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Projeto Rege

SeLin (DLV/PPGL)
by

araujo _jc

on 6 May 2013

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Transcript of Projeto Rege

Etapa I Projeto REGE Descrever os gêneros que organizam as práticas discursivas nas redes sociais Twitter e Facebook, considerando o continuum entre a estandardização e a emergência que caracteriza o fenômeno de reelaboração criadora de gêneros. 1) Qual a natureza dos gêneros mais recorrentes na organização das práticas discursivas das redes sociais Twitter e Facebook? 2) Considerando que são gêneros ainda em estado de emergência, como caracterizá-los quanto aos seus processos de reelaboração? 3) Que metodologias podem dar conta dessa análise? Reelaborações de Gêneros em Redes Sociais Prof. Dr. Júlio Araújo (UFC)
www.julioaraujo.com Duas etapas
Concluídos - 1 Pibic, 4 dissertações e 1 tese
Lima-Neto (2009),
Costa (2010),
Viana (2012),
Costa (2012)
Lima (2012).
Em andamento -
3 teses e 2 pós-doutorados
1 Pibic REGE - Produtos Reflexões Iniciais O estudo das práticas de linguagem ambientadas no meio digital exige do pesquisador alguns posicionamentos resultantes da observação e reflexão do seu objeto de pesquisa e do cenário no qual esse se constitui, portanto, inicio minha fala estabelecendo a seguinte distinção: A web não é uma esfera de comunicação, mas um ambiente absortivo de muitas esferas e de muitos gêneros (que não digitais), mas que sofreram digitalidade (o que é diferente). A ideia original da transmutação de gêneros procede de Bakhtin ([1959] 2011) que, ao refletir sobre os gêneros do discurso, mostrou que gêneros secundários, de feições mais institucionalizadas, nascem de gêneros primários, oriundos de esferas comunicativas mais informais ou menos institucionalizadas. A complexificação que a internet causou nas relações humanas permitiu, senão a emergência, a transmutação de muitos gêneros para organizar as práticas interativas das pessoas conectadas à web. Araújo (2003; 2006) passou a estudar os chats na perspectiva do fenômeno da transmutação, mostrando como as diversas modalidades de bate-papo têm contrapartes fora do ambiente digital online. Três anos depois, Zavam (2009), ao estudar a história do editorial na imprensa cearense, propõe subcategorizações para o termo transmutação. A análise das práticas discursivas executadas tanto no Twitter quanto no Facebook revelou um esmerado processo de manipulação de padrões genéricos, protagonizado pelos usuários. Dessa manipulação, advém um absortivo movimento de reelaboração criadora, de inclinações, ora emergentes, ora estandardizadas, a depender do grau de intervenção e de interação entre os sujeitos. Conclusões a ideia de reelaboração minimiza, ou mesmo elimina, a ambiguidade contida na ideia de transmutação, trazendo os sujeitos de linguagem para o seu lugar devido, o de protagonistas dos acordos capazes de modificar as práticas de linguagem. A palavra reelaboração, em sua etimologia, ressalta a ideia de produção por meio de trabalho, oriundo do latim elaborare. Reelaborar, dessa forma, deixa mais claros os esforços realizados por pessoas para renovar ativamente alguma coisa."(COSTA, 2010, p. 64). " Costa (2010) percebe, ao analisar o fenômeno da reelaboração criadora no corpus de vídeos do YouTube, que os gêneros podem ser classificados num continuum entre gêneros emergentes e gêneros estandardizados. Neste exercício interpretativo, pudemos verificar a aplicabilidade da ferramenta metodológica desenvolvida por Costa (2010) para o contexto das redes sociais propriamente ditas e em cujas interações predominam outros modos semióticos que não o audiovisual. As constatações, em ambas as redes, vão desde a migração, que não é contemplada pelo continuum, uma vez que não aponta para a modificação de um gênero, até a reelaboração criadora, seja de inclinação emergente ou estandardizada. Embora a intervenção menos marcada não gere novos gêneros como subprodutos, sua observação figura-se para nós como relevante, por acreditarmos que este é um estágio que pode ser um começo da reelaboração propriamente dita. Em tentativas que vão de um menor para um maior grau de intervenção, os atores sociais manipulam traços de gêneros no intuito de conseguir a desejada repercussão, ou seja, acúmulo de capital social. Convém observar ainda que, por estarem ambientadas em redes sociais, essas práticas discursivas colocam-se também a serviço do capital social, valor que rege as interações e, por isso, as intervenções nesse meio. Acreditamos que a sofisticação dessas práticas é resultado do esforço dos usuários no intuito de destacarem-se na rede e, dessa forma, angariarem capital social. Transmutação/Reelaboração Gêneros /Contexto Digital Redes Sociais (cc) photo by twicepix on Flickr Capital Social

