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OS PROFESSORES NA VIRADA DO MILÊNIO:

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by

Claudhionor Lima

on 17 December 2015

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Transcript of OS PROFESSORES NA VIRADA DO MILÊNIO:

SEMINÁRIO:
OS PROFESSORES NA VIRADA DO MILÊNIO:
DO EXCESSO DOS DISCURSOS
À POBREZA DAS PRÁTICAS

• O artigo explora, essencialmente, a lógica
excesso-pobreza
na perspectiva da
formação docente
;

• Critica às analises “prospectivas”, reveladas no “excesso de futuro”, que é, ao mesmo tempo, “défice de presente”.
DO EXECESSO DAS LINGUAGENS DOS ESPECIALISTAS INTERNACIONAIS
À POBREZA DOS PROBRAMAS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Por Rutenho Brito

• Século da retomada da Centralidade dos professores
• Um dos domínios ao quais os especialistas internacionais dedicam mais atenção é a formação inicial e [formação] continuada de professores.
• [Existe uma franca adoção/preferência pela] concepção escolarizada da formação de professores.
DO EXCESSO DO DISCURSO CIENTÍFICO-EDUCACIONAL
À POBREZA DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
Por Claudionor Lima

=> Nas últimas década houve um extraordinário
desenvolvimento
do campo universitário
da pedagogia
e/ou das ciências da educação.

=> Isso
fez surgir milhares de investigadores
nesta área.
[excesso]


=> A comunidade científica-educacional acaba por
alimentam-se
desses
professores
e legitima-se por meio de uma reflexão sobre eles.

=> Deste modo, os Pedagogos
acabam se tornando excessivos nas referências aos professores aos quais estão vinculados
.
[pobreza]
DO EXECESSO DE RETÓRICA POLÍTICA E DOS MASS-MEDIA
À POBREZA DAS POLÍTICAS EDUCATIVAS

Quando as sociedades são marcadas por crises de
legitimidade polític
a
[excesso]
, por
défices de participação

[pobreza]
, surge sempre a uma dupla tendência:

1.ª) A de
pregar civismo
, o que compensaria a falta de vivência democrática;
2.ª) A de
imaginar
o futuro,
evitando
o presente e
projetar
todas as expectativas na “sociedade do futuro”.
OS PROFESSORES NA VIRADA DO MILÊNIO:
DO EXCESSO DOS DISCURSOS À POBREZA DAS PRÁTICAS

Discentes: Aline Figueiredo
Claudionor Lima
Lidianna Vieira
Luciana Ferrer
Ruthenho Brito

Artigo de
António Nóvoa
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO DE TEORIA E PRÁTICA DO ENSINO
DISCIPLINA DE DOCÊNCIA NO ENSINO FUNDAMENTAL
PROFESSORA LUCIANE GOLDBERG

A análise feita por Nóvoa (1999) fundam-se na retórica do papel fundamental que os professores
SERÃO
chamados a
desempenhar
na
construção
da
“sociedade do futuro”.

Segundo ele, a importância dos professores nos
“desafios do futuro”
têm sido repetidamente exploradas:
• Em ações políticas;
• Em discursos reformadores;
• Por “Especialistas” da União Europeia;
• Na literatura produzida.
António Manuel Seixas Sampaio da NÓVOA, 61 anos
ROTEIRO DE APRESENTAÇÃO


Do excesso da retórica política e dos mass-media à pobreza das políticas educativas.

 Do excesso das linguagens dos especialistas internacionais à pobreza dos programas de formação de professores.

 Do excesso do discurso científico-educacional à pobreza das práticas pedagógicas.

 Do excesso das “vozes” dos professores à pobreza das práticas associativas docentes.
Suspeições de Nóvoa:

1) Porque cabe-lhes formar os recursos humanos necessários ao desenvolvimento econômico;
2) Porque compete-lhes formar as gerações do século XXI;
3) Porque devem preparar os jovens para a sociedade da informação e da globalização;
4) Porque, qualquer outra razão, professores voltam a estar no centro das preocupações políticas sociais, ou seja, é vigente “trazê-los outra vez para o retrato”.

Objetivos da análise de Nóvoa:

• Demonstrar de que forma os “discursos” induzem comportamentos e prescrevem atitudes “razoáveis” e “corretas” (vice-versa);
• O modo como eles constroem uma ideia de profissão docente.

