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Machado de Assis

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by

Júlia Diniz

on 17 October 2014

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Transcript of Machado de Assis

Machado de Assis, como grande escritor, possui uma vasta produção composta por poesias, crônicas, teatros, críticas literárias e, principalmente, romances e contos, os quais recebem maior destaque dentro de suas obras.
Embora o autor possuísse um estilo com características próprias, tanto na temática quanto na estética, e fosse capaz de transcender diversos movimentos literários, didaticamente, suas obras são inseridas no Movimento Realista, contendo ainda uma primeira fase mais próxima dos ideais românticos.
SINHÁ
(Num álbum - 1862)

Nem o perfume que espira
A flor, pela tarde amena,
Nem a nota que suspira
Canto de saudade e pena
Nas brandas cordas da lira;
Nem o murmúrio da veia
Que abriu sulco pelo chão
Entre margens de alva areia,
Onde se mira e recreia
Rosa fechada em botão;
Nem o arrulho enternecido
Das pombas, nem do arvoredo
Esse amoroso arruído
Quando escuta algum segredo
Pela brisa repetido;
Nem esta saudade pura
Do canto do sabiá
Escondido na espessura,
Nada respira doçura
Como o teu nome, Sinhá!
“Estêvão do lugar onde estava podia examinar-lhe as feições, sem ser visto por ela; mas foi justamente do que não cuidou, desde que lhas pôde distinguir. Valia a pena, entretanto, contemplar aqueles grandes olhos castanhos, meio velados pelas longas, finas e bastas pestanas, não maviosos nem quebrados, como ele os cuidara ver, mas de uma beleza severa, casta e fria. Valia a pena admirar como eles comunicavam a todo o rosto e a toda afigura um ar de majestade tranquila e senhora de si. Não era ela uma dessas belezas que, ao mesmo tempo que subjugam o coração, acendem os sentidos; falava à inteligência primeiro do que ao coração, tanto a arte parecia haver colaborado com a natureza naquela criatura, meia estátua e meia mulher. Tudo isto podia ver e considerar o nosso bacharel. A verdade, porém, é que a nenhuma destas coisas atendeu. Desde que distinguira as feições da moça, ficou como tomado de assombro, com os olhos parados, a boca entreaberta, fugindo-lhe a vida e o sangue todo para o coração.”
$7.5
Wednesday, September 24th, 2014
Vol I, No. 1
Joaquim Maria Machado de Assis
Vida
Machado de Assis
Considerado por muitos o maior escritor em prosa da literatura brasileira e presidente-fundador da Academia Brasileira de Letras, Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839, na cidade do Rio de Janeiro. Pouco se sabe a respeito de sua juventude, entretanto, pode-se afirmar que tal fase da vida de Machado foi tão difícil quanto a de qualquer outro jovem carioca pobre e mulato.
O futuro escritor foi criado pela madrasta, Maria Inês da Silva, mesmo após a morte de seu pai. Sua educação foi marcada por cursos irregulares e pelo caráter autodidata do jovem.

1855
: publicou seu primeiro poema,
Ela
, no jornal
Marmota Fluminense
;

1856
: conseguiu um emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional;

1858 – 1863
: colaborou com diversas revistas e jornais, como
O Paraíba
,
O Espelho
,
Diário do Rio de Janeiro
,
A Semana Ilustrada
,
O Futuro
e
Jornal das Famílias
;

1864
: publicou seu primeiro livro de versos,
Crisálidas
;

1868
: como crítico consagrado, guia o jovem poeta Castro Alves no mundo das letras, a pedido de José de Alencar;

1881
: inaugurou o realismo brasileiro com
Memórias Póstumas de Brás Cubas
, início da segunda fase de sua produção;

1891
:
Quincas Borba
;

1899
:
Dom Casmurro;

1901
: Publica
Poesias Completas
, que inclui três livros de versos anteriores,
Crisálidas
,
Falenas
e
Americanas
, mais a coletânea
Ocidentais
;

1908
: publicou seu nono e último romance,
Memorial de Aires
.
Cronología
Dentre as principais obras da fase romântica de Machado de Assis estão os romances:

“Ressureição” (1872), “A mão e a Luva” (1874), “Helena” (1876) e “Iaiá Garcia” (1878); os contos: “Contos Fluminenses” (1870) e “Histórias da meia-noite” (1873); as poesias: “Crisálidas” (1864), “Falenas” (1870) e “Americanas” (1875).
A primeira fase da obra machadiana compreende o período de sua juventude e possui características próprias do romantismo como a temática, muito relacionada ao amor e aos relacionamentos, a presença do sentimentalismo e do moralismo burguês, além do objetivo de divertir e entreter o leitor. Entretanto, suas produções dessa primeira fase já evidenciavam a preocupação do autor com questões que seriam posteriormente mais trabalhadas pelo mesmo, durante sua fase realista, como temas relacionados à ascensão social e ao papel da mulher na sociedade da época.
Obra
Primeira Fase
Poesia
Trecho do romance “A MÃO E A LUVA”
Segunda Fase
A segunda fase da obra de Machado de Assis inicia-se em 1881, quando o autor publica
Memórias Póstumas de Brás Cubas
, romance que inaugura o Realismo no Brasil. Nessa nova fase machadiana, influenciada por uma maior maturidade do autor, o mesmo busca negar sua fase anterior e passa a aderir ao Realismo, embora, assim como na primeira fase, esse movimento não corresponda à amplitude de temas tratados em suas obras.
Dentre as principais características da segunda fase da obra machadiana estão:

DIÁLOGO COM O LEITOR
– nas obras machadianas é recorrente o diálogo entre o narrador e seu interlocutor, no intuito de estabelecer uma relação entre as personagens e o leitor e também despertar o interesse do último.

