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Aula 6

Aula 6 - UNESP
by

Denis Renó

on 25 November 2015

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Transcript of Aula 6

Prof. Denis Renó
A escrita de um roteiro de documentário:
da estrutura semi-aberta à sua reescritura na montagem

momentos
estruturas
diversidade de ideias
o que é
reescrituras
Facilita e otimiza o processo de gravação.
“O roteiro é o primeiro documento que se concebe no longo processo de criação de um filme” (Anne Huet).
“A arte de escrever sem palavras” (Barry Hampe).
Comparato (2009, p.28) propõe que o roteiro tenha três aspectos:
Criados para a ficção, esses momentos também são encontrados no documentário.
Ideia
é a fonte primária para a concepção do projeto em si. É onde tudo nasce.
É o estímulo ao relato.
Surge o storyline (definição dos caminhos do documentário para contar a história).
Definir os
personagens
é um momento fundamental para viabilizar o projeto.
Um documentário sem personagens é uma obra vazia.
A
ação dramática
, ainda que seja um documentário, é fundamental para direcionar uma narrativa.
Diferente do cinema direto, Comparato propõe uma produção fragmentada.
O formato de produção sem roteiro é conhecido como documentário direto (ou cinema direto).
Defendem que, com uma gravação sem definição de tempo, a história torna-se natural, real.
Crônica de um verão (Jean Rouch e Edgar Morin, 1961)
Documentaristas favoráveis ao roteiro defendem que com ele tudo fica mais simples.
Essa facilidade pode converter-se em dificuldades.
Dwight Swain (1976) defende que o documentário tem suas normas definidas pelo diretor.
Também defende que um roteiro de documentário deve ser flexível.
Podemos considerar como o início da estrutura um texto de apresentação.
Apresenta-se trilha adotada, tipo de estética adotada (movimento de câmera, iluminação, etc), entre outros detalhes.
Em um roteiro podem ser adotados basicamente dois formatos (liberdade artística):
O formato clássico (principalmente em obras com diálogo) oferece a sequência de forma literária.
O formato de TV oferece a sequência em duas colunas (vídeo e áudio), cena por cena.
“Uma história contada em imagens, diálogo e descrição, dentro do contexto de uma estrutura dramática” (Syd Field).
“O princípio de um processo audiovisual, e não o final de um processo literário” (Doc Comparato).
Ethos - o significado da história como um todo.
“Escrever o roteiro é um processo passo a passo” (Syd Field).
Pathos - o drama, a emoção do roteiro.
No roteiro estão o plot (espinha dorsal) e seus subplots (fragmentos dessa espinha dorsal).
Ideia;
Conflito;
Personagens;
Ação dramática;
Tempo dramático;
Unidade dramática.
Doc Comparato defende um roteiro com seis momentos:
Mesmo documentários sobre efeitos da natureza possuem personagens, ainda que cientistas para explicar os fenômenos.
O ritmo é definido pelo
tempo dramático
, que sustenta a narrativa construída.
Conflito
é a transposição da ideia para o mundo audiovisual.
É quando definimos o “lide” da obra.
Ele define a duração das ações dramáticas.
Por fim, temos a
unidade dramática
, que distribui o ritmo das gravações por cenas.
Morreu o demo, acabou-se a peseta (Pedro Solla, 2012)
Grupos contra ou a favor.
Uns defendem que o documentário deve ser gravado ao tempo, sem um roteiro.
Documentários modernos também adotam essa técnica.
É possível observar a história em fragmentos e programar o processo de produção.
Para o autor, cenas com plot points (momentos de virada) não devem existir no documentário.
Filmefobia (Kiko Goifman, 2001).
O começo oferece o tema, indaga ou apresenta algo que desestabiliza.
Apesar disso, obras contemporâneas oferecem esse fator “emoção”.
"O início é o ponto de seu trabalho antes do qual nada precisa ser dito. O final é o ponto além do qual nada mais precisa ser dito. E o meio corre entre os dois". (BARRY HAMPE, 1997)
IMPORTANTE: Não explique tudo de uma vez. Deixe o documentário explicar gradativamente.
Não existe uma receita única para o documentário. Cada caso é um caso.
A boa informação surge quando menos se espera.
Barry Hampe (1997) defende uma estrutura diferente para o documentário em comparação com a ficção.
O documentário é imprevisível.

Recomenda-se a escritura do roteiro de pré-produção e em seguida o roteiro de produção.
Michael Rabiger (1998) propõe que podemos reestruturar a estrutura a qualquer momento.
“Não é a obra em si, mas um dos processos de sua criação” (Vicente Gosciola).
Logos - a verbalização do roteiro, sua definição de estrutura.
Surge para construir obras de ficção, sendo adaptado para a construção do relato documental.
O roteiro marca o direcionamento da história.
É importante que os subplots não se sobreponham.
La Marche de l'empereur (Luc Jacquet, 2005)
Ainda que seja um argumento temporal, como um diário, um roteiro pode ajudar.
Documentário é um processo criativo, onde o realizador constrói um relato sobre algo.
Alan Rosenthal (1996) acredita que o documentário direto é popular por parecer mais fácil.
Normalmente, coloca-se uma explicação para situar o espectador no problema.
O final do roteiro direciona os subplots a um único ponto.
Alguns documentários oferecem um “final aberto”.
Filmefobia (Kiko Goifman, 2008)
Outros oferecem um olhar poético sobre o final.
Nascidos em bordéis (Zana Briski e Ross Kauffman, 2004)
Também encontramos finais óbvios, ainda que reveladores, no mesmo ritmo da narrativa.
O quinto homem da AMAN (Denis Renó e Denis Calarota, 2008)
É importante deixar o documentário falar por si, mesmo com voz over.
Não existem limites na construção do roteiro de documentário.
Uma construção apoiada em contraposições de fatos e informações aumenta o interesse do espectador.
O meio oferece as evidências da história.
Isso fortalece a ideia de documentário como um produto criativo.
Para Rabiger, quando o documentário não possui conteúdos espontâneos, o roteiro passa a ser essencial.
O ideal é produzir a narração ao final.
A narração serve para complementar a informação e “costurar” a narrativa.
Tipos de registros:

- Originais;
- De arquivo;
- Com recursos gráficos.
Tipos de som:

- Som direto;
- Som de arquivo;
- Voz over;
- Efeitos sonoros;
- Trilha musical.
Em documentários espontâneos, roteiro recebe o nome de tratamento, por Barry Hampe.
Formato clássico (Barry Hampe)

Formato de TV (Barry Hampe)
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