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AULA 4 - PERCEPÇÃO

FINAL
by

Ana Carolina Giglio

on 10 November 2014

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Transcript of AULA 4 - PERCEPÇÃO

PERCEPÇÃO
Atenção Seletiva
é focalizar a consciência em apenas um aspecto limitado da totalidade da nossa experiência.
Exemplos de atenção seletiva:

1. dos vários estímulos visuais à sua frente, você seleciona apenas alguns para processar.

2. em uma festa, em meio aos mais variados sons, você consegue prestar atenção e compreender o que uma pessoa te diz.
ilusões perceptivas
ilusões perceptivas
ilusões perceptivas
ilusões perceptivas
Como organizamos um estímulo em percepções significatvas??

As ilusões revelam o modo como normalmente organizamos e interpretamos nossas sensações.
Organizamos as partes em uma totalidade que faça sentido de acordo com dois processamentos:
PROCESSAMENTO INFERIOR ['bottom-up']: análise sensorial no nível de entrada.


PROCESSAMENTO SUPERIOR ['top-down']: interpretação das sensações de acordo com nossas experiências e expectativas.
1.percepção da forma:
Figura-fundo:
Aquilo que te chama a atenção é a figura, que se distingue do fundo. Esta relação é reversível, portanto, o mesmo estímulo pode disparar mais de uma percepção.
Agrupamento:
2. Percepção de profundidade:
É a percepção de um objeto em três dimensões. Nos permite estimar a distância em relação a um referencial.
a.
b.
1.1.
1.2.
AGRUPAMOS FIGURAS POR:
proximidade
boa continuidade [ou sequência]
semelhança
ligação
fechamento [ou closura]
.
.
.
.
.
.
Dos indicadores binoculares, A DISPARIDADE RETINIANA consiste na diferença entre as imagens formadas pelas retinas de cada olho; é importante para a indicar a distância relativa entre dois objetos.
...outro indicador binocular: CONVERGÊNCIA, gerada pela curva inferior maior dos olhos para quando estes vêem um objeto próximo. Quanto maior a pressão interior mais próximo o objeto.
Dos indicadores monoculares, o TAMANHO RELATIVO é um indicador de profundidade já que quando partimos do pressuposto de que 2 objetos tem na realidade tamanhos semelhantes, julgamos como mais distante aquele que for percebido com a menor imagem em relação ao outro.
...a INTERPOSIÇÃO é outro indicador monocular de profundidade. Se um objeto nos bloqueia parcialmente a visão de outro, julgamos como se ele estivesse mais próximo.
... a CLARIDADE RELATIVA - objetos mais distantes, percebemos como mais nebulosos;
GRADIENTE DE TEXTURA - modificação de textura áspera/distinta para lisa/indistinta indica aumento de distância.
... a ALTURA RELATIVA: objetos mais distantes percebemos como mais altos no nosso campo visual;
o MOVIMENTO RELATIVO: quando nos movimentamos, os objetos que estão parados parecem se movimentar e quanto maior a velocidade aparente, mais perto parece estar de nós;
... a PERSPECTIVA LINEAR nos indica a profundidade já que quanto mais as linhas parecem convergir, maior a distância percebida;
objetos mais próximos nos parecem mais claros, já que refletem mais luz para os olhos, portanto a LUZ e a SOMBRA são dois indicativos de profundidade também.
3. Percepção de movimento
Nosso cérebro percebe o movimento quando os objetos passam em frente ou vão em direção à retina.

