Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Revolução Francesa

No description
by

Higor Ferreira

on 21 November 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Revolução Francesa

20
5
10
0
15
Revolução Francesa
é o nome dado ao conjunto de acontecimentos que, entre 5 de Maio de 1789 e 9 de Novembro de 1799, alteraram o quadro político e social da França. Em causa estavam o
Antigo Regime

e a autoridade do clero, bem como da nobreza. Foi influenciada pelos ideais do Iluminismo e da Independência Americana (1776). Está entre as maiores revoluções da história da humanidade.
Primeiro
Estado
Segundo
Estado
Terceiro
Estado
0
5
10
15
20
25
População
Francesa
Livretos
Jornais
População
Rural
População
Urbana
0
5
10
15
20
População
Francesa
Clandestinidade
Críticas ao
Antigo Regime
Movimento Intelectual de proposições sociais, políticas e econômicas
É responsável pela fundamentação de críticas ao
Antigo Regime
"Ancien Régime"
Nobreza
Terceiro Estado
Clero
França
Burguesia (industriais)
Camponeses
Artesãos
Pequenos comerciantes
Estados Gerais
Órgão político constituído por representantes das três ordens sociais denominadas estados, sendo o Primeiro Estado, o clero, o Segundo Estado, a nobreza; o Terceiro Estado, todo o restante que constitui o povo. Os Estados Gerais aconselhavam o rei em algumas de suas decisões. A última vez havia sido em 1614, ou seja, 175 anos antes de 1789.
ILUMINISMO
Revolução