ANÁLISE PSICOLÓGICA
– em suas obras, Machado de Assis buscava concentrar-se no aspecto psicológico de seus personagens, ou seja, deixava em evidência as motivações para seus comportamentos. Para o autor, a análise dos personagens era mais importante que suas ações em si.

CRÍTICA À BURGUESIA
– como é característico da temática realista, o autor critica os costumes e valores de sua sociedade, sendo temas recorrentes em sua obra a traição, o adultério, a vaidade e a futilidade, a hipocrisia, a ambição e a inveja.

PESSIMISMO
– grande parte da crítica social feita pelo autor está relacionada à visão pessimista do mesmo, o qual, descrente no ser humano, acreditava que o homem era um reflexo das camadas dominantes da sociedade e, portanto, buscava sempre o proveito próprio e possuía suas ações sempre motivadas por interesses pessoais.

IRONIA
– a ironia, que dita a tônica da obra machadiana, era utilizada pelo autor para criticar o homem e suas fraquezas e conferia certo humor à obra.

CONTEMPORANEIDADE
– em suas narrativas, o autor concentra-se na descrição da sociedade de sua própria época e, principalmente, descreve os costumes da vida burguesa carioca, ambientando grande parte de suas publicações na cidade do Rio de Janeiro.

DIGRESSÕES
– a obra é marcada por não seguir uma linha necessariamente cronológica e por ser constantemente interrompida por reflexões, retrospectivas, comentários, entre outros.

INTERTEXTUALIDADE
– semelhante a uma digressão, o autor insere na obra trechos de publicações de outros autores, o que, algumas vezes, exige que o leitor possua um conhecimento prévio para compreender a relação estabelecida.

LINGUAGEM ACADÊMICA
– o autor utiliza a norma culta e certa objetividade em sua obra, caracterizada por possuir períodos curtos e capítulos pequenos.

Espinosa

Gosto de ver-te, grave e solitário,
Sob o fumo de esquálida candeia,
Nas mãos a ferramenta de operário,
E na cabeça a coruscante idéia.

E enquanto o pensamento delineia
Uma filosofia, o pão diário
A tua mão a labutar granjeia
E achas na independência o teu salário.

Soem cá fora agitações e lutas,
Sibile o bafo aspérrimo do inverno,
Tu trabalhas, tu pensas, e executas.

Sóbrio, tranqüilo, desvelado e terno,
A lei comum, e morres, e transmuta.

Sóbrio, tranquilo, desvelado e terno,
A lei comum, e morres, e transmutas
O suado labor no prêmio eterno.
"AO VERME QUE PRIMEIRO ROEU AS FRIAS CARNES DO MEU CADÁVER DEDICO COMO SAUDOSA LEMBRANÇA ESTAS MEMÓRIAS PÓSTUMAS
Ao leitor

Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, coisa é que admira e consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará, é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinqüenta, nem vinte, e quando muito, dez... Dez? Talvez cinco. Trata-se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne, ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de finado. Escrevia-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio. Acresce que a gente grave achará no livro umas aparências de puro romance, ao passo que a gente frívola não achará nele o seu romance usual; ei-lo aí fica privado da estima dos graves e do amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas da opinião.
Mas eu ainda espero angariar as simpatias da opinião, e o primeiro remédio é fugir a um prólogo explícito e longo. O melhor prólogo é o que contém menos coisas, ou o que as diz de um jeito obscuro e truncado. Conseguintemente, evito contar o processo extraordinário que empreguei na composição destas Memórias, trabalhadas cá no outro mundo. Seria curioso, mas nimiamente extenso, aliás desnecessário ao entendimento da obra. A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus.

Brás Cubas"
Poesia
Prefácio de "Memórias Póstumas de Brás Cubas"
As principais obras da segunda fase machadiana são os romances:


“Memórias póstumas de Brás Cubas” (1881), “Quincas Borba” (1891), “Dom Casmurro” (1889) e “Memorial de Aires” (1908); os contos: “Papéis Avulsos” (1882), “História sem Data” (1884) e “Várias Histórias” (1896); na poesia: “Ocidentais” (1901).
BIBLIOGRAFIA
• Língua e Literatura – FARACO & MOURA – 2º grau. Editora Ática, p. 334 – 337
• AMARAL, Emília – FERREIRA, Mauro – LEITE, Ricardo – ANTÔNIO, Severino. Português: Novas Palavras: literatura, gramática, redação. São Paulo: FTD, 2000, p. 171 – 178
• CAMPEDELLI, Samira Yousseff – SOUZA, Jésus Barbora. Literatura, Produção de textos & Gramática. Editora Saraiva, 1ª edição, 1998, p. 163 – 166
• ABAURRE, Maria Luiza M. – ABAURRE, Maria Bernadete M. – PONTARA, Marcela. Português: contexto, interlocução e sentido. São Paulo: Moderna, 2013, p. 138 – 141
• Apostila Extensivo: Sistema de Ensino Positivo. Vol. 4 – Português
• http://www.suapesquisa.com/machadodeassis/
• http://guiadoestudante.abril.com.br/estude/literatura/materia_410629.shtml
• http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2008/ju406_pag03.php
• http://www.setelagoas.com.br/component/content/article/163-projeto-leia-mais/3135-biografia-machado-de-assis-2061839-29091908
• http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/crisalidas.html
• http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/MachadodeAssis/amaoealuva.htm
ANA CAROLINA ROCHA – 02
ISABELLE MARTIGNAGO – 19
JÚLIA DINIZ – 20
LÍVIA DINIZ – 23
MARCELA BURATTO – 26
MARIANA CIOL – 28

3º EM
COLÉGIO CÂNDIDO PORTINARI
LITERATURA – JOÃO PAULO
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