Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

QUALIDADE DA FORRAGEM E DIFERENÇAS ENTRE FORRAGENS TROPICAIS

No description
by

Alexandre Olival

on 26 August 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of QUALIDADE DA FORRAGEM E DIFERENÇAS ENTRE FORRAGENS TROPICAIS

QUALIDADE DA FORRAGEM E DIFERENÇAS ENTRE FORRAGENS TROPICAIS E TEMPERADAS
4. Fatores relacionados a qualidade das forragens
1. Importância
2. O que é uma forragem de qualidade
Composição química
3. Plantas Tropicais e Temperadas: diferenças fundamentais
Metabolismo da Fotossíntese

Aula 04.
Conteúdo principal
Importância
Qualidade da forragem
Plantas tropicais e temperadas
Fatores relacionados a qualidade da forragem

A qualidade nutricional das plantas forrageiras pode desempenhar papel decisivo para a produtividade do sistema de produção
Diferenças entre gêneros, espécies e cultivares. Diferenças entre partes das plantas
Fertilidade do solo
Características do clima
Através do manejo dos animais e da pastagem, pode haver mudanças significativas na qualidade da forragem
Alguns dos fatores mais importantes relacionados ao desempenho dos Ruminantes em Sistemas a Pasto
Genética do Animal
Forragem

Disponibilidade


Qualidade


Consumo
Quando a disponibilidade não é um problema, estes são os
fatores que passam a ser os mais importantes para determinar o desempenho dos animais alimentados a base de pasto
eficiência na utilização dos nutrientes para o objetivo desejado
Digestibilidade
Natureza dos produtos da digestão
As forragens de alta qualidade devem fornecer energia, proteína, minerais e vitaminas em quantidades suficientes para atender as necessidades nutricionais para uma elevada produção dos animais em pastoreio
Apenas a composição química do alimento não garante, sozinha sua qualidade. A este componente devemos somar outras características, como o consumo voluntário da da forragem e a digestibilidade dos nutrientes .
Eficiência de utilização dos nutrientes absorvidos (substâncias produzidas durante o processo de digestão e que serão utilizadas para as diferentes funções do animal
Resumindo...
• Forragens de composição química diferente apresentam valor nutritivo diferente em razão de diferenças no consumo, digestibilidade e eficiência de utilização dos nutrientes
• Forragens de composições químicas semelhantes também podem ser diferentes nutricionalmente entre si em função de diferenças no consumo voluntário, na digestibilidade e/ou na eficiência de utilização dos nutrientes após sua absorção, dada pela natureza dos produtos de digestão.
Composição das forragens
Parede Celular
Conteúdo Celular
Correspondem a fração de
Fibra Bruta (FB)
da forragem: celulose, hemicelulose e lignina
Praticamente toda a digestão ocorre através da fermentação microbiana ruminal
Celulose e Hemicelulose
Lignina
Fibra Detergente Neutro (FDN): relacionada ao consumo da forragem
Fibra Detergente Ácido (FDA): relacionada a digestibilidade da forragem
Correspondem ao amido e carboidratos solúveis, proteína bruta, lipídios, vitaminas e minerais
Alta digestibilidade
Digestão enzimática e química
Fermentação Ruminal
Compreendendo um pouco do papel dos diferentes compontes nutricionais das forragens
Proteína Bruta
Carboidratos
Lipídeos
Minerais
Aspectos relevantes das proteínas
Fornecer
nitrogênio
para os microrganismos ruminais, que poderão sintetizar as suas proteínas e, desta forma, manter todas suas funções.
Apenas uma pequena porção da proteína do alimento passa "ilesa" pelo rúmen, por isso a composição de aminoácidos de uma forragem não é um fator tão importante quanto o teor de Nitrogênio como um todo.
Fontes de Nitrogênio para as bactérias:
Proteínas
Nitrogênio não protéico (ligado a outros componentes)
Um alimento deve ter no mínimo 8% de PB para garantir o metabolismo adequado para os microrganismos ruminais (no entanto, somente isso não garante níveis mais elevados de produção)
A PB é maior nas folhas que em outras partes da planta. O teor de proteína tende a ser máximo nos estádios vegetativos (em crescimento) devido justamente a relação caule/ folha.
Aspectos relevantes dos carboidratos
Principais fonte de energia para os ruminantes. Carboidratos são metabolizados pelos microrganismos ruminais para a produção de ácidos graxos voláteis (AGC), especialmente 03:
Ácido Acético (40 a 75%)
Ácido Propiônico (15 a 40%)
Ácido Butírico (10 a 20%)

