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Construindo um roteiro

Aula - 21/03
by

Karine Vieira

on 28 March 2013

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Transcript of Construindo um roteiro

Construindo um roteiro Conceitos É o gancho que encerra o capítulo das narrativas seriadas e prepara já o próximo encontro, quando a história será retomada exatamente no momento da sua ruptura, a partir da cena de corte. (…) O gancho tornou-se elemento dos mais importantes na indústria cultural e nas narrativas seriadas nos mais diferentes meios de comunicação. (...)
A narrativa seriada e o bom uso do gancho foram responsáveis, entre outros fatores, pelo hábito que se formou de leitura diária dos periódicos (COSTA. Maria Cristina Castilho, 2001) O folhetim nasceu idealizado por Émile Girardin, criador do jornal francês La Presse. A intenção era multiplicar e baratear sua folha e por isso criou uma forma diferente de publicar textos literários: eles estariam na forma de capítulos. A ideia era cativar os leitores que gostariam buscariam acompanhar as histórias diariamente o que, por consequência, aumentaria a tiragem. HOLFELDT, 2003) Todo roteiro, assim com toda história, tem começo, meio e fim. Esta é a estrutura linear básica de sustentação de um roteiro. A estrutura dramática de um roteiro vai organizar as partes para se contar a história. Vamos ver a um esquema conceitual desta estrutura:

Início Meio Fim
Ato I Ato II Ato III

___________________/_______________________/_____________________

Apresentação confrontação Resolução


Ponto de virada I onto de virada II Ato I : é a apresentação da história. Em um roteiro de longa-metragem o roteirista tem nos dez primeiros minutos do roteiro para o momento para mostrar os personagens, apresentar a história, a premissa dramática o assunto de que o filme trata - , as relações entre o personagem principal e os coadjuvantes, que cenário habitam. É nesse momento que pode-se conquistar o espectador, ou não. Ato II : é a unidade dramática também compreendida como confrontação. E quando o personagem vai enfrentar vários obstáculos e vai ultrapassando um a um até atingir a sua necessidade dramática, o que vai mover a história. E um longa-metragem corresponde a umas 60 páginas de roteiro. É aqui que acontece o conflito. Todo drama tem conflito. Brainstorming Estrutura do Roteiro Gancho folhetim Ideia: é o primeiro insight sobre o roteiro que se pretende escrever. Telenovela / Minisséries – narrativas seriadas divididas em capítulos

Nas telenovelas e minisséries, pelas suas proporções, há diversas fontes de conflitos núcleos diferentes que se agregam à trama principal:

Ex: a família rica, o núcleo pobre, os bandidos.

Um único núcleo dramático não pode sustentar tantos personagens, dispostos em cenários diversos. Na telenovelas e minisséries é que os núcleos dramáticos se interligam, através de ações ou reações.
Nas novelas, por serem tramas muito longas, certas histórias paralelas acabam desenvolvendo além da previsão da sinopse, passando a comandar ação geral. Às vezes basta o acerto ou o êxito de um personagem secundários para determinar alterações substanciais na estrutura total.

