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Untitled Prezi

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by

Rafael Martins

on 2 March 2013

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Transcript of Untitled Prezi

A Visão Emiliana do Mundo
Amanda Modolão
Ana Zacarias
Rafael Martins Monteiro Lobato e a Literatura Infantil ...Ando com ideias de entrar por esse caminho: livros para crianças. De escrever para marmanjos já me enjoei. Bichos sem graça. Mas para as crianças um livro é todo um mundo. Lembro-me de como vivi dentro do Robinson Crusoé de Laemmert. Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar. Não ler e jogar fora, sim morar, como morei no Robinson e n’Os filhos do Capitão Grant.(apud N. Coelho, op. cit. p.356) O Maravilhoso no universo ficcional de Lobato Sem dúvida, um dos grandes “achados” de Monteiro Lobato foi mostrar o “maravilhoso” como possível de ser vivido por qualquer um. Com a mistura do imaginário com a realidade concreta, ele mostra, no mundo prosaico do cotidiano, a possibilidade de ali acontecerem aventuras maravilhosas que, em geral, só eram possíveis nos contos de fadas ou no mundo da fábula... E mesmo assim, vividas por seres extraordinários. A nosso ver, isso foi decisivo para a imediata atração das crianças pela estória de Narizinho Arrebitado.(COELHO, p. 359). O SÍTIO DO PICAPAU AMARELO Trabalho baseado no livro Memórias de Emília de Monteiro Lobato e nos textos teórios: Emília, a boneca atrevida de Marisa Lajolo e Monteiro Lobato - Um marco, de Nelly Novaes Coelho. PERSONAGENS FIXOS Dona Benta
Narizinho (Lúcia)
Pedrinho
Tia Nastácia
Visconde de Sabugosa
Emília
Rabicó
Quindim PERSONAGENS ACESSÓRIOS Alice (País das Maravilhosas)
Popeye
Capitão Gancho
Peter Pan
Shirley Temple
Anjinho
Almirante Brown
Marinheiros do Wonderland
Crianças Inglesas DONA BENTA Numa casinha branca, lá no sitio do Pica-pau Amarelo, mora uma velha de mais de sessenta anos. Chama-se Dona Benta. [...] de cestinha de costura ao colo e óculos de ouro na ponta do nariz.... (LOBATO, p. 2). Tia Nastácia [...] Tia Nastácia, negra de estimação que carregou Lúcia em pequena [...] (LOBATO, p. 2). NARIZINHO [...]mais encantadora das netas — Lúcia, a menina do narizinho arrebitado, ou Narizinho como todos dizem. Narizinho tem sete anos, é morena como jambo, gosta muito de pipoca e já sabe fazer uns bolinhos de polvilho bem gostosos. (LOBATO, p. 2). PEDRINHO [...] Assim que a viu entrar, Dona Benta foi dizendo: — Uma grande novidade, Lúcia. Você vai ter agora um bom companheiro aqui no sítio para brincar. Adivinhe quem é? A menina lembrou-se logo do Major Agarra, que prometera vir morar com ela. — Já sei vovó! É o Major Agarra-e-não-larga-mais. Ele bem me falou que vinha. Dona Benta fez cara de espanto. — Você está sonhando, menina. Não se trata de major nenhum. — Se não é o sapo, então é o papagaio! — continuou Narizinho, recordando se de que também o papagaio prometera vir visitá-la. — Qual sapo, nem papagaio, nem elefante, nem jacaré. Quem vem passar uns tempos conosco é o Pedrinho, filho da minha filha Antonica. [...](LOBATO, p.18 e 19) VISCONDE DE SABUGOSA [...] Arranjou um bom sabugo, ainda com umas palhinhas no pescoço que fingiam muito bem de barba, botou-lhe braços e pernas, fez cara com nariz, boca, olhos e tudo – e não esqueceu de marcar-lhe a testa com um sinal de coroa de rei. Depois enterrou-lhe na cabeça uma cartolinha e lá foi com ele à casa da boneca. (LOBATO, p. 39). AS MEMÓRIAS [...] - Mas, afinal de contas, bobinha, que é que você entende por memórias?
- Memórias são a história da vida da gente, com tudo o que acontece desde o dia do nascimento até o dia da morte.[...] (LOBATO, p.3)

[...] – Bem sei – disse a boneca. Bem sei que tudo na vida não passa de mentiras, e sei também que é nas memórias que os homens mentem mais. Quem escreve memórias arruma as coisas do jeito que o leitor fique fazendo uma alta ideia do escrevedor.[...] (LOBATO, p.4). Emília versus Visconde [...]- Faça o que eu mando e não discuta. Veja papel, pena e tinta.
O Visconde trouxe papel, pena e tinta. Sentou-se. Emília preparou-se para ditar. Tossiu. Cuspiu e engasgou. Não sabia como começar - e para ganhar tempo veio com exigências.[...](LOBATO, p.5) CENTRALIDADE DE EMÍLIA [...]Se não fosse o quebramento da asa, Emília não o pegaria e nós não teríamos o gosto de conhecer em pessoa aquele mimo dos céus.[...] (LOBATO, p.16)

[...]Teve de ir aprendendo com Emília, a professora[...] (LOBATO, p.16)

[...] "Macaco de sabugo dobre a língua! - gritou Emília. O Visconde é um verdadeiro sábio, estimadíssimo de todos daqui, até de Dona Benta. Retire o macaco!..."
Peter Pan que não queria brigar, retirou o macaco...[...] (LOBATO, p.45)