Ruminantes devem consumir uma dieta com mínimo de 18% de FB para que haja estímulo ao processo de ruminação e para que haja fornecimento de energia adequada.
O aproveitamento dos carboidratos está diretamente relacionado a liginificação da parede celular (maior teor de FDA). Apesar de haver grandes variações entre plantas, via de regra, a lignificação aumenta com a idade da planta.
A relação entre estes ácidos, bem como a produção de outros gases, pode sofrer mudanças a partir do perfil de carboidratos e da dieta total do animal.
Raramente ultrapassa 6% na composição das forragens. Apesar do baixo teor de lipídeos em dietas baseadas somente em pasto, os ruminantes são capazes de suprir sua demanda por ácidos graxos essenciais, menos o ácido linoleico e o ácido linolênico (que estão presentes nas plantas)

Seu potencial de uso consiste no fato que os lipídeos não são degradados no rúmen, ou seja, podem ser utilizados como uma estratégia para aumentar o nível energético da dieta do animal sem haver perdas pela geração de gases ou calor no rúmen - quanto maior a exigência nutricional do animal, mais relevante se torna a utilização de suplementos energéticos desta natureza.

Um cuidado que deve ser tomado em dietas em que há suplementação com lipídeos são possíveis efeitos negativos na digestibilidade, consumo e inclusive alterações metabólicas que levam a mudanças, por exemplo, na qualidade do leite.
Aspectos relevantes dos Lipídeos
Aspectos relevantes dos minerais
Desempenham papel fundamental no metabolismo de todos os demais nutrientes (carboidratos, lipídios e proteínas), sendo especialmente importantes no metabolismo energético

Exercem papel fundamental no crescimento e desenvolvimento das plantas.

Baixa concentração de elementos minerais na planta pode ser devido a:
Baixa disponibilidade do mineral no solo
Reduzida capacidade genética da planta em acumular o elemento
Indicativo de baixa exigência do elemento mineral para o crescimento da planta.

Elevadas concentrações, ou níveis tóxicos, de alguns elementos são indicativos de:
Excesso de disponibilidade no solo
Alta capacidade genética da planta para altas taxas de acumulação
Elevada exigência para o crescimento da planta
A fotossíntese consiste em dois processos acoplados, sendo um deles e caráter fotoquímico, caracterizado pela absorção de luz e transporte de elétrons, e outro bioquímico, caracterizado pela captação do gás carbônico e a formação de compostos que encadeiam os átomos de carbono que retêm a energia absorvida a partir da luz nas ligações químicas das moléculas formadas.
Existem dois caminhos de carboxilação (adição de moléculas de carbono). Em um deles a via tem início com um composto de 03 carbonos (3PGA) e por isto é chamada de via C3. Outras plantas desenvolveram um sistema paralelo no qual a reação tem início com composto formado por 04 carbonos (plantas C4).
Diferenças importantes entre as plantas C3 e C4:
 As taxas de absorção de CO2 são muito mais altas nas espécies C4, pois o sistema pode armazenar mais carbono de forma intermediária (no ácido C4) tornando a planta relativamente menos dependente de controlar a abertura e fechamento de estômatos para prevenir a perda de água.
 Diferenças no desempenho em diferentes temperaturas
 Plantas C4 suportam intensidades luminosas muito maiores sendo que as plantas C3 se adaptam bem a condições mais sombreadas.
 As plantas C4 gastam mais ATP para cada molécula de CO2 fixado (05 moléculas contra 03 das plantas C3). No entanto, mesmo gastando mais ATP, sua maior eficiência, nas condições de clima tropical, as deixa em vantagem em termos de rendimento energético
As diferenças no metabolismo das plantas C3 (temperadas) e C4 (tropicais) levam também a diferenças em relação a composição e, consequentemente, a sua qualidade e utilização nos programas de alimentação animal
Proteína
As gramíneas de clima tropical possuem níveis de PB inferiores ao das espécies de clima temperado (menos de 10% contra mais de 16%).
Leguminosas: menor diminuição do teor de PB ao longo do tempo e aumento da proteína não degradada no rúmen.
Carboidratos
Plantas tropicais tem maior teor de FDN (> que 55%, ficando em torno de 65% no estádio vegetativo a 80% em estádios mais avançado).
Gramíneas temperadas apresentam valor de 34 a 73%, respectivamente (vegetativo e maduro), possuindo, consequentemente, maior valor de digestibilidade média.
Minerais
As gramíneas e leguminosas de clima tropical são mais pobres em fósforo que as de clima temperado, sendo que os níveis diminuem com o avanço da maturidade das plantas cujas concentrações dependem da espécie forrageira.
Fertilidade do solo e adubação
Partes da Planta
Estádio de Crescimento
Meio Ambiente
Em geral, quando o solo apresenta boa fertilidade, esta propicia condições para que as plantas revelem melhor composição química, principalmente em termos de elementos tais como PB, K, P, Ca e Mg, proporcionando também um melhor valor nutritivo e maior digestibilidade para a matéria seca da forragem ingerida.
Pouco efeito na composição da forragem, mas muito efeito sobre a produção de Matéria Seca
Adubação
Alguns pontos interessantes...
Minerais: a grande maioria dos minerais contidos na forragem, quando esta é manejada adequadamente, atende as exigências dos animais e, alguns, como o fósforo, mesmo sendo aplicado em grandes quantidades no solo, dificilmente apresentaria elevação no seu conteúdo na forragem a ponto de atender as categorias mais exigentes do rebanho sendo, portanto, necessária a sua suplementação no cocho.
Proteína: plantas de clima temperado têm uma exigência maior (possuem mais teor de PB na sua composição), exigindo solos mais férteis. No entanto, a resposta a adubação pode não ser linear. Resposta varia bastante em relação a espécie de forragem utilizada.
Melhora na relação folha/ caule, com aumento da qualidade da forragem (até certo ponto)
As duas frações da planta mais importantes em termos de alimentação e nutrição animal são a folha (lâmina e bainha) e a estrutura de sustentação: caule (leguminosas) ou colmo (gramíneas). As folhas são consumidas preferencialmente pelos animais.
As folhas apresentam maior teor de proteína bruta e menores teores de FDN, FDA e lignina que os caules ou colmos apresentando, portanto, maior digestibilidade. É justamente a menor quantidade de tecido estrutural que explica a maior digestibilidade das folhas e dos colmos das gramíneas de clima temperado em relação as tropicais.
Entre as plantas de clima temperado, as leguminosas são ingeridas preferencialmente em relação as gramíneas devido a uma menor quantidade de parede celular (FDN) e menor resistência de quebra das partículas. Por outro lado, as gramíneas de clima temperado são ingeridas em maior grau que as de clima tropical em razão de seu menor teor de FDN e maior digestibilidade.
A maioria das espécies forrageiras apresentam redução no seu valor nutritivo com o avanço do estádio de crescimento sendo que, a maturidade é o principal fator que afeta a morfologia das plantas, exercendo grande influência na qualidade da forragem.

