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A redação na Unicamp tem receita?

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by

Milton Costa

on 6 May 2016

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Transcript of A redação na Unicamp tem receita?

A redação na
Unicamp
tem receita?

Não,
não tem.

Mas dá para deixar
seu texto
muito bem temperado.

Antes de mais nada, é preciso ter claro que
discursos,
crônicas (argumentativas ou narrativas)
,
cartas do leitor
,
cartas abertas,
requerimentos
,
cartas de reclamação
,
cartas de solicitação
,
bilhetes
,
e-mails,
torpedos,
manifestos
,
scraps
(uh!)
e até
comentários
...
As possibilidades do "arroz com feijão" nem são tantas assim:
Gêneros
(cartas)
epistolares
resumos/
sínteses
há vários
gêneros de carta
:
são gêneros que podem ser pedidos
... enfim,
TODOS
num enunciado em que
um tipo de
carta
.
se
proponha
ou ainda
se
suponha
a produção de
Não há receitas
Mas há características comuns:
Vocativo,
Na dúvida, trate seu interlocutor por
sr.
ou
sra.
, seja o dono do boteco ou o presidente dos EUA.
Separe sempre o vocativo do restante do texto por uma
vírgula
e,
se der
, pule uma linha.
Marcas de interlocução...
A situação de produção do texto é que vai determinar o grau de formalidade dele,
ou seja,
são as circunstâncias descritas no enunciado que permitirão, p. ex., o uso ou não de gírias.
Na dúvida, opte pela formalidade.
Que por acaso devem ter um
título
, afinal ser “aberta” significa que é pública; e o público só tem acesso ao que ela diz pelo título, concorda?
De qualquer forma, pôr ou não título num texto é, entre outras variáveis, algo difícil de se determinar ou mesmo de prever se será cobrado ou não — às vezes, o enunciado pede isso claramente.
Coloque-se sempre no lugar do leitor
e faça perguntas do tipo: “
Será que eu já li um artigo (por exemplo...) sem título?

Nos
jornais
ou nas
revistas
, são os editores que colocam títulos nas cartas que os leitores enviam, para adiantar o tema para os outros leitores ou ainda agrupá-las sob o mesmo assunto
— ou seja, você não precisa pôr.
Se o exame pedir um
e-mail
, o título pode ficar no campo ASSUNTO.
Se pedir um
comentário
para qualquer texto publicado na web, geralmente não se põe título nenhum.
... frequentes...
... E
evidentes
.
Despedidas,
e Assinaturas
Nada
ou um simples
“Obrigado(a)”
já resolve seu problema. Não exagere nem encha linguiça (agora
sem
trema).
O candidato
nunca
se identifica, por razões óbvias.
A data pode aparecer aqui...
Por extenso, com ou sem o
local
;
vai depender do enunciado.
... ou aqui.
Entre barras, como nestes exemplos:
31/fev/2047
ou
31/2/2047
.
Geralmente, a Unicamp pede para que você assine com suas
iniciais
ou com um
pseudônimo
.
E se não pedirem nada?
Use as iniciais – você não deixa sem assinatura e nem revela quem é.
resumo
e
síntese
são a mesma coisa?
resumo
e
síntese
são
gêneros de texto
?
SIM!
não!
então por que a
unicamp
pede???
Sinceramente, não sei.

A Unicamp diz que pede dois gêneros textuais (ou gêneros do discurso) no exame de redação, mas a verdade é que já pediu
resumo
e
síntese
, que são, na verdade, procedimentos discursivos. Ou seja, pode-se
sintetizar
ou
resumir
qualquer gênero, além de vários deles dependerem de um resumo ou o incluírem como uma de suas características.

Algum problema de a Comvest fazer isso?
Em termos práticos, nenhum,
mesmo porque o que você mais fará na faculdade e pelo resto da vida é resumir outros textos. Ocorre que, infelizmente, e talvez seja este o motivo de isso cair na prova, muita gente não sabe fazer um resumo. Nem tem muito claro quando um gênero de texto pressupõe um resumo entre suas caractéristicas, como já ocorreu nos exames de 2012 e de 2014.

