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Angelo Bucci

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by

Steven Primeiro

on 13 September 2013

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Transcript of Angelo Bucci

Angelo Bucci
Casa Ribeirão Preto
A residência possui um conjunto de vigas que estrutura as duas lajes por cima, utilizando tirantes a exemplo do MAM de Affonso Eduardo Reidy e do MASP de Lina Bo Bardi. A planta da casa tem o formato de “U” onde a área social fica na frente do lote, a área íntima de quartos e banheiros no fundo e a entrada, área de serviço e circulação na área ficam voltadas para a lateral direita.

Como Ribeirão Preto é uma cidade quente na maior parte do ano, os vidros foram deslocados para fora do alinhamento da laje inferior, facilitando a ventilação. E na laje de cobertura foi colocado um espelho d´água um recurso térmico largamente adotado por Mendes da Rocha na década de 60.

Localização: Ribeirão Preto-SP
Ano: 2000/2001
Projeto de arquitetura: MMBB Arquitetos - Angelo Bucci, Fernando de Mello Franco, Marta Moreira e Milton Braga

Em 2010, Bucci lanca seu primeiro livro. Através do ambiente urbano, por diversas abordagens como por um método de aproximações sucessivas, o arquiteto esboça o contorno fugaz de um objeto em constante transformação: a atividade do arquiteto, informado pelo ambiente urbano atual, no que diz respeito à imaginação dos espaços no processo de elaboração dos projetos de arquitetura. A hipótese adotada é a de que a cidade detém todos os “elementos” que se mobilizam na elaboração dos projetos de arquitetura. Trata-se de reconhecer a maneira pela qual a cidade em geral, através de São Paulo como caso, informa um modo de pensar e um modo de operar em arquitetura. Enfim, como a vivência da cidade participa no processo de imaginação do espaço arquitetônico.
São Paulo, razões de arquitetura
Da dissolução aos edifícios e de como atravessar paredes
Um desnível de seis metros separa a rua de um plano inferior do terreno junto a um pequeno córrego e um bosque. Essa topografia particular e o programa de necessidades que juntava as funções de habitação-casa e trabalho-escritório foram condicionantes desse projeto.

Projeto de arquitetura: Angelo Bucci e Alvaro Puntoni
Localização: Carapicuíba, SP
Ano: 2008
Área construída: 300 m²
Área do terreno: 520 m²
Casa em Carapicuíba
Casa em Santa Teresa
Dois blocos alinhados, dispostos sobre o patamar da cota 120m, abrigam os quartos e o escritório. Abertos para leste e oeste, eles desfrutam dos jardins e permitem a ventilação cruzada. A cobertura destes volumes oferece um espaço aberto complementar para a cota superior, 125m.

A sala de estar, disposta acima do platô à cota 125m, oferece vistas panorâmicas surpreendentes: de um lado, o centro do Rio de Janeiro e, de outro, o Pão de Açúcar e da Baía da Guanabara.

O nível 125m é completamente aberto. Ele define o espaço entre a sala de estar e os quartos. A cozinha é o único ambiente interno neste nível, concebida como um lugar de encontro, ligada à piscina e ao jardim.


Arquitetos: SPBR arquitetos - Angelo Bucci
Ano: 2008
Área construída: 481 m²
Área do terreno: 4488 m²
Localização: Morro Santa Teresa, Rio de Janeiro, Brasil

Clínica de Psicologia
Obra na qual o arquiteto sintetizo todos os seus principais pensamentos e partido, sendo um marco pessoal e profissional muito marcante
Foi indicada ao prêmio Mies Van der Rohe 2000


Arquitetura: Angelo Bucci
Ano: 1995 - 1998
Localização: Orlândia, SP
Pavilhão do Brasil na EXPO92
Concurso realizado em 91, foi um dos grandes marcos na carreira do arquiteto. O projeto representou o Brasil na Exposição de Sevilha.
Foi muito criticado negativamente aos primeiros olhares, pois havia
um preconceito em torno do periodo histórico que precendia o Brasil, fato que foi agravado com a falta de participação e influencia do país na cena internacional na época.

As formas plásticas, as soluções técnicas, as alternativas construtivas devem expressar aquilo que há de original na arquitetura nacional. A opção deve ser por uma arquitetura que se desenvolveu baseada em uma visão brasileira, em um projeto para o país. A procura de formas claras, dos traços firmes e resolutos, da construção dos espaços de amplo uso coletivo, são suas características, sustentadas pela “idéia que o homem pode intervir arbitrariamente, e com sucesso, no curso das coisas e de que a história não somente acontece, mas pode ser dirigida e até fabricada”.

