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Música para filmes e filmes para a música - I Parte: Os anos dourados

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Cristina Cardoso Gomes

on 11 May 2013

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Transcript of Música para filmes e filmes para a música - I Parte: Os anos dourados

“Música para filmes e filmes para música” Cristina Gomes, 1003074
DMAD A partitura musical de um filme pode assumir várias funções:
- Ir ao encontro e intensificar o carácter psicológico do/s persnonagem/s.
- Criar ambientes sonoros, conferindo a determinada cena grandiosiade, alegria, tristesa, terror, etc.
- Intensificar o diálogo falado, podendo elevá-lo ao estatuto de poesia.
- Constituir-se elo de ligação comunicante entre a cena e a plateia, envolvendo esses elementos numa experiência única. (Bernard Herrmann, maestro e compositor. Nomeado para o Óscar pela Music Score of a Dramatic Motion Picture, com o filme Citizen Kane) Música e cinema. Função. Música e Cinema: uma parceria improvável Existem várias teorias sobre a génese do processo que culminou com a associação da música (uma das belas artes clássicas) e o novel "cinema". Todavia, duas teorias assumem-se como prevalentes. A imagem em movimento isolada de som provocaria medo nos espectadores, sugerindo-lhes a presença de entidades fantasmagóricas. Neste contexto, a música teria como função exorcisar esses medos, conferindo intensidade aos comportamentos miméticos dos atores. (Hans Eisler, “Composing for the Films”. 1949) Música e Cinema: parceria improvável Um outro ponto de vista é devido a Kurt London que, no seu livro “Film Music”, afirma que o uso da música no cinema não deriva de qualquer necessidade artística ou psicológica, mas por razões puramente práticas e, mais especificadamente, das péssimas condições acústicas da sala de projeção. Nesta perspectiva, a música tinha como função criar um derivativo capaz de alhear o espectactor dos constantes "clics clacs" dos projetores. Kurt London, "Film Music" Música e Cinema: uma parceria improvável Música e Cinema: Cronologia A música, em associação com imagens em movimento, foi utilizada pela primeira vez em 1895 pelos irmãos Lumiére. Esta primeira projeção histórica teve lugar no Grand Café, situado no Boulevard des Capucines, em Paris. Estes primeiros filmes, ainda tecnologicamente incipientes, faziam-se acompanhar por música interpretada ao vivo. Com efeito, não existiam partituras compostas especificamente para os filmes. Por esta razão, um pianista de grande talento e com capacidade de improvisação era indispensável. Cinema e o Piano: primeiras associações Em 1908, Le Film d'Art lançou um concurso encorajando os maiores compositores da época a escreverem para o novel cinema. Tanto a Comèdie Française quanto a Acadèmie Française apoiaram a ideia, lançando-se de imediato na produção da curta metragem L'Assassinat du Duc de Guise. O grande compositor francês Camille Saint Saens compôs a partitura do filme. Esta obra foi mais tarde editada como o Concerto Opus 128 para cordas, piano e harmónio. Apesar do enorme sucesso da iniciativa, esta prática continuou residual, talvez por onerar em muito a produção e assim retirar impacto comercial à película. Camille Saint-Saëns: Le Film d'Art Os compositores Arthur Honegger (1892-1955) e o alemão Edmund Meisel representam expoente máximo no que concerne à música do cinema mudo. O primeiro via a partitura como um elemento simbiótico da própria película, o segundo afirmava que o som tinha por objetivo "flagelar", abanar violentamente o espectactor, presdispondo-o em tensão permanente. A técnica composicional de Meisel era ímpar: ele visionava cada cena e só depois compunha os respetivos temas, combinando a estrutura emocional e o desdobramento da edição visual como base para a forma e desenvolvimento das suas peças. De entre as suas mais importantes obras destacam-se