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Metodologia Científica - LAKATOS e MARCONI

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Vivian Delatorre

on 6 April 2013

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IF YOU WANT TO SEE AN EXAMPLE ON HOW TO USE THIS TEMPLATE, PLEASE CHECK: https://prezi.com/n-8ibkiw881r/number-systems/ - o cientista esforça-se ao máximo para ser exato e claro.
- os problemas dever ser formulados com clareza.
- o ponto de partida utiliza noções simples que ao longo do estudo, complica, modifica e talvez repele.
- para evitar confusões na utilização dos conceitos, a ciência os define, mantendo a fidelidade dos termos ao longo do trabalho científico.
- ao criar uma linguagem artificial, inventando sinais (palavras, símbolos) a eles atribui significados determinados por intermédio de regras de designação.
Exemplo na tabela periódica O = oxigênio,
em antropologia cultural O = mulher.
(Lakatos; Marconi, 1992, p. 30) UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
PósARQ
Disciplina: Metodologia Científica Aplicada
Professora: Sonia Afonso
Grupo: Douglas Brombilla, Isabele Fritsche,
Jose Leal, Juliano Miotto e Vivian Delatorre 1.2.5 Componentes da ciência As ciências possuem: Objetivo ou finalidade, Função, Objeto (material e formal) METODOLOGIA CIENTÍFICA Ciência e Conhecimento científico
Métodos Científicos
Teoria, hipóteses e variáveis Eva Maria Lakatos
Marina de Andrade Marconi REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia cientifica: ciência e conhecimento científico, métodos científicos, teoria, hipóteses e variáveis. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1992. 249 p. 1.3 CLASSIFICAÇÃO E DIVISÃO DA CIÊNCIA CLASSIFICAÇÃO DA CIÊNCIA AUGUSTO COMTE Matemática, Astronomia, Física, Química, Biologia, Sociologia e Moral (ordem de complexidade) Figura 01: Variação da classificação da ciência , de Comte, segundo um critério misto, aliado ao conteúdo.
Fonte: LAKATOS E MARCONI (1992, p.22) CLASSIFICAÇÃO DE CARNAP FORMAIS FACTUAIS Estudos das Idéias Estudo dos Fatos CLASSIFICAÇÃO DE BUNGE Figura 02: Classificação de Mario Bunge (1978)
Fonte: LAKATOS E MARCONI (1992, p.23) CLASSIFICAÇÃO DE WUNDT Figura 03: Classificação de Wundt
Fonte: LAKATOS E MARCONI (1992, p.24) CLASSIFICAÇÃO DAS CIÊNCIAS Segundo Lakatos e Marconi baseado em Bunge Figura 04: Classificação de Lakatos e Marconi baseado em Bunge
Fonte: LAKATOS E MARCONI (1992, p.24) CIÊNCIAS FORMAIS E
CIÊNCIAS FACTUAIS 1.5.6 O Conhecimento Científico
é Claro e Preciso A divisão em ciências formais e factuais leva em consideração:

- O objeto ou tema das respectivas disciplinas;
- A diferença de espécie entre enunciados;
- O método através do qual se comprovam os enunciados;
- O grau de suficiência em relação ao conteúdo e a prova;
- O papel da coerência para se alcançar a verdade;
- O resultado alcançado; A primeira e mais fundamental diferença que se apresenta diz respeito às ciências formais, estudo das ideias, e as ciências factuais, estudos dos fatos." (LAKATOS E MARCONI, 1992, p. 25-26) Bunge (1974) aprofundou seus estudos nas características das ciências factuais. “O conhecimento científico, no âmbito das ciências factuais caracteriza-se por ser: racional, objetivo, factual, transcendente aos fatos, analítico e claro e preciso, comunicável, verificável, dependente de investigação metódica, sistemático, acumulativo, falível, geral, explicativo, preditivo aberto e útil” (LAKATOS E MARCONI, 1992, p.26 1.5.7 O Conhecimento Científico
é Comunicável Conhecimento Científico é Racional - é constituído por conceitos, juízos e não por sensações imagens, modelos de conduta;
- permite que as ideias que o compõem possam combinar-se segundo um conjunto de regras lógicas, com finalidade de produzir novas ideias;
- contém ideias que se organizam em sistemas (LAKATOS E MARCONI, 1992, p. 26) - a sua linguagem deve poder informar a todos os seres humanos que tenham sido instruídos para entendê-la.
- deve ser formulado de tal forma que outros investigadores possam verificar seus dados e hipóteses.
- deve ser considerado como propriedade de toda a humanidade.
(Lakatos; Marconi, 1992, p. 31) entende-se por conhecimento racional aquele que: 1.5.8 O Conhecimento Científico
é Verificável - ser aceito como válido, quando passa pela prova da experiência (ciências factuais) ou da demonstração (ciências formais).