Mas como começou essa Revolução?
Quais as características da sociedade Francesa do século XVIII?
Quais mudanças foram processadas ao longo da fase da Convenção Nacional?
Que mudanças foram processadas durante a fase da Assembleia Nacional?
Terceiro Estado carregando os demais nas costas. A cobrança de impostos apenas para o Terceiro Estado trazia insatisfação.
Produção de:
Feitos na
Apresentam
Portanto seria limitador apresentar apenas os grandes nomes do movimento Iluminista enquanto os críticos ao
Antigo Regime.
As críticas crescentes geram efeitos?
Sim
Convocação dos
DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA
Determinação do Segundo Congresso Continental, 4 de julho de 1776
Declaração unânime dos treze Estados Unidos da América
Quando, no decurso da História do Homem, se torna necessário a um povo quebrar os elos políticos que o ligavam a um outro e assumir, de entre os poderes terrenos, um estatuto de diferenciação e igualdade ao qual as Leis da Natureza e do Deus da Natureza lhe conferem direito, o respeito que é devido perante as opiniões da Humanidade exige que esse povo declare as razões que o impelem à separação.
Consideramos estas verdades por si mesmo evidentes, que todos os homens são criados iguais, sendo-lhes conferidos pelo seu Criador certos Direitos inalienáveis, entre os quais se contam a Vida, a Liberdade e a busca da Felicidade. Que para garantir estes Direitos, são instituídos Governos entre os Homens, derivando os seus justos poderes do consentimento dos governados. Que sempre que qualquer Forma de Governo se torne destruidora de tais propósitos, o Povo tem Direito a alterá-la ou aboli-la, bem como a instituir um novo Governo, assentando os seus fundamentos nesses princípios e organizando os seus poderes do modo que lhe pareça mais adequado à promoção da sua Segurança e Felicidade. É verdade que a sensatez aconselha que não se substituam Governos há muito estabelecidos por razões levianas e momentâneas; e de facto a experiência mostra-nos que, enquanto lhe for possível suportar as contrariedades, a Humanidade está mais disposta a sofrer do que a reparar os erros abolindo as formas a que se habituaram. Mas quando um extenso rol de abusos e usurpações, invariavelmente com um mesmo Objetivo, evidencia a intenção de o enfraquecer sob um Despotismo absoluto, é seu direito, é seu dever, destituir tal Governo e nomear novos Guardas para a sua segurança futura. Tal tem sido o paciente sofrimento destas Colónias; e tal é agora a necessidade que as obriga a alterar os seus anteriores Sistemas de Governo. A história do atual Rei da Grã-Bretanha é uma história de sucessivas injúrias e usurpações, todas com o Objetivo último de estabelecer um regime absoluto de Tirania sobre estes Estados. Para provar tudo isto, que se apresentem os factos perante o Mundo honesto.
Ele recusou a Aprovação de Leis, as mais favoráveis e necessárias ao bem comum.
Proibiu os seus Governadores de aprovar Leis de importância imediata e premente, suspendendo a sua aplicação até que estas obtivessem a sua aprovação; e ao suspendê-las deste modo, negligenciou claramente a atenção que lhes era devida.
Recusou aprovar outras Leis para a fixação de grandes áreas populacionais, exceto no caso dessas pessoas prescindirem do direito de Representação nos Corpos Legislativos, um direito inestimável para elas e terrível apenas para os Tiranos.
Convocou os Corpos Legislativos para lugares invulgares, desconfortáveis e distantes do arquivo dos Registos públicos, com o intento único de, vencidos pelo cansaço, os induzir a aceitar as suas disposições.
Dissolveu repetidamente as Câmaras dos Representantes por estas se oporem com grande determinação às suas investidas sobre os direitos do povo.
Após tais dissoluções, recusou durante muito tempo a eleição de novas Câmaras; por essa razão, os Poderes Legislativos, insuscetíveis de extinção, regressaram ao Povo para que este os exercesse; entretanto, o Estado permanecia vulnerável a todos os perigos de invasão exterior, bem como de convulsões internas.
Fez o possível para impedir o povoamento destes Estados; com essa finalidade, embargou as Leis de Naturalização de Estrangeiros; recusou aprovar outras leis que estimulassem a migração para o nosso território e agravou as condições para novas Apropriações de Terras.
Obstruiu a Aplicação da Justiça, recusando a Aprovação de Leis que estabelecessem Poderes Judiciais.
Fez depender os Juízes apenas e só da sua Vontade para o exercício dos seus cargos públicos, assim como para o valor e pagamento dos seus salários.
Instituiu uma multiplicidade de Novos Cargos Públicos, tendo enviado um batalhão de Funcionários para atormentar o nosso povo e sorver a sua substância.
