Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Apresentação Psicologia Jurídica

Análise de entrevista
by

Tatiane Lopes Dearo

on 28 October 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Apresentação Psicologia Jurídica


Claúdia Schibulski
Jussara Sako
Marisa Klein Horner
Tatiane Lopes Dearo

UPA: Unidade Prisional Avançada
Obrigado pela atençao!
UPA: Unidade Prisional Avançada
Caracterização da Instituição
Técnicos e funcionários (escolaridade)
Tem psicólogo na instituição? Qual o papel do psicólogo?


Psicologia jurídica e o Direito da Criança e do adolescente;

Psicologia jurídica e o Direito Civil;

Psicólogo jurídico e Direito Penal;

Vitimologia;

Psicologia do Testemunho;
Análise dos Dados
Caracterização da população atendida
Objetivo da Instituição
Quais os projetos desenvolvidos pela instituição? Quais os resultados obtidos com estes projetos?
Há desenvolvimento de ações voltadas para geração de emprego e renda e a realização de um trabalho de consciência social através dos meios de comunicação de forma a que os egressos prisionais sejam recebidos com menos preconceito e assim diminuir-lhes a carga de estigma que carregam?
Entrevista Realizada com Diretor do Presídio que está há 7 meses na presente unidade de Brusque-SC.
Entrevista com o Diretor do Presídio (Giovane Bleichuvel) que está há 7 meses na presente unidade de Brusque-SC.
Espaço Físico:
Capacidade: 72 pessoas
Lotação: 123 pessoas
20 Funcionários Efetivos;
Ensino Superior (completo ou cursando);
Entre estes, três são especialistas em Gestão Penitenciária.
"Não há psicólogos na instituição. A Direção já fez solicitação de um profissional junto à Secretaria de Saúde, para atender tanto aos detentos quanto à equipe
técnica do presídio." "...há uma carência muito grande nessa área, a gente reconhece, corre atrás, mas tudo é moroso..." (sic).
O objetivo atualmente do Sistema é a ressocialização do detento: "Oferecer algumas ferramentas para que ele volte uma pessoa modificada para a sociedade" (sic).



Referências
A maioria dos detentos é composta de pessoas ligadas ao tráfico de drogas e assaltos.
Implantação de hortas;
Oficinas de trabalho;
Projeto de educação (implantado em abril/2014 – 56 alunos matriculados) e pretendem fazer parcerias com
SENAC para implantação de oficinas e cursos técnicos.

Resultados: Experiências anteriores em outro presídio: alguns detentos fizeram Ensino Superior, ao mesmo tempo em que cumpriam pena em regime fechado, e atualmente, já formados, são profissionais atuantes na sociedade.

"Sim, existem parcerias com empresas privadas que possibilitam empregos aos egressos prisionais. Por mais difícil que seja é possível sim possibilitar a eles o ingresso no mercado de trabalho" (sic).
Vista da frente
Diretrizes para as atribuições dos/as psicólogos/as que atuam no Sistema Prisional
1. Atuar com as pessoas presas com vistas à vida em liberdade, para além dos muros da instituição prisional.
Acadêmicas
Biblioteca
Horta
Oficinas de trabalho
3. Promover dispositivos junto às pessoas presas que estimulem a autonomia e a expressão de sua individualidade.
4. Por meio da escuta e de intervenções, estimular a subjetividade das pessoas presas, buscando desconstruir estigmas
5. Interagir com os demais profissionais das áreas técnicas com vistas à construção de projetos interdisciplinares voltados para a garantia de direitos, a autonomia, a promoção da saúde integral, contribuindo, assim, para a reintegração social;
6. Interagir com os demais profissionais das áreas técnicas com vistas à construção de projetos interdisciplinares voltados para a saúde do trabalhador do sistema prisional;
8. Defender, frente às autoridades, à equipe técnica, aos presos e a seus familiares, a importância da alfabetização e da educação como instrumentos da invenção de si e do mundo;
11. Promover a superação das dicotomias das áreas de atuação na instituição, principalmente com relação a projetos de saúde e reintegração social.
A socialização tem como finalidade inserir o indivíduo numa sociedade, através da interiorização de normas, valores, atitudes e papéis. Significa aprendizagem ou educação, no sentido mais lato da palavra, aprendizagem essa que começa na primeira infância e termina com a morte da pessoa. À medida que a socialização acontece, se processam a dominação de certos impulsos indesejáveis e uma série de ajustamentos a determinados padrões culturais (BITTENCOURT, 2004).