Para fazer um bom
resumo
, você irá:
... sumarizar

o texto-fonte;
... reinterpretar

o que sumarizou;
... contextualizar

o texto-fonte.
Reconheça a
conclusão
a que chegou o autor do texto acerca dessa tese.
Reconheça a
tese
.
Reconheça as
premissas
em que se baseou o autor.
Grife
,
separe
e
diminua
o tamanho de tudo o que selecionou.
Explicite
o raciocínio do autor:
o que o levou das premissas à conclusão?
Use apenas
informações essenciais
– corte exemplos ou reiterações.
Mantenha o
distanciamento
: não acrescente ao resumo informações
e julgamentos que não estejam no texto-fonte – releia o PROPÓSITO.
Em caso de opiniões convergentes,
aponte como cada uma delas
é defendida e relacione-as de acordo com o
PROPÓSITO
.
Quando houver
comparação
, deixe explícitos e
sucintos
pontos convergentes
e
divergentes
.
Se o texto-fonte for uma
tabela
ou um
gráfico
, reinterpretá-los exigirá de você uma
excelente leitura
; faça-a com carinho e com cuidado.
Dê o
“RG”
e o
“CPF”

do que
se está falando e
de quem
se está falando
– citação indireta
.
Os textos devem ser produzidos, em sua maioria, de forma
impessoal
ou “redigidos em terceira pessoa”, além de
adequados à norma-padrão
.
Sua habilidade em transformar
discursos diretos
em
discursos indiretos
será posta à prova
– mudam-se
tempos verbais
,
advérbios
e
pronomes
, sobretudo, além
do acréscimo do
“que”
ou do
“se”
. Ou seja, você deve resumir
o que foi dito por outras pessoas
, muitas vezes em discursos na 1ª pessoa.
A
interlocução
deve ser bem demarcada:
quem está falando
(você é quem?) e
para quem se está falando
(seus interlocutores/seu público-alvo).
Nos textos impessoais, a interlocução se destaca pela
qualidade das explicações
que se dá, pelas
boas comparações
que se faz e pelo uso de um
vocabulário simples e preciso
.
O que mais
pode cair?
Em primeiro lugar,
tudo o que já caiu (os vestibulares são mais repetitivos do que você imagina). Entre no site da
Comvest
e veja as provas de 2010 para cá. Considere também o simulado que a Unicamp fez quando adotou essa nova forma de avaliação.

Em segundo,

resumos
propriamente ditos ou
gêneros
que pressupõem uma
síntese
. Veja o retrospecto:
Verbete
(2012)
Resumo (2013)
Relatório
(2014)
Síntese (2015)

Por fim,

minhas humildes apostas (
e são só apostas
):

RESENHA –
nada mais é do que uma mistura de
reportagem
,
sinopse
(
resumo
) e
análise comparativa
. Pode ser que a Unicamp chame isso de
resenha crítica
,
resenha jornalística
ou apenas
crítica
. Tem título. Aqui vai um bom exemplo: http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,nova-edicao-de-as-relacoes-perigosas-permite-revisar-obra-apos-dois-seculos,948064

PERFIL BIOGRÁFICO –
é o
retrato
de alguém em forma de texto; exige boa descrição e análise, além de um resumo do que foi o retratado antes daquele momento. Pode ser que a Unicamp chame isso de
perfil jornalístico
,
resumo biográfico
ou apenas
perfil
. Tem título. Aí vão dois bons exemplos: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,o-mar-ruge,992220
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2015/07/1654245-anitta-toma-as-redeas-da-carreira-e-se-divide-entre-zoeira-e-lado-empresaria.shtml?cmpid=newsfolha

NOTÍCIA –
primo do
texto de divulgação científica
, o texto noticioso deve buscar a imparcialidade (mesmo que não a encontre já vale a tentativa...). A Unicamp pode simplesmente chamá-lo de
texto informativo
. Deve ser impessoal e
tentar
responder a seis perguntas:
o que aconteceu? por que aconteceu? onde aconteceu? quando aconteceu? como aconteceu? com quem aconteceu ou quem está envolvido?
Organize as respostas de acordo com a importância, definida pelo público-alvo da notícia. O título mantém o presente histórico e deve prezar pela ordem direta — sujeito, verbo, complemento. Pressupõe um resumo e alterna discurso direto (entre aspas) e discurso indireto. Eu não devia, mas vou dar um exemplo: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/01/11/wendell-lira-bate-figuroes-e-leva-premio-de-gol-mais-bonito-do-ano.htm

Leia tudo muito bem e
uma ótima Unicamp pra você!
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