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Cesário Verde- Loira

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by

alexandre Santos

on 8 June 2015

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Transcript of Cesário Verde- Loira

Loira
Loira
FIM
Explicação das estrofes
Trabalho realizador por José e Bruno, na disciplina de Português.

Cesário Verde- Loira
Eu descia o Chiado lentamente
Parando junto às montras dos livreiros
Quando passaste irônica e insolente,
Mal pousando no chão os pés ligeiros.

O céu nublado ameaçava chuva,
Saía gente fina de uma igreja;
Destacavam no traje de viúva
Teus cabelos de um louro de cerveja.

E a mim, um desgraçado a quem seduzem
Comparações estranhas, sem razão,
Lembrou-me este contraste o que produzem
Os galões sobre os panos de um caixão.

Eu buscava uma rima bem intensa
Para findar uns versos com amor;
Olhaste-me com cega indiferença
Através do lorgnon provocador.

Detinham-se a medir tua elegância
Os dandies com aprumo e galhardia;
Segui-te humildemente e a distância,
Não fosses suspeitar que te seguia.




E tu, sempre febril, sempre inquieta,
Havia pela rua uns charcos de água
Ergueste um pouco a saia sobre a anágua
De um tecido ligeiro e violeta.

Adorável! Na idéia de que agora
A branda anágua a levantasse o vento
Descobrindo uma curva sedutora,
Cada vez caminhava mais atento.

Mas súbito parei, sentindo bem
Ser loucura seguir-te com empenho,
A ti que és nobre e rica, que és alguém,
Eu que de nada valho e nada tenho.

Correu-me pelo corpo um calafrio,
E tive para o teu perfil ligeiro
Este olhar resignado do vadio
Que fita a exposição de um confeiteiro.

Vi perder-se na turba que passava
O teu cabelo de ouro que faz mal;
Não achei essa rima que buscava,
Mas compus este quadro natural.


E pensava de longe, triste e pobre,
Desciam pela rua umas varinas
Como podias conservar-te sobre
O salto exagerado das botinas.

Sujeito poetico está a cescer o chiado quando alguém passou ironica e insolente com os pé ligeiros.
1ª Estrofe

"Eu descia o Chiado lentamente
Parando junto às montras dos livreiros
Quando passaste irônica e insolente,
Mal pousando no chão os pés ligeiros. "
2ª Estrofe

O céu nublado ameaçava chuva,
Saía gente fina de uma igreja;
Destacavam no traje de viúva
Teus cabelos de um louro de cerveja.
O tempo estava nublado e saiu uma viuva loira de uma igreja
3ª Estrofe

E a mim, um desgraçado a quem seduzem
Comparações estranhas, sem razão,
Lembrou-me este contraste o que produzem
Os galões sobre os panos de um caixão.

Ele faz comparações estranhas como prémios e a morte porque a viuva é bonita
4ª Estrofe

Eu buscava uma rima bem intensa
Para findar uns versos com amor;
Olhaste-me com cega indiferença
Através do lorgnon provocador.
Ele tentava dizer-lhe alguma coisa querida mas ela olhou para Cesário Verde com indiferença.
5ª Estrofe

Detinham-se a medir tua elegância
Os dandies com aprumo e galhardia;
Segui-te humildemente e a distância,
Não fosses suspeitar que te seguia.
Os homens janotas apreciavam-na e seguiam-na de forma discreta para ela não entender que estava a ser seguida.
6ª Estrofe

E pensava de longe, triste e pobre,
Desciam pela rua umas varinas
Como podias conservar-te sobre
O salto exagerado das botinas.
Ele pensava para si proprio como é que a viuva conseguia andar cm aqueles saltos altos.
7ª Estrofe

E tu, sempre febril, sempre inquieta,
Havia pela rua uns charcos de água
Ergueste um pouco a saia sobre a anágua
De um tecido ligeiro e violeta.
Havia umas poças de água na rua e ela subiu um pouco a saia para não a molhar, e ele viu a sua roupa interior de cor violeta
8ª Estrofe

Adorável! Na idéia de que agora
A branda anágua a levantasse o vento
Descobrindo uma curva sedutora,
Cada vez caminhava mais atento.

Ele ia atento a ver a sua roupa interior a abanar e a ver se subia
9ª Estrofe

Mas súbito parei, sentindo bem
Ser loucura seguir-te com empenho,
A ti que és nobre e rica, que és alguém,
Eu que de nada valho e nada tenho.
Ele parou porque achou que era uma locura segui-la sendo ela rica e ele nada ter
10ª Estrofe

Correu-me pelo corpo um calafrio,
E tive para o teu perfil ligeiro
Este olhar resignado do vadio
Que fita a exposição de um confeiteiro.

11ª Estrofe

Vi perder-se na turba que passava
O teu cabelo de ouro que faz mal;
Não achei essa rima que buscava,
Mas compus este quadro natural.
Sentiu um calafrio quando viu mulher tão bonita mas aceita o facto dela ter outro patamar, ainda assim encantava-o olhar para tão bela mulher
Que a perdeu no meio da multidão e que o que restou foi este poema que compôs

Feito por Renoir, quadro impressionista realicionado ao poema, "Loira".
Trabalho realizado por:
José Santos e
Bruno Silva
Análise do Poema
O poema e composto por 11 quadras.

Alternada
Emparelhada
Interpolada
Alternada
Figuras de Estilo
"O céu nublado ameaçava chuva",
É utilizada a personificação, pois o que o escritor queria dizer era que estava mau tempo e parecia que ia chuver.
"E tu, sempre febril, sempre inquieta"

É utilizada a enumeração quando, entre virgulas enumera o estado da mulher.
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