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GLOBALISMO

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by

Beatriz Alves

on 22 March 2016

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GLOBALISMO
tEORIA GLOBALISTA DAS RI
O Globalismo baseia-se em quatro pressupostos:
2. As Relações Internacionais devem ser compreendidas a partir de uma perspectiva histórica.

O sistema capitalista, desde sua emergência no século XVI, tem condicionado o comportamento de todos os Estados e sociedades.
3. O estudo da evolução do capitalismo resulta na descoberta de mecanismos de dominação, favorecendo o sistema capitalista em detrimento dos outros.

Os globalistas enfatizam o desenvolvimento e manutenção das relações de dependência entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, analisando como a estrutura da economia política internacional foi construída com o intuito de manter os países pobres subdesenvolvidos e dependentes dos Estados mais ricos.
4. Os globalistas ressaltam a importância dos fatores econômicos na explicação da dinâmica do sistema internacional.

Enquanto os realistas subordinam questões econômicas às questões militares, e os pluralistas acreditam que as questões sociais e econômicas são igualmente importantes, os globalistas crêem que a "economia é a chave para se entender a criação, evolução e funcionamento do sistema internacional”.
PRECURSORES

Dentre os precursores da teoria globalista das relações internacionais podem ser destacados Karl Marx, John A . Hobson e Lenin.

Os trabalhos de Karl Marx (1818 – 1883) influenciaram todos os globalistas direta ou indiretamente.
O capitalismo influenciou Marx em três perspectivas:

1.sua preocupação com a exploração de muitos por poucos, levando à revolução do proletariado;

2. O capitalismo era compreendido como um processo dialético, com uma série de tensões internas que somente poderiam ser solucionadas através de sua transformação para um modo socialista de produção;

3. Finalmente, Marx insistia que a sociedade deveria ser estudada em sua totalidade. Assim, um analista deveria compreender como as várias partes da sociedade são interrelacionadas”.

E essa última perspectiva influenciou na concepção globalista do sistema internacional.
1. O ponto inicial da análise das Relações Internacionais é o contexto global no qual os Estados e as outras entidades interagem.

Não são observados apenas fatores internos que caracterizam o comportamento dos Estados, mas também e principalmente o cenário internacional, palco das relações entre atores estatais e não estatais.
3. O estudo da evolução do capitalismo resulta na descoberta de mecanismos de dominação, favorecendo o sistema capitalista em detrimento dos outros.

Os globalistas enfatizam o desenvolvimento e manutenção das relações de dependência entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, analisando como a estrutura da economia política internacional foi construída com o intuito de manter os países pobres subdesenvolvidos e dependentes dos Estados mais ricos.
PRECURSORES

Dentre os precursores da teoria globalista das relações internacionais podem ser destacados Karl Marx, John A . Hobson e Lenin.

Os trabalhos de Karl Marx (1818 – 1883) influenciaram todos os globalistas direta ou indiretamente.
4. Os globalistas ressaltam a importância dos fatores econômicos na explicação da dinâmica do sistema internacional.

Enquanto os realistas subordinam questões econômicas às questões militares, e os pluralistas acreditam que as questões sociais e econômicas são igualmente importantes, os globalistas crêem que a "economia é a chave para se entender a criação, evolução e funcionamento do sistema internacional”.
O capitalismo influenciou Marx em três perspectivas:

1.sua preocupação com a exploração de muitos por poucos, levando à revolução do proletariado;

2. O capitalismo era compreendido como um processo dialético, com uma série de tensões internas que somente poderiam ser solucionadas através de sua transformação para um modo socialista de produção;

3. Finalmente, Marx insistia que a sociedade deveria ser estudada em sua totalidade. Assim, um analista deveria compreender como as várias partes da sociedade são interrelacionadas”.

E essa última perspectiva influenciou na concepção globalista do sistema internacional.
O economista inglês John A. Hobson (1858-1940) influenciou a teoria globalista com suas observações sobre o capitalismo.

Hobson notou que as sociedades capitalistas caracterizavam-se por enfrentar três situações interrelacionadas: a superprodução, o baixo consumo por trabalhadores e outras classes e o aumento da poupança por parte dos capitalistas.
2. As Relações Internacionais devem ser compreendidas a partir de uma perspectiva histórica.

O sistema capitalista, desde sua emergência no século XVI, tem condicionado o comportamento de todos os Estados e sociedades.
Assim, como os donos do capital continuavam a explorar os trabalhadores e a pagar mínimos salários, os lucros e os produtos se acumulavam.

Essa situação resultava na definição de imperialismo, ou seja, na solução encontrada pelos capitalistas de escoar seus produtos para os países de Terceiro Mundo, aumentando a sua cadeia de distribuição. Hobson rejeitava a natureza determinística do imperialismo encontrada nos trabalhos marxistas.
Lenin (1870-1924), em sua obra “Imperialismo: o último estágio do capitalismo”, buscou teorizar sobre a necessidade da exploração capitalista dos países menos desenvolvidos e as causas da guerra entre os estados capitalistas avançados.
De acordo com Lenin, o imperialismo era direcionado por forças econômicas, sendo uma realidade inevitável.

Nessa perspectiva, o imperialismo representa o resultado direto do monopólio do capital, refletindo na dominação dos interesses das classes capitalistas e no diferencial das taxas de crescimento das economias capitalistas.
A globalização do capitalismo deve ser vista como um vasto e complexo processo, que se concretiza em diferentes níveis e múltiplas situações.