Manteve no nosso seio, em tempo de paz, Exércitos Permanentes, sem o Consentimento dos nossos Corpos Legislativos.
Tornou a Força Militar independente e superior ao Poder Civil.
Aliou-se a terceiros para nos submeter a uma jurisdição que não se enquadra na nossa Constituição e que não é reconhecida pelas nossas Leis, tendo dado a sua Aprovação às supostas Leis daí resultantes, as quais:
Autorizam o aquartelamento grandes corporações de forças armadas entre nós;
As eximem, por meio de simulacros de julgamentos, do castigo por quaisquer Assassínios que venham a cometer sobre os Habitantes destes Estados;
Asfixiam as nossas Relações Comerciais com todas as partes do mundo;
Impõem-nos Impostos sem o nosso Consentimento;
Privam-nos, em muitos casos, das vantagens de um Julgamento com Jurados;
Permitem que nos levem para além-mar, onde somos julgados por supostos delitos;
Abolem o livre Sistema das Leis Inglesas numa Província vizinha, estabelecendo ali um Governo Arbitrário, e alargando as suas fronteiras, por forma a utilizá-la prontamente como um exemplo e um ótimo instrumento para a introdução das mesmas regras despóticas nestas Colónias;
Anulam as nossas concessões de privilégios, abolindo as nossas Leis mais valiosas e alterando profundamente a Forma dos nossos Governos;
Suspendem os nossos próprios Corpos Legislativos, permitindo que outros se declararem investidos com o poder de legislar em nosso nome, em toda e qualquer circunstância.
Ele abdicou do Governo neste território, tendo-nos declarado fora da sua Proteção e fazendo Guerra contra nós.
Saqueou os nossos mares, pilhou as nossas Costas, queimou as nossas cidades e destruiu as vidas do nosso povo.
Encontra-se neste momento a transportar grandes Exércitos de Mercenários estrangeiros para completar a obra de morte, desolação e tirania já anteriormente iniciada, com requintes de Crueldade e Perfídia sem paralelo mesmo nas Eras mais bárbaras, sendo absolutamente indigno de exercer o cargo de Chefe de uma nação civilizada.
Obrigou os nossos Concidadãos que foram levados como Prisioneiros para alto mar a pegar em Armas contra o seu País, a tornarem-se os carrascos dos seus amigos e irmãos, ou a sucumbirem eles próprios nas suas mãos.
Instigou insurreições internas entre nós, tendo procurado provocar os habitantes das nossas fronteiras, os impiedosos Selvagens Índios, cujo conhecido permanente estado de guerra, representa a destruição indiscriminada das pessoas de quaisquer idades, sexo e condições.
Enquanto suportávamos tais Opressões, nos mais humildes termos lançámos Apelos para que reconsiderasse. Aos nossos sucessivos Apelos respondeu apenas com injúrias acrescidas. Um Soberano cujo carácter fica assim marcado pelo modo de ação que define um Tirano, não serve como governante de um povo livre.
Não deixámos de dar a devida atenção aos nossos irmãos britânicos. De tempos a tempos, avisámo-los das tentativas por parte dos seus corpos legislativos para estender uma jurisdição injustificável sobre nós. Lembrámo-lhes as circunstâncias da nossa emigração e colonização deste território. Apelámos à sua justiça e magnanimidade inerentes, rogando-lhes que, face à origem comum que nos une, negassem estas usurpações, pois estas haveriam inevitavelmente de conduzir à extinção das nossas relações e ligação. Não deram igualmente ouvidos à voz da justiça e da consanguinidade. Temos pois que reconhecer a necessidade da nossa separação, pelo que os consideraremos, tal como o resto da Humidade, Inimigos na Guerra, Amigos na Paz.
Assim sendo, nós, Representantes dos ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, reunidos em Congresso Geral, suplicando ao Juiz Supremo do mundo pela retidão das nossas intenções, em nome e com a autoridade que o nobre Povo destas Colónias nos conferiu, anunciamos e declaramos solenemente que estas Colónias Unidas são e devem ser por direito ESTADOS LIVRES E INDEPENDENTES; que ficam exoneradas de toda a Fidelidade perante a Coroa Britânica e que qualquer vínculo político entre elas e o Estado da Grã-Bretanha é e deve ser totalmente dissolvido; e que, na qualidade de ESTADOS LIVRES E INDEPENDENTES, assiste-lhes toda a competência para declarar Guerra, assinar a Paz, contrair Alianças, estabelecer Relações Comerciais e levar a cabo quaisquer decisões ou ações, tal como compete aos ESTADOS INDEPENDENTES. E para sustentação desta Declaração, confiando plenamente na proteção da Divina Providência, empenhamos mutuamente as nossas Vidas, os nossos Bens e a nossa Honra sagrada.
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
Art.1.º Os homens nascem e são livres e iguais em direitos. As destinações sociais só podem fundamentar-se na utilidade comum.