- o teste das hipóteses factuais ser empírico, isto é, observacional ou experimental.

- uma das regras do método científico ser o preceito de que as hipóteses científicas devem ser aprovadas ou refutadas mediante a prova da experiência.
(Lakatos; Marconi, 1992, p. 31) - procura concordar com seu objeto;
- verifica a adequação das idéias(hipóteses) aos fatos; (LAKATOS E MARCONI, 1992, p. 27) O conhecimento é objetivo 1.5.10 O Conhecimento Científico
é Sistemático 1.5.9 O Conhecimento Científico
é dependente de investigação Metódica - é planejado.

- baseia-se em conhecimento anterior, particularmente em hipóteses já confirmadas, em leis e princípios já estabelecidos.

- obedece a um método preestabelecido, que determina, no processo de investigação, a aplicação de normas e técnicas, em etapas claramente definidas.
(Lakatos; Marconi, 1992, p. 32) - é constituído por um sistema de ideias, logicamente correlacionadas.
- o inter-relacionamento das ideias, que compõem o corpo de uma teoria, pode qualificar-se de orgânico.
- contém: 1) sistema de referência; 2) teorias e hipóteses; 3) fontes de informações; 4) quadros que explicam as propriedades relacionadas.
(Lakatos; Marconi, 1992, p. 32) 1.5.11 O Conhecimento Científico
é Acumulativo - seu desenvolvimento é uma consequência de um contínuo selecionar de conhecimentos significativos e operacionais.
- novos conhecimentos podem substituir os antigos, quando estes revelam disfuncionais ou ultrapassados.
- o aparecimento de novos conhecimentos, no seu processo de adição aos já existentes, pode ter como resultado a criação ou apreensão de novas situações, condições ou realidades.
(Lakatos; Marconi, 1992, p. 33) 1.5.12 O Conhecimento Científico
é Falível - não é definitivo, absoluto ou final.

- a própria racionalidade da ciência permite que, além da acumulação gradual de resultados, o progresso científico também se efetue por revoluções.
(Lakatos; Marconi, 1992, p. 33) 1.5.13 O Conhecimento Científico
é Geral - situar os fatos singulares em modelos gerais, os enunciados particulares em esquemas amplos.

- procurar, na variedade e unicidade, a uniformidade e a generalidade.

- a descoberta de leis ou princípios gerais permitir a elaboração de modelos ou sistemas mais amplos.
(Lakatos; Marconi, 1992, p. 34) 1.5.14 O Conhecimento Científico
é Explicativo à medida que: - ter como finalidade explicar os fatos em termos de leis e as leis em termos de princípios.
- além de inquirir como são as coisas, intenta responder ao porquê.
- apresentar as seguintes características, típicas de explicação
-aspecto pragmático -aspecto semântico
-aspecto sintático -aspecto ontológico
-aspecto epistemológico -aspecto genético
-aspecto psicológico
(Lakatos; Marconi, 1992, p. 34-35) O Conhecimento Científico é Factual é aquele que: - parte dos fatos e sempre volta a eles;
- capta ou recolhe os fatos, da mesma forma como se produzem ou se apresentam na natureza ou na sociedade, segundo conceitos ou esquemas de referências;
- parte dos fatos, pode intervir neles, mas sempre retorna a eles;
- utiliza, como matéria-prima da ciência;
(LAKATOS E MARCONI, 1992, p. 27) 1.5.15 O Conhecimento Científico
é Preditivo - baseando-se na investigação dos fatos, assim como no acúmulo das experiências, a ciência atuar no plano do previsível.

- fundamentando-se em leis já estabelecidas e em informações fidedignas sobre o estado ou o relacionamento das coisas, seres ou fenômenos, poder, através da indução probabilística, prever ocorrências.
(Lakatos; Marconi, 1992, p. 36) 1.5.16 O Conhecimento Científico
é Aberto - não conhece barreiras que, a priori, limitem o conhecimento.

- a ciência não é um sistema dogmático e cerrado, mas controvertido e aberto.

