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IDADE MÉDIA

do medieval ao moderno
by

Higor Ferreira

on 29 April 2015

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Transcript of IDADE MÉDIA

IDADE
MÉDIA
Período que se estende do século V ao XV
Período que se estende do século V ao XV
A Idade Média geralmente é compreendida ou de modo pessimista ou de maneira idílica. O primeiro caso ocorre quando esta é fundamentalmente associada às noções de atraso, ignorância e carestia geral nas condições de vida. Por outro lado, há também momentos em que a Idade Média é analisada de modo romântico, como um mundo de cavaleiros que apresentam laços de fidelidade, princesas a serem resgatadas, batalhas épicas e honrarias. No entanto, muito embora todos estes elementos tenham comparecido de algum modo na realidade do medievo, é necessário ter visões mais abrangentes e consistentes acerca do período, de modo a não assumir posições reducionistas, tampouco exageradas, quanto ao mesmo.

ALTA IDADE MÉDIA
BAIXA IDADE MÉDIA
O período medieval é classicamente dividido em dois sub-períodos, sendo estes, respectivamente, a Alta Idade Média e a Baixa Idade Média
século V ao X
assédio bárbaro
abandono das cidades
fragmentação territorial
enfraquecimento do comércio
desenvolvimento dos feudos
fortalecimento do regime senhorial
estabelecimento de relações vassálicas

ALTA IDADE MÉDIA
BAIXA IDADE MÉDIA
O período medieval é classicamente dividido em dois sub-períodos, sendo estes, respectivamente, a Alta Idade Média e a Baixa Idade Média
século V ao XV
século X ao XV
menor assédio bárbaro
progressivo renascimento urbano
processo de delimitação de fronteiras
reaquecimento comercial
feudos concorrencialmente às cidades
reorganização da estrutura social
surgimento da burguesia

FEUDALISMO
Manso senhorial
Castelo (residência senhorial)
Manso servil (tenências)
Terras comunais
Sistema de organização social em que as relações são estabelecidas a partir do contato com o feudo, que é, por sua vez, a unidade produtiva fundamental à época.
SERVIDÃO
Relação estabelecida entre senhores feudais - os detentores da terra - e os servos. Os servos voluntariamente se ofereciam para trabalhar em troca de proteção e usufruto de terras do senhor. Os senhores, portanto, aproveitavam da mão-de-obra das famílias dos servos, enquanto estes garantiam seu sustento e sobrevivência. Muito embora fosse um acordo em que ambas as partes obtinham algo de seu interesse, é preciso notar que esta relação não é estabelecida entre iguais, o que a torna sempre assimétrica.
ATENÇÃO:
O servo não é uma propriedade do senhor, muito embora a relação que estabeleça com ele seja eventualmente confundida com uma relação escravista.
presente em toda a Idade Média
SUSERANIA E VASSALAGEM
Relação estabelecida entre nobres. Do ponto de vista social, nobres podem ser vistos enquanto iguais, o que faz com que esta relação seja mais simétrica. Contudo, ainda que haja maior simetria entre os presentes neste acordo, um dos nobres acaba se colocando acima do outro por poder conceder algum benefício à outra parte. Este benefício pode ser um feudo, uma concessão para a cobrança de um tributo ou mesmo o direito ao usufruto de algum bem. O nobre que se dispõe a esta concessão e que ocupa uma posição superior é conhecido enquanto
suserano
, ao passo que o que se submete voluntariamente passa a ser chamado de
vassalo
. O vassalo devia fidelidade ao seu suserano, tendo que comparecer aos seus conselhos ou em situações de guerra.
ATENÇÃO:
Os reis na Idade Moderna (século XV ao XVIII) serão aqueles nobres que terão sucesso em submeter as demais casas nobiliárquicas ao seu poder por meio do jogo político.
TRIBUTOS PAGOS PELOS SERVOS
Talha
- tributo em gêneros pago ao senhor pelo usufruto das tenências

Corveia
- tributo em trabalho no manso senhorial por três dias na semana

Mão morta -
taxa paga para que a família permanecesse na terra na eventualidade da morte do chefe da mesma