Art. 2.º A finalidade de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem. Esses direitos são a liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão.
Art. 3.º O princípio de toda a soberania reside, essencialmente, na nação. Nenhum corpo, nenhum indivíduo pode exercer autoridade que dela não emane expressamente.
Art. 4.º A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique o próximo: assim, o exercício dos direitos naturais de cada homem não tem por limites senão aqueles que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos. Estes limites apenas podem ser determinados pela lei.
Art. 5.º A lei não proíbe senão as ações nocivas à sociedade. Tudo que não é vedado pela lei não pode ser obstado e ninguém pode ser constrangido a fazer o que ela não ordene.
Art. 6.º A lei é a expressão da vontade geral. Todos os cidadãos têm o direito de concorrer, pessoalmente ou através de mandatários, para a sua formação. Ela deve ser a mesma para todos, seja para proteger, seja para punir. Todos os cidadãos são iguais a seus olhos e igualmente admissíveis a todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo a sua capacidade e sem outra distinção que não seja a das suas virtudes e dos seus talentos.
Art. 7.º Ninguém pode ser acusado, preso ou detido senão nos casos determinados pela lei e de acordo com as formas por esta prescritas. Os que solicitam, expedem, executam ou mandam executar ordens arbitrárias devem ser punidos; mas qualquer cidadão convocado ou detido em virtude da lei deve obedecer imediatamente, caso contrário torna-se culpado de resistência.
Art. 8.º A lei apenas deve estabelecer penas estrita e evidentemente necessárias e ninguém pode ser punido senão por força de uma lei estabelecida e promulgada antes do delito e legalmente aplicada.
Art. 9.º Todo acusado é considerado inocente até ser declarado culpado e, se julgar indispensável prendê-lo, todo o rigor desnecessário à guarda da sua pessoa deverá ser severamente reprimido pela lei.
Art. 10.º Ninguém pode ser molestado por suas opiniões , incluindo opiniões religiosas, desde que sua manifestação não perturbe a ordem pública estabelecida pela lei.
Art. 11.º A livre comunicação das ideias e das opiniões é um dos mais preciosos direitos do homem; todo cidadão pode, portanto, falar, escrever, imprimir livremente, respondendo, todavia, pelos abusos desta liberdade nos termos previstos na lei.
Art. 12.º A garantia dos direitos do homem e do cidadão necessita de uma força pública; esta força é, pois, instituída para fruição por todos, e não para utilidade particular daqueles a quem é confiada.
Art. 13.º Para a manutenção da força pública e para as despesas de administração é indispensável uma contribuição comum que deve ser dividida entre os cidadãos de acordo com suas possibilidades.
Art. 14.º Todos os cidadãos têm direito de verificar, por si ou pelos seus representantes, da necessidade da contribuição pública, de consenti-la livremente, de observar o seu emprego e de lhe fixar a repartição, a colecta, a cobrança e a duração.
Art. 15.º A sociedade tem o direito de pedir contas a todo agente público pela sua administração.
Art. 16.º A sociedade em que não esteja assegurada a garantia dos direitos nem estabelecida a separação dos poderes não tem Constituição.
Art. 17.º Como a propriedade é um direito inviolável e sagrado, ninguém dela pode ser privado, a não ser quando a necessidade pública legalmente comprovada o exigir e sob condição de justa e prévia indenização.
Nesta Assembleia cada Estado tinha direito a um voto, e já que Primeiro e Segundo Estados tinham mais elementos em comum do que pontos discordantes, o Terceiro Estado tendia a ficar isolado, assim como a perder em toda a votação que beneficiasse a si e prejudicasse aos outros grupos.
A reação do Terceiro Estado foi, do ponto de vista político-institucional, bastante radical.
A notícia de que o rei iria reprimir os revoltosos gerou temor no meio da população parisiense
QUEDA DA BASTILHA
A queda da Bastilha acabou ganhando um peso simbólico por representar o radicalismo popular frente ao poderio abusivo do rei, que se resguardava na sua posição de monarca e não atendia aos desejos populares.
comemoração do 14 de Julho em Paris nos dias atuais
Esse é o marco que os estudiosos selecionam, em função do seu
peso simbólico, como o início da
Revolução Francesa.
Há outros motivos para a Revolução estourar?
Baixa produtividade nos campos
Aumento do preço dos alimentos
Crise na produção manufatureira francesa
Higor, se houve crise de produção de alimentos, assim como havia má distribuição de terras, será que não houve revoltas no campo também?
Sim, houve revoltas camponesas.
1. Leia o trecho da Declaração de Indenpendência dos Estados Unidos e responda ao que se pede adiante:

