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Cargos em Loja

Apresentação de cargos em Loja Maçônica.
by

Erick Caniso

on 8 February 2017

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Transcript of Cargos em Loja

Cargos em Loja: Quais são e para que servem?
M.'. I.'. Erick Pinheiro Caniso.
Loja Obreiros da Paz - nº 19
Oriente – Bujari – AC
(68) 99967-7596
caniso@gmail.com

O esquadro é o símbolo da sabedoria; por conseqüência, tal condição promove-o ao mais alto dirigente da Oficina, tornando-se o responsável pela administração geral da Loja, por isso é o portador do Primeiro Malhete, senta-se no Oriente, na cadeira do centro da mesa, denominado de “Trono de Salomão”.
A sua Jóia é o Esquadro, pois representa a retidão nas decisões.
O Irmão que assume este cargo passa por uma cerimônia denominada Sessão Magna de Instalação e Posse de Veneravel Mestre, recebendo o tratamento desde então de Mestre Instalado.
O Irmão que deixa o cargo de Venerável Mestre recebe o título de Past Master ( ex mestre) e usa como insígnia, a jóia abaixo.

O Esquadro, com ramos desiguais (triângulo pitagórico), é uma das Jóias da Loja, ele figura em todos os graus da maçonaria como um dos emblemas mais expressivos.

Sendo o Esquadro o Símbolo da Retidão, como Jóia Distintiva do cargo de Venerável, indica que ele deve ser o Maçom mais reto e mais justo da Loja que preside. Como símbolo da Retidão, todo maçom deve subordinar suas ações. Como símbolo da virtude, devemos retificar nossos corações.

O Esquadro é, materialmente, o instrumento empregado nas construções. No plano intelectual e espiritual seu simbolismo é abrangente, rico, belíssimo. Sozinho, isoladamente, é a Jóia do Venerável, a simbolizar a grandeza, a sabedoria de seus julgamentos e ensinamentos aos membros da Oficina. É dessa sabedoria e discernimento da Justiça que devem brotar seus julgamentos e suas sentenças.

O Esquadro é formado pela junção da Horizontal com a Vertical formando um ângulo de 90 graus. Esse ângulo representa a Quarta parte do círculo. O centro do Circulo é o lugar do maçom; a circunferência marca e delimita o campo onde impera a Lei e a Virtude.

O Esquadro é, também, a representação do Nível (Primeiro Vigilante) e do Prumo (Segundo Vigilante) e, do equilíbrio resultante dessa união de linhas, temos o pluralismo universal ¬ o do movimento da dinâmica e o da inércia, da estática.

Enfim, deve o Esquadro ser confiado àquele que tem a missão de criar Maçons perfeitos.
Portador do segundo Malhete, simboliza a Força, do qual se exsurge a energia positiva e o vigor que impulsiona à continuidade dos Trabalhos da Loja. Sua Jóia é o Nível Maçônico, representa a igualdade social. Seu lugar em Loja é no Ocidente ao Norte.

É a jóia usada pelo Primeiro Vigilante das lojas Maçônicas Simbólicas.

O 1º Vigilante é o assessor direto do Venerável-Mestre, a quem solicita a palavra diretamente por um golpe de malhete e a recebe de igual modo.

Tem o dever de dirigir e orientar a Coluna dos Aprendizes.

Essa ferramenta é formada por um esquadro justo, com ângulo no ápice de 90°, utilizada tanto para traçar linhas paralelas na horizontal, como para se verificar a horizontalidade de um plano.

É um instrumento menos completo que o Esquadro, porém mais que o Prumo, e, por tal razão, é conferido ao 1° Vigilante, aquele que naturalmente pode assumir o lugar do Venerável-Mestre, em caso de sua ausência.

Objetivamente o Nível é o instrumento destinado a determinar a horizontalidade de um plano. Ao inseri-lo na ordem simbólica provoca a reflexão acerca da igualdade, base do direito natural.

Não permite aos Maçons deixar esquecer que todos somos irmãos - filhos da mesma Natureza e que devemos nos interagir com igualdade fraterna.