PONTOS ANTAGÔNICOS A ESSAS “VONTADES GOVERNAMENTAIS”:

A)
Os professores são olhados
[POR QUEM?]
com desconfiança, acusados
[POR QUEM?]
de serem
profissionais medíocres
e de terem uma
formação deficiente
;
B)
Outrora são vistos como
elementos essenciais
para a melhoria da
qualidade do ensino
e para o
progresso social e cultural

[MAS NÃO RECEBEM MUITAS CONDIÇÕES E RECURSOS PARA ISSO];
C)
Outras vezes vistos cmo
respostas sociais de governos
, assentam-se sobre os extremos do
“liberalismo”
[Ex.: empresas privadas gerenciando professores em escola pública] e do
“autoritarismo”
[Ex.: sistemas de avaliação de desempenho de docentes].
[...] O excesso dos discursos faz lembrar o final do século XIX, quando os professores eram investidos de todos os poderes (até o de ganhar guerras). Mas nessa época havia um consenso social em torno da missão dos professores. Hoje, não há. E o que excesso dos discursos tende, apenas, a esconder a pobreza das políticas. [...] (NÓVOA, 1999)
[...] A luta por este “mercado” tem trazido para a formação de professores um conjunto de instituições e de grupos científicos, que nunca tinham demonstrado grande interesse por este campo. Infelizmente, os benefícios desta aproximação não são muito visíveis. E o resultado é a pobreza actual da maioria dos programas de formação de professores nos países europeus. [...] (NÓVOA, 1999).
[...] a Universidade é uma instituição conservadora, e acaba sempre por reproduzir dicotomias como teoria/prática, conhecimento/acção, etc. A ligação da Universidade ao terreno (curiosa metáfora!) leva a que os investigadores fiquem a saber [quase que apenas] o que os professores [aos quais estão ligados] sabem, e não conduz a que os professores fiquem a saber melhor aquilo que já sabem. [...] (NÓVOA, 1999).
Nóvoa (1999) afirma que o
"desaparecimento dos
movimentos pedagógicos
[Ex.: ESCOLA DEMOCRÁTICA, ESCOLA MODERNA, ESCOLA NOVA], isto é, colectivos de professores que se organizam em torno de princípios educativos ou de propostas de acção, da difusão de métodos de ensino ou da defesa de determinados ideais (...)"
[PROVOCA/FAVORECE]:


A
pobreza
actual das
práticas pedagógicas;
• A construção de uma
concepção curricular rígida
;
• Que Livros e materiais sejam concebidos por grandes empresas
[grande negócio e nicho de mercado];

É uma outra face do
Excesso
do discurso
científico-educacional.
DO EXCESSO DAS “VOZES” DOS PROFESSORES
À POBREZA DAS PRÁTICAS ASSOCIATIVAS DOCENTES
Por Luciana Ferrer

- EXCESSO DAS "VOZES" DOS PROFESSORES;

- INFLAÇÃO DE TAREFAS DELEGADAS AO PROFESSOR;

- DEPENDÊNCIA DOS PROFESSORES FACE AOS PODERES PÚBLICOS E/OU ENTIDADES PRIVADAS;

- EMPOBRECIMENTO DAS PRÁTICAS ASSOCIATIVAS: CONSEQUÊNCIAS MUITO NEGATIVAS PARA A PROFISSÃO DOCENTE.
EM JEITO DE CONCLUSÃO PROVISÓRIA:


=>
POLÍTICAS
EDUCATIVAS;
=>
FORMAÇÃO
DE PROFESSORES;
=>
PRÁTICAS
PEDAGÓGICAS;
=>
ASSOCIATIVISMO
DOCENTE.
Políticas Educativas

O século XX foi aquele em que mais se investiu afectivamente nas crianças
[excesso]
, mas foi também aquele em que elas mais tempo passaram separadas das famílias
[pobreza]

Os pais que exigem à escola a defesa dos valores, da tolerância e do diálogo
[excesso]
, são os mesmos pais que deixam os filhos ver filmes de extrema violência ou divertirem-se com jogos de computador de extrema violência
[pobreza].

O que não é possível fazer noutras arenas
[família, sociedade, mundo do trabalho]
transfere-se para o campo da educação.