“Consideramos (...) que todos os homens são criados iguais, que são dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Que para garantir esses direitos são instituídos entre os homens governos que derivam os seus justos poderes do consentimento dos governados; que toda vez que uma forma qualquer de governo ameace destruir esses fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir um novo governo, assentando a sua fundação sobre tais princípios e organizando-lhe os poderes da forma que pareça mais provável de proporcionar segurança e felicidade.”

A Declaração de Independência dos Estados Unidos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004, p. 53.

Sobre a Declaração de Independência dos Estados Unidos, é correto afirmar que:
a) Defendia o princípio da igualdade de direitos dos seres humanos, mas condenava o direito à rebelião como uma afronta à ordem social.
b) O radicalismo da sua formulação, com respeito ao direito de rebelião dos escravos, provocou forte reação dos proprietários de escravos em toda a América.
c) Sua formulação foi baseada no ideário liberal-iluminista e acabou influenciando outros movimentos políticos na América e na Europa.
d) Influenciada pelos tratadistas espanhóis, a declaração defendia a origem do poder divino e condenava a desobediência dos subordinados.
e) A declaração sustentava que os governos poderiam cercear a liberdade dos indivíduos em nome da segurança e da felicidade coletivas.
2. É possível dizer que os grandes pensadores foram os únicos a produzir, em termos intelectuais e literários, críticas à sociedade francesa?
REVISÃO
3. Identifique dois grupos sociais que compunham o Terceiro Estado e explique seus descontentamentos às vésperas da Revolução Francesa.
Os sans-culottes eram artesãos, trabalhadores e até pequenos proprietários que viviam nos arredores de Paris. Recebiam esse nome porque não usavam os elegantes calções que a nobreza vestia, mas uma calça de algodão grosseira.
4. Quem eram os sans-culottes? Por que recebiam esse nome? Qual era o seu papel na revolução?
EU já sei, EU JÁ SEI!
SE EU ESTUDAR DIREITINHO...
...VOU ARREBENTAR NESSA PROVA!
JÁÁÁÁ ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ... VAMO QUERER
Gabarito: C
Não, uma se´rie de homens, que para nós são muitas vezes anônimos, agiam na cladestinidade na produção de jornais, livretos e panfletos no intuito de criticar os problemas presentes na sociedade francesa e sobretudo as permanências do Antigo Regime.
Artesãos, Burgueses, Camponeses, trabalhadores da cidade (Sans-culottes). Dentre as insatisfações temos a fome, o excesso de pagamento de impostos, a falta de terras e a queda da produção manufatureira.
Eram os trabalhadores que moravam na região de Paris e os principais responsáveis pela radicalização do movimento. Recebiam esse nome em função das suas calças de acabamento grosseiro que não tinham os detalhes e a costura da roupa usada pela nobreza.
No campo ocorria o chamado "Grande Medo", onde camponeses invadiam e incendiavam castelos e massacravam nobres.
Nas cidades a ação revolucionária cabia a população geral e à milícia chamada de
Guarda Nacional.
Assembleia Nacional