- dependendo dos instrumentos de investigação disponíveis e dos conhecimentos acumulados, até certo ponto está ligado às circunstâncias de sua época.
(Lakatos; Marconi, 1992, p. 36-37) 1.5.17 O Conhecimento Científico
é Útil - sua objetividade, pois, na busca da verdade, cria ferramentas de observação e experimentação que lhe conferem um conhecimento adequado das coisas.

- manter, a ciência, uma conexão com a tecnologia.
(Lakatos; Marconi, 1992, p. 37) O conhecimento Científico é Transcendente aos fatos quando: - descarta fatos, produz novas fatos e os explica;
- seleciona os fatos considerados relevantes, controla-os e, sempre que possível os reproduz;
- não se contenta em descrever as experiências, mas sintetiza-as e compara-as com o que já se conhece sobre outros fatos;
- leva o conhecimento além dos fatos observados, inferindo o que pode haver por trás deles. (LAKATOS E MARCONI, 1992, p. 28-29) 2 MÉTODOS CIENTÍFICOS 2.1 Conceito do Método O conhecimento Científico é Analítico em virtude de : - ao abordar um fato, processo, situação ou fenômeno, decompor o todo em suas partes componentes;
- serem parciais os problemas da Ciência e em consequencia, também suas soluções;
- o procedimento científico de análise conduzir à síntese. (LAKATOS E MARCONI, 1992, p. 29-30) 2.3.2 Leis, Regras e Fases do Método Indutivo A indução realiza-se em três fases: 1. OBSERVAÇÃO dos fenômenos: analisá-los, a fim de descobrir as CAUSAS de sua manifestação; 2. AGRUPAMENTO dos fenômenos: descoberta da RELAÇÃO entre eles; 3. GENERALIZAÇÃO da relação (existente entre fenômenos semelhantes, observáveis ou não): CLASSIFICAÇÃO dos fenômenos. Três regras orientam o trabalho, a fim de serem evitados equívocos: 1. A RELAÇÃO que se pretende generalizar é ESSENCIAL? (Ou acidental?) 2. Os FENÔMENOS dos quais se pretende generalizar uma relação, são IDÊNTICOS? (Ou existe apenas uma aproximação – semelhança – acidental?) 3. É possível um TRATAMENTO QUANTITATIVO (objetivo, matemático, estatístico) dos fenômenos? 1. “nas mesmas circunstâncias, as mesmas causas produzem os mesmo efeitos” – acredita-se na REGULARIDADE das coisas; o futuro será, portanto, como o passado; Tais fases e regras, inerentes ao método indutivo, são fundamentadas no princípio do DETERMINISMO – “LEIS” observadas na natureza, citadas pelos autores: Os autores ainda concluem com o posicionamento de Jolivet a cerca da lei científica, que deve ser “um fato geral, abstraído da experiência sensível” (LAKATOS e MARCONI, 1992 - p. 50 e 51). 2.3.3 Formas e Tipos de Indução São duas as formas de indução: 1. COMPLETA, de Aristóteles: TODOS os casos são comprovados (experimentados); 2. Incompleta (CIENTÍFICA), de Galileu e Bacon: um NÚMERO SIGNIFICATIVO de casos são constatados (não todos) e, a partir destes, é fundamentada uma lei que rege um fenômeno. “Já que a ciência é primordialmente quantitativa” (LAKATOS e MARCONI, 1992 - p.49). 2.2 Desenvolvimento histórico do método "A preocupação em descobrir e, portanto, explicar a natureza vem desde os primórdios da humanidade, quando as duas principais questões referiam-se às forças da natureza, a cuja mercê viviam os homens, e a morte." (MARCONI, LAKATOS, 1991. p.41) 2. “o que é verdade de muitas partes suficientemente inumeradas de um sujeito, é verdade para todo esse sujeito universal”– lei da CONSTÂNCIA, em que as conclusões analisadas em vários singulares do mesmo gênero estendem-se a todos deste; "O senso-comum, aliado à explicação religiosa e ao conhecimento filosófico, orientou as preocupações do homem com o universo. Somente no século XVI é que se iniciou uma linha de pensamento que propunha encontrar um conhecimento embasado em maiores garantias, na procura do real." (MARCONI, LAKATOS, 1992. p.41) 2.2.1 O método de Galileu Galilei "O Pioneiro a tratar do assunto, no âmbito do conhecimento científico, foi Galileu, primeiro teórico do método experimental." (MARCONI, LAKATOS, 1992. p.41) Os autores ilustram a indagação registrada por Cohen e Nagel a cerca de Mil: “Em alguns casos é suficiente um só exemplo para realizar uma indução perfeita, enquanto em outros, milhares de exemplos coincidentes (...) contribuem muito pouco para estabelecer uma proposição universal” (LAKATOS e MARCONI, 1992 - p.51). "Seu método pode ser descrito como indução experimental, chegando-se a uma lei geral por intermédio da observação de certo número de casos particulares ." (MARCONI, LAKATOS, 1992. p.41) Assim sendo, são REGRAS da indução incompleta:
1. Casos particulares devem ser provados e experimentados em quantidade suficiente para que um fenômeno possa ser legitimado a cerca de uma espécie;
2. “É também necessário analisar (e descartar) a possibilidade de variações provocadas por circunstancias acidentais” (LAKATOS e MARCONI, 1992- p.51). Se, após isso, o fenômeno continuar a se manifestar da mesma forma, é MUITO PROVÁVEL que a sua causa seja a sua própria NATUREZA. "Contemporâneo de Galileu, Francis Bacon, em sua obra Novum Organum, critica também Aristóteles, por considerar que o processo de abstração e o silogismo (dedução formal que, partindo de duas proposições, denominadas premissa, delas retira uma terceira, nelas logicamente implicada, chamada conclusão) não propiciam um conhecimento completo do universo ." (MARCONI, LAKATOS, 1992. p.42 e 43) 2.2.2 O método de Francis Bacon "Com a finalidade de anotar corretamente as fases da experimentação, Bacon sugere manter três tábuas;" (MARCONI, LAKATOS, 1992. p.44)