Todos são dignos de igual respeito e carinho, seja aquele que ocupa o mais elevado grau da Ordem, seja o que se acha iniciando sua vida maçônica.

O Nível lembra que ninguém deve dominar os outros.

A exemplo da morte, que é a maior e inevitável niveladora de todas as efêmeras grandezas humanas, reduzindo todos ao mesmo estado, o Nível nos faz lembrar que a fraternidade deve ser praticada entre os irmãos com igualdade, sem distinções, ainda que estas existam dentro da organização hierárquica da Ordem.

Simboliza a beleza, o amor, visando reger a harmonia, o prazer, a alegria refletindo a união dos Irmãos, buscando assim, instruir e examinar os Aprendizes que ambicionam passar da Perpendicular ao Nível. A sua Jóia é o Prumo que representa a independência, a dignidade, a altivez e imparcialidade dos justos, pois a perpendicular não pende, como acontece com as oblíquas. No Ocidente ao Sul é onde tem assento, em paralelo ao 1º Vigilante.

O 2º Vigilante é a Dignidade responsável pela direção e orientação da Coluna de Companheiros, assim como é encarregado de substituir o 1º Vigilante em sua ausência e de transmitir as ordens do Venerável-Mestre em sua Coluna por intermediação do 1° Vigilante.

Este instrumento é composto de um peso, geralmente de chumbo, suspenso por um barbante que forma a perpendicular. Serve para se verificar a verticalidade de objetos.

Na Maçonaria é fixado no centro de um arco de abóbada.

Este artefato simboliza a profundidade do Conhecimento e da retidão da conduta humana, segundo o critério da moral e da verdade. Incita o espírito a subir e a descer, já que leva à introspecção que nos permite descobrir nossos próprios defeitos, e nos eleva acima do caráter ordinário.

Com isso, ensina-nos a marchar com firmeza, sem desviar da estrada da virtude, condenando e não deixando se dominar pela avareza, injustiça, inveja e perversidade e valorizando a retidão do julgamento e a tolerância.

É considerado como o emblema da estabilidade da Ordem.
É o guardião da lei e, ainda, responsável pela expressão da Verdade, pois é orientado pelo G∴A∴D∴U∴para ser o porta-voz das boas-vindas e o dominador das escritas, com escopo de fiscalizar a Justa e Perfeita aplicabilidade das Normas Maçônicas.

Sua Jóia é um livro aberto. Deve possuir muita experiência maçônica para tecer opiniões sobre a legalidade de atos e fatos jurídicos que se apresentam diante da Oficina.

O Orador ou Guarda da Lei é investido no dever de zelar e fiscalizar o cumprimento rigoroso das Leis Maçônicas e dos Rituais. Daí ser a única Dignidade que, na ordem administrativa da Loja Maçônica, não compõe o Poder Executivo, sendo, um Membro do Ministério Público da Potência.

A atribuição desse Título implica no conhecimento profundo das leis, regulamentos e dos particulares do ofício, e, como assessor do Venerável-Mestre, pode a este solicitar diretamente a palavra.

Como Guarda da Lei e tendo como uma de suas atribuições "trazer luzes" para uma dúvida de ordem legal, não é sem razão que o Sol, simbolicamente, está do lado do Orador.

O Livro Aberto é a sua Jóia, que nos faz lembrar de que nada estará escondido ou em dúvida. Simboliza o conhecedor da tradição do espírito maçônico, o guardião da Lei Magna Maçônica, dos Regulamentos e dos Ritos.
É o que reflete as conclusões legais do Orador, responsabilizando-se para gravar à eternidade dos fatos acontecidos em Loja, de forma fria e exata, controlando com rigidez a ordem dos processos e zelando pela documentação dentro das Normas Maçônicas. Sua Jóia simbólica é Duas Penas Cruzadas, pois é o escrivão da Loja.

O Secretário, auxiliar direto do Venerável Mestre, é o responsável pelos registros dos trabalhos em loja, para assegurar que serão passadas à posteridade todas as ocorrências; por essa razão lhe ser confiado o dever de lavrar as atas das sessões da Loja nos respectivos livros, manter atualizados os arquivos, além de outras atribuições próprias do cargo, que são em grande número.