Erving Goffmann (1963), define ressocialização como um processo mais drástico de derrubada e reconstrução de papéis individuais. É um processo que requer grande controle sobre seus sujeitos, ocorrendo com frequência em sistemas rigidamente controlados, como prisões e hospitais. [...] designa o processo pelo qual o ser humano, ao ser submetido, torna-se apto a viver novamente em sociedade, mediante a assimilação de valores comuns ao grupo que pretende reingressar. Esse processo, contudo, não se concretiza dentro do ambiente carcerário, uma vez que um fenômeno inverso passa a ocorrer, a partir do seu ingresso na comunidade carcerária.

Discussão Teórica
Discussão Teórica
Os estigmas produzidos pelo sistema penal são sentidos de forma mais intensa pelas pessoas carentes, não porque elas têm mais propensão de cometer crimes, mas em virtude de que já foram selecionadas e têm o estereótipo de criminalizáveis. A carga de estigmatização é ainda maior, uma vez que o contato com o sistema penal faz com que as pessoas se distanciem dos “contaminados” (estigmatizados com o contato com a prisão, por exemplo) formando um círculo vicioso, aumentando a manutenção do sistema (GRAZIANO SOBRINHO, 2007).

A estigmatização prisional deriva da própria sociedade, não do indivíduo. Desse modo, mesmo após o cumprimento da pena, a sociedade impõe ao egresso prisional um estigma, uma “marca”, e raramente este será visto como alguém que já foi julgado, cumpriu sua pena, e que possui o direito de retomar sua vida em sociedade. É comum à sociedade fazer um pré-julgamento de quem cometeu um delito e, uma das maiores consequências sociais desse preconceito é a falta do oferecimento de oportunidades concretas, uma vez que em sua imensa maioria, os egressos necessitam de assistência material ao retornarem à vida livre, e principalmente, de trabalho e renda. (AMARAL, 2012).

Ao se comparar com as pessoas do mundo livre, assalta ao preso a dramática sensação de haver atingido o mais baixo ponto possível de degradação, identificando-se como algo que não merece mais que indiferença, descaso e desprezo (THOMPSON, 1990).

Segundo Goffman (2008), no momento de seu retorno, embora o indivíduo saiba o exato dia de sua libertação e tenha planos para sua saída, frequentemente sente-se angustiado quando tal momento se aproxima, em virtude da preocupação em conseguir superar suas próprias limitações.

Segundo o autor:

Discussão Teórica
Muito frequentemente, a entrada significa, para o novato, que passou para o que poderia ser denominado um status proativo: não apenas sua posição social intramuros é radicalmente diversa do que era fora, mas, como chega a compreender se e quando sai, sua posição social no mundo externo nunca mais será igual à que era (...) Quando o status proativo é desfavorável, podemos empregar o termo “estigma”, e esperar que o ex-internado faça um esforço para esconder seu passado e tente “disfarçar-se” (GOFFMAN, 2008, p.45)
AMARAL, M. A.A reinserção social do apenado: necessidades de políticas públicas efetivas. Coordenação de Direito do Centro Universitário do Distrito Federal – UDF (Trabalho de Conclusão de Curso para obtenção do grau de bacharel em Direito),Brasília, 2012.

BITENCOURT, Cezar Roberto. Falência da Pena de Prisão: causas e alternativas. São Paulo: Saraiva, 2004.

GOFFMAN, Erving. Manicômios, prisões e conventos. 8 ed. São Paulo: Perspectivas, 2008.

______. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro: LTC Editora, 1963.

GRAZIANO SOBRINHO, Sérgio Francisco C. A progressão de regime no Sistema Prisional do Brasil. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007.

THOMPSON, Augusto. A questão penitenciária. 2 ed. Rio de Janeiro: Forense, 1990.

Discussão Teórica
Discussão Teórica
A Lei n°. 7.210, que é a Lei de Execução Penal (LEP, 1995), rege o trabalho do psicólogo do sistema penitenciário, que consiste na execução de exame para a classificação e a elaboração de documentos sobre o comportamento do preso, com o objetivo da diminuição das consequências da prisão e na procura de meios que possibilitem ajudar o preso ao retorno à sociedade. Com esta lei o psicólogo passou a ser aprovado legalmente pela instituição penitenciária, integrando parte da Comissão Técnica de Classificação, juntamente com os profissionais do serviço social e da psiquiatria.
A Lei n°. 7.210, foi ao encontro da necessidade de uma política de atenção ao preso e da inquietude com a assistência ao encarcerado objetivando a sua real integração à sociedade (POLICENA et al, 2013).
Contam com parcerias: empresas privadas, Secretaria Saúde, Universidades, Conselho Comunidade de Brusque.
Full transcript