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Controle e Devir (Deleuze)

Apresentação sobre entrevista de Gilles Deleuze concedida à Toni Negri, Controle e Devir, livro Conversações p. 213-222

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Transcript of Controle e Devir (Deleuze)

Controle e Devir
interessa-me mais
a jurisprudência do
que as leis...
“É ai que se passa
do direito à política”
Jurisprudência
Jurisprudência
(do latim: jus "justo" + prudentia "prudência")
é o termo jurídico que designa o
conjunto das decisões sobre interpretações
das leis feita pelos tribunais de numa
determinada jurisdição.
"O homem é por natureza um animal político"
Devir
“Nietzsche dizia que nada de importante se faz sem uma ‘densa nuvem não histórica’... Nietzsche fala do que se faz, do acontecimento mesmo ou do devir. O que a história capta do acontecimento é sua efetuação em estados de coisa, mas o acontecimento em seu devir escapa à história”.
Em Fatum e História, um texto escrito na férias de páscoa de 1862, ainda em plena juventude, Nietzsche já discutirá a questão da história e do acontecimento, problematizando-os da seguinte maneira: "O que sucederá se a imagem do mundo nudar, se não houvesse Deus nem imortalidade, nem Espírito Santo, nem inspiração divina, se a crença milenar se baseasse em enganos, se as pessoas durante tanto tempo tivessem sido induzidas em erro por uma ilusão (j 2,55). Que realidade sobra depois de removidos os fantasmas religiosos?"
(SAFRANSKI, 2001, p. 28)
Nietzsche responderá: "sobra a natureza, no sentido das ciências naturais, um universo de leis; e sobra a história como sequência de acontecimentos, nos quais causalidade e acaso atuam sem um objetivo geral reconhecível. Pois Deus era a essência do significativo e do objetivo, e se ele desaparecer também significado e objetivo desaparecem da natureza e da história. Mas então existe a alternativa: ou percebemos que esse significado geral nem é necessário para viver, ou não o buscamos mais na transcendência, onde a imaginação o presumiu por tanto tempo." (ibdem)
"Es imposible para los hombres acceder a la concepción más alta de la historia universal; el más grande de los historiadores, tanto como el más grande de los filósofos, no será más que un profeta, pues ambos hacen abstracción desde el círculo más interior hacia los demás círculos exteriores.
En cuanto al fatum, su posición no está asegurada. Vertamos todavía una mirada sobre la vida humana para reconocer su justificación individual y así también en la totalidad.
¿Qué es lo que determina la suerte en nuestra vida? ¿Se la debemos a los acontecimientos de cuyo vórtice nos vemos excluidos? ¿O no será nuestro temperamento
el que marca el color dominante de los acontecimientos? ¿Acaso no se nos aparece y
enfrenta todo en el espejo de nuestra propia personalidad? ¿Y no dan al mismo tiempo los
acontecimientos el tono propio de nuestro destino en tanto que la fuerza y debilidad con la que se nos aparece depende exclusivamente de nuestro temperamento? (...)" (NIETZSCHE, 1862, p. 04)
O que Nietzsche pretenderia, ainda na juventude, é refletir sobre uma uma problemática que percorrerá toda a sua obra, a saber, como é possível a liberdade?
Contra o Fatum, o estável, a regularidade, as verdades que condicionam o homem aos desígnios de um mundo ordenado, da história, Nietzsche, anunciará a vontade livre (que mais tarde em a Genealogia da Moral, chamará de vontade de potência), a mais alta potência do Fatum, a consciência que autopercebe-se enquanto consciência livre, a liberdade que percebe o fatum como força coercitiva contra as absolutizações da realidade. A vontade livre, enquanto potência do fatum, "[...] não tem rosto, não se relaciona com os seres humanos, [...] é aquele contexto cego que desafiamos extraindo-lhe significado através de nossa própria ação. [...] o Fatum é a contingência, acaso e necesidade sem sentido."[...] (SAFRANSKI, 2001, p. 30)
Talvez por isto a afirmação de Deleuze de que: “ A única oportunidade dos homens está no devir revolucionário, o único que pode conjurar a vergonha ou responder ao intolerável”
“O que mais nos interessa [referindo-se a Deleuze e Guattari] em Marx é a análise do capitalismo como sistema imanente que não para de expandir seus próprios limites, reencontrando-os sempre numa escala ampliada, porque o limite é o próprio Capital”
Três direções presentes em Mil Platôs:
1)Uma sociedade define-se por suas linhas de fuga... “ela foge por todos os lados”...
2)Considera-se, tanto quanto as linhas de fuga e as contradições de uma sociedade, as minorias de preferência às classes;
3)Os estatutos para as ‘máquinas de guerra’... que não são a guerra em si, mas formas de preencher espaços-tempos ou inventá-los... os movimentos revolucionários, os movimentos artísticos são máquinas de guerra...
Os campos nazistas não foram máquinas de e, sim, a vergonha de ser homem...
O Capitalismo
GRUPAR
APRENDIZAGEM
EM
REDE

No capitalismo o mercado é uma fantástica fabricação de riqueza e de miséria. “ A vergonha é não termos nenhum meio seguro para preservar, e principalmente para alçar devires, inclusive em nós mesmos”
“Quando uma minoria cria para si modelos, é porque quer tornar-se majoritária, e sem dúvida isso é inevitável para sua salvação (por exemplo, ter um estado, ser reconhecido, impor seus direitos)”
“A arte é o que resiste: ela resiste à morte, à servidão, à infâmia, à vergonha”
Neste momento podemos relacionar esta questão deleuziana (e nietzscheana) ao pensamento de Santaella que entende que o foco de toda mudança está na arte!
Gilles Deleuze
1925-1995

Sociedade de Controle
“Estamos entrando nas sociedades de controle, que funcionam não mais por confinamento [em referência a Foulcault], mas por controle contínuo e comunicação instantânea”.

“Pode-se prever que a educação será cada vez menos um meio fechado, distinto do meio profissional – um outro meio fechado -, mas que os dois desaparecerão em favor de uma terrível formação permanente, de um controle contínuo se exercendo sobre o operário-aluno ou o executivo-universitário. Tentam nos fazer acreditar numa reforma da escola, quando se trata de uma liquidação. Num regime de controle nunca se termina nada”.
"as sociedades de controle ou de comunicação não suscitarão formas de resistência capazes de dar novas oportunidades a um comunismo concebido como “organização transversal de indivíduos livres”? A resposta de Deleuze é um talvez... segundo ele “dependeria de as minorias retomarem a palavra”
Processos de Subjetivação
“quando se considera as diversas maneiras pelas quais os indivíduos ou as coletividades se constituem como sujeitos”... mas só tem validade quando escapam tanto dos saberes constituídos quanto dos poderes dominantes."
O acontecimento: um instante que é preciso agarrar.

O cérebro como limite entre um dentro e um fora.

“Acreditar no mundo significa principalmente suscitar acontecimentos, mesmo pequenos, que escapem ao controle, ou engendrar novos espaços-tempos, mesmo de superfície ou volumes reduzidos... Necessita-se ao mesmo tempo de criação e povo”

Isso já não está acontecendo? O que falar da ‘era da produtividade’? dos mecanismos que nos faz trabalhar cada vez mais, prá produzir cada vez mais, prá consumir cada vez mais  pra pensar em tudo o que está ocorrendo cada vez menos!!!
Cultura
Licenciamento

O trabalho Controle e Devir (Deleuze) de Octavio Silvério de Souza Vieira Neto e Adriana Rocha Bruno foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - Compartilhável 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em prezi.com.
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