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Teorias sobre a arte

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by

José Joaquim Fernandes

on 10 June 2014

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Transcript of Teorias sobre a arte

Isso mesmo pode ser visto na seguinte pintura de Picasso chamada “Guitarra” onde a realidade está depurada, limpa dos seus elementos figurativos, de modo a que apenas reste essa “forma significante” na interpretação do próprio autor.
É de notar que no quadro aparece um elemento “importado” da realidade – um jornal.


Essa “essência” de qualquer obra de arte
não é nem a representação nem a expressão:
é a sua forma específica.


Essa teoria é uma tentativa de resposta à explosão da arte moderna no início do séc. XX, numa altura em que, sobretudo os pintores, se afastaram da representação ou figuração do real e optaram por uma pintura mais abstracta centrada na exploração das cores, linhas, formas sem referência ao que existe na realidade.

O que nos pode levar a considerar estas pinturas de Picasso como obras de arte? As 2 teorias anteriores não se mostram capazes de responder a esta pergunta.
O mesmo aconteceria seguramente com as seguintes esculturas:

Clive Bell aceita que apareçam elementos figurativos ou representativos integrados na estrutura da obra de arte; todavia, esses elementos não têm valor em si mesmos: apenas têm valor integrados na estrutura global da obra, ou seja na sua forma significante.
Por sua vez, a emoção provocada por esses objectos nunca pode ficar dependente desses elementos figurativos; ela só tem valor estético se for desencadeada pela forma significante e isso exige simultaneamente sensibilidade e inteligência.


A resposta de Bell passa por 2 pontos fundamentais:

1) Uma obra de arte é um objecto capaz de provocar um certo tipo de emoção – a
emoção estética
.
Esta emoção pode diferir de obra de arte, para obra de arte, mas é sempre do mesmo tipo já que ela não depende apenas da sensibilidade do sujeito mas igualmente de certas características do objecto, da sua “
essência
” – um conjunto de características comuns a todas as obras de arte e sem as quais não poderiam ser consideradas como tal. Para “ler” essa essência presente em qualquer obra de arte é necessária a sensibilidade mas igualmente a inteligência do espectador.


Qual a resposta que Clive Bell, com a sua teoria formalista da arte, dá ao problema enunciado no início:


O que que faz com que um certo objecto
, como a pintura de Miró que se segue,
seja uma obra de arte
?”

Observem com atenção a imagem que se segue.
Representa uma famosa obra de Velasquez (séc. XVII) chamada “
As meninas
”.

Qual das 2 teorias que estudámos até ao momento se adequa melhor para explicar por que se trata de uma obra de arte?
Será uma obra figurativa ou expressiva? Porquê?


Imagens como estas mostram que a maior parte das obras de arte moderna, criadas desde o início do séc. XX, não só não imitam algo como dificilmente poderemos defender que exprimem sentimentos ou emoções do artista. E como poderíamos expressar as emoções que elas nos provocam?


Esta teoria defende a seguinte tese: “
Se um objecto é arte, então imita algo
.”
Esta teoria, de acordo com a qual um objecto artístico é sempre a imitação da realidade, foi defendida por filósofos como Platão ou Aristóteles e foi aceite durante séculos. Uma obra é tanto melhor, quanto melhor imita o modelo que esteve na sua origem.


1ª resposta:
A arte como imitação

O que é uma obra de arte?
O que é que faz com que certos objectos construídos pelos seres humanos sejam considerados obras de arte?


O problema

É o conceito-chave da teoria formalista da arte e podê-lo-íamos definir do seguinte modo:
essa forma significante consiste no modo específico como um autor estabelece certas relações entre os elementos (cores, linhas, formas, sons, etc.) que utiliza na composição da sua obra de tal forma que o resultado da sua composição seja capaz de nos desencadear uma emoção estética.

A “forma significante”

Para responder a problemas como aqueles colocados pelas obras que acabámos de observar, um filósofo da arte inglês,
Clive Bell
, propôs, no início do séc. XX, uma nova teoria sobre a arte chamada a
teoria formalista da arte
.

Clive Bell e a teoria formalista da arte

Esta mesma pintura foi retomada, como tema, no séc. XX, por Picasso que sobre ela fez 2 obras de arte.

Eis o resultado do seu trabalho:

Problemas com as teorias da imitação e da expressão

Estética e filosofia da arte
Defende a seguinte tese: “
Um objecto é arte se, e só se, é expressão de sentimentos.

Esta concepção de arte supõe que o artista, através da obra de arte, exprime as suas emoções.
O público, quando em relação com essa obra, sente as mesmas emoções que o artista quando a criou.
2ª resposta:
A arte como expressão
É o modo como, por exemplo, numa pintura é feita a combinação de linhas e cores ou, numa música, são combinados os vários sons que a constituem.
Clive Bell chamou a essa “essência formal da arte”
a forma significante
e identificou-a como essa qualidade comum a todas as obras de arte e sem a qual elas não poderiam ser consideradas como tal.
Testemos isso sobre uma imagem de uma das mais famosas obras de Picasso – a Guernica.
A
estética
é a disciplina filosófica que investiga a natureza do
belo
e os fundamentos da
arte
.
Todos conhecemos a experiência de prazer que usufruimos quando ouvimos uma música de que gostamos muito, quando estamos frente a uma paisagem grandiosa ou quando assistimos a uma jogada bem delineada e finalizada com um golo magnífico.
Estamos, em todos estes casos (e muitos outros...) face àquilo que chamamos
experiência estética
.
O que é que origina essa experiência que exprimos através de certos juízos estéticos, como por exemplo "
esta música é linda e emociona-me
"?
Existem 2 formas de responder a esta questão:
1. O subjetivismo estético
2. O objetivismo estético
Subjetivismo estético
Os
subjetivistas
respondem dizendo que aquilo que provoca o prazer estético é o impacto, em termos de prazer, que um certo objeto produz num sujeito. Para eles a experiência estética é subjetiva: há quem goste da música dos
Arctic Monkeys
e há quem não goste.
Objetivismo estético

Os objetivistas
defendem que o fundamento da experiência e dos juízos estéticos são as características dos objetos que provocam essa experiência.
Tanto o subjetivismo como o objetivismo estéticos enfrentam problemas e objeções difíceis de resolver.
As teorias sobre a arte, que a seguir são abordadas, oferecem diferentes perspetivas face a este problema.
Filosofia da arte
Alguém pode dizer: gosto imenso da música do Tony Carreira. Isso, de acordo com os objetivistas, não confere valor estético à música dele! A música ou é bela por si mesma dadas as caraterísticas que apresenta, ou não tem valor... Isto é independente daquilo que cada um sente quando a ouve.
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