É um valor constituído coletivamente pelos membros de uma rede e usufruído tanto individual, quanto coletivamente. Bertolini e Bravo (2004) elencam cinco tipos de capital social: relacional, normativo, cognitivo, confiança no ambiente social e institucional. A presença de capital social em uma RS pode significar uma rede coesa, da qual os usuários extraem e proporcionam para o grupo benefícios coletivos e individuais. Capital Social Primeiro Nível Segundo Nível Confiança no ambiente social Relacional Normativo Cognitivo Institucional Rede Social - Metáfora estrutural para a compreensão de grupos expressos na internet, composta por atores, também chamados de nós, e suas conexões. (RECUERO, 2009, p. 24) De Transmutação a Reelaboração Gráfico 2: Padrões genéricos identificados na constituição das postagens do Twitter Gráfico 1: Padrões genéricos identificados na constituição das postagens do Facebook - Intervenção + Intervenção Emergente Estandardizado Constatamos que para a composição das 70 postagens que fazem parte do nosso corpus referente ao Twitter foram mobilizados 15 diferentes padrões genéricos, sendo o mais recorrente, o modelo de questão de vestibular que pode ou não ocorrer mesclado aos outros padrões listados acima.

Já o Facebook apresentou 17 diferentes padrões genéricos mobilizados na composição de suas postagens, sendo maior a incidência daqueles que se relacionavam à divulgação de características identitárias, Inclinação estandardizada Reelaboração criadora - No Twitter Inclinação estandardizada Reelaboração Criadora - No Facebook A análise das práticas discursivas executadas tanto no Twitter quanto no Facebook revelou um esmerado processo de manipulação de padrões genéricos, protagonizado pelos usuários. Dessa manipulação, advém um absortivo movimento de reelaboração criadora, de inclinações, ora emergentes, ora estandartizadas. Convém observar ainda que, por estarem ambientadas em redes sociais, essas práticas discursivas colocam-se também a serviço do capital social, valor que rege as interações nesse meio. Acreditamos que a sofisticação dessas práticas é resultado do esforço dos usuários no intuito de destacarem-se na rede e, dessa forma, angariarem capital social. Inclinação emergente A ocorrência de reelaborações criadoras tanto emergentes quanto estandardizadas observadas no Twitter revela-nos que, apesar da aparente limitação imposta pelo número de 140 caracteres suportados pelas postagens, os usuários seguem encontrando formas de se destacarem dentro dessa rede social, mobilizando, para tanto, diferentes padrões genéricos, que culminam na criação de gêneros, por vezes, inéditos. Já no Facebook, as possibilidades criadoras são ainda maiores, uma vez que esta rede social, ao contrário do Twitter, possibilita a mobilização de diferentes modos semióticos na constituição das postagens, que vão desde a escrita, passando por imagens, áudio e vídeos. Nesse contexto, a ocorrência de reelaborações criadoras é predominante e seus produtos são largamente diversificados Inclinação emergente Reelaboração @araujo_jc Júlio Araújo Obrigado Esferas de Comunicação Jurídica Literária Religiosa Cotidiana Publicitária Acadêmica Humorística Científica Militar Jornalística
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