador, finalmente, é o sujeito do processo; os educandos, meros objetos (Freire, 1983, p.68).
Este desnudamento serve de premissa para visualizar o poder do educador sobre o educando e como consequência à possibilidade de formar sujeitos ativos, críticos e não domesticados.
A Educação Bancária se alicerça nos princípios de dominação, de domesticação e alienação transferidas do educador para o aluno através do conhecimento dado, imposto, alienado. De fato, nessa concepção, o conhecimento é algo que, por ser imposto, passa a ser absorvido passivamente.
Na visão "bancária" da educação, o "saber" é uma doação dos que se julgam sábios aos que julgam nada saber. Doação que se funda numa das manifestações instrumentais da ideologia da opressão .
Como se vê, a opressão é o cerne da concepção bancária. Para analisar esta concepção que se fundamenta no antidiálogo, Freire (1983) apresenta características que servem à opressão. São elas: a conquista, a divisão, a manipulação e a invasão cultural.

A educação libertadora
Freire não se limitou a analisar como são a educação e a pedagogia, mas mostra uma teoria de como elas devem ser compreendidas teoricamente e como se deve agir através de uma educação denominada Libertadora. Para ele, educação é um encontro entre interlocutores, que procuram no ato de conhecer a significação da realidade e na práxis o poder da transformação.

Entende-se por pedagogia em Freire, a ação que pode e deve ser muito mais que um processo de treinamento ou domesticação; um processo que nasce da observação e da reflexão e culmina na ação transformadora.

Freire ressalta a necessidade do homem entender sua vocação ontológica para se obter nessa análise uma consciência libertadora, isto é, o homem só chegará a consciência do seu contexto e do seu tempo na relação dialética com a realidade, pois só desta maneira terá criticidade para aprofundar seus conhecimentos e tomar atitudes frente a situações objetivas.

Educação libertadora (parte II)
Ao contrário da educação libertadora, a concepção bancária de educação não exige a consciência crítica do educador e do educando, assim como o conhecimento não desvela os "porquês" do que se pretende saber. Eis porque a educação bancária oprime, negando a dialogicidade nas relações entre os sujeitos e a realidade.

Por oposição à Educação Bancária, a educação, segundo Freire, é libertação. Nesta concepção, o conhecimento parte da realidade concreta do homem e este reconhece o seu caráter histórico e transformador.

Paulo Freire e a relação Professor-aluno
Em oposição à pedagogia do diálogo, Paulo Freire desnuda a concepção bancária de educação; é uma crítica à educação que existe no sistema capitalista.
Nessa concepção:

O educador é o que educa; os educandos, os que são educados; o educador é o que sabe; os educandos, os que não sabem; o educador é o que disciplina; os educandos, os disciplinados; o educador é o que atua; os educandos, os que têm a ilusão de que atuam; o educador identifica a autoridade do saber com sua autoridade funcional, que opõe antagonicamente à liberdade dos educandos; estes devem adaptar-se às determinações daquele; o educador, finalmente, é o sujeito do processo; os educandos, meros objetos (Freire, 1983, p.68).

Este desnudamento serve de premissa para visualizar o poder do educador sobre o educando e como consequência à possibilidade de formar sujeitos ativos, críticos e não domesticados.

A terminologia adotada por método Paulo Freire veio de uma preocupação com a educação, e se tornou método na concepção de professores, mas que para ele próprio era uma concepção de educação contra outro tipo de educação, isto é, uma educação problematizadora e libertadora contra o princípio de uma educação bancária, uma educação contra um tipo de educação que domesticava.

A Utopia
A “Utopia” em Freire é justamente o fato de nossa inconclusão, nós somos seres inconclusos, não estamos prontos, acabados e nunca estaremos. Onde a educação freireana seja ela para o adulto, seja ela para crianças, ou para quem quer que seja, é uma educação para que nós nos completemos, isto é, somos utópicos, no sentido freireano a utopia é um sonho que se sonha acordado que está em constante busca da realização tanto humana com profissional.

“Ai de nós se não sonharmos sonhos possíveis.”

Paulo Freire

REFERÊNCIAS:
CALDART, Roseli Salete e Kolling, Edgar Jorge (org.) Paulo freire um educador do povo, Veranópolis, RS: ITERRA, 2001.
CARDELLI, Jorge, DUHALDE, Miguel, MAFFEI, Laura. Educação para o século XXI. São Paulo: Instituto Pólis, 2003.
FREIRE, Paulo, Pedagogia da Autonomia, 22 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002 (Coleção Leitura)
GADOTTI, Moacir. Histórias das Ideias Pedagógicas. São Paulo: Editora Ática, 2005.
http://www.projetomemoria.art.br/PauloFreire/biografia/05_biografia_exilio.htmlhtt
http://www.anpae.org.br/congressos_antigos/simposio2007/342.pdf
Full transcript