Envolve os diferentes setores produtivos, as diversas forças produtivas e as relações de produção.

Compreende colonialismo e imperialismo, interdependência e dependências, nova divisão transnacional do trabalho e da produção e mercados mundiais, multilateralismos e transnacionalismos , alianças estratégicas e redes de telecomunicações.
Para os Globalistas, a mudança do sistema internacional é dividida em três categorias:

1. há mudanças na posição dos atores dentro da economia capitalista. Ou seja, há uma constante mudança entre os Estados capitalistas que passam a ocupar várias posições na hierarquia em termos de produção, lucros e consumo (os países se revezam na liderança de quem é mais rico que o outro). Entretanto, a natureza do sistema permanece a mesma (o centro continua a dominar a periferia).

2. há fases ou círculos de crescimento e contração do capitalismo que afetam todas as sociedades. Um período de relativa estabilidade social e estagnação econômica precedem um período de rápido crescimento econômico. E assim por diante.

3. há possibilidade de uma transformação estrutural do sistema, referente à expansão histórica e geográfica do capitalismo, incorporando novas áreas do mundo e setores ainda não integrados da economia mundial.
Em contraposição ao realismo, que advoga uma concepção negativa do ser humano, o globalismo percebe o ser humano como bom e racional, capaz de atuar autonomamente em sociedade, independentemente do Estado.

É importante notar que esse ser humano não precisa agir com vistas ao bem comum: o fato é que, buscando os indivíduos seus próprios fins particulares, sem visarem, de maneira alguma, a algo que poderíamos chamar de “bem comum”, naturalmente uma ordem social estabeleceu-se, uma ordem pacífica, baseada nas trocas e nos relacionamentos mútuos que os indivíduos realizam entre si, e que garante os melhores resultados sociais: mais riqueza, mais tolerância, mais cultura.

Exceto nos casos de manutenção da ordem civil, caracterizados mais pela atuação policial-punitiva, o Estado não precisa agir nem para criar nem para manter essa ordem; aliás, mais do que isso, o Estado não deve atuar nesse sentido, pois apenas a desvirtuaria.
Em termos mais concretos, qual a condição social para que essa “ordem social natural” estabeleça-se? Simplesmente, a completa liberdade dos indivíduos: estes devem ser livres para fazerem o que quiserem, sem imposições de quaisquer tipos, sem um poder superior indicando como agir em cada situação, ou o que deve ou não deve ser feito (afinal, essas questões referem-se às possibilidades de escolha individual, não cabendo ao Estado defini-las).

Enquanto no realismo - ao menos em versão hobbesiana - a noção de “indivíduos” pode sem maiores problemas ser substituída pelos “estados-nação” daí resultando que o estado de natureza válido para os indivíduos é-o também para as nações - no caso do globalismo essa igualdade teórico-formal entre indivíduos no “estado de natureza” e as nações não é possível, pelo simples motivo de que as comunidades internas aos países que os indivíduos, entregues a si mesmos, criam, serão estendidas naturalmente às relações internacionais, suplantando mesmo a figura político-jurídica dos estados nacionais.


Bem percebidas as coisas, globalistas e realistas concordam em um aspecto, divergindo quanto ao valor a ser atribuído ao fato: entregues a si mesmos, sem uma autoridade superior que os regule, os estados entrarão em conflitos permanentes, ou ao menos terão essa tendência.

Entretanto, enquanto os realistas consideram que os estados nacionais são uma realidade
intransponível (desde, é claro, que não haja essa autoridade “suprainternacional”) - mas que, apesar dos problemas apresentados por esse “estado de guerra”, os estados nacionais devem seguir existindo, por serem, no mínimo, dos males os menores - os globalistas percebem os estados nacionais como instituições cujo papel deve ser o menor possível, tanto em nível interno quanto externo.

Para eles, aliás, a divisão “interno” e “externo” tende a carecer de justificativa racional (embora, sem dúvida alguma, não fática), pois ela se baseia na prevalência dos estados nacionais. Ora, enquanto em nível interno os estados atrapalham ou prejudicam devido à taxação imposta, pelas regras obrigatórias abundantemente criadas e assim por diante, em nível externo eles, por um lado, impõem restrições ao livre comércio internacional (tarifas, restrições, cotas etc.), ao mesmo tempo que criam situações de disputa que tendem a criar guerras e violência.
Assim, a proposta globalista é muito simples: manter o Estado, mas sempre apenas como um mero mantenedor da ordem civil, e deixar que as relações de troca estabelecidas no âmbito interno desenvolvam-se e alcancem o nível externo, enlaçando-se por todo o planeta, de maneira a criar uma rede de relações não-internacional, porém mundial (pois que “internacional” supõe ainda a prevalência dos estados nacionais).

Da mesma forma, há que se ter ampla e irrestrita liberdade de movimentação: capital, cultura, mão-de-obra e assim por diante.

As “relações de troca” sugeridas pelo globalismo têm caráter econômico; assim, por um lado, os fatores de produção (capital e trabalho) devem circular livremente pelo planeta, sem maiores preocupações que a mera alocação eficiente e eficaz dos recursos, preocupações relativas às várias nacionalidades são desconsideradas. Por outro lado, formalizando a substituição da importância dos estados nacionais pela economia, os globalistas preconizam a substituição da política pela economia, ou melhor, a economia como a verdadeira e única solução para um ambiente mundial pacífico.
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