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Encontro de culturas e formação da empresa colonial

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Roberta Ferreira

on 12 December 2017

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Transcript of Encontro de culturas e formação da empresa colonial

Formação da empresa colonial
A história da colonização não é apenas a história de uma expansão comercial. É também a história de uma
expansão cultural
.

Além das trocas culturais, na maioria dos casos, com a imposição da cultura europeia sobre a americana, a expansão marítima permitiu uma grande circulação de pessoas e produtos pelos principais continentes do mundo.

Por isso, dizemos que a conquista da América foi um verdadeiro processo de
mundialização
.

Do ponto de vista econômico, essa expansão tinha um objetivo claro:
explorar o território conquistado, de modo a enriquecer o país europeu.

Nos primeiros anos após a chegada dos portugueses no território americano, não havia nenhum objetivo colonizador. O interesse dos portugueses estava voltado para os produtos indianos.

Na América, interessavam-se apenas pelo pau-brasil. A extração era realizada pelos próprios nativos, em troca de objetos de metal.
A Terra de Santa Cruz ficava na rota marítima que levava Portugal à Calicute. Os portugueses construíram
feitorias
em sua costa, que serviam tanto para abastecimento durante a viagem, quanto para o recolhimento e guarda de pau-brasil.

O pau-brasil era uma excelente madeira para a
construção de barcos
, além de
produzir uma tinta vermelha
que abastecia o mercado de tecidos de Flanders, na Holanda.

Apesar do excelente preço na Europa, o comércio do pau-brasil deixava a América em
lugar periférico
no mercado mundial.

As primeiras feitorias foram criadas entre 1503 e 1504. O
feitor
era o funcionário responsável por organizar a exploração e realizar a negociação com a população nativa. Ele era um funcionário ou súdito da Coroa, que ganhava a concessão para dministrar o entreposto.

Como a presença estrangeira, principalmente francesa, na costa era muito frequente, os portugueses se esforçaram em manter um bom relacionamento com os indígenas.
No sistema de
Capitanias Hereditárias
(1534), particulares recebiam grandes extensões de terra, sendo encarregados de
promover o povoamento, realizar a exploração econômica, exercer o governo, o comando militar e a justiça
.

O capitão donatário tinha direito exclusivo sobre essas terras e seu direio era
hereditário
. Ele também podia conceder porções de terras em
sesmarias
, que deveriam ser desenvolvidas economicamente pelos sesmeros.

Poucos capitães vieram para a América cuidar das suas terras. Além disso, as rebeliões indígenas eram muito frequentes. Somente Pernambuco e São Vicente conseguiram prosperar.
Primeira Missa.
Victor Meirelles, 1859
Com o início da crise com o Oriente, os portugueses resolveram efetivar sua dominação sobre sua porção americana.

Ao fim de 1530, Martin Afonso de Souza, se tornou capitão-mor, encarregado da colonização da Terra de Santa Cruz. Em 1532 fundou a primeira vila - São Vicente.

A experiência da colonização já tinha sido desenvolvida pelos portugueses em porções menores de seu território, como as ilhas de Madeira e Açores. Lá o
cultivo da cana-de-açúcar
e as
capitanias hereditárias
ajudaram a estabelecer o poder português no território.
Fundação de São Vicente.
Benedito Calixto, 1900.
Devido aos insucessos das Capitanias e do poder excessivo dos donatários, a Coroa decidiu centralizar a política de colonização, criando o
Governo-geral
(1548).

O governador-geral era nomeado pelo rei de Portugal. Ele era incumbido de:
Defesa interna e externa;
Justiça e arrecadação de tributos
Fundar vilas e povoamentos;
Impedir as rebeliões indígenas;
Estimular as atividades econômicas.

Nas vilas e cidades foram criadas
câmaras municipais
com poderes locais. Elas eram presididas pelos "homens bons", cristãos, nobres ou fazendeiros com posses.
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