Assim como a lua, um símbolo desse cargo, deverá refletir o que ocorre em loja. A Jóia do Secretário é representada por Duas Penas Cruzadas, sabendo todos da utilidade antiga da pena como instrumento de escrita e, sendo duas penas cruzadas, asseguram que haja a ligação do passado com o presente, a tradição que registrará a "memória" da loja para a posteridade.

O Secretário registra a HISTÓRIA DA MAÇONARIA.

Acontecimentos e decisões que ocorrem em Loja ficam consignados com objetividade e clareza em seus balaústres, todas as ocorrências dos trabalhos de sua Loja, para a sua Memória e da Maçonaria. Ele é o espelho de uma Loja; reflete o passado e o presente. E o futuro?

O futuro é o topo da Coluna do Norte, onde tomam assento os Irmãos Aprendizes.

Uma Coluna do Norte cheia de Aprendizes nos da a perfeita noção de como uma loja está se comportanto, progredindo ou ruindo.

Também por meio destes aprendizes podemos adivinhar o futuro de uma Loja Maçônica e profetizar sobre seus destinos. E observando-os podemos pressentir, ver e profetizar para a Loja, um futuro risonho e feliz, alegre e fraterno.

É um cargo de confiança do Venerável Mestre, de sua livre escolha, eminentemente administrativa e com ele deve manter estrita sintonia.

O Secretário pede a palavra ao Venenerável do seu próprio local.

É o irmão autorizado a receber, abrir e responder toda a correspondência da Oficina. Toda vez que não possa comparecer aos Trabalhos, deverá enviar o Livro das Atas e Expediente a fim de que, evitados os atrasos, não sejam por sua causa embaraçadas as soluções de problemas.

Planejamento das atividades – Numa Loja com administração planejada, coordenada e controlada, nenhum membro terá mais nem menos trabalho físico ou intelectual que outro, assim como não haverá trabalho mais nem menos importante que outro, que enalteça ou desmereça mais ou menos seus executores. Cada setor é tão importante quanto o conjunto deles todos e a falha em qualquer dos setores compromete este conjunto.

É o redator dos balaústres pranchas e colunas gravadas da Loja. Deve saber sintetizar tudo em bom vernáculo. Dele depende o bom e rápido andamento de todos os expedientes acerca de correspondência e dos trabalhos litúrgicos. Deve possuir qualidades imprescindíveis como: assiduidade, competência, responsabilidade, discrição e organização.

Ata ou Balaústre – designa a narração, por escrito, de tudo aquilo que ocorreu em uma sessão, em uma assembléia, em uma reunião, em uma cerimônia. Todas as Sessões Maçônicas são registradas em ata, que, em Maçonaria, é chamada de balaústre. Citando o caríssimo e iluminado Irmão Sérgio Quirino Guimarães: “Os registros do Secretário são “frios” não cabem sentimentos, é simplesmente a realidade do que ocorreu. O outro aspecto é o tal do “Por unanimidade”, este, talvez, seja o único pleonasmo maçônico. A Subl∴Ordem é uma Inst∴ onde todos estão impregnados do mesmo espírito e trabalham juntos como um todo indiferenciado.

Não há na Maçonaria o MAIS ou MENOS. A concordância dos Irmãos em permanecer juntos é a aprovação, não há “mais que aprovado” ou “menos que aprovado”. Finalizando, peço a atenção dos Irmãos sobre a frase: “assinado por quem de direito”; os documentos oficiais devem ter a assinatura e rubrica, de quem teve a obrigação de presidir a sessão, ou seja, documentos devem ser assinados “por quem tem o dever”.

Ordem do Dia – Compete-lhe juntamente com o Venerável Mestre, prepará-la de tal forma que a Sessão transcorra dentro do tempo previsto.

Símbolo – Seu símbolo dentre os existentes em Loja é a Lua, haja a vista não possuir luz própria, dependendo da luz dos outros Irmãos para brilhar.