[...] Enquanto os dois discutiam, Emília se atracava com Alice do País das Maravilhas, que também viera no bando.[...]"(LOBATO, p.46) [...]Dona Benta, completamente tonta, mostrou-se incapaz duma sugestão. Nisto apareceu Emília, muito lampeirinha.
- "Eu sei um jeito de arrumar tudo - disse ela, e de acabar duma vez para sempre com a prosa desse Popeye..."[...] (LOBATO, p.76) EMÍLIA POLÊMICA [...]"Estou desconfiada do anjinho. Esses abraços e beijos parecem-me fora de propósito. Para mim, ele está pensando mas é em fugir. Já sarou. Já voa. E se Nastácia não cortar logo a ponta duma das suas asinhas, prrr!...lá se vai ele a qualquer momento.[...] (LOBATO, p. 100) A FICÇÃO DENTRO DA FICÇÃO [...]– Visconde, Visconde! O senhor está me tapeando!... Esse seu ar de cachorrinho que quebrou a panela está me dizendo que o senhor escreveu alguma coisa e quer impingir outra.[...](LOBATO, p.116)

[...] Súbito, teve um ideia.
- Pode ir embora, Visconde. Eu mesma quero acabar estas memórias. Vou contar o que teria acontecido se Nastácia houvesse cortado a ponta da asa do anjinho.[...] (LOBATO, p.117) PRESENÇA DO PRECONCEITO Aos que chamaram Lobato de racista, por criar essa personagem preta e ignorante, não perceberam que dentro de seu universo literário não há preconceito racial nenhum, pois Tia Nastácia é respeitada e querida por todos. Perdemos o anjinho por sua culpa só. Burrona! Negra beiçuda! Deus que te marcou, alguma coisa em ti achou. Quando ele preteja uma criatura é por castigo”Tia Nastácia rompeu em choro alto – tão alto que Dona Benta veio ver o que era.Emília explicou: – “Esta burrona teve medo de cortar a ponta da asa do anjinho. Eu bem que avisei. Eu vivia insistindo. Hoje mesmo insisti. E ela, com esse beição todo: Não tenho coragem...É sacrilégio...” Sacrilégio é esse nariz chato.”– “Bolas! – gritou Emília retirando-se e batendo a porta”Como está ficando insolente! – murmurou Dona Benta.” (LOBATO, p. 104) [...] Ah, ah, ah! Isto de cozinhar, menina, tem seus segredos. Só mesmo para uma criatura como eu que nasci no fogão e no fogão hei de morrer.[...] (LOBATO, p.88) Tia Nastácia e a Culinária As histórias de ontem e as Crianças de hoje Desde Monteiro Lobato, muitos anos se passaram. Bem, sabemos que no plano de praxis, no plano de vida concreta, onde a vida se resolve, muita coisa (ou quase tudo?) permanece igual (ou pior?...). Entretanto, no plano dos “valores”, muita coisa já mudou. E aqui o problema se complica para o escritor atual: quais os padrões válidos hoje para serem transmitidos como “modelos”? Em plena crise de transformação do mundo, quem pode hoje decidir com segurança quais os melhores padrões de comportamento a se oferecerem como ideais às crianças? Difícil ou quase impossível de decidir com segurança... (COELHO, N. N., p. 374). Dona Benta é uma criatura boa até ali. Só isso de me aturar, quanto não vale? O que mais gosto nela é o seu modo de ensinar, de explicar qualquer coisa. Fica tudo claro como água. E como sabe coisas, a diaba! (LOBATO, p. 144 e 145). Tia Nastácia, essa é a ignorância em pessoa. Isto é... Ignorante, propriamente, não. Ciência e mais coisa dos livros, isso ela ignora completamente. Mas nas coisas práticas da vida é uma verdadeira sábia. (LOBATO, p. 145). Narizinho eu quero muito bem, porque é uma espécie de minha mãe. Brigamos bastante, é verdade, e ela implica deveras comigo quando “me excedo”. (LOBATO, p. 145). E Pedrinho? Um excelente rapaz. Muito sério, de muita confiança, menino de palavra. [...] E bem valente. (LOBATO, p. 146). [...]O Visconde é um verdadeiro sábio, estimadíssimo de todos aqui...[...] (LOBATO, p.45) [...] Antes de pingar o ponto final quero que saibam que é uma grande mentira o que anda escrito a respeito do meu coração. Dizem todos que não tenho coração. É falso. Tenho, sim, um lindo coração - só que não é de banana. Coisinhas à toa não o impressionam; mas ele dói quando vê uma injustiça. Dói tanto, que estou convecida de que o maior mal deste mundo é a injustiça.[...] (LOBATO, p. 140) Referências

LOBATO, M. Memórias de Emília e Peter Pan. 12ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1964.
LOBATO, M. Reinações de Narizinho. 48ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2000.
COELHO, N.N. Brasil - século XX. Monteiro Lobato - um marco./60 anos de literatura infantil brasileira (dos anos 20 a 1980). In: __________. Panorama histórico da literatura infantil/juvenil: das origens indo-européias ao Brasil contemporâneo. São Paulo: Ática, 1995. p. 354-379,381-402.
LAJOLO, M. Emília, a boneca atrevida. In: Personae: grandes personagens da literatura brasileira. São Paulo: Ed. SENAC, 2001. p. 119-137.
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