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3.5. As novas representações da Humanidade

Este é o meu trabalho de História, referente à unidade 5.
by

João Camacho

on 4 June 2015

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Transcript of 3.5. As novas representações da Humanidade

As
descobertas marítimas
dos séculos XV e XVI deram um diferente significado às relações entre os povos e à
conceção da Humanidade.
O Encontro e Confronto
O encontro entre os novos povos e os descobridores acabou por levar ao relato dos sucessos antropológicos, descrevendo os povos e as suas culturas.

Dos mais conhecidos, Pêro Vaz de Caminha na explicação na descoberta do Brasil em 1500, e Duarte Barbosa na descrição da Índia e da China.
A crença em Cristo e na superioridade da raça branca provocou atitudes de preconceito e de discriminação que acabaram por envolver o confronto direto entre culturas.

A superioridade face aos povos africanos acabou por gerar um conceito de racismo em relação à raça negra. Ora se elogiava a inocência de alguns povos, numa atitude claramente paternalista ora se desprezavam as tradições consideradas selvagens, numa atitude de racismo.

Do
encontro de povos
depressa se passou ao
confronto de culturas.
Os descobridores obrigaram aos novos povos a trabalhos forçados, aos quais muitos não resistiam, como é o caso dos indígenas do Brasil.
Em resposta, determinadas personalidades como o Frei Bartolomeu de Las Casas, o Padre António Vieira e Paulo III este último dizendo na Bula de Sublimis Deus em 1537,''os índios são realmente homens pelo que não devem ser privados em nada da sua liberdade nem dos seus bens”.
Estes defenderam os direitos a que os povos ameríndios tinham direito.
No âmbito do encontro de povos, promove-se também a miscigenação (cruzamento entra raças distintas) através da política de casamentos mistos entre homens portugueses e mulheres indígenas, com o objetivo de transmissão da cultura e a intenção de converter estes povos à religião católica.
Porém, esta estratégia nem sempre surtiu efeito: os mestiços e os mulatos eram olhados com preconceito e discriminados no acesso aos cargos, que eclesiásticos, quer civis.
A prática da escravatura constituiu a face lamentável do período das Descobertas, pelo atentado aos direitos humanos pela qual foi responsável. A partir de 1448, inicia-se o tráfico de escravos africanos destinados aos trabalhos mais duros nas colónias americanas e na Europa.

A justificação económica da necessidade de mão-de-obra e a pretensa justificação moral, segundo a qual os escravos não seriam descendentes de Adão (o Homem perfeito criado por Deus) constituíram as bases da escravização e do completo desrespeito pelos direitos humanos.
Durante a expansão marítima, a motivação religiosa desempenhou um papel importante pois a Igreja sempre apoiou este processo devido à função evangelizadora que lhe era inerente. Assim, a expansão foi subsidiada, em parte, pelas Ordens religiosas, que daí retiravam influência em matéria religiosa sobre os territórios conquistados.

Em numerosos casos, a evangelização foi exercida pelo uso da força: foi o caso da repressão, pela Companhia de Jesus, de todos os meios e práticas do islamismo, do hinduísmo e do budismo em Goa. Práticas repressivas semelhantes levaram à perseguição dos Jesuítas no Japão e à sua expulsão da China.

Ao invés ficaram famosas as atitudes de defesa e ensino dos povos indígenas da América por parte de frades franciscanos, beneditinos e jesuítas.
Muitas vezes os detentores de terras tratavam os ameríndios, sujeitando-os a trabalhos forçados, massacrando-os e desrespeitando a sua imensa riqueza cultural e patrimonial, levantou a questão da legitimidade, ou não, de se condenar os índios à escravização.
Frei Bartolomeu de Las Casas
Paulo III
Padre António Vieira
FIM
Mapa de navegação do séc. XVI
Chegada dos Portugueses ao Brasil
Fig. 11 - Transporte de escravos em barco
Fig. 12 - Escravatura dos povos Africanos
Bibliografia
Apontamentos, da professora de História do 10º ano, Célia Prata.
Manual de História A, de ensino secundário do 10º ano, Edições ASA, autores Helena Veríssimo, Mariana Lagarto e Miguel Barros.
Google imagens.

Contato entre os europeus e os novos povos
As novas representações
da Humanidade
PROPOSTAS DE TEMAS DE TRABALHOS DE PESQUISA

Unidade 5 – As novas representações da Humanidade (trabalho individual)

1. Pesquisa nas crónicas portuguesas, nos relatos de viagens e em documentos iconográficos, de elementos que documentem o encontro de portugueses com outros povos
(p. ex., primeiros contactos com o reino do Congo – correspondência de D. Afonso, rei do Congo com os reis de Portugal, D. Manuel e D. João III; os portugueses no Japão - Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, Biombos Namban.

2. Pesquisa sobre o Padre António Vieira
- recolha de informações sobre a vida e obra no âmbito dos direitos humanos.

3. Pesquisa sobre Bartolomeu da Las Casas, Advogado dos Índios
- recolha de informação sobre a vida e obra de Las Casas e da controvérsia que as suas opiniões provocaram na época; análise de excertos de Brevíssima relação da destruição das Índias. Recriação teatral da assembleia reunida em 1550 perante Carlos V para resolver a questão dos índios – argumentação de Las Casas e dos seus opositores.

4. Reflexão em torno do tema «A DESCOBERTA DO OUTRO”, com a identificação de formas de intolerância e de escravização praticadas na atualidade.
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