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BARROCO FRANCÊS DO SÉCULO XVII

Leonardo da Vinci - 2ª série - Ensino Médio
by

Wagner Bôa Morte

on 23 September 2016

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Transcript of BARROCO FRANCÊS DO SÉCULO XVII

BARROCO FRANCÊS
Século XVII
Paris
Barroco francês do século XVII
Paris e Versalles foram os grandes centros do Barroco francês.
O Palácio de Versalles é considerado, pela qualidade artística e sua grandiosa arquitetura, a marca da arte barroca francesa.
Os belíssimos Jardins - função social.
O Barroco francês comunga dos mesmos traços do Barroco que se espalhou pela Europa - TEATRALIDADE, REALISMO e DINAMISMO das figuras humanas (expressões, gestos e vestimentas criadas com extremo rigor técnico, proveniente da formação sólida e disciplinada recebida nas Academias de Artes).
O Barroco francês estende-se ao mobiliário, objetos decorativos e tapeçarias.
Quando se instalou na França, sobretudo na decoração, foram mantidas as estruturas arquitetônicas clássicas, de linhas decorativas renascentistas.




PALÁCIO DE
VERSALLES
Escultura barroca francesa
Forte influência do Renascimento.
Absorve do Barroco apenas o estilo trazido por Bernini, artista italiano admirado pelo "Rei Sol".
Pintura barroca francesa
Nunca foi verdadeiramente Barroca, pois apresentava características clássicas na composição das figuras e das cores.
Rei Luis XIV (1701), de Rigaud
"Rei Sol" (vídeo: 1')
Palácio de Versalles, Paris (vídeo: 5')
Análise de uma imagem (texto imagético)
1) Apresentar a imagem.
2) Forneça alguns elementos sobre o retratado e sobre o autor da obra.
3) Em que contexto é apresentado o rei?
4) Descreva, em traços gerais, o quadro.
5) Que imagem do retratado nos é transmitida?
6) Avalie a contribuição do documento para a compreensão histórica da época.
A imagem reproduz um quadro/uma pintura a óleo de Hyacinthe Rigaud, de grandes dimensões (2,90 m x 1,90 m), que retrata o rei absolutista francês Luís XIV. O tema da obra é a onipotência dos reis absolutistas e está inserida dentro de todo aparato simbólico no qual se embasava a sociedade de Antigo Regime.Executada em 1701 para ser colocada no Salão de Apolo do Palácio de Versalhes, a obra encontra-se hoje exposta no Museu do Louvre.
A imagem parece dizer que o rei absolutista tudo pode e nada teme.
adorno das roupas
pela espada na cintura
pela luxuosidade do palácio
O retratado,
Luís XIV
, foi rei da França entre 1652 e 1715 e é o paradigma do monarca absoluto: de forma ilimitada, ele concentrou em si toda a autoridade do Estado, legislando, executando, julgando e dispensando o auxílio das outras forças políticas (Estados Gerais), garantiu a ordem social estabelecida, promoveu a sociedade de corte e a encenação do poder, transformando a corte no espelho do poder.

O artista,
Hyacinthe Rigaud
(1659-1743), um pintor francês de origem catalã ficou conhecido pelos inúmeros retratos que executou de Luís XIV e de membros da realeza e da nobreza europeias.
Ao encomendar este retrato, Luís XIV quis ser imortalizado como encarnação da grandeza e do esplendor da monarquia absoluta francesa, fazendo-se representar numa pose e enquadrado numa encenação que se tornaria típica entre os estadistas absolutos da Europa. O monarca era um amante das artes e tinha prazer em ser retratado.
Encomendado para ser mais um dos símbolos da autoridade real e da concentração de poder do rei absolutista. Assim, o quadro está inserido dentro da teatralização do poder promovida por Luís XIV, na qual consta também a presença de bustos que representam a figura real.
Ser retratado em pinturas era uma prática comum para muitos monarcas europeus. Para Luís XIV, a obra serve para legitimar, de maneira pictórica, o poder do rei absolutista. Para os demais membros da corte, é útil para lembrar a posição sublime e intocável do rei.
O contexto dos retratos da corte
Pintura histórica
Descrevendo a obra e o significado das insígnias sagradas do poder.
O
cetro
, emblema do condutor do povo e a
coroa
, símbolo máximo do poder; a
mão da justiça
, sinal do poder de condenar ou perdoar as ações dos homens.
O
manto de veludo azul
(reservado aos sacerdotes no Antigo Testamento) com flores-de-lis bordadas a ouro, símbolo solar e emblema dos reis de França.
A
espada da França
, representação do poder militar - monopólio da força.
No quadro, toda a composição é dominada pela figura solitária de Luís XIV, representado num misto de idealização (corpo jovem) e de realismo (face envelhecida). O retrato nos convence quanto à posição elevada (a mais alta do Estado e da hierarquia social) do retratado.
No centro, o rei, voltado para o observador (artista/público),apresenta-se de peruca, enverga luxuosas vestes (manto, colants e sapatos de salto alto), é acompanhado dos símbolos sagrados do poder (manto, colar, cetro, espada, coroa, mão da justiça) e tem por trás um cenário grandioso, constituído por uma coluna clássica e uma cortina de veludo, bordada a ouro, que fazem lembrar os retratos do Renascimento.
Rosto sem expressão
- pose estática e altiva, semblante impasspivel, de olhar fixo, refletindo autoridade. - "Teoria do Direito Divino dos Reis"
O
Colar da Ordem do Espírito Santo
, que era a mais prestigiada ordem de cavalaria da França.
Qual a contribuição da imagem para a compreensão da história da época?
Em síntese, o quadro de Rigaud é o retrato de um homem protegido por uma condição superior, plena de dignidade e poder, mas é sobretudo o retrato de uma época e, em particular, da encenação do poder – ritualização quotidiana dos atos régios, de modo a endeusar a pessoa real e a submeter as ordens sociais –característica do regime de monarquia absoluta.
A obra reflete claramente o papel central/elevado assumido pelo monarca absoluto – cabeça do Estado e vértice da hierarquia social – nos séculos XVII e XVIII, cujo poder era sagrado (monarquia de direito divino, segundo a qual o rei apenas tinha de prestar contas dos seus atos a Deus), paternal (o rei devia satisfazer as necessidades do seu povo como se fosse um pai), absoluto (supremo, livre da prestação de contas), sujeito à razão (à sabedoria do rei), e que devia assegurar a ordem e garantir os privilégios do clero e da nobreza.
A pintura mostra que na época o poder se manifestava externamente, e de forma explícita, através de convenções, símbolos e ostentação, exibindo os monarcas absolutos, com orgulho e vaidade, os símbolos da sua condição.
Considerações finais
Rei Luis XIV
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