Banalidade
- pagamento pelo uso de propriedades do senhor, como por exemplo estábulos, moinhos e fornos

Formariage
- taxa paga ao senhor quando o servo ou algum parente se casava
Aquilo que dominava a mentalidade e a sensibilidade dos homens da Idade Média era o seu sentimento de insegurança (...) que era, no fim das contas, a insegurança quanto à vida futura, que a ninguém estava assegurada (...). Os riscos da danação, com o concurso do Diabo, eram tão grandes, e as probabilidades de salvação, tão fracas que, forçosamente, o medo vencia a esperança.

MENTALIDADE MEDIEVAL
A explicação de ordem religiosa era fundamental no universo medieval. A própria sociedade estamental (sociedade de ordens) era legitimada em
princípios religiosos
. A ideia de que uma hierarquia social com pouca mobilidade social era algo aceitável era respaldado a partir da lógica de que o mundo espiritual também apresentava este tipo de organização. Ou seja, a vida terrena era, em certo sentido, reflexo daquilo que era instituído no mundo espiritual. A respeito da força da religiosidade cristã no período, o medievalista Jacques Le Goff afirma:
[...] a cidade [...] engendrou o surgimento de uma nova categoria social – a burguesia –, beneficiária das franquias e liberdades urbanas.
E O NASCIMENTO DE UM "NOVO" ESPAÇO
E O NASCIMENTO DE UM "NOVO" ESPAÇO
A produção de excedentes agrícolas possibilitou o início da ampliação do comércio. Simultaneamente a estas trocas comerciais, iam se proliferando outros tipos de profissionais que ofereciam serviços nas cidades que progressivamente cresciam nos arredores dos feudos - em um primeiro momento - ou mesmo em locais mais distantes. Com o passar do tempo, um segmento social que vivia fundamentalmente do comércio ou da prestação de serviços ia surgindo, era a chegada da burguesia. O surgimento desta foi exigindo novos arranjos políticos e sociais, o que culminou com a organização do Estado, instituição que deveria zelar pela manutenção dos bens dos seus cidadãos, o que favorecia o avanço das práticas comerciais.
O CRESCIMENTO DAS CIDADES

Jacques Le Goff
08/04/2005
Se a mania de fechar, verdadeiro habitus da mentalidade medieval nascido talvez de um profundo sentimento de insegurança, estava difundida no mundo rural, estava do mesmo modo no meio urbano, pois que uma das características da cidade era de ser limitada por portas e por uma muralha.
DUBY, G. et al. “Séculos XIV-XV”. In: ARIÈS, P.; DUBY, G. História da vida privada da Europa Feudal à Renascença. São Paulo: Cia. das Letras, 1990 (adaptado).

As práticas e os usos das muralhas sofreram importantes mudanças no final da Idade Média, quando elas assumiram a função de pontos de passagem ou pórticos. Este processo está diretamente relacionado com
A) o crescimento das atividades comerciais e urbanas.
B) a migração de camponeses e artesãos.
C) a expansão dos parques indústriais e fabris.
D) o aumento do número de castelos e feudos.
E) a contenção das epidemias e doenças.
ENEM 2011
OPÇÃO (A)
A cidade é [desde o ano 1000] o principal lugar das trocas econômicas que recorrem sempre mais a um meio de troca essencial: a moeda. [...] Centro econômico, a cidade é também um centro de poder. Ao lado do e, às vezes, contra o poder tradicional do bispo e do senhor, frequentemente confundidos numa única pessoa, um grupo de homens novos, os cidadãos ou burgueses, conquista “liberdades”, privilégios cada vez mais amplos.
transição para o
MUNDO MODERNO
MUNDO MODERNO
Navegações
MUNDO MODERNO
Renascimento
Reforma protestante
Mercantilismo
Formação do Estado
A despeito de haver um consenso geral entre os historiadores de que a
Idade Moderna
se iniciou no século XV, é importante salientar que esta transição não é perceptível para as pessoas que naquele período viviam. É evidente que elas sentiam as mudanças dos novos tempos, mas isso não significa que elas tinham a compreensão de que estavam adentrando em uma nova delimitação de tempo. Ou seja, elas não podiam perceber que estavam começando a viver em um mundo que transitava entre aquilo o qual chamamos de medieval e aquilo o qual denominamos moderno. Afinal, categorizações deste tipo são feitas, geralmente, à posteriori.
FORMAÇÃO DO ESTADO
O Estado pode ser compreendido enquanto uma instituição (ou um conjunto de instituições) que rege a vida pública em determinado território. Geralmente esta normatização é feita por intermédio de leis decodificadas de forma escrita.