A redução do valor nutritivo das forragens com o avanço do estádio de crescimento está associada principalmente com a redução dos teores de PB dos caules e folhas e aumento da fração FDN e FDA, com a conseqüente redução na digestibilidade da matéria seca.

Ao mesmo tempo, o aumento da fração de forragem senescente e a menor participação das folhas em relação aos caules das plantas, a medida que estas envelhecem, determinam a redução no valor nutritivo.

O processo de maturação pode ser acelerado pela luminosidade, temperatura e umidade, como pode ser retardado pela fertilização nitrogenada acompanhada de corte ou pastejo. Entretanto, as características genéticas de cada espécie influenciam na velocidade de maturação sendo que, de modo geral, as gramíneas apresentam queda mais drástica no valor nutritivo com a maturidade que as leguminosas, mesmo crescendo em condições semelhantes.
Radiação Solar
As pastagens tropicais, que são cultivadas nas diferentes regiões áridas e semi-áridas do mundo, recebem maiores níveis de radiação ao longo do ano que as pastagens de clima temperado. Somando-se ao seu metabolismo C4, compreendemos sua maior produção de matéria seca por hectare

Entretanto, os maiores níveis de radiação solar promovem uma maior lignificação da parede celular, resultando em menores digestibilidades da matéria seca, o que explica, juntamente com os menores teores de PB, o menor valor nutritivo das espécies forrageiras tropicais.
Comprimento do Dia
Efeito indireto, pois interfere no início do período de florescimento em gramíneas (fotoperíodo), onde ocorre a queda da digestibilidade, alongamento dos caules e menor consumo de forragem pelos animais.
Umidade
A água é um componente essencial das células da planta e todos os processos metabólicos dependem da sua presença. Assim, a falta de água no solo reduz o crescimento das pastagens e, como conseqüência, reduz a quantidade de forragem disponível e o desempenho dos animais em pastoreio (interferência drástica na quantidade de MS) - efeito menor na qualiadade (apenas condições mais severas).
Temperatura
As altas temperaturas aumentam a síntese de lignina e promovem um crescimento mais rápido nos caules, principalmente de gramíneas de verão, aumentando sua proporção na matéria seca.
Temperaturas mais elevadas aumentam a concentração da parede celular nas gramíneas.
Exercício para próxima aula
Gramíneas
Leguminosas
Aspectos sobre morfologia e crescimento
Principais espécies utilizadas no Brasil
Características destas espécies (valor nutritivo, características agronômicas)
Full transcript