Todos os maçons, em geral, devem acatar e prestigiar aqueles que ocupam cargos, por que de tais procedimentos é que resulta o esplendor e aprazimento dos trabalhos. O desempenho de qualquer cargo constitui um relevante serviço prestado à Loja ou à Ordem.

É o que simboliza a riqueza, tendo como atividade primordial receber os metais e organizar o movimento financeiro da Oficina. É um cargo de extrema responsabilidade à vida da Loja. Sua Jóia é representada por uma ou duas chaves cruzadas.

A sua Jóia é representada por duas Chaves Cruzadas, símbolo maior da sua atribuição de zelar pelo numerário da Loja.
Também denominado de “Guarda dos Selos”, é o depositário do timbre e do Selo da Loja. Tem como dever manter atualizados todos os dados e registros dos Obreiros, bem como controlar as faltas excedentes do permitido nos regulamentos. A jóia simbólica do cargo é o “Timbre da Loja”.
Ao Chanceler é confiada à condição de depositário do Timbre e do Selo da Loja, motivo pejo qual assume a obrigação principal de timbrar e selar os papéis e documentos expedidos pela Loja.

A Jóia fixada em sua fita é o Timbre da loja ou Chancela, a representar seu papel de Guarda-Selo da loja.

Este artefato não possui nenhum significado esotérico, representando apenas o símbolo alusivo ao título.
É o nome dado ao Oficial da Loja Maçônica, que é o encarregado não só da arrecadação dos metais por meio de seu giro litúrgico, como também de atender aos necessitados.

O Hospitaleiro recebe atribuições diretamente relacionadas à organização dos atos de beneficência e solidariedade maçônicas em defesa dos irmãos menos favorecidos, passando desde a obrigação de fazer circular o Tronco de Beneficência durante as sessões até presidir a Comissão de Beneficência.

A Jóia do Cargo do Irmão Hospitaleiro simboliza do o Farnel do Peregrino, do Viajante, do Pedinte.
Dentro da hierarquia dos cargos de uma Loja, em dos de mais elevada importância é o do Hospitaleiro da Oficina.
A escolha do Hospitaleiro deverá recair sobre um Irmão dinâmico, de moral ilibada, sem mácula, que conheça bem todos os Irmãos. – Deverá gozar da simpatia de todos para poder imiscuir-se nos problemas de cada um como se fora um parente de sangue, um filho da casa. Seu trabalho dentro do Templo é irrelevante. Qualquer Mestre poderá substituí-lo à altura. Fazer girar o Tronco é muito fácil. Seu trabalho, sua missão fora das quatro paredes do Templo é que é importante muito importante e requer muito carinho, muita dedicação, muito desprendimento.
Concretiza o verdadeiro símbolo do mensageiro do amor fraterno, sendo-lhe confiada a Jóia representada por uma Bolsa, artefato que bem representa o ato de coleta dos óbolos da beneficência.
É o cargo da astúcia, pois deve circular pela Loja discretamente, sem perturbar os trabalhos, sendo o elemento de ligação entre os Irmãos.

É considerado o mensageiro dos dirigentes da Loja. Seu distintivo é uma Régua, Dois Bastões Cruzados ou um Triângulo, dependendo do Rito.

É o único oficial que pode circular em Loja sem prévia autorização.

O Mestre de Cerimônias deve ser o encarregado por todo cerimonial da loja, devendo, portanto, ser um profundo conhecedor da ritualística.
A perfeição dos trabalhos em loja, tendo como conseqüência a Paz e a Harmonia depende muito de uma boa atuação do Mestre de Cerimônias.
Tem a missão de comunicar as ordens das Luzes aos Irmãos, com objetivo de que os Trabalhos transcorram com ordem e perfeição. Também transmitem a Palavra Sagrada, entre o Venerável e os Vigilantes. Destaca-se, ainda, que nos Cargos em tela ambos apresentam como Jóia uma Pomba, sendo a Joía do 1º Diácono a que está dentro de um triangulo.

A palavra Diácono deriva do grego e significa servidor.
Os Diáconos, em número de dois no Rito Escocês Antigo e Aceito, exercem a função de verdadeiros mensageiros.