Ex de interferências: audiência, interpretação dos atores, censura Story line: é a linha da história o resumo, mas que deve abranger a história completa que se quer contar. Deve-se ter claro quando finalizar a story line se ela realmente é uma história. Já se define o gênero que se pretende trabalhar (comédia, drama, aventura, policial, musical, etc.) Argumento: na TV é a sinopse. O argumento jé descreve toda a ação da história, começo, meio e fim, personagens e tudo mais. É como um conto, mas bem mais objetivo, preso aos fatos e narrado de forma direta. Para um filme (longa) dez páginas são suficientes para contar um filme. O argumento deve ser claro. O argumento só funciona quando se entende a história. Roteiro: uma história contada em imagens, diálogos e descrições localizada no contexto de uma estrutura dramática. O roteiro é como um “substantivo” é sobre uma pessoa, ou pessoas, num lugar, ou lugares vivendo sua “coisa” Todo s roteiros cumprem esse premissa básica. A pessoa é o personagem, e viver sua coisa é a ação (FIELD, Syd, 2001).
Ato III: é a unidade dramática chamada de resolução. É quando o roteirista resolve a história só se personagem. O fim é a apenas a cena final. Ponto de virada I: é o que vai fazer a “grande” mudança da história para o ato II. É algo que acontece normalmente envolvendo o personagem principal que vai encaminhar para o conflito durante o ato II. Ponto de virada II: um episódio, um incidente ou um grande evento que vai dar o gancho para o ato III. Publicados em partes, com sua ação dramática suspensa de tal forma que a solução dos conflitos exigia vários capítulos, os romances atraíam a curiosidade dos potenciais assinantes dos jornais. Como hoje fazem as telenovela, alguns personagens ganhavam maior importância por imposição do público, histórias de sucesso tinham de ser estendidas, sem esquecer, é claro, o sempre presente entrelaçamento entre ficção e realidade (MEYER, 1996). Gêneros herdeiros dos folhetins: radionovela, novela, minissérie, série Ao escrever um roteiro deve-se ter em mente que não é você que vai dirigir e, por isso, tudo deve estre muito bem explicado para o diretor.
As indicações da cena devem estar em caixa alta. Ex: Curta-metragem – Barbosa (1988) - Jorge Furtado, Ana Luiza Azevedo e Giba Assis Brasil
CENA 4 - INT/NOITE – LABORATÓRIO
Paulo assiste na TV ao documentário sobre a Copa de 50. O lugar onde ele está é uma mistura de casa, laboratório e depósito. Sua obsessão pela Copa de 50 deve estar presente no cenário. PAULO (OFF)
Eu estava lá. Tinha onze anos e a certeza de que todos os meus sonhos eram possíveis. O jogo final com o Uruguai parecia uma formalidade a ser cumprida antes da festa. Não houve festa. Aos trinta e quatro minutos do segundo tempo, uma bola que partiu dos pés do ponteiro Ghiggia passou no pequeno espaço entre a trave e a mão de Moacyr Barbosa. E o mundo, que parecia fiel e submisso aos meus desígnios, revelou-se contingente e absurdo. Guardo na memória, em agressivo preto-e-branco, a imagem de Barbosa. Assunto - Ação - Personagem Ação: é o que acontece; personagem, a quem acontece. Todo roteiro dramatiza ação e personagem. O roteirista tem que saber o que acontece com o seu personagem e contar uma história com começo, meio e fim. O primeiro passo para escrever o roteiro é fazer a story line – colocar em poucas palavras, de forma sucinta a sua ação e o personagem – ex: minha história é sobre esta pessoa, neste lugar, vivendo a sua “coisa”. Para construir o seu roteiro é preciso saber do que se trata o seu assunto, o que ove o seu personagem, o que ele vai fazer, onde, como, quando. Para isso é necessário pesquisar. Por exemplo, você quer escrever sobre um piloto de Fórmula 1 que precisa vencer um campeonato para recuperar o prestígio da sua carreira. Você vai ter que entender o que é o mundo da Fórmula 1, como é competição, os carros, motores, o universo dos pilotos, as regras, etc. Tipos de ação:

Ação física: vencer a corrida, ganhar o campeonato
Ação emocional: é o que acontece com os personagens durante a história Para construir o personagem e o roteiro é importante entender que tipo de ação esse personagem está vivendo, quais são os seus conflitos, qual é o drama, qual é a sua necessidade.





Ex: o piloto de Fórmula 1 quer vencer o campeonato para recuperar a sua carreira que vem enfrentando problemas há bastante tempo. Drama é conflito: sabendo o que quer o seu personagem pode-se criar os obstáculos que ele vai enfrentar, o que vai dificultar a sua conquista.





Ex: o piloto está em uma equipe pequena que não tem tanta tradição, o carro dele tem problemas, e ele tem dificuldades de voltar para as pistas porque ele sofreu grave acidente no ano passado que o tirou da competição em que ele estava liderando.
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