Constituição Civil do Clero
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
Primeira Constituição
Estabelece a criação de uma Monarquia Constitucional, composta por três poderes: o executivo, exercido pelo rei; o legislativo, exercido pelos deputados eleitos por voto censitário (ou seja, de acordo com a renda individual); e o judiciário.
Os representantes do povo francês, reunidos em Assembléia Nacional,
tendo em vista que a ignorância, o esquecimento ou o desprezo dos direitos do homem são as únicas causas dos males públicos e da corrupção dos Governos,
resolveram declarar solenemente os direitos naturais, inalienáveis e sagrados do homem
, a fim de que esta declaração, sempre presente em todos os membros do corpo social, lhes lembre permanentemente seus direitos e seus deveres; a fim de que os atos do Poder Legislativo e do Poder Executivo, podendo ser a qualquer momento comparados com a finalidade de toda a instituição política, sejam por isso mais respeitados; a fim de que as reivindicações dos cidadãos, doravante fundadas em princípios simples e incontestáveis, se dirijam sempre à conservação da Constituição e à felicidade geral.
Em razão disto, a Assembléia Nacional reconhece e declara, na presença e sob a égide do Ser Supremo, os seguintes direitos do homem e do cidadão:
Art. 1º.
Os homens nascem e são livres e iguais em direitos.
As distinções sociais só podem fundamentar-se na utilidade comum.
Art. 2º. A
finalidade de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem.
Esses direitos são a liberdade, a propriedade a segurança e a resistência à opressão.
Art. 3º.
O princípio de toda a soberania reside, essencialmente, na nação
. Nenhuma operação, nenhum indivíduo pode exercer autoridade que dela não emane expressamente.
Art. 4º. A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique o próximo. Assim, o exercício dos direitos naturais de cada homem não tem por limites senão aqueles que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos.
Estes limites apenas podem ser determinados pela lei.
Art. 5º.
A lei não proíbe senão as ações nocivas à sociedade.
Tudo que não é vedado pela lei não pode ser obstado e ninguém pode ser constrangido a fazer o que ela não ordene.
Art. 6º. A lei é a expressão da vontade geral. Todos os cidadãos têm o direito de concorrer, pessoalmente ou através de mandatários, para a sua formação.
Ela deve ser a mesma para todos, seja para proteger, seja para punir. Todos os cidadãos são iguais a seus olhos e igualmente admissíveis a todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo a sua capacidade e sem outra distinção que não seja a das suas virtudes e dos seus talentos.
Art. 7º.
Ninguém pode ser acusado, preso ou detido senão nos casos determinados pela lei e de acordo com as formas por esta prescritas.
Os que solicitam, expedem, executam ou mandam executar ordens arbitrárias devem ser punidos; mas qualquer cidadão convocado ou detido em virtude da lei deve obedecer imediatamente, caso contrário torna-se culpado de resistência.
Art. 8º. A lei apenas deve estabelecer penas estrita e evidentemente necessárias e
ninguém pode ser punido senão por força de uma lei estabelecida e promulgada antes do delito
e legalmente aplicada.
Art. 9º.
Todo acusado é considerado inocente até ser declarado culpado
e, se julgar indispensável prendê-lo, todo o rigor desnecessário à guarda da sua pessoa deverá ser severamente reprimido pela lei.
Art. 10º. Ninguém pode ser molestado por suas opiniões, incluindo opiniões religiosas, desde que sua manifestação não perturbe a ordem pública estabelecida pela lei.
Art. 11º.
A livre comunicação das idéias e das opiniões é um dos mais preciosos direitos do homem.
Todo cidadão pode, portanto, falar, escrever, imprimir livremente, respondendo, todavia, pelos abusos desta liberdade nos termos previstos na lei.
Art. 12º. A garantia dos direitos do homem e do cidadão necessita de uma força pública. Esta força é, pois, instituída para fruição por todos, e não para utilidade particular daqueles a quem é confiada.
Art. 13º.
Para a manutenção da força pública
e para as despesas de administração
é indispensável uma contribuição comum
que deve ser dividida entre os cidadãos de acordo com suas possibilidades.
Art. 14º. Todos os cidadãos têm direito de verificar, por si ou pelos seus representantes, da necessidade da contribuição pública, de consenti-la livremente, de observar o seu emprego e de lhe fixar a repartição, a coleta, a cobrança e a duração.
Art. 15º. A sociedade tem o direito de pedir contas a todo agente público pela sua administração.
Art. 16.º A sociedade em que não esteja assegurada a garantia dos direitos nem estabelecida a separação dos poderes não tem Constituição.
Art. 17.º
Como a propriedade é um direito inviolável e sagrado, ninguém dela pode ser privado, a não ser quando a necessidade pública legalmente comprovada o exigir e sob condição de justa e prévia indenização.
1791
A partir desse ponto em diante a revolução vai mostrando tendências que cada vez mais favorecem a
burguesia.
As leis minavam o direito do povo (proibição de greves e de formação de associação de trabalhadores) e favoreciam ao grupo burguês. Esse momento claramente mostra que o TERCEIRO ESTADO, apesar de descontente de uma maneira geral, também apresenta grupos com especificidades e objetivos próprios e segmentados.
No interior da Assembleia implantou-se uma disputa crescente entre grupos políticos
No interior da Assembleia implantou-se uma disputa crescente entre grupos políticos
Jacobinos
Girondinos
X
A maior parte dos seus membros vem da região da Gironda.
Reuniam-se no clube dos frades jacobinos (dominicanos),
Resumidamente os
JACOBINOS
tinham uma posição mais radical que os
GIRONDINOS.
Enquanto os
JACOBINOS
eram desejosos tanto de mudanças sociais mais profundas, quanto da ampliação dos direitos para a população, os
GIRONDINOS
não queriam que a revolução colocasse em risco a ordem pública, além disso, é possível dizer que estes eram mais comedidos no que diz respeito a questão dos direitos políticos.
Tentou-se uma fuga mas ela foi fracassada. O rei foi acusado de traição por tentar colaborar com o processo de reação às mudanças instauradas pela revolução.
A partir daí a França deixa de ser uma Monarquia Constitucional e torna-se uma República.
A Assembleia Nacional Constituinte
Convenção Nacional.
Convenção Nacional
1792-1795
A convenção foi disputada por
JACOBINOS
e
GIRONDINOS.