- Tábua de presença - nesta, anotam-se todas as circunstâncias em que se produz o fenômeno cuja causa se procura;
- Tábua de ausência - em que se anotam todos os casos em que o fenômeno não se produz. Deve-se tomar o cuidado de anotar também tanto os antecedentes quanto os ausentes;
- Tábua dos graus - na qual se anotam todos os casos em que o fenômeno varia de intensidade, assim como todos os que variam com ele. São apontados como principais TIPOS de interferências indutivas: 1. Da amostra para a população, configurando-se como GENERALIZAÇÕES: Indutivas (quando finda numa hipótese universal), Universais (“da descrição da informação obtida por intermédio dos elementos observados passasse à conclusão, envolvendo afirmações sobre todos os elementos (...) da amostra”), ou Estatísticas (quando parte dos elementos do conjunto possui uma propriedade). 2.2.3 O método de Descartes "Ao lado de Galileu e Bacon, no mesmo século, surge Descartes. Com sua obra, Discurso sobre o método, afasta-se dos processos indutivos, originando o método dedutivo." (MARCONI, LAKATOS, 1992. p.44)

a) a da evidência
b) a da análise
c) a da síntese
d) a da enumeração 2. Da população para a amostra, podendo ser Estatística Direta (quando finda numa de suas amostras) ou Singular (quando objetiva um caso específico, ao acaso); "Análise. Pode ser compreendida como o processo que permite a decomposição do todo em suas partes constitutivas, indo sempre do mais para o menos complexo." (MARCONI, LAKATOS, 1992. p.45)

"Síntese. É entendida como o processo que leva à reconstituição do todo, previamente decomposto pela análise. Dessa maneira, vai sempre do que é mais simples para o menos simples ou complexo." (MARCONI, LAKATOS, 1992. p.45) 3. De amostra para amostra, sendo considerada PREDITIVA: Padrão (“indo dos elementos observados para uma amostra ALEATÓRIA”), Estatística (”igual à anterior, mas indicando a PROPORÇÃO”), ou Singular (”igual às anteriores, porém referindo-se a um caso PARTICULAR, tomado ao acaso”. (LAKATOS e MARCONI, 1992 - p.52 a 53) 2.2.4 Concepção atual do método 2.3 Método indutivo "Indução é um processo mental por intermédio do qual, partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas." (MARCONI, LAKATOS, 1992. p.47) Estes três primeiros tipos também são denominados “por enumeração” e nestes verificamos o papel importante da amostra e da escolha aleatória: quanto maior, ou mais representativa a amostra, maior a força indutiva do argumento. Analogamente, podem interferir na legitimidade da interferência, PROBLEMAS como:
a. Amostra insuficiente: “quando a generalização indutiva é feita a partir de dados insuficientes para sustentá-la”;
b. Amostra tendenciosa: “quando uma generalização indutiva se baseia em uma amostra não representativa da população” (LAKATOS e MARCONI, 1992- p.54). 4. De consequências verificáveis de uma hipótese para a própria hipótese: quando é impossível testar diretamente uma afirmação;