O 1º Diácono é encarregado de transmitir as ordens do Venerável-Mestre ao 1º Vigilante e a todas as Dignidades e Oficiais, de sorte que os trabalhos se executem com ordem e perfeição;

O 2°. Diácono deve executar a mesma tarefa, sendo que as ordens partirão do 1º Vigilante e serão transmitidas ao 2°. Vigilante, zelando para que os Irmãos se conservem nas Colunas com respeito, disciplina e ordem.

A Jóia confiada aos Diáconos é a Pomba, uma alusão à simbologia de mensageira inerente a essa ave.
O 1º Experto na classificação hierárquica, é o sexto oficial e o primeiro depois das “Cinco Dignidades”, sendo também conhecido como “Irmão Terrível”. É o substituto do 1º e 2º Vigilante, nos eventuais impedimentos ou ausências. Seu lugar em Loja é na Coluna do norte, próximo do 1º Vigilante. Sua Jóia é representada por um punhal.

OS EXPERTOS SÃO OS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE UMA LOJA MAÇÔNICA, CABENDO A ELES A ENTREGA DE INTIMAÇÕES E COMUNICAÇÕES EXTERNAS DE UMA LOJA.

Os Expertos são os Oficiais encarregados, dentre outras funções, de proceder ao Telhamento dos visitantes antes de ingressarem no Templo, e, como "Irmão Terrível", de acompanhar e preparar os candidatos à Iniciação, inclusive durante as provas às quais são submetidos.

São também responsáveis pelo recolhimento dos escrutínios secretos.

O Punhal é a sua respectiva Jóia, e simboliza o castigo e o arrependimento reservados aos perjuros.

Também representa uma arma a ser usada na defesa da liberdade de expressão, tendo, ao invés do tradicional significado de traição, uma simbologia ligada à fortaleza.
É considerado o Sétimo Oficial e tem como função primordial de evitar à entrada no Templo, Profanos e Maçons irregulares, sendo a sentinela que monta guarda armada em defesa da Loja, a exemplo dos Querubins que guarnecem as portas do Céu.

Este cargo deve e tem de ser exercido pelo Mestre mais antigo ou experiente da loja, se possível com o Grau mais alto dentro do Rito Escocês Antigo e Aceito, pois é por ele que chegarão todos os visitantes de uma loja quando ela já estiver iniciado os seus trabalhos, e é dever dele saber, conhecer e identificar quem chega e reconhecê-los em todos os graus se necessário for. (recomenda-se um irmão investido no grau 33º para o cargo).

Possui as mesmas funções do guarda do templo, é o guarda contra os maus pensamentos que podem querer invadir a Loja.

A Jóia do cobridor externo, é um alfanje, para proteção contra aproximação dos indiscretos e curiosos.
Ou cobridor, na maçonaria operativa, quando um edifício em construção chegava ao seu final, cobria-se por telhas, por analogia, quando se fecha a porta do templo, ele está coberto.

É a terceira e última ponta do triângulo com o vértice para baixo. O venerável e os vigilantes formam o primeiro triângulo com o vértice para cima, o orador secretário e guarda do templo, formam o segundo triângulo com o vértice para baixo, quando sobre postos, forma o Hexágono, estrela de seis pontas ou Selo de Salomão.

O guarda do templo, é o zelador de nossos pensamentos, este cargo também deve e tem de ser exercido pelo Mestre mais antigo ou experiente da loja, se possível com o Grau mais alto dentro do REAA.

É por ele que passarão todos os membros, visitantes, autoridades de uma Loja ou Potência ao adentrarem uma sessão, e ele tem o dever e a obrigação de verificar logo na entrada se todos estão devidamente paramentados, e vestidos corretamente e assim sendo, entrando de forma ritualística e correta.

Caso não estejam cumprindo um destes requisitos, ele deve de imediato interromper o ingresso no templo e pedir com cordialidade que, seja corrigido o erro ou tomada as providencia necessárias para a permição do ingresso.

É ele quem permite que se saia do templo, neste caso, por determinação e ordem do Venerável Mestre e dos Vigilantes

Responsável pela parte cultural da Loja e, pelos livros de registros. Simboliza a luz interior.