as partituras dos filmes O Couraçado Potemkin e October, do cineasta russo Sergei Eisenstein. Honegger e Meisel O cinema sonoro Em 1927, o filme The Jazz Singer, protagonizado por Al Jolson inaugura os filmes falados, apresentando pela primeira vez diálogos sincronizados com a imagem. A grande atração era o DIÁLOGO. Pela primeira vez, as audiências podiam ouvir as estrelas do cinema falarem! Consequentemente, quando aos filmes “mudos” foram acrescentadas as primeiras trilhas sonoras sincronizadas, todos os chamaram “falantes” (talkies). O Colóquio Dramático (Production Dialogue) agora fazia parte da produção cinematográfica! A Severa O primeiro filme falado produzido em Portugal foi A Severa (1931), de José Leitão de Barros e partitura de Frederico de Freitas. Com este filme dá-se ínicio a uma deriva mimética que acabaria por impôr o seu carácter marialva e toureiro a um certo género de cinema nacional. Charles Chaplin compôs a banda sonora dos filmes Cidade das Luzes (City Lights, 1931), Tempos Modernos (Modern Times, 1936) e Luzes da Ribalta (Limeligh, 1952). No entanto, esta situação em que o produtor/ator assume igualmente o papel de compositor, é quase única. Nos primeiros anos da década de 30, começaram a pradozinar-se os métodos de produção, atribuindo-se a composição da banda sonora a compositores profissionais. É o que acontece no filme Der Bluae Engel (O Anjo Azul, 1930) de Josef von Sternberg, cuja partitura é da autoria de um conhecido pianista de cabaret, Friedrich Hollaender. A década de trinta Os anos 30 inauguram a exploração sistemática das potencialidades psicológicas associadas aos diferentes ambientes emocionais e físicos. Max Steiner destaca-se como o grande mestre desta técnica composicional, de génese impressionista. Explora os primeiro efeitos especiais em King Kong (1933), de E. Schodsack, mostra-se profundamente emocional em Tudo o Vento Levou (1939), de Victor Fleming, sobretudo explorando a referenciação sistemática a temas tradicionais; é exótico em Casablanca (1941), romântico em Summer Place (1959). Este último caso é paradigmático, pois se o filme foi relegado à irrelevância, a banda sonora persiste na memória sonora coletiva. A idade de ouro das bandas sonoras São vários os exemplos em que a banda sonora, sempre de grande valor artístico, sobrevive ao próprio filme que lhe deu origem, ganhando um espaço próprio dentro da cultura mediática. É o caso do tema conhecido atualmente como "Canção do mar" mas que na origem se intitulava "Paixão", fazendo parte da banda sonora de um filme português de 1955, "Os Amantes do Tejo", protagonizado por Amália Rodrigues. O tema, da autoria do maestro Frederico de Brito, é tão célebre que o ator americano Richard Gere, na década de 90 do século XX, exigiu que o mesmo fosse incluido na banda sonora de um dos seus filmes, "Primal Fear". A idade de ouro do sonoro I Parte - Os anos Dourados A comédia ligeira Roy Webb, um americano, inventa a linguagem musical apropriada ao génere de comédia de equívocos com a banda sonora do filme "Silvia Scarlett" (1935), de George Cukor. A partir de 1946, colabora com Alfred Hichcock, produzindo uma das suas partituras mais inspiradas para o filme "Notorious". O Western Entretanto, os filmes de cowboys, os westerns, ganharam estatuto de géreno autónomo. Dimitri Tiomkin estreou-se com a banda sonora do filme de Frank Capra, "Horizonte longínquo" (1937), focando-se a partir daí na composição de bandas sonoras grandiloquentes mas sempre inspiradas. Dentre as partituras que escreveu, destacacam-se as dos filmes "Duelo ao Sol" (1946), de King Vidor, "High Noon" (1952), de Fred Zinnemann e "Rio Bravo" (1959), de Howard Hawk. "Rawhide" é um seus temas mais conhecidos, tendo sido várias vezes utilizado em contextos diferentes, por exemplo, no filme dos anos 80 "The Blue Brothers" Fim da I Parte . "Os anos dourados"
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