5. Por analogia: "quando objetos de uma espécie são bastante semelhantes, em determinados aspectos, a objetos de outra espécie” (LAKATOS e MARCONI, 1992- p.53) - ex: ratos e homens. "Uma característica que não pode deixar de ser assinalada é que o argumento indutivo, da mesma forma que o dedutivo, fundamenta-se em premissas." (MARCONI, LAKATOS, 1992. p.47) 2.3.4 Críticas ao Método Indutivo As principais delas têm em vista o “salto indutivo” (passagem de “alguns” (...) para “todos”) apontado por Black (1979), sendo cinco destacados pelo autor: 1. Colocação de Popper: “A indução não (...) pode vir a desempenhar qualquer papel no método científico”, sendo que as generalizações devem ser feitas por outros meios, que não a partir de amostras; desse modo, testes dedutivos podem ser feitos limitando-se à “eliminação do erro, sem ser progressiva descoberta”; 2. Argumentos de Hume: parte-se de que a indução sempre se mostrou bem sucedida no passado, trazendo inúmeros avanços científicos e, portanto, funcionará no futuro (argumento indutivo); desse modo, não se terá uma justificação geral da indução; 3. Abordagem do aspecto “incompleto”: o argumento indutivo requer uma premissa adicional (contingente, a viger independente dos fatos) para tornar-se válido; 4. Questões da Probabilidade: “um argumento indutivo, para ser adequadamente expresso, deveria referir-se, como parte da conclusão, às probabilidades” – usar, por exemplo, a expressão probabilística “é mais provável que”, ao invés de “todos”-; o raciocínio, porém, permaneceria genuinamente indutivo segundo o autor, apenas enfraquecendo a conclusão; 5. Justificações Pragmáticas: “os procedimentos indutivos são como uma condição necessária para antecipar o desconhecido; (...) sua contribuição para a (...) justificativa da indução dependerá do êxito alcançado pelos proponoentes no evidenciarem que algum tipo de procedimento indutivo é condição necessária para chegar a generalizações corretas acerca do não conhecido”. "A própria noção do método indutivo PRESSUPÕE um padrão de justificação (...). Ora, indução não é dedução" (LAKATOS e MARCONI, 1992 - p.55 e 56). Os autores citam ainda Montesquieu, que afirma que “as leis cientificas que o raciocínio indutivo alcança são as RELAÇÕES CONSTANTES E NECESSÁRIAS que derivam da NATUREZA das coisas”, sendo estas de: (co) existência, causabilidade (sucessão) ou finalidade. 1.1. O conhecimento científico e outros tipos de conhecimento Os Diferentes conceitos de ciência;
"A ciência é um conjunto de atitudes racionais , certos ou prováveis, obtidos metodicamente sistematizados e verificáveis, que fazem refrência a objetos de uma mesma natureza." (ANDER-EGG, 1978, apud LAKATOS e MARCONI, 1992, p.19) Figura 01até 04 :LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia cientifica: ciência e conhecimento científico, métodos científicos, teoria, hipóteses e variáveis. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1992. 249 p. Lista de Figuras 02/29 03/29 04/29 05/29 06/29 07/29 08/29 09/29 10/29 12/29 14/29 16/29 18/29 19/29 20/29 21/29 23/29 24/29 26/29 27/29 28/29 Não há ciência sem o emprego de métodos científicos.

- segundo Hegenberg (1976, apud LAKATOS; MARCONI, 1992, p. 39) método é o caminho pelo qual se chega a determinado resultado.

- método é uma forma de selecionar técnicas, avaliar alternativas para ação científica (Ackoff In: Hegenberg, 1976:II-116 apud LAKATOS; MARCONI, 1992, p. 39).

- para Trujillo (1974, apud LAKATOS; MARCONI, 1992, p. 39) método é a forma de proceder ao longo de um caminho.

- conforme Jolivet (1979, apud LAKATOS; MARCONI, 1992, p. 39) método é a ordem que se deve impor aos diferentes processos necessários para atingir um fim dado.