Viver sob a lógica do Estado significa se submeter a uma instituição reguladora. Sendo assim, o arbítrio do indivíduo tende a não ser o único elemento que define a sua trajetória, uma vez que a legitimidade de suas ações passa a poder ser julgada enquanto legítma ou ilegítima pela instituição em questão.
Em um mundo ainda essencialmente rural, as mulheres exerciam um papel importante nos trabalhos no campo, embora não desempenhassem as mesmas funções que os homens. Eram excluídas do plantio de sementes, tanto por razões físicas quanto simbólicas: como a terra era “mulher”, ao homem cabia a tarefa de fecundá-la. Em contrapartida, elas contribuíam para a ceifa do feno em junho, participavam da confecção dos feixes da colheita no fim de julho e colhiam as uvas em setembro. Também cuidavam dos rebanhos [...] ordenhavam as vacas ou as cabras, faziam manteiga, queijo, etc.
Complementariedade idêntica encontrava-se na cidade, nos ateliês de comerciantes e artesãos. As esposas cuidavam do estabelecimento e muitas vezes tinham a instrução necessária para gerir a contabilidade. Elas sabiam, portanto, escrever e contar. Eram dependentes do marido, mas dirigiam empregados e aprendizes.

Os contratos de aprendizagem conservados dos séculos XIV e XV mostram que o aprendiz ficava sob a direção tanto de mestres quanto mestras. Essa autoridade era aceita. O jurista florentino Francesco da Barberino dedicou um capítulo inteiro, em seu Regime e costumes das damas (1318-1320), ao bom comportamento das mulheres no trabalho. Disse à comerciante:
“Se você se tornar uma padeira, não corte um pão para dele fazer dois (...). Não admita em sua padaria as conversas perversas e não deixe que os empregados façam alianças contra a sua mestra”
.
Se a divisão de tarefas, tanto na cidade como no campo, revelava-se sexuada, existia profissões majoritariamente, até mesmo estritamente femininas na Idade Média. Fiar e tecer faziam parte dos trabalhos domésticos reservados às mulheres. Elas se encontravam massivamente na indústria têxtil – que conheceu um desenvolvimento fulgurante a partir do século XII.
A MULHER NA IDADE MÉDIA
E OS SEUS DISTINTOS PAPÉIS
E OS SEUS DISTINTOS PAPÉIS
Após ingressar na ordem dominicana, Bernardo instalou-se em Santarém, Reino de Portugal, onde, além de sacristão, foi professor dos filhos de nobres da região. Segundo a tradição, dois desses meninos, certa vez, ao almoçarem nas escadas do altar, viram o menino Jesus num quadro e o convidaram a almoçar. Jesus teria concedido aos meninos a visão de recebê-los todos os dias e fazê-los pensar que comia. Depois de algum tempo, os meninos contaram o que acontecia a seu mestre Bernardo e, ao mesmo tempo, reclamaram que Jesus comia todo dia do que eles ofereciam, e que, portanto, deveria um dia também oferecer algo a eles. Frei Bernardo os aconselhou a dizer ao menino que seria correto que ele também os convidasse um dia a comer na casa de seu pai e que o mestre deveria acompanhá-los. Três dias depois Bernardo e seus jovens discípulos morreram

SOUSA, Fr. Luis de. Primeira Parte da História de São Domingos. Lisboa: Typ. do Panorama, 1866. p. 270-280).
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