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Álvaro de Campos

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by

Mário José

on 19 October 2014

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Transcript of Álvaro de Campos

Álvaro de Campos nasceu em 1890 em Tavira e era engenheiro de profissão. Estudou engenharia na Escócia, formando-se em Glashow, em engenharia naval. Visitou o Oriente e durante essa visita, a bordo, no Canal do Suez, escreve o poema Opiário, dedicado a Mário de Sá-Carneiro. Desiludido dessa visita, regressou a Portugal onde o espera o encontro com o mestre Caeiro, e o início de um intenso percurso pelos trilhos do sensacionismo e do futurismo.
Espera-o ainda um cansaço e um sonambulismo poético como ele prevê no poema Opiário: «Volto à Europa descontente, e em sortes / De vir a ser um poeta sonambólico».
Caricatura de Álvaro de Campos
Perdi tudo que me fazia consciente
De uma certeza qualquer no meu ser...
Hoje o que me resta?
O sol que está sem que eu o chamasse...
O dia que me não custou esforço...
Uma brisa, com a festa de uma brisa
Que me dão uma consciência do ar...
E o egoísmo doméstico de não querer mais nada
Análise do Poema
"Há tanto tempo que não sou capaz"
"Há tanto tempo que não sou capaz"
Há tanto tempo que não sou capaz
De escrever um poema extenso!
Há anos...


Álvaro de Campos
História de Álvaro de Campos
Mas, ah!, minha Ode Triunfal ,
O teu movimento rectilíneo!
Ah, minha Ode Marítima
A tua estrutura geral em estrofe antiestrofe e epodo!
E os meus planos, então, os meus planos —
Esses é que eram as grandes odes.
E aquela a última a suprema a impossível!
Afirma que já à anos que não consegue escrever um poema extenso. Referindo-se ao seu passado.
Perdi a virtude do desenvolvimento rítmico
Em que a ideia e a forma,
Numa unidade de corpo com alma,
Unanimemente se moviam...
Perdeu as forças para continuar o seu caminho. Afirma que não consegue produzir mais textos como anteriormente produzia. Onde a ideia e a forma funcionavam como um todo.
Para Álvaro de Campos tudo o que lhe fazia consciente era possuir capacidade para produzir os seus textos.
Pergunta a si mesmo o que lhe resta.
Afirma que o sol veio sem que ele o chamasse, o dia surgiu sem que ele tivesse esforçado, e uma brisa, com a festa da mesma, lhe dava a consciencia do ar.
Então ele só queria continuar a sentir essa brisa.
Invoca a sua Ode Triunfal e descreve-a dizendo que possui um movimento retilíneo.
Invoca a Ode Marítmia e descreve-a dizendo que possui uma estrutura geral em estrofe antiestrofe e epodo.
Refere que os sues planos é que eram uns grandes odes, referindo que quando pensava e fazia planos este se tornavam em grandes odes.
Demostrando assim a saudade presente do passado.
Análise Formal do poema
Estrutura estrófica e métrica :
Irregularidade estrófica e métrica
Rima :

Versos Livres ou soltos.
Figuras de Estilo:
Poema:
Há tanto tempo que não sou capaz
De escrever um poema extenso!.
Há anos...

Perdi a virtude do desenvolvimento rítmico
Em que a ideia e a forma,
Numa unidade de corpo com alma,
Unanimemente se moviam...

Perdi tudo que me fazia consciente
De uma certeza qualquer no meu ser...
Hoje o que me resta?
O sol que está sem que eu o chamasse...
O dia que me não custou esforço...
Uma brisa, ou a festa de uma brisa,
Que me dão uma consciência do ar...
E o egoísmo doméstico de não querer mais nada.

Mas, ah!, minha Ode Triunfal,
O teu movimento rectilíneo!
Ah, minha Ode Marítima,
A tua estrutura geral em estrofe, antístrofe e épodo!
E os meus planos, então, os meus planos —
Esses é que eram as grandes odes!
E aquela, a última, a suprema, a impossível!
Fases de Álvaro de Campos
1ª Fase - Decadentista
Retrata uma atitude enfadonha e arrebatadora. Expressa-se também através da falta de um sentido para a vida e a necessidade de fuga à monotonia. O poeta exprime emoções como tédio, cansaço e necessidade de novas sensações.

2ª Fase - Futurista / Sensacionista
Nesta fase Álvaro de Campos celebra o triunfo da máquina e da civilização moderna.
Campos apresenta a beleza dos "maquinistas em fúria" e da força da máquina por oposição à beleza tradicionalmente concebida.

Exemplo:
Opiário
Exemplo:
Ode Triunfal
e a
Ode Marítima
3ª Fase - Intimista/Pessimista
A fase pessimista é aquela em que, perante a incapacidade das realizações, traz de volta o abatimento do poeta.

Exemplo:
Há tanto tempo que não sou capaz
Mas, ah!, minha Ode Triunfal,
- Apóstrofe
Ah, minha Ode Marítima
- Exclamação
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