É um serviço de auxílio ao desenvolvimento intelectual dos Irmãos, cooperando para com esses na procura do progresso cultural e moral dos Maçons. Sua Jóia é simbolizada por um “Livro”.
É o Oitavo Oficial e sua função é cuidar dos “Ágapes”, bem como providenciar que as festividades quais quer que sejam, e que é de sua responsabilidade organizá-las, transcorram na melhor ordem possível e que seja de agrado geral. Sua Jóia do cargo é simbolizada por uma “Taça” ou “Cornucópia”.
É o sonoplasta da Loja, ou seja, responsável para selecionar com qualidade os temas musicais e adequar a cada instante da ritualística.

Este cargo e de suma importância para uma Loja Maçônica e a realização de suas sessões. O Mestre de Harmonia é quem vai dar à sessão o ambiente agradável e solene ou não.

Este cargo deve ser rigorosamente analisado e o maçom escolhido para o cargo tem que ter o dom para desempenhá-lo, além de ter a sensibilidade necessária para organizar sua discoteca e a percepção de temas musicas a serem escolhidos para os momentos certos.

Se considerarmos os efeitos dos sons musicais durante as nossas Sessões, preparando o ambiente, tomando-o mais harmônico, mais solene, inspirador e belo, compreenderemos que a execução de uma seleção musical será o complemento indispensável para uma boa sessão.
A Jóia do cargo, é o Pavilhão Nacional. Não possui nenhum simbolismo maçônico. É uma prática profana introduzida nos Templos, para ativar o sentimento de cada Irmão.
E uma jóia simples, destituída de qual quer interpretação que não seja aquela feita pêlos profanos, ou seja, a representação da Pátria, o mais elevado símbolo de uma Nação. A vibração da alma de um povo, tanto na Paz como na guerra.
Tal encargo foi oficializado na maçonaria brasileira somente a partir de 02 de abril de 1959.
Responsável, pela guarda e manutenção das espadas da Loja.

Tem seus trabalhos acentuados nas ocasiões especiais, como nas Sessões Magnas. Como auxiliar do Venerável Mestre, apenas carrega a Espada Flamejante sobre uma almofada sem, contudo, poder ou ter o direito de tocar ou pegá-la, pois ela somente pode ser manuseada pelo Venerável Mestre ou Mestre Instalado.

Pode-se tolerar que o Porta Espada, calçado de luvas brancas, a toque para levá-la até o Venerável Mestre ou ao Grão Mestre, porém nesta ocasião ele a carregará como se estivesse levando-a sobre uma almofada.

A Jóia do porta espadas, é uma espada, símbolo da força.
Estandarte é a insígnia de uma corporação, seja militar, religiosa, esportiva ou filosófica, sendo no caso da maçonaria, conhecida e utilizada como uma continuação da tradição das antigas confrarias e corporações profissionais medievais, que tinham pôr seu Estandarte a maior veneração e respeito.
A humanidade sempre necessitou de símbolo. Desde os mais remotos tempos ela vem usando para representar sua crença ou ideal, partido ou família, dignidade ou função, agremiação ou qualidade, cidade ou pais, enfim, símbolos de forma e denominação várias.
Responsável pela condução do estandarte da Loja em todas as cerimônias.

Compete o alto encargo de Guardar e Transportar o Estandarte da Loja e as condecorações que lhe forem atribuídas, conservando-os em lugar apropriado. A sua Jóia simbólica é um Colar com um “Estandarte”.
É o encarregado de tudo quanto se refere à decoração e ornamentação e conservação dos Utensílios da Loja. Deverá sempre conservar o Templo Ornado e Preparado, de acordo com as Sessões celebradas.