Arquitetos:Alvaro Puntoni, Angelo Bucci, José Oswaldo Vilela
Ano: 1991
A residência se situa em um morro que sobe a partir da praia com uma inclinação de 50%, alcançando o nível da rua 31 metros acima. Sua encosta e a mata que a rodeia são ambas protegidas pela legislação ambiental, fato que limitou e inspirou o projeto. Com o objetivo de conservar a flora e interferir minimamente na topografia original, a casa foi sustentada por 3 pilares de concreto armado, que apoiam um conjunto de vigas na cobertura, concreto armado, que apoiam um conjunto de vigas na cobertura, na qual estão pendurados os três volumes independentes que compõem a casa.
Seu acesso principal é feito por um terraço na cota superior, ao nível da rua, que se conecta a cobertura da casa por uma ponte. O primeiro pavimento inferior abriga o setor social e de serviço da casa. No segundo, o íntimo. Para conectar os três volumes em seus arranjos de níveis foram usadas escadas perpendiculares suspensas. No pilar central, que também sustenta a piscina, há uma escada helicoidal que da acesso ao térreo inclinado do morro uma escada helicoidal que da acesso ao térreo inclinado do morro a poucos metros da praia.
Local: Praia do Tenório, Ubatuba, São Paulo
Arquiteto: Angelo Bucci, SPBR
Engenheiro Estrutural: Ibsen Puleo Uvo
Construção: Bremenkamp Engenharia e Construção ltda.
Cliente: Antonio Carlos Onofre e Regina Silveira Onofre

Área Total do lote: 55m x 16m, 880m²
Ano: Projeto 2005-2006; Construção 2007-2009.

