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Ricardo Reis

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by

ines duarte

on 12 December 2014

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Transcript of Ricardo Reis

Poema - objeto / poema - situação
Passagens mais fortes/enigmáticas
Análise do poema
Análise do poema II
Associações
"Cada coisa a seu tempo tem seu tempo"
Odes de Ricardo Reis
"Cada coisa a seu tempo tem seu tempo"
Recursos estilisticos que enriquecem a mensagem
Cada coisa a seu tempo tem seu tempo.
Não florescem no Inverno os arvoredos,
Nem pela Primavera
Têm branco frio os campos.

À noite, que entra, não pertence, Lídia,
O mesmo ardor que o dia nos pedia.
Com mais sossego amemos
A nossa incerta vida.

À lareira, cansados não da obra
Mas porque a hora é a hora dos cansaços,
Não puxemos a voz
Acima de um segredo,

E casuais, interrompidas sejam
Nossas palavras de reminiscência
(Não para mais nos serve
A negra ida do sol).
Ricardo Reis
Ánastrofe ou Hiperbato - Versos 2 a 4 - "Não florescem no Inverno os arvoredos/ Nem pela Primavera/ Têm branco frio os campos."
Comparação - Versos 27e 28 - "Como quem compõe roupas/ O outrora compúnhamos."
Eufemismo - Verso 32 - "E há só noite lá fora"
Uso do imperativo - Versos 11 e 17 - "Não puxemos a voz"; "Pouco a pouco o passado recordemos"
Pouco a pouco o passado recordemos
E as histórias contadas no passado
Agora duas vezes
Histórias, que nos falem

Das flores que na nossa infância ida
Com outra consciência nós colhíamos
E sob uma outra espécie
De olhar lançado ao mundo.

E assim, Lídia, à lareira, como estando,
Deuses lares, ali na eternidade
Como quem compõe roupas
O outrora compúnhamos

Nesse desassossego que o descanso
Nos traz às vidas quando só pensamos
Naquilo que já fomos,
E há só noite lá fora.
Cada coisa a seu tempo tem seu tempo.
Não florescem no Inverno os arvoredos,
Nem pela Primavera
Têm branco frio os campos.

À noite, que entra, não pertence, Lídia,
O mesmo ardor que o dia nos pedia.
Com mais sossego amemos
A nossa incerta vida.

À lareira, cansados não da obra
Mas porque a hora é a hora dos cansaços,
Não puxemos a voz
Acima de um segredo,

E casuais, interrompidas sejam
Nossas palavras de reminiscência
(Não para mais nos serve
A negra ida do sol).
Tudo ocorre num contexto exacto.
O autor dá exemplos concretos do que é afirmado anteriormente.
Musa inspiradora do poeta.
Lídia pertence á noite.
Convite a uma vida moderada/tranquila;
Aproveitar o dom da vida.
Evitar todo o esforço não necessário, neste caso, não elevar a voz mais do que o necessário.
Lembrança do passado de forma despreocupada.
A noite não é útil, serve apenas para relembrar.
Pouco a pouco o passado recordemos
E as histórias contadas no passado
Agora duas vezes
Histórias, que nos falem

Das flores que na nossa infância ida
Com outra consciência nós colhíamos
E sob uma outra espécie
De olhar lançado ao mundo.

E assim, Lídia, à lareira, como estando,
Deuses lares, ali na eternidade
Como quem compõe roupas
O outrora compúnhamos

Nesse desassossego que o descanso
Nos traz às vidas quando só pensamos
Naquilo que já fomos,
E há só noite lá fora.
Recorda histórias de uma infância passada.
As histórias eram vividas através da candura da infância
Viam um mundo de forma diferente
Vêm agora como adultos
Conclusão
Lídia continuava protegida/serena
Esta atitude serena torna a passagem do tempo aceitável
Este sossego permite que pensemos no que outrora fomos
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