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Análise de Obras

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Roberta Valle

on 18 November 2015

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Análise de Obras

Arte e História 3

Esta obra-prima causou alvoroço ao ser exibida na última exposição impressionista, em 1886.
Alguns a receberam com perplexidade, mas a maioria a reconheceu como uma obra revlucionária que ultrapassava em muito as fronteiras do movimento. Seu tema – um instantâneo da moderna vida urbana – é fiel ao espírito do impressionismo. A Grande Jatte é uma ilhota do rio Sena onde parisienses de todas as classes iam relaxar nos dias de folga, e o quadro de Seurat constitui um corte transversal da sociedade, com soldados, marinheiros e babás misturados com gente bem vestida, da classe alta.

Quanto à execução, porém, essa é uma pintura bastante singular, com um complexo tratamento da luz e da cor e a introdução do estilo pontilhista desenvolvido por Seurat. Além disso, a composição não tinha nada da espontaneidade tão admirada pelos impressionistas. Seurat produziu mais de 50 estudos preparatórios no desenvolvimento desta obra – de esboços à óleo da paisagem de fundo a delicados desenhos a creiom das figuras individuais.
As figuras parecem anônimas e psicologicamente isoladas, como num friso do antigo Egito, mas sua falta de individualidade é deliberada. Seurat queria aperfeiçoar o impressionismo criando uma imagem que tivesse a seriedade e a intemporalidade de uma pintura histórica de grande escala.

Isso não significa que o quadro não tenha senso de humor: suas figuras aparecem vestidas na última moda, mas em poses clássicas, uma nota irônica sobre a afetação da elegância moderna.Seurat pretendia juntar figuras díspares de uma forma decorativa e harmoniosa. O resultado é uma obra que ganhou imediata notoriedade e ajudou a abrir novos rumos para a arte da pintura.

A mulher pescando
A imagem da mulher pescando é curiosa porque ela veste roupas de domingo e não traz consigo nenhum outro aparato de pesca. Já se sugeriu tratar-se de uma alusão a uma prostituta, baseada num trocadilho então na moda: pêcher significa “pescar” e pécher quer dizer “pecar”.

Mulher e criança
O olhar é atraído para a mulher e a criança, que passeiam a meio plano.
Elas encaram o pintor e parecem caminhar em meio a um cenário fantástico, cercadas por personagens que parecem congelados em sua imobilidade. Com o objetivo de distinguir a dupla dos demais, a maioria dos personagens da tela é representada em perfil.

Uso de sombras
Seurat cria noção de profundidade e perspectiva por meio de curiosas áreas de sombra. A primeira grande área escura em primeiro plano atrai o olhar para o interior da tela, em contraste com o restante da cena, banhada pela luz do sol. Ao longe, linhas paralelas escuras delimitam o plano médio.

1 -
A arte nem sempre foi tão liberal como em nossos dias. Não apenas na época da Renascença mas até o século XIX, ela esteve atrelada a códigos rígidos, como podemos ver através do célebre Salão de Paris, onde quem não rezasse conforme sua cartilha academicista, ficava de fora. Manet, com a sua composição Desjejum na Relva, viu-se no torvelinho das críticas, ao fugir às regras, fato que o tornou uma celebridade, tendo sua obra recusada pelo Salão de 1863. A crítica dizia respeito tanto ao tema quanto à técnica de pintura usada pelo artista. Os críticos acharam, inclusive, que o fundo estava mal pintado, apenas delineado. Outro ponto criticado foi o tamanho da banhista ao fundo. Acontece que nesta tela, Manet já demonstra a sua união com os impressionistas.
2 - O quadro causou um grande furor quando foi apresentado, tanto por parte dos críticos quanto pela opinião pública. Pareciam querer trucidar o artista. Se a nudez já era comum na obra dos grandes mestres da pintura, não era de se esperar tamanho alarde. Para alguns críticos, o contrassenso de Manet residia na forma como a figura nua foi apresentada, sem nenhuma referência mitológica ou qualquer outra que indicasse a necessidade do nu, ou seja, sem pretexto para que a nudez ali se encontrasse. Ela estava ali porque o pintor assim desejou e ponto final. Mas não era bem isso que pensavam os críticos.
3 - Na composição Desjejum na Relva estão presentes quatro personagens: uma mulher inteiramente nua, assentada perto de dois homens vestidos, conforme os costumes da época, e outra que se banha nas águas de um pequeno rio, ao fundo, usando somente roupas de baixo. Não existe nenhum contato visual entre eles. O local onde o grupo encontra-se parece um parque ou parte de uma pequena floresta. Alguns viram a composição como o encontro de prostitutas com seus clientes, tamanha foi a maldade.Em primeiro plano, à direita da mulher despida, nota-se uma grande quantidade de objetos esparramados pela relva: uma cesta de vime contendo frutas, possivelmente restos do almoço, virada para o observador, sobre aquilo que parece ser as vestes da mulher nua, assim como seu chapéu de palha com laços preto e lilás, dentre outros objetos como pão e uma garrafa de vidro . A natureza-morta chama a atenção pela sua beleza.

A modelo Victorine, que aparece em muitas obras de Manet, posa aqui ao lado dos dois irmãos do pintor. Enquanto ela se encontra totalmente nua, seus companheiros vestem jaquetas escuras acompanhadas por calças num tom mais claro. Sua postura parece estranha, pois ela não apoia seu cotovelo no joelho, como seria normal. Ela não aparenta nenhuma inibição ao fixar o observador. Um dos homens dirige-se ao outro, mas esse não lhe volta o olhar, que está fixo no observador.
4 - A banhista ao fundo, pintada numa escala desproporcional à distância em que se encontra, parece muito grande em relação ao barco ancorado à sua esquerda e aos demais personagens. Nos muitos esboços feitos pelo pintor, ela se encontra na escala e perspectivas corretas, portanto, as mudanças feitas por Manet foram intencionais.
5 - Manet acrescenta um pequeno toque de humor à composição, ao colocar no canto inferior esquerdo da tela, próximo a uma faixa lilás, um pequenino sapo.
6 - Um pintassilgo, com seu corpinho avermelhado, adeja acima da mulher que toma