É o único membro de uma loja que tem acesso livre no templo antes das sessões, e a qualquer dia ou momento pois para o desempenho de seu cargo ele terá que sempre estar indo ao templo e preparando-o com antecipação para as sessões e comemorações futuras.
A Trolha serve para mexer a massa destinada a cimentar as pedras do Edifício realizando assim, a Unidade. A Trolha reúne, mistura, unifica. É, portanto o símbolo da Benevolência esclarecida, Fraternidade Universal e profunda Tolerância que distinguem o verdadeiro Maçom.
Um cargo que parece de pouca importância, mas que na realidade é tão ou mais importante que muitos outros tidos como tal. Suas ocupações não são vistas durante a reunião, ou melhor, são vistas, mas não lhe são atribuídas já que seu trabalho consiste, alem, de outros, na ornamentação da Loja, colocando cada coisa em seu devido lugar. Ao Arquiteto está o sublime encargo de cuidar, e bem, de tudo quanto pertence às decorações e ornamentações do Templo.
O seu trabalho é feito antes de começar as Sessões, tornando-se durante a mesma um privilegiado espectador.

A Jóia do cargo é um Colar com uma “Trolha”.
Segundo a Bíblia, a Árvore da Vida é uma das duas árvores especiais que Deus colocou no centro do jardim chamado Éden.
A outra é a "Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal".
O que foi apresentado agora é o símbolo da Árvore da Vida Sefirótica.
Este diagrama é um mapa do Cosmo, um modelo do universo, e é válido tanto para o homem como para a criação inteira.
Os centros e correntes de energia que conformam este diagrama estão em relação com os números e as letras sagradas, a Astrologia, a Alquimia (ou Arte das transmutações), as lâminas do jogo do Tarô, a simbólica da música e da geometria, manifestações todas da construção harmônica da mansão interna. Este modelo é, pois, um mandala, um jogo de símbolos, um intermediário sintético entre nós e o desconhecido, através de uma série de espíritos, ou deidades, que se articulam balizando um caminho mágico evolutivo, que todos os povos do mundo conheceram, que constituía o fundamento de sua cultura, e ao que guardavam como seu mais apreciado segredo. Estamos nos referindo aos Mistérios da Iniciação.
Loja Maçônica
Obreiros da Paz - Nº 19.
M.'. M.'. Erick Caniso
Obrigado!
A primeira sefirah, Kether (palavra que significa "Coroa") é a realidade única, o mistério absoluto, a essência pura da qual emanam as restantes sefiroth.
A número dois, Hokhmah, a emanação primeira, é a Sabedoria divina pela qual a deidade se conhece a Si Mesma, e permite a todo ser reconhecer a Unidade em seu interior.
A terceira esfera, Binah, a Inteligência, é a Grande Mãe ou Matriz Universal, geradora de todos os mundos e seres, aos que discrimina e forma só para devolvê-los novamente ao Um. Estas primeiras três sefiroth são em realidade uma só: Kether é o Conhecimento, Hokhmah o sujeito que conhece (ativo) e Binah o objeto conhecido (passivo).
A quarta sefirah, Hesed, é a Graça, o Amor ou a Misericórdia que se irradia a toda a criação;
A quinta (Gueburah ou Din) é o Rigor ou Juízo divino que nega tudo o que não é o Um; e Tifereth,
A sexta, é a Beleza que entrelaça todas as sefiroth entre si.
Netsah, a número sete, a Vitória, é a energia que produz todos os mundos manifestados;
A oito, Hod, a Glória, encarrega-se de reabsorver estes mundos aparentes novamente na Unidade; Yesod,
A nona, é o Fundamento que equilibra as duas anteriores; e finalmente Malkhuth,
A número dez, o Reino, constitui o descenso de Kether ao mundo material e representa a Onipresença e Imanência divina em todas as coisas.

Cada uma destas sefiroth tem uma face oculta e outra visível. É receptiva com respeito à anterior e ativa com relação à seguinte.
É importante fazer notar que em toda sefirah pode-se ver uma Árvore Sefirótica completa e, em cada sefirah desta Árvore, outra mais, e assim até o infinitamente pequeno. E vice-versa, qualquer Árvore por maior que a imaginemos é só uma sefirah de outra Árvore maior, que por sua vez é só outra sefirah de uma ainda maior, também ad infinitum, como é a estrutura do espaço e do tempo, que contém mundos dentro de mundos e ciclos dentro de ciclos, ou seja, a de uma esfera arquetípica dividida em dez numerações (ou pequenas esferas) que se reproduzem indefinidamente.
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