Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Exposição Oral

No description
by

Eva Constâncio

on 26 May 2016

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Exposição Oral


Manuel Lopes Fonseca, poeta, contista e romancista, nasceu em Santiago do Cacém a 15 de Outubro de 1911 e, morreu em Lisboa a 11 de Março de 1993.
Após ter terminado o ensino básico, Manuel da Fonseca prosseguiu os seus estudos em Lisboa. Estudou no Colégio Vasco da Gama, Liceu Camões, Escola Lusitânia e Escola de Belas-Artes.
Durante a sua vida profissional, exerceu atividades nas áreas do comércio, indústria e jornalismo.
Era presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores.
Publicou muitas obras, entre as quais "Planície" (poesia, 1941), "Aldeia Nova" (conto, 1942), "Seara de Vento" (romance, 1958), "Crónicas algarvias" (crónicas, 1986).
Sou barco de vela e remo
Sou vagabundo do mar.
Não tenho escala marcada
Nem hora para chegar:
É tudo conforme o vento,
Tudo conforme a maré...
Muitas vezes acontece
Largar o rumo tomado
Da praia para onde ia...
Foi o vento que virou?
Foi o mar que enraiveceu
E não há porto de abrigo?
Ou foi a minha vontade
De vagabundo do mar?


"Vagabundo do Mar"
Guião de leitura

2.2.1.
Nestas frases, o sujeito poético não pretende encontrar respostas para as suas perguntas, pois são utilizadas para refletir sobre as suas dúvidas.

3.
3.1.
O poeta refere-se à sua própria viagem da Vida.


3.2.
O verso "É por isso, meus amigos,/Que (...)" para justificar que a forma como navegava, sendo vagabundo do mar, se transportou para a sua vida toda e que é responsável pela forma como ele se comporta e vive a vida.


3.3
. O sujeito poético revela ser uma pessoa forte que não desiste de alcançar os seus objetivos por muito difícil que seja o caminho, está sempre pronto a lutar pelos seus sonhos, sendo capaz de ultrapassar as adversidades da vida com "cara alegre e braço forte". O mar, como seu professor, ensinou-o a ser assim, lutador e decidido.
Guião de leitura
4.
No início do poema, utiliza-se o singular "vagabundo do mar" para mostrar que ele próprio é o vagabundo do mar e pelo que teve que passar por causa do seu cargo. Houve uma passagem para o plural "vagabundos do mar" para que o sujeito poético pudesse mostrar que o que lhe aconteceu a ele pode-se igualar ao que acontece a cada pessoa que se identifique com um vagabundo do mar.
Guião de Leitura
- "Vagabundo do Mar" de Manuel da Fonseca
-"Amigo" de Alexandre O'Neill
Exposição Oral: análise de poemas
Manuel da Fonseca
Sei lá.
Fosse o que fosse
não tenho rota marcada
ando ao sabor da maré.
É por isso, meus amigos,
que a tempestade da Vida
me apanhou no alto mar.
E agora
queira ou não queira,
cara alegre e braço forte:
estou no meu posto a lutar!
Se for ao fundo acabou-se
Estas coisas acontecem
aos vagabundos do mar.
(Página 197)
1.
1.1.
Segundo o poema, caracteriza-se o sujeito poético como uma pessoa persistente e que se deixa levar pelo mar. "Queira ou não queira,/ Cara alegre e braço forte:/ Estou no meu posto a lutar!"


1.2.
Na expressão "Sou barco de vela e remo", o sujeito poético identifica-se a ele próprio como um barco, que navega conforme a maré, podendo alterar a jornada quando necessário.


1.2.1.
O recurso expressivo é a metáfora.

2.
2.1.
Os motivos são "...o vento que virou...", "o mar que enraiveceu/ E não há porto sem abrigo..." e "...a minha vontade/ De vagabundo do mar...".