Primeiramente, foi nesse momento que foram descobertos os documentos que comprovavam a participação do rei Luís XVI com as tentativas de frear o avanço da revolução.
Consequência:
Rei guilhotinado
Os jacobinos faziam cada vez maior pressão para terem participação efetiva na política francesa. A crise econômica persistia e agora havia a crescente tensão em função da morte do rei e da possibilidade de conflito contra outros Estados absolutistas que sentiram-se ameaçados.
Consequência:
Jacobinos tomam a Convenção
Prisão de líderes Girondinos
Radicalismo
Marat, Danton, Robespierre, Saint-Just, Hébert
Inicia-se a
Convenção
Montanhesa
É a continuação da Convenção, mas com os jacobinos (radicais) a frente das ações.
Série de mudanças estabelecidas.
Aprovada uma nova constituição no ano de 1793.


Sufrágio Universal
Criação de novos orgãos para a administração
Comitê de Salvação Pública - Administração e defesa externa do país
Comitê de Salvação Nacional - Segurança interna
Tribunal Revolucionário - Julgava os opositores da revolução
Os inimigos da revolução eram mortos aos montes
Lei do preço máximo
Abolição da escravidão nas colônias
Estabelecimento do ensino público e gratuito
Novo calendário
Perseguição à Igreja católica
MUDANÇAS SOCIAIS E ECONÔMICAS
Apesar de todas essas mudanças , os jacobinos muitas vezes não se entendiam, havendo alguns que pregavam mais radicalização e outros que preferiam minimizar as tensões.

A burguesia se reorganiza e durante o Termidor retoma o poder da Convenção.
Na prática era o fim das mudanças radicais.
Houve a revogação da Lei do Preço Máximo e o encerramento da supremacia do Comitê de Salvação pública.
No entanto o terror continuou, só que agora promovido contra os sans-culottes e a população.

A revolução aos molde radicais é freada. Neste instante a revolução toma de fato os
contornos burgueses.


