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Análise do poema Mar Português

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by

Madalena Lamy

on 6 December 2013

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Transcript of Análise do poema Mar Português

Análise do poema Mar Português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Datação do poema.
Este poema foi escrito dia 9 de junho de 1935, seis meses antes da morte do poeta.
Estrutura interna, compreensão e interpretação do poema, símbolos
Integração do poema na obra
O livro «Mensagem» de Fernando Pessoa está dividido em três partes: 'Brasão', 'Mar Português' e 'O encoberto'. O poema que declamei, Mar Português é o décimo poema da segunda parte deste livro.
A segunda parte da «Mensagem» é constituída por 12 poemas, todos eles inspirados nos feitos dos nossos navegadores; a epígrafe desta segunda parte é "Possessio maris" que significa "A posse do mar". O mar é português podemos chamar-lhe assim porque os nossos navegadores conquistaram esse direito; esta parte fala-nos do apogeu da ação dos portugueses na época dos descobrimentos.
Análise do Poema
Estrutura externa

O poema é constituído por duas sextilhas com versos de 10 e 8 sílabas métricas alternadamente, excepto o segundo verso de cada uma das sextilhas que tem 7 sílabas métricas.
A rima é emparelhada segundo o esquema AABBCCDDEEFF, predominam as rimas masculinas pobres.
Apóstrofe (chamamento do mar): “Ó mar salgado”;
Metáfora (o povo português está intimamente ligado ao mar): “Quanto do teu sal são lágrimas de Portugal”;
Anáfora (repetição): “Quanto(…)/Quantas(…)/Quantos(…)”;
Interrogação retórica: “Valeu a pena?”;
Antítese (exploração de ideias opostas): “Deus ao mar o perigo e o abismo deu,/Mas nele é que espelhou o céu.”
Recursos Estilísticos
Análise linha a linha e análise contextual de cada estrofe.
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
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