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História da Fotografia

História da Fotografia
by

Lorena Cabral

on 3 May 2010

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Transcript of História da Fotografia

FOTOGRAFIA DE GUERRA
1ª E 2ª GUERRAS MUNDIAIS, GUERRA DA CORÉIA E DO VIETNÃ
FOTOGRAFIA DE GUERRA Sobre a cobertura das guerras especificamente, podemos dizer que, na verdade, ocorrem duas guerras: a primeira é a propriamente dita, com mortes e violência, dentro de esquemas militares, situações perigosas para ambos os lados e, a segunda, é aquela apresentada pela mídia, construída para ser acompanhada pelo público. Em outras palavras, a “primeira guerra” constrói a “segunda guerra” e a “segunda guerra” constrói a “primeira guerra”, numa relação dupla. OPINIÃO EXPRESSA DA FOTOGRAFIA A fotografia documental de guerra é um interessante ponto de partida para a análise do desenvolvimento tecnológico do meio e do modo como os conflitos foram representados. Por documental entende-se o que não foi alterado; que comprova que algo "realmente aconteceu" e as fotografias, embora representações da realidade, revelam ao mundo os fatos acontecidos e eternizam o passado em um instante eterno.
O objetivo primordial da fotografia no jornalismo é a legitimação do discurso e a busca da credibilidade via imagem é um artifício que passou a ser usado pelos jornais no início do século XX. PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914 - 1918) Na Primeira Guerra Mundial, a técnica de reprodução da imagem fotográfica já estava bem mais aprimorada e os jornais ilustrados tornar-se-iam, então, os grandes produtores e consumidores de informação visual. As fotos publicadas caracterizavam-se por serem “posadas”.
Durante a Primeira Guerra Mundial, os fotógrafos Arthur S. Mole e John D. Thomas viajaram de um campo militar a outro tirando fotos de soldados formando símbolos patrióticos como parte de uma campanha promocional para vender alianças de guerra.
A fotografia colorida já existia desde o final do século XIX, mas nem todos a aprovaram ou a utilizaram em larga escala. Alguns poucos fotógrafos, como Hans Hildebrand, contratado pelo kaiser para documentar o conflito, sendo o único fotógrafo alemão a utilizar filmes coloridos e técnicas fotográficas como, por exemplo, o autocromo. O filme não captava os movimentos como os atuais –, imagens estereoscópicas entre outras.
Durante a Primeira Guerra Mundial, a fotografia de cenários de destruição era comum, principalmente quando se tratava de igrejas em ruínas devido as bombas e ataques de lado-a-lado. Os anos mais significativos para fotografia do século XX foram do período de 1930 a 1950. Foi uma época de importantes acontecimentos, como a depressão econômica do mundo industrializado e as disputas políticas e ideológicas que mobilizaram as sociedades.
O fotojornalismo foi uma das partes mais importantes da cobertura da Segunda Guera, que dividiu o mundo entre antes e depois. Ao longo do conflito, jornais impressos e revistas estimulavam a população a participar dos esforços de guerra através de inúmeras campanhas. A fotografia também foi para o campo de batalha. Os fotógrafos usavam uniforme militar e, apesar de câmeras menores e mais ágeis, havia fortes restrições quanto à disponibilidade de material, que só poderia ser publicado mediante autorização militar. Havia a proibição, por exemplo, de publicar fotos em jornais norte-americanos que contivessem seus soldados mortos. Muitas fotografias viraram ícones. SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (1939 - 1945) Os soldados alemães também fotografaram a guerra; porém, a fotografia era considerada como uma das facetas da máquina de guerra, em especial da propaganda nazista. Portanto, aos soldados era terminantemente proibido levar máquinas fotográficas para o campo de batalha. Entretanto, vários deles conseguiam esconder suas câmeras e fotografias dos censores nazistas que vistoriavam as tropas regularmente.
Vários fotógrafos foram recrutados para obterem fotos “oficiais”, logicamente favoráveis aos militares, tanto que um desses fotógrafos declarou que “a câmera se tornou uma arma na mão dos militares”.
Tal qual o lado Aliado, aos fotógrafos não era permitido fotografar cenas de derrota ou soldados mortos. A Segunda Guerra é o tempo das fotografias icônicas e foram basicamente norte-americanas. Há poucos mortos nas representações feitas durante os conflitos da guerra que ficou em nosso imaginário como a mais sanguinolenta de todas as histórias. As maioria são fotos heróicas, que passam a imagem de ação perigosa e homens destemidos, desembarques, navios. O beijo de despedida à Guerra, em Times Square em 14 de Agosto de 1945. Um soldado da marinha norte-americana beija apaixonadamente uma enfermeira. O que era fora do comum para aquela época é que os dois personagens não eram um casal, eram estranhos que haviam acabado de se encontrar.