A Convenção é substituída pelo Diretório
Volta do critério censitário para as eleições
Separação entre os três poderes
Reforçou-se o direito à propriedade e ao lucro
Restringiu-se a igualdade para o aspecto jurídico
Reinstalação das Igrejas com a permissão do culto católico
Era preciso evitar a volta do Antigo Regime, mas também impedir a República Jacobina. Para resolver a situação criou-se o Diretório.
Mês do Term - mês do calor
Diretório
1795-1799
O Diretório caracterizou-se pela supremacia girondina.
E as oposições?
ULTRARRADICAIS
: inimigos da propriedade privada, organizados em torno de Graco Babeuf na Conjuração dos Iguais
REALISTAS
: defensores da volta do poder a um rei.
Ocorreram alguns levantes contra o governo agora estabelecido.
NAPO
LEÃO
aparece como uma figura de destaque nesse momento.
Habilidoso líder militar
nascido na Córsega
RoLa Na InTernEt...
Por seu prestígio e por conseguir congregar interesses de
militares e burgueses
, Napoleão Bonaparte foi escolhido para estar a frente de uma nova forma de governo na França que viabilizaria - esperavam eles - o fim de tantas dispustas
CONSULADO
Inicia-se o:
Avanço do ideário
liberal-iluminista
Atenção
Voto censitário
- O critério é a renda (ainda pode haver outros critérios mais, no entanto, a presença do critério monetário é indispensável).

Voto universal
- O critério jamais será a renda (o que não significa que não haja critério algum, uma vez que idade, sexo, grau de estudo, dentre outras coisas mais, podem ser instrumentos de referência para a definição dos eleitores).
FUGAS
Com o avanço do processo revolucionário
a nobreza tornava-se cada vez mais acuada
, o que gerou uma intensa emigração, uma vez que buscavam refúgio em outros países de tradição absolutista. No entanto seu plano não era apenas o de fugir, mas sim o de organizar uma resposta e restaurar o Estado absoluto
MUDANÇAS POLÍTICAS
PERÍODO DO TERROR
PERÍODO DO TERROR
Era o chamado Terror Branco
Era o chamado Terror Branco
Era o chamado Terror Branco

Robespierre foi gilhotinado sem direito a julgamento
Nova constituição em 1795
MUDANÇAS
O legislativo foi confiado a dois conselhos
Conselho dos Antigos
Conselho dos Anciãos
(
250 membros com mais de 40 anos
)
(
500 membros com mais de 30 anos
)
Ou seja, um governo em que a participação era confiada a sujeitos mais "maduros" e possuidores de propriedade
O Executivo nacional coube ao próprio Diretório
Comissão formada por 5 diretores da República com mandato eletivo
COMO FUNCIONAVA
COMO O 3° ESTADO IDEALIZAVA
Cada deputado teria o seu próprio voto, ou seja, o voto não seria por câmara, o que possibilitaria maior força para os projetos reformistas que surgiam no seio do terceiro estado e que contavam com a adesão de clérigos e nobres esclarecidos, ou seja, adeptos de reformas alicerçadas nos ideais iluministas.
Clero - 1 voto
Nobreza - 1 voto
Terceiro Estado - 1 voto
Francesa
ACÚMULO DE INSATISFAÇÕES
F
o
M
E
Impostos excessivos (governamentais e feudais).
Descontrole das contas públicas.
Contraste social.
Contestação dos valores do Antigo Regime.
ILUMINISMO
ILUMINISMO
ILUMINISMO
CRISE MORAL
Fim do voto por ordem social
Assembleia Nacional Constituinte
Objetivava limitar o poder monárquico, mas não necessariamente acabar com a monarquia. O que estava em jogo não era a legitimidade do poder real - que neste instante cabia a Luis XVI - mas sim a legitimidade das ações do monarca, bem como a validade do seu modo de conduzir o país respaldado nos princípios do Antigo Regime.
Luis XVI
FAMÍLIA BOURBON
Formação da
RADICALIZAÇÃO POPULAR
SANS-CULOTTERIE
FORMAÇÃO DA
GUARGA NACIONAL

1789 - 1792
série de mudanças
torna-se
120 mil
250 mil
23,5 milhões
Full transcript