Casa Ubatuba
Olhando para a casa a partir da praia o esforço estrutural é camuflado pelas arvores. No volume próximo da garagem fica a churrasqueira e as dependências de hóspedes. No do meio se encontra a sala e os quartos dos filhos e, por fim, no volume mais próximo da praia, está a varanda-mirante e o quarto do casal. Essa fragmentação e o arranjo de níveis possibilitou que todos os cômodos da casa tenham vista pro mar.
O trecho do conjunto de vigas mais próximo do mar inclina-se para acomodar o piso da varanda e expande a volumetria. As vedações de vidro são suspensas por encaixes externos. Todo o acabamento é feito em aço e madeira que contrastam bem com o concreto aparente. No quarto principal, a privacidade do casal é garantida por um brise de madeira projetado pelo arquiteto que, com o auxilio de um sistema de contra peso, sobe para abrir a vista do quarto e fechar a da varanda, que peso, sobe para abrir a vista do quarto e fechar a da varanda, que fica na parte superior. O desenho da caixilharia de Bucci também demonstra o apuro e a criatividade do arquiteto, que desenvolve em cada projeto sistemas inventivos. Aqui, um grande esforço no detalhamento visa a fixação e a manutenção dos caixilhos sem a necessidade de andaimes.
A concepção da casa leva em conta um raciocínio construtivo: o arquiteto maginou construir os pilares e utilizar vigas metálicas na cobertura. Assim, não teria que usar escoras para concretar as vigas e lajes. Sem as escoras, além de economizar o dinheiro de seu aluguel, o ambiente natural seria mais preservado. Mas a ideia foi inviabili-zada pelo preço das vigas metálicas, orçadas com valor semelhante ao de toda a estrutura. Assim, a estratégia mudou: as vigas são de con- de toda a estrutu-ra. Assim, a estratégia mudou: as vigas são de con-creto e foram empregadas escoras. “Parte da vegetação foi cortada, mas foi muito pouco, em obediência à rígida legislação”, conta Bucci.
Se o uso da sustentação em três pilares impressiona, sua ideia inicial também convence: "Ele me perguntou se poderia usar apenas dois!", conta o engenheiro civil Ibsen Puleo Uvo, especializado no cálculo de estruturas de concreto. Convencido do balanço excessivo que a ousadia provocaria, Angelo concordou em acrescentar um terceiro apoio. "Depois de removermos o escoramento das lajes, um projetista suíço amigo do arquiteto visitou a construção e ficou surpreso ao constatar: amigo do arquiteto visitou a construção e ficou surpreso ao constatar: a estrutura não balançava, mesmo que se pulasse lá dentro!", lembra o proprietário, entre risos.
"Pensei o projeto assim porque sabia da possibilidade de executá-lo",
afirma o arquiteto, que alguns anos antes havia desenhado outra moradia
com princípio semelhante. Se houvesse mais pilares, ou se o corpo da
construção acompanhasse os 50% de declive do terreno, o resultado,
segundo ele, não seria tão impactante ou sofreria com o volume de água
e sujeira retida pela ação da chuva.
Além disso, não satisfaria ao casal de proprietários, ansiosos por
"uma casinha de Tarzan": "Nosso refúgio de praia anterior foi engolido
por edifícios. Aqui, eu e minha mulher queríamos o oposto: ficar no
alto, junto dos passarinhos", revela o cliente, feliz pela proximidade
com a linha das copas das árvores que ajudou a desenhar: "Para cada
espécie retirada por causa da obra, plantamos outras duas ou três."
Plantas e Cortes
Concepção
Ao tocar o solo em poucos pontos e suspender-se, independente da topografia, a residência torna-se parte da maneira brasileira de criar um abrigo para o homem frente aos terrenos acidentados. Além de preservar a paisagem original do terreno, esta casa pen-durada flutua na copa das árvores, aberta para o mar, num lugar onde apenas os pássaros estiveram antes. Há uma leveza que con-trasta com a brutalidade do concreto. Seus fechamentos de vidro trasta com a brutalidade do concreto. Seus fechamentos de vidro e madeira levam a uma experiência próxima com a natureza. O mar, lá está, poucos metros abaixo, e mesmo quando não é possível vê-lo, é possível sentir seu cheiro e ouvi-lo.
Conclusão
A paisagem deslumbrante, somada à massa arbórea que envolve a residência, provoca uma espécie de vertigem, como se estivéssemos em uma nave ou no convés de um navio. “Nunca tive medo de altura, mas durante a obra eu tive alguns receios”, conta Bucci. “Quando venta e as árvores ao redor balançam, dá a sensação de que a casa
é que está balançando.”
Encantados pela combinação bem dosada de arquitetura contemporânea e aconche-go, os proprietários não se arrependem um dia sequer da escolha. "Amigos di-ziam que eu era louco, os filhos reclamavam do excesso de escadas, a obra foi bastante trabalhosa, demorou e custou além do previsto... Mas e o prazer de acordar e ter a praia assim, aos nossos pés?", questiona o médico, cujo pri-vilégio de ver o mar sem obstáculos supera as atividades corriqueiras. "Faço a barba enxergando o vaivém das ondas pelo espelho do banheiro", conta.
"Esse entusiasmo foi determinante na realização do projeto", pondera Angelo Bucci. "Eles compraram a ideia já no primeiro croqui, desenhado a mão em uma lousa no escritório. Sem o suporte de todos os envolvidos, a casa não seria tão interessante", avalia ele, elogiando os clientes e também o calculista, os empreiteiros e os demais profissio-nais parceiros na empreitada. Engana-se, no entanto, quem imagina que o arquiteto se deu por satisfeito: "Não pude dessa vez. Mas quem sabe numa próxima consigo usar os dois pilares?", conclui.
Nasceu em 1963, Orlândia, SP. Arquiteto em 1987; mestre, 1998; doutor, 2005 pela FAUUSP, Angelo Bucci é um dos representante de umanova geração paulista que se destaca por seus projetos modernos e intri-gantes. Ingressou em 83, sem saber exatamente se era arquitetura que queria e hoje sustenta o título de Honorary Fellow of the American Institute of Architects (AIA), possui grandes prêmios e renome inter-nacional. Professor de projetos de arquitetura desde 1990, mantem o escritório SPBR arquitetos e foi professor honorário em grandes univer-sidades pelo mundo. Bucci é um homem que fala leve, pausadamente e seus gestos são morosos (lentos), assim como o ritmo de seus projetos.

Com influências mordenistas e conceituais de Vila Nova Artigas, Reidy e Paulo Mendes da Rocha, Bucci impressiona com umaarquitetura contemporanea que incorpora o valor de todas as variáveis do projeto em uma leitura inovadora e funcional, mantendo o apelo estético e ideológico, sem deixar de lado seu traço que se desenrola numa inteligente arquitetura estrutural.
Fotografia por Nelson Kon- http://www2.nelsonkon.com.br/

Sites:
http://comover-arq.blogspot.com.br/2011/08/casa-em-ubatuba-spbr.html
http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/spbr-arquitetos-residencia-ubatuba-18-08-2010.html
http://www.spbr.arq.br/projetos/ubatuba/ubatuba.htm
http://casa.abril.com.br/materia/com-projeto-audacioso-refugio-em-ubatuba-parece-flutuar-sobre-o-terreno
http://www.archdaily.com/72196/house-in-ubatuba-spbr-arquitetos/

Video:




Fontes:
Steven Primeiro
Lia Linhares
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