Para muitos líderes de opinião o princípio democrático não teria, aqui, razão de ser, importando, sim, insistir no uso da autoridade
[excesso],
na exigência do esforço, na promoção do mérito e na selecção dos melhores.
[pobreza]

É preciso que exista um resgate social da profissão docente e a definição de políticas educativas coerentes. Os professores têm de redescobrir uma identidade colectiva, que lhe permita cumprir o seu papel na formação das crianças e dos jovens.

Grande parte das crenças fundadoras da profissão docente continuam actuais
[excesso]
. Isso gera um sentimento de que nos compete cuidar das crianças e do seu futuro.
[pobreza]

É fundamental que os professores ocupem um espaço mais dinâmico (e menos defensivo) nas mudanças em curso.
Formação de Professores

Deve ser haver a necessidade de
outra concepção
, que situe o
desenvolvimento pessoal e profissional.

Necessitamos de
construir lógicas de formação que valorizem a experiência
como aluno, como aluno-mestre, como estagiário, como professor principiante, como professor titular e, até, como professor reformado.

Ver vídeo do Prof. Mário Sérgio Cortella


Apensar da retórica do “professor reflexivo”, os resultados conduzirão inevitavelmente a uma memorização dos professores face aos grupos científicos e às instituições universitárias.

A esse respeito, (Nóvoa, 1999), interroga:
(...) como é que os professores reflectiam antes de os investigadores terem decidido que eles eram “profissionais reflexivos” ?.(...)
Práticas Pedagógicas

Práticas educativas são revestidas de imprevisibilidade.

E são marcadas nos dias de hoje pela democratização do acesso às mais variadas tecnologias de informação e comunicação.

É grande a tentação de enveredar por uma planificação rígida
[excesso]
ou por uma “tecnologização do ensino”. Estes caminhos levam, inevitavelmente, a uma secundarização dos professores
[pobreza].

O elemento essência deste debate: existência de zonas indeterminadas da prática se encontram no cerne do exercício profissional docente e o horizonte ético do trabalho docente.

Ou seja: estar preparados para enfrentar as interpelações dos seus alunos, que não se encerra no acto técnico, como se prolonga no acto formativo de educar.

A concepção de práticas pedagógicas e a dimensão organizacional são tão importantes para reequacionarem o papel da escola enquanto espaço de referência da profissionalidade docente.
Associativismo Docente

Tem faltado ao professorado uma dimensão colectiva na perspectiva da colegialidade docente.

Uma instauração de culturas e rotinas profissionais que integrem esta dimensão.

[...] A ideia de equipa pedagógica, tal como é formulada por Philippe Perrenoud (Enseigner: agir dans l’urgence, décider dans l’incertitude, 1996 ) – [agir urgentemente e decidir na incerteza], aponta justamente para a necessidade de erigir sistemas de acção colectiva no seio do professorado. Na perspectiva deste autor, o trabalho em equipa não deve ser visto como uma conquista individual da parte dos professores, mas como uma faceta essencial de uma nova cultura profissional, uma cultura de cooperação ou colaborativa.[...] (Nóvoa, 1999).

[...] Já na perspectiva (Boterf, 1994, apud Nóvoa, 1999), “a competência do indivíduo depende da rede ou redes de conhecimento às quais pertence”. Ou seja, uma competência coletiva, onde o professor terá à disposição actor colectivo, sendo portador de uma memória e de representações comuns, que cria linguagens próprias, rotinas partilhadas de acção[...]

O francês Edgar Morin
O suíço Philippe Perrenoud
O espanhol Fernando Hernández
O colombiano Bernardo Toro
Ações políticas
Discursos reformadores
Literatura produzida
Angelo Gavrielatos
, diretor do Projeto de Resposta Mundial contra a Privatização e a Mercantilização da Educação da Internacional da Educação (IE), e ex-presidente do sindicato dos educadores australianos Australian Education Union (AEU).
“Especialistas” da União Europeia
Antonio Olmedo
, da Universidade de Roehampton, no Reino Unido, e especialista em políticas educativas, redes e grupos de pressão neoliberais
Pimenta
Libanêo
Tardif
Por que os professores são importantes para os enfretamentos dos
“desafios do futuro"
?
Nada melhor para realizar estas “metas” que
PROFESSORES
e o
EXCESSO DE DISCURSOS
para esconder a
POBREZA
das
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS.
[Ver vídeo institucional do MEC]
Arremates
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