- Nérici (1978, apud LAKATOS; MARCONI, 1992, p. 40) descreve que método é o conjunto coerente de procedimentos racionais ou práticos-racionais que orienta o pensamento para serem alcançados conhecimentos válidos. - Para Bunge (1980, apud LAKATOS; MARCONI, 1992, p. 40) método é um procedimento regular, explícito e passível de ser repetido para conseguir algo material ou conceitual.

- também para Bunge (1974, LAKATOS; MARCONI, 1992, p. 40) método científico é um conjunto de procedimentos por intermédio dos quais:
a) se propõe os problemas científicos
b) colocam-se à prova as hipotéses cientifícias

- a característica distintiva do método é a de ajudar a compreender, não os resultados da investigação científica, mas o próprio processo de investigação (Kaplan In Grawitz, 1975 apud LAKATOS; MARCONI, 1992, p. 40)

A finalidade da atividade científica é a obtenção da verdade através da comprovação de hipóteses, que, por sua vez, são pontes entre a observação da realidade e da teoria científica.
(Lakatos; Marconi, 1992, p. 40) 15/29 O camponês e a plantação :
Daqui partimos para as duas formas de conhecimento:
a) o conhecimento empírico;
b) o conhecimento científico; 11/29 13/29 Figura 05: Método esquematizado
Fonte: LAKATOS E MARCONI (1992, p.42) Diferenciam-se basicamente pela observação. 17/29 A impessoalidade da ciência é que garante a objetividade dos resultados , que no conhecimento empírico pode ser compromentida por razões antropormóficas. Figura 06: Método esquematizado
Fonte: LAKATOS E MARCONI (1992, p.43) 22/29 O conhecimento popular pode ser caracterizado por ser:
superficial;
sensitivo;
asistemático;
acrítico; 25/29 Figura 07: Método esquematizado
Fonte: LAKATOS E MARCONI (1992, p.47) Figura 08: Exemplo
Fonte: LAKATOS E MARCONI (1992, p.48) 29/29 " A ciência é todo conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação"( TRUJILLO, 1974 apud LAKATOS e MARCONI, 1992, p.19) As quatro formas de conhecimento:
POPULAR; valorativo, reflexivo, assistemático, verificável, falível.
CIENTÍFICO; real, sistemático, verificável, falível.
FILOSÓFICO; valorativo, racional, sistemático, não verificável, infalível.
RELIGIOSO; valorativo, inspiracional, sistemático, não verificável, infalível. Eva Maria Lakatos BIOGRAFIA
Marina de Andrade Marconi Graduada em Administração e Jornalismo ;
Pós-graduada em Ciências Sociais;
Mestre e Doutora em Ciências;
Doutora em Filosofia(Metodologia Científica)
Livre-docente em Sociologia, pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo, onde foi vice-diretora.
Atuou como professora de Sociologia e Metodologia Científica em cursos de graduação e pós-graduação. Graduada em Historia, Pedagogia
Estudos Sociais e Educação Artística
Doutora em Ciencias (Antropologia) pela Faculdade de Historia, Direito e Serviço Social de Franca - UNESP. ANTROPOLOGIA: Uma Introdução, FUNDAMENTOS DE METODOLOGIA CIENTÍFICA, METODOLOGIA CIENTÍFICA: Ciência e conhecimento científico. Métodos científicos. Teoria, hipóteses e variáveis. Metodologia jurídica, METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO: Procedimentos básicos. Pesquisa bibliográfica, projeto e relatório. Publicações e trabalhos científicos, SOCIOLOGIA GERAL (Livro-texto), TÉCNICAS DE PESQUISA: Planejamento e execução de pesquisas. Amostragens e técnicas de pesquisa. Elaboração, análise e interpretação de dados Fonte: http://www.editoraatlas.com.br/Atlas/webapp/curriculo_autor.aspx?aut_cod_id=714 Publicações da autora Fundamentos de Metodologia Científica, Metodologia do Trabalho Científico, Técnicas de Pesquisa (em co-autoria com Mariana de Andrade Marconi) Publicações da autora Fonte: http://construindoumaprendizado.files.wordpress.com/2012/09/oficina-3-daniela.pdf Sites Consultados Fonte: http://www.editoraatlas.com.br/Atlas/webapp/curriculo_autor.aspx?aut_cod_id=714 Fonte: http://construindoumaprendizado.files.wordpress.com/2012/09/oficina-3-daniela.pdf
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