2.2.
São frases do tipo interrogativo, onde estão presentes interrogações retóricas.
Manuel da Fonseca

Obra Poética, Editorial Caminho
(Continuação)
(Conclusão)
Vagabundo do Mar
O sujeito poético, ao longo do poema, retrata a sua vida de "vagabundo do mar", vagabundo esse que navega livremente pelo mar, sem destino, sem rota marcada e sem rumo. Mantém-se uma pessoa corajosa e audaz, que segue o mar, a maré e o vento. Continua no seu posto, mesmo depois de todos os obstáculos, pois é um vagabundo do mar e "Estas coisas acontecem/Aos vagabundos do mar". No meio do poema, numa linguagem metaforica, refere uma outra viagem, a viagem da Vida, onde foi apanhado pela maré.
Os versos soltos estão também relacionados com o tema da liberdade.
Análise Formal
O poema é constituído por 28 versos, que estão organizados numa estrofe.
É praticamente constituído por versos soltos ou brancos.
Os versos são irregulares, pois as sílabas métricas não são iguais em todos eles.
"Amigo"
Alexandre O'Neill
Alexandre O'Neill

in 'No Reino da Dinamarca'
Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill de Bulhões nasceu em Lisboa a 19 de Dezembro de 1924 e faleceu em Lisboa a 21 de Agosto de 1986. Foi um importante poeta do movimento surrealista português.
As influências surrealistas permanecem visíveis nas obras dele, que além dos livros de poesia incluem prosa, discos de poesia, traduções e antologias. Não conseguindo viver apenas da arte, o autor alargou a sua ação à publicidade. É da sua autoria o lema publicitário «Há mar e mar, há ir e voltar».
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!

«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Vagabundo do Mar
O sujeito poético, ao longo do poema, retrata a sua vida de "vagabundo do mar", vagabundo esse que navega livremente pelo mar, sem destino, sem rota marcada e sem rumo. Mantém-se uma pessoa corajosa e audaz, que segue o mar, a maré e o vento. Continua no seu posto, mesmo depois de todos os obstáculos, pois é um vagabundo do mar e "Estas coisas acontecem/Aos vagabundos do mar". No meio do poema, numa linguagem metaforica, refere uma outra viagem, a viagem da Vida, onde foi apanhado pela maré.
Os versos soltos estão também relacionados com o tema da liberdade.
Análise Temática
Ao longo do poema, o sujeito poético tenta, através de sucessivas metáforas, definir o que é um amigo. Sendo assim, o tema deste é a amizade.
Analisando mais profundamente, o poema transmite-nos várias noções ao longo das várias estrofes. Na primeira estrofe, o sujeito poético mostra que houve um avanço na amizade, passando de apenas uma simpatia para uma relação forte de cumplicidade. Na seguinte, o poeta começa a sua missão de nomear a palavra amigo, dizendo que este é um ser que nos oferece o melhor de si. No terceiro, é recordado àqueles que voltaram as costas à amizade que "Amigo é o contrário de inimigo!". Seguidamente, é mostrado que "amigo" é aquele que estará lá nos bons e nos maus momentos, virando sempre as costas à mentira e nunca nos deixando sós. O sujeito poético conclui demonstrando que para ter uma amizade verdadeira é preciso dedicação, pois assim saberemos que será eterna.



Análise estilística
Para um poema fazer sentido e transmitir a sua mensagem é necessário a utilização de recursos expressivos. O poema "Amigo" não é exceção, sendo que é constituído, em todos os versos, por antítese que sugere
Análise formal
O poema é constituído por 19 versos, organizados em 7 estrofes, um dístico, três tercetos, um monóstico e uma quadra.
A maior parte dos seus versos são soltos ou brancos, à exceção dos versos "É a verdade partilhada, praticada./Amigo é a solidão derrotada!", que têm rima emparelhada.
Relativamente às sílabas métricas, os versos são irregulares, pois a métrica não é a mesma em todos eles.
Trabalho realizado por:
Eva Constâncio, nº10;
Inês Ladeiro, nº12;
Margarida Amador, nº14.
Agrupamento de escolas Dr Mário Sacramento
Full transcript