É considerada uma analogia da excitação e paixão da volta à casa com a alegria experimentada ao término de uma guerra. Diversas fotografias que registram atrocidades cometidas contra judeus, russos e demais povos, foram encontradas quando soldados alemães eram mortos ou capturados em batalha e quando as tropas aliadas chegaram aos campos de concentração. Estas serviram como provas nos julgamentos dos criminosos de guerra e provam que os campos eram verdadeiros matadouros. Pouco antes de morrer nas mãos dos nazistas, Walter Benjamin, de origem judaica, perguntou: “Não é o fotógrafo que tem a obrigação de expor o culpado com suas fotos?”
Barthes defende a idéia de que a fotografia literal nos traz o escândalo do horror, mas não ao horror em si. O problema está em como mostrar, em como fotografar, a intencionalidade do olhar. Mas mostra-se a realidade: se é caos, que se mostre o caos. A Guerra da Coréia trouxe um novo elemento na estética da cobertura fotográfica de guerras. As câmeras estavam absolutamente portáteis e mais sensíveis à luz, os filmes de rolo permitiam fotos seqüenciais e não havia mais a necessidade de ensaiar uma foto ou contar com a sorte: a câmera poderia ser disparada.
Talvez o nome mais significativo desse período seja o de David Duncan Douglas, que nao captava os soldados em pose, mas em close e no cansaço da guerra. Seus rostos não são heróicos, mas sujos e exaustos. GUERRA DA CORÉIA (1950-1953) A fotografia também interferiu nas próprias táticas de guerra, muitos cartazes de incentivo ao alistamento nas forças armadas, fotos do front e até mesmo cartazes e catálogos de armamento bélico circulavam no continente europeu e países afetados direta e indiretamente durante primeira guerra. Fotos aéreas faziam um papel importante para o conhecimento do terreno do inimigo eminente, fotos de cidades devastadas e pessoas brutalmente assassinadas foram publicadas; um verdadeiro "choque" pra sociedade mundial. Foi uma grande mudança desde o ponto de vista histórico à transformação do olhar. A Guerra da Coréia vista sob a perspectiva norte-americana. Um conflito que na década de 50 dividiu o povo coreano em duas diferentes nações. Joe Rosenthal venceu o premio Pulitzer com esta fotografia. Em 1954, a imagem serviu como modelo para a construção do monumento de bronze dedicado a Infantería de Marinha, no Condado de Arlington, Virginia, perto de Washington. A imagem tem sido utilizada inumeráveis vezes em publicações, folhetos e selos, por ser considerada a fotografia mais famosa daquela guerra.
A fotografía foi tirada em 23 de fevereiro de 1945, há quatro días depois, da chegada dos infantes da marinha norte americana que desembarcaram na pequena ilha do Pacífico.
Em 1999, a foto ficou na posiçao 68 entre as 100 melhores fotografías jornalísticas do século XX, segundo enquete realizada pela Universidade de Nova Iorque.
Existiram boatos que a foto Subindo a Bandeira tinha sido sido posada ou falseada, situação que Rosenthal desmentiu sempre. Já que foi obrigado para defender a autencidade da imagem. Rosenthal foi obrigado a defender a autenticidade da fotografia. Depois de muitos anos teve que reconhecer publicamente que a foto foi feita na segunda subida quando se fazia a troca da primeira bandeira a qual já tinha sido fotografada. Mas que ele não produziu a foto. Na Guerra do Vietnã, a fotografia produziu um impacto tão grande que alterou os ânimos populares e o rumo do próprio conflito. As câmeras mais tecnológicas eram ultra-portáteis e registravam imagens que nada lembrava as heróicas campanhas da Segunda Guerra. Nada parece ter um propósito claro e objetivo e a impressão da seqüência rápida dos acontecimentos é reforçada pelas imagens sangrentas que se sucedem, uma após a outra, nas páginas de todos os jornais diários. GUERRA DO VIETNÃ (1959 - 1975) Para os fotojornalistas, a Guerra do Vietnã foi única, com acesso praticamente irrestrito aos campos de batalha, permitindo que momentos intensos fossem registrados.
Mas, esse acesso irrestrito também significava riscos, e mais de 135 fotógrafos foram desaparecidos. Muitos mostraram a guerra de modo nunca antes visto, alterando a estética da representação.
Os nomes que se destacam são Dana Stone, David Burnett, Tim Page, Larry Burrows, Catherine Leroy e Gilles Caron. Foi uma guerra em que as imagens mudaram a opinião pública, e começou a ser combatida pelos próprios norte-americanos, assim que as imagens de seus filhos mortos em combate começaram a surgir nos jornais e telejornais. Até então, os horrores da guerra eram apenas relatos que poderiam se perder com o tempo e a distância, mas quando a imagem é usada em tempo real, a sensação de horror se torna imediata.
As imagens iniciais da Ofensiva Tet difundidas pelos media marcaram a forma como o povo encarava a presença dos seus filhos e soldados naquele território hostil, desconhecido e distante. O efeito dessas imagens de desnorte americano poderia ter sido atenuado com o passar do tempo e ação da propaganda militar, até que Eddie Adams captou uma imagem que teria um efeito ainda mais devastador.
As duas armas dispararam ao mesmo tempo: a câmera fotográfica e uma pistola que perfurou o cérebro de um prisioneiro vietcong. O resultado foi uma imagem que recorda a brutalidade selvagem de uma guerra sem honra, de um lado o rosto inexpressivo e frio da morte, do outro um homem indefeso. A fotografia chocou a América e mudou a forma do povo americano encarar a guerra, não era uma imagem de um crime, mas o espelho da guerra. As imagens, no entanto, não mostram toda a verdade, de que o prisioneiro havia acabado de matar ao menos oito pessoas, o que levou à sua execução.
"O coronel assassinou o preso; mas e eu... assassinei o coronel com minha câmera?" - Eddie Adams ficou tão tocado com a fotografia que se converteu em fotógrafo paisagístico. O simples, leve, portátil e pequeno mecanismo das câmeras da Kodak na Primeira Guerra Mundial configurou na presença de movimento nas fotos históricas da guerra. A agilidade e praticidade desse instrumento na Segunda Guerra Mundial acompanharam a censura militar e, conseqüentemente, as imagens de heroísmo, glória e coragem contadas pelos fotógrafos norte-americanos. Na Guerra da Coréia, o fotojornalista David Duncan Douglas, desmascara os heróis e mostra o desespero ao mundo. Na Guerra do Vietnã, o trabalho de Douglas se estendeu para todos os outros fotógrafos, imprimindo dor e velocidade, o que influenciou diretamente nos rumos do conflito. Instrumento. Agora era possível manusear a visão. Do inevitável dos olhos passa-se ao poder das mãos. Pois se aquele que segura a máquina quer mostrar apenas uma parte do que os seus olhos captam, ele agora pode. Pode ver glória, onde há dor; pode visualizar a honra ou, se quiser, a infâmia, a desgraça, a calúnia, o medo, a corrupção…
O próprio desenvolvimento da História explica o desenvolvimento da máquina fotográfica, no qual um não foi possível sem o outro. Os impactos causados pelo fotojornalismo, desde a sua invenção, mudaram positiva ou negativamente os percursos da História e continuam no seu papel, enxergando, denunciando ou explicando os fatos para todos aqueles que abrirem uma página do jornal ou ligarem a TV.
A fotografia, ou fotojornalismo, veio para convencer a humanidade cética dos tropeços e pulos da sociedade.
É a captação visual que não tivemos, mas ainda assim, podemos presenciar. É o papel que os olhos não têm de mostrar a quantos forem preciso, o que um único indivíduo pôde, ou quer, enxergar. É a dinâmica paralisada e materializada no papel.
Aquilo que o homem sempre quis: Parar o tempo. Desmascarar o que a velocidade do movimento omite e sem que possamos, ao menos, perceber. E é por isso que ela veio para modificar e denunciar o cotidiano.
Patricia Faermann
CONCLUSÃO Hans Hildenbrand Hans Hildenbrand Hans Hildenbrand Hans Hildenbrand Nationaal Archief, collectie Eerste Wereldoorlog Nationaal Archief, collectie Eerste Wereldoorlog Nationaal Archief, collectie Eerste Wereldoorlog Nationaal Archief, collectie Eerste Wereldoorlog Nationaal Archief, collectie Eerste Wereldoorlog Victor Jorgensen Eddie Adams http://tramafotografica.wordpress.com/2009/01/13/imagens-choque/ •http://www.jorwiki.usp.br/gdmat07/index.php/Fotografia:_estrat%C3%A9gia_de_efeito_do_real •http://focusfoto.com.br/fotografia-digital/blog1.php/2009/12/19/fotojornalismo-e-histaria •http://fottus.com/pessoas/segunda-guerra-mundial-100-fotos/ •http://www.brazilcommunity.com/brazilcommunity/colunistaalexandre3.htm •http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/1247_vietnam/page6.shtml •http://www.guiadelojas.com/fotografia/historia_fotos_historicas.html •http://bitaites.org/reedicoes/tres-fotos-que-mudaram-a-guerra-do-vietname •http://recantodaspalavras.wordpress.com/2009/05/24/a-fotografia-como-arma-de-guerra/ •http://whataversity.wordpress.com/2009/08/04/a-guerra-do-vietnam-a-guerra-que-era-para-ser-mantida/ •http://inovavox.com/2007/11/07/fotos-coloridas-da-primeira-guerra-mundial-imagens-coloridas/ •http://www.flickr.com/photos/nationaalarchief/sets/72157608027991501/ •http://umpostalparaumamigo.blogspot.com/2009/12/david-douglas-duncan.html BIBLIOGRAFIA
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