Uma sucessão rápida de imagens, como num filme [efeito estroboscópico] ou num sinal luminoso [efeito "phi"] também dão a ilusão de movimento.
4. constância perceptiva
A constância perceptiva nos permite perceber um objeto como imutável mesmo através dos estímulos que recebemos de sua mudança.
4.2.
Constância de tamanho:
4.1.
Constância da forma
Constância de claridade
Transformamos duas imagens retinianas BIDIMENSIONAIS em uma única percepção TRIDIMENSIONAL
!
Indicadores de profundidade:
indicadores monoculares - disponíveis em cada olho separadamente; exemplos: TAMANHO RELATIVO, INTERPOSIÇÃO, CLARIDADE, TEXTURA, MOVIMENTO etc.
indicadores binoculares - requerem ambos os olhos; exemplos: DISPARIDADE RETINIANA e CONVERGÊNCIA.
4.3.
Interpretação perceptiva
Qual a origem das habilidades perceptivas humanas?
?
Até que ponto nossas suposições e crenças modelam nossas interpretações e percepções?
Se a remoção da catarata restaurar a visão de adultos que nasceram cegos eles permanecerão incapazes de ver o mundo normalmente.
A espécie humana é capaz de adaptar-se com grande facilidade a uma informação visual distorcida.
Nossas experiências, suposições e expectativas podem nos dar um conjunto perceptivo, ou predisposição mental, que influencia a nossa percepção. Depois de formarmos uma ideia errônea à respeito da realidade é mais difícil enxergarmos a verdade.
Nosso conjunto perceptivo influencia tanto o que vemos como o que ouvimos.
Um determinado estímulo pode disparar percepções diferentes de acordo com o CONTEXTO imediato.
Experimento da Universidade de Cambridge (1970): dois filhotes de gato criados no escuro [exceto por algumas horas, quando permaneciam em um ambiente com listras]. Para um dos filhotes, as listras eram verticais e para outro, horizontais. Quando retirados da escuridão e recolocados na claridade a cegueira diminuiu um pouco, porém a visão nunca se tornou normal. Além disso, o gato criado nas listras verticais mostrou incapacidade de enxergar barras horizontais, e vice-versa.
"[...] Mas quando Virgil abriu os olhos depois de ter sido cego por 45 anos [...] não havia memórias visuais em que apoiar a percepção, não havia mundo algum de experiência e sentido esperando-o. Ele viu, mas o que viu não tinha qualquer coerência. Sua retina e nervo óptico estavam ativos, transmitindo impulsos, mas seu cérebro não conseguia lhes dar sentido; estava como dizem os neurologistas, agnóstico." (pg. 129. Sacks, Oliver. Um Antropólogo em Marte)
X
J. Kennedy
H. Bertolo et al., 2003
Lisa Fittipaldi
CACHORRO
HIENA
Então, o que podemos dizer sobre o PRECONCEITO?
E como a nossa percepção e expectativa influenciam nossa DECISÃO?
Como vimos, para perceber o mundo é necessário detectar a energia física do meio e decodificá-la através de sinais neurais [sensação] e também selecionar, organizar e interpretar nossas sensações [PERCEPÇÃO].

A PERCEPÇÃO É A ATRIBUIÇÃO DE SIGNIFICADO ÀS SENSAÇÕES.
ORGANIZAÇÃO DA PERCEPÇÃO
O observador organiza as sensações em uma GESTALT [forma ou totalidade].
Chegou a Nova York no ano de 1996 para estudar. Na madrugada de 4 de fevereiro de 1999, voltava para seu apartamento, quando os policiais McMellon Edward, Sean Carroll, Kenneth Boss e Richard Murphy passaram ao seu lado em uma viatura e o confundiram com um estuprador que estava sendo procurado na época. Ao se identificarem como policiais, Diallo correu até a escadaria em direção à entrada de seu apartamento, ignorando a ordem para parar e mostrar as mãos.
A lâmpada da varanda estava queimada e a luz de dentro do apartamento estava acesa, formando a silhueta do corpo de Diallo. O rapaz colocou a mão no bolso do casaco e retirou a carteira. Ao ver o suspeito, segurando um pequeno objeto, Sean Carroll gritou "Gun!" para alertar seus colegas. Acreditando que Diallo tinha apontado uma arma para os policiais, estes abriram fogo contra o rapaz. Durante o tiroteio, o oficial McMellon tropeçou para trás nas escadas do apartamento, fazendo com que os outros policiais acreditassem que ele havia sido baleado. Os oficiais dispararam 41 tiros contra Diallo, que foi atingido por 19 deles.
Amadou Diallo
A lâmpada da varanda estava queimada e a luz de dentro do apartamento estava acesa, formando a silhueta do corpo de Diallo. O rapaz colocou a mão no bolso do casaco e retirou a carteira. Ao ver o suspeito, segurando um pequeno objeto, Sean Carroll gritou "Gun!" para alertar seus colegas. Acreditando que Diallo tinha apontado uma arma para os policiais, estes abriram fogo contra o rapaz. Durante o tiroteio, o oficial McMellon tropeçou para trás nas escadas do apartamento, fazendo com que os outros policiais acreditassem que ele havia sido baleado. Os oficiais dispararam 41 tiros contra Diallo, que foi atingido por 19 deles.
A lâmpada da varanda estava queimada e a luz de dentro do apartamento estava acesa, formando a silhueta do corpo de Diallo. O rapaz colocou a mão no bolso do casaco e retirou a carteira. Ao ver o suspeito, segurando um pequeno objeto, Sean Carroll gritou "Gun!" para alertar seus colegas. Acreditando que Diallo tinha apontado uma arma para os policiais, estes abriram fogo contra o rapaz. Durante o tiroteio, o oficial McMellon tropeçou para trás nas escadas do apartamento, fazendo com que os outros policiais acreditassem que ele havia sido baleado. Os oficiais dispararam 41 tiros contra Diallo, que foi atingido por 19 deles.
Myers, D. (2006). Cap 6
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