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No, thanks

No Entardecer da Terra

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by

Filipe Esteves

on 11 December 2015

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Transcript of No Entardecer da Terra

"No Entardecer
da
Terra"

Estrofe I
Estrofe II
Estrofe III
Inês Santos
Marta Costa
Filipe Esteves
Francisca Cardoso

Fernando
Pessoa

No entardecer da terra
O sopro do longo Outono
Amareleceu o chão.
Um vago vento erra,
Como um sonho mau num sono,
Na lívida solidão.

Soergue as folhas, e pousa
As folhas, e volve, e revolve,
E esvai-se inda outra vez.
Mas a folha não repousa,
E o vento lívido volve
E expira na lividez.

Eu já não sou quem era;
O que eu sonhei, morri-o;
E até do que hoje sou
Amanhã direi, quem dera
volver a sê-lo! ... Mais frio
O vento vago voltou.
No Entardecer da Terra
Análise Estrófica
Análise Temática
Observação da
Natureza
As Estações do
Ano
A Passagem do Tempo
Características da Poesia Ortónima
"Eu já não sou quem era;
O que eu sonhei, morri-o;
E até do que hoje sou
Amanhã direi, quem dera
volver a sê-lo! ... Mais frio
O vento vago voltou."
Imagem do real
"Sonho mau"
Terra varrida por ventos
Conflitos
"Eu já não sou quem era;"
Transformação sofrida pelo sujeito poético, devido à passagem do tempo.
"O que eu sonhei, morri-o;"
Perdeu as suas expectativas, esperanças e sonhos.
"E até do que hoje sou
Amanhã direi, quem dera
volver a sê-lo! ..."
Desejo de regresso ao passado.
"... Mais frio

O vento
vago
voltou."
Analogia entre o estado de espírito do sujeito e a natureza (vento).
Aumento da transformação sofrida, e da angústia de regressar ao passado.
"Vago" - Solidão
Causa das transformações sofridas pelo "eu" poético

mudanças causadas pela passagem do tempo
desejo de regressar ao passado
incapacidade de viver o momento
Tumulto, frustração, intraquilidade, solidão, tristeza

Regularidade métrica, estrófica e rimática características de Pessoa (ortónimo)
Em suma, neste poema verificamos:
Resulta no desejo de regresso ao passado e incapacidade de viver o momento presente. Frustração, inquietação interior e solidão.
No entardecer da terra
O sopro do longo Outono
Amareleceu o chão.
Um vago vento erra,
Como um sonho mau num sono,
Na lívida solidão.
Soergue as folhas, e pousa
As folhas, e volve, e revolve,
E esvai-se inda outra vez.
Mas a folha não repousa,
E o vento lívido volve
E expira na lividez.
Dor de
pensar
Nostalgia
de um bem
perdido
Regularidade
estrófica,
métrica e
rimática
Metáfora
"O sopro do longo Outono"
Comparação
"Um vago vento erra,
Como um sonho mau num sono"
Repetição
"Folhas" e
"Vento"
Aliteração
"
v
ento
v
ago
v
oltou"
"E
v
ol
v
e, e
re
v
ol
v
e,
e es
v
ai-se"
Hipérbato
"Mais frio
O vento vago voltou"
F
I
M
Outono
Primavera
Inverno
Verão
"Mas a folha não repousa"
Conjunção coordenativa
Adversativa
Luta entre
Folha e Vento
S
oergue a
s
folha
s
, e pou
s
a
A
s
folha
s
, e volve, e revolve,
E e
s
vai-
s
e inda outra vez.
Ma
s
a folha não repou
s
a,
E o vento lívido volve
E expira na lividez.
Soergue as folhas, e pousa
As folhas, e
v
ol
v
e, e re
v
ol
v
e,
E es
v
ai-se inda outra
v
ez.
Mas a folha não repousa,
E o
v
ento lí
v
ido
v
ol
v
e
E expira na li
v
idez.
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