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O objeto da comunicação / a comunicação como objeto

Vera França
by

Vanessa Mol

on 23 November 2013

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Transcript of O objeto da comunicação / a comunicação como objeto

O objeto da Comunicação /
A Comunicação como objeto

Quem estuda comunicação
estuda efetivamente o quê?

Qual é o objeto de
estudo da comunicação?
Comunicação é prática cotidiana, seus objetos estão a nossa frente, disponíveis aos nossos sentidos, materializados em práticas que podemos ver, ouvir, tocar.

Face mais evidentes dos objetos de estudo da comunicação são os meios de comunicação/as mídias.
O que é a
comunicação?
Vera Veiga França
Eles são tratados também por outros campos do conhecimento, dependendo do viés que se imprime à análise.

Os fenômenos comunicativos interessam de perto a pesquisadores de vários domínios do saber.
O que diferencia
o objeto da comunicação do objeto das outras áreas de estudo?
A "forma de olhar" para esses objetos, de identificá-los, de falar deles.

Ficar atento ao que há de comunicacional/
interacional nesses fenômenos.

O objeto da comunicação não são os objetos "comunicativos" do mundo - estes, em seu estado bruto, podem ser objetos de qualquer ciência.

O objeto de estudo da comunicação são aqueles analisados prioritariamente a partir das teorias
que o campo produz, ou seja, do enfoque comunicacional.

Desenvolvimento tecnológico
do aparelho

Sociedade que é
criada pela TV

Diversidade dos gêneros
discursivos gerados em
sua programação
Os hábitos, as competências, as interpretações, re-elaborações e usos dos telespectadores
Como é produzido o conhecimento
na comunicação?

Modelos são tentativas de enquadramento do objeto empírico; forma que ciência encontrou para apreender o mundo, representá-lo.

Modelos fechados, cristalizados + objetos abertos e dinâmicos -> tensão
É um processo que pressupõe uma vinculação com a realidade, com o mundo, com a prática.

"Uma teoria sem prática é pura abstração; só a prática é fundadora - é ela que problematiza, instiga, coloca questões. O homem teoriza não apenas porque pensa, mas porque sente, age, se relaciona"

Afastamento e automia do conhecimento científico também é condição fundamental do processo de reflexão.

"Conhecer não é apenas re-conhecer a prática, mas atencipá-la, revesti-la de sentidos, projetá-la, isto é, abrir o ato para seu significado cultural"



O que é teoria?
Equilibrar essas tendências é desafio.

Teorias da comunicação têm surgido a partir dessas tensões.
Vinculação com a realidade x
autonomia da reflexão

É um sistema de enunciados, um corpo organizado de ideias sobre a realidade ou sobre um certo aspecto da realidade.
Prática veio ante da teoria: espaço acadêmico foi estimulado por investimento de ordem pragmática, que foi a criação de cursos profissionalizantes de jornalismo - Teorias vieram a reboque, complementando a formação técnica.

Natureza instrumental da demanda: estudos da comunicação voltados para a obtenção de resultados.

Descolamento da teoria em relação à prática: distância dos pesquisadores com relação à empiria, motivada pela crítica ao viés instrumental dos estudos.

Objetos empíricos da comunição são diversos, dinâmicos, multifacetados, o que suscita vários olhares.

Muitos aportes teóricos, que, por um lado enriquecem o olhar, mas por outro dificultam a integração teórica e metodológica do campo.
Mesmo com esses problemas, já se pode identificar a constituição e o agrupamento de um razoável "estoque" de estudos que são próprios do campo da comunicação.

São estudos que não se limitam à fronteira da comunicação, mas que são desenvolvidos a partir da contribuição de várias disciplinas - Comunicação enquanto espaço interdisciplinar.
Próxima aula (23/10):
Seminário:


Valor: 15 pontos
BRAGA, J. L. 2011. Constituição do campo da comunicação. Verso e Reverso, v. 25, p. 62-77, 2011a.
Século XX
Crescimento populacional

Urbanização crescente do mundo

Consolidação do capitalismo industrial

Instalação da sociedade de consumo

Expansão dos meios de comunicação de massa

Primeiros estudos são de 1930, dos Estados Unidos, e ficaram conhecidos como Mass Communication Research.

Entre seus fundadores, estão: Paul Lazarsfeld e Harold Lasswell.

Foco: descobrir efeitos que podiam ser alcançados sobre as massas a partir do uso dos meios de comunicação.

A expansão da produção industrial levou à necessidade de ampliar a venda dos produtos, à ampliação de mercados consumidores.
Investimentos em pesquisas voltadas para entender o comportamento dos consumidores e para o aperfeiçoamento das técnicas de intervenção e persuasão sobre eles, para que eles comprassem esses produtos.

Instrumento a serviço das manipulações para fins econômicos e também ideológicos, porque ela foi fundamental para a consolidação do Estado capitalista norte-americano (1a guerra) e o Estado nazista (2a guerra).


Os estudos que não estavam afinados com os Mass Communication Research, acabaram ficando à margem e foram apartados das teorias da comunicação.

Foi o caso do interacionismo simbólico, da Escola de Chicago, que só recentemente ganhou destaque na comunicação.
Vinculação com a realidade
Autonomia
Dificuldades das teorias da Comunicação
Sociedade de massa
Em muitos casos, essas análises dos objetos empíricos de estudo da comunicação serão realizadas a partir da interface com outros campos do conhecimento, o que confere à comunicação um caráter

Campo da Comunicação não se fecha em si mesmo, não tem fronteiras rígidas, transita por outros campos do saber.
interdisciplinar
Tensão modelo x objeto
Dificuldade de delimitar as fronteiras da comunicação enquanto campo do conhecimento, pois seus objetos são dinâmicos e podem ser vistos também à luz de outras disciplinas.

Comunicação vista como campo interdisciplinar: que não se fecha em si mesmo, uma vez que seus estudos suscitam a contribuição de outros campos do saber.

Objetos de estudo da comunicação vão além dos meios de comunicação de massa.

Por muito tempo, comunicação foi vista sob a perspectiva transmissional; nova correntes têm destacado sua lógica mais comunicacional, interacional - mudança foi impulsionada pelo contexto, que é outro.
Na Europa, estudos se construíram com bases distintas: orientação mais especulativa e intelectualista, desvinculada de objetivos pragmáticos (ou operacionais).

Final dos anos 20: surge corrente de estudos sobre a cultura da sociedade industrial, a Teoria Crítica, da Escola de Frankfurt.

Ideia central é de crítica severa à mercantilização da cultura e à manipulação ideológica operada pelos meios de comunicação de massa.
Essas perspectivas vigoraram até os anos 1970.

Novas correntes de estudo se delineiam nos dias de hoje, trazendo uma perspectiva mais comunicativa - e menos transmissional - para os estudos.

Tais mudanças traduzem os reordenamentos vividos pela sociedade no final do século, que incluem: uma verdadeira revolução no campo das tecnologias da informação, além de profundas alterações no desenho das relações e no quadro das sociabilidades.

"O mundo que encerra o século XX não é o mesmo que o iniciou"
Objetos empíricos, em seu estado bruto, não são necessariamente objetos da comunicação
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