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O que faz um brasileiro ser brasileiro?

A formação do pensamento social brasileiro - Sociologia 3a série EM
by

luizclaudioprof luizclaudioprof

on 13 September 2015

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Transcript of O que faz um brasileiro ser brasileiro?

A formação do pensamento social brasileiro
O Romantismo
Positivismo
O contexto da obra
O legado de Gilberto Freyre
A formação social e cultural do Brasil
Nossa identidade
Nosso povo
Nossa imagem
Nossa história
O homem cordial
Sérgio Buarque de Holanda e as "Raízes do Brasil"
Gilberto Freyre e a influência de Casa Grande & Senzala
O olhar dos viajantes e dos estrangeiros
Antes do século XIX
O movimento romântico na História e na Literatura
A formação da identidade
Nossos pecados originais
Cunhadismo e Mulatismo
Cientificismo, Mecanicismo e o Racismo Científico
O poder da ciência no final do século XIX
Os "Brasis"
Antes do século XIX
A identidade brasileira foi construída de fora para dentro.

A natureza e a sociedade brasileiras eram vistas tanto como inferno (detratores) ora como paraíso (edenistas - Éden)

Viajantes construíram um imaginário europeu sobre o universo social, natural e cultural do Brasil:

Hans Staden, Padre Antonio Vieira, Mestre Eckhout Rugendas, Debret entre outros produziram textos e imagens que se tornaram exemplares da visão europeia sobre o Brasil
Obras de Rugendas
Francisco Adolfo de Varnhagen ganha o edital do concurso:
"Como deve ser escrita a História do Brasil?"

Entra no IHGB na década de 1840 e organiza a "História Geral do Brazil" entre 1854 e1857

Torna-se a primeira versão oficial da História do Brasil.

A imagem do indígena e do colonizador são idealizadas.

O ESTADO MONÁRQUICO É TRATADO COMO AUTOR DE UM PROJETO HERÓICO
Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1838)
Narrativa fundadora do país como reconstrução mítica dos grupos fundadores.

As civilizações antigas eram grandiosas.

Índio é o ancestral primeiro.

Afastamento do elemento africano.
Movimento Romântico Brasileiro
"Caramuru: a invenção do Brasil"
"O último tamoio", quadro de 1883 de Rodolfo Amoedo retratando o extermínio dos tamoios
Características românticas
Exaltação do Nacionalismo
Idealização da História
Valorização da imagem dos povos formadores
Patriotismo
Fortalecimento da imagem do herói nacional em detrimento da presença do negro e do mestiço na sociedade brasileira
Cunhadismo
A formação familiar do brasileiro
Mulatismo
Condenação da mestiçagem

Exclusão social do híbrido, do mestiço, dos mulatos.

Marginalização histórica dos bastardos
Características do positivismo na formação da identidade
Hierarquização das raças
Miscigenação é um processo de degeneração
Análise Evolucionista
Processo de Branqueamento
A mistura racial "prejudicou a qualidade" do povo brasileiro.
A mestiçagem e a vida privada do brasileiro
Casa Grande e Senzala (1933)
Originalidade do pensamento de Gilberto Freyre
A miscigenação foi o que de melhor ocorreu na formação social.
Inclusão do outro no processo social.
Tira o foco da degenerescência racial e olha para as trocas culturais entre os povos.
Inspira-se na Antropologia, valorizando documentos e imagens.
Estar dentro da história para redimir o povo e a elite dos preconceitos
Reafirmar qualidades e criticar os defeitos.
Grandes temas de Casa Grande e Senzala
1) Mestiçagem é o fator social mais forte
O mulato é o símbolo da vitória do processo de colonização, marca a confraternização entre as raças
O português é um impuro (étnico e cultural)
O orgulho da raça é secundário.
Questão importante: Como se deu a colonização?

2) Visão romântica sobre a luta de classes
Há uma dinâmica econômica perdida na obra
O impacto das condições naturais, psicológicas e biológicas dos povos brasileiros
Questão importante: Por que os vencedores não se isolaram das raças vencidas?

Grandes temas de Casa Grande e Senzala
3) O locus da colonização foi a vida privada, vida íntima
Onde se deu o feliz encontro? Na Casa Grande e na Senzala.
Espaço de alteridade

4) O sentido da colonização
O que foi possível fazer com as condições e os povos que tínhamos.
Questão importante: "Foi pior para nós a chegada da negraria"?
O problema não foi a miscigenação, foi a monocultura latifundiária

Cenas da formação familiar por Debret
Elogios e ressentimentos
O legado de Gilberto Freyre
Elogios
Freyre desmistificou a noção de determinação racial na formação do povo brasileiro
Precursor da ideia de patrimônio imaterial
Valorizou a história da vida privada
Exaltou a flexibilidade, a maleabilidade, a transigência, a versatilidade.
Relatos orais e documentos inovadores mostraram que o elemento negro teve o papel de cimentar a integração nacional.
Críticas à obra
O brasileiro não é um povo afeito ao conflito.
O conflto não é algo próprio da nossa natureza.
Produzimos acomodação e conciiliação.

Mito da Democracia Racial:
Não há conflitos em nossa identidade.
A raça negra foi a mais importante, mas foi enquadrada no papel de submissão, tem relevância, mas não tem poder.

Próximo e distante:
assim deve ficar o negro
Weber nos trópicos
Sérgio Buarque, o pai da explicação racional
O autor e seu tempo
Sérgio Buarque de Holanda consolidou uma Escola de Sociologia que analisou os sentidos da colonização brasileira.
Oscilou entre a Literatura e a História
Foi protagonista das visões modernizadoras do pensamento brasileiro
Nos anos 30, juntamente com Caio Prado Jr. atuou na fundação da Universidade de São Paulo
Criticou a cultura política brasileira em seu processo de formação.
Método weberiano:
Tipos ideais da cultura brasileira

Pares de opostos: tipos ideais weberianos

Contexto de formação
- As fronteiras da Europa e os territórios do Brasil
- Brasil como continuação de Portugal
- História sem rupturas
- Frouxidão institucional
Trabalho e aventura
O semeador e o Ladrilhador
Gilberto Freyre
(1900-1987)
Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982)
pai do artista
Chico Buarque
Aventura ou Colonização?
Aventura como processo de colonização
Agricultura ancorada na escravidão
Ladrilhador planeja com rigor e investe no empreendimento
Semeador lança sementes, mas não cuida da produção pois considera a colônia uma passagem
Enquantos alguns
trabalham, outros...
Dificuldades de mudança social
O público e o privado
O homem cordial
Expressão de Ribeiro Couto
Diferente de bondade e de afetividade

Ação social afetiva e tradicional predominam no lugar de ações sociais racionais

Bacharelismo e informalidade convivem lado a lado, dificultando a separação do que é público ou privado
Conclusões do autor
Nossa revolução está incompleta
O aniquilamento das bases agrárias é impossível
Repulsa à hieraquia, à uma ordem racional, burocrática e legal
Ausência de preconceitos, mas também de convenções
O homem brasileiro age com o coração, pensa com o afeto.
O espaço da diversidade é reduzido
Sociedade avessa às rupturas
Forma sentimental de ver as coisas públicas

"A democracia no Brasil foi sempre um lamentável mal entendido" (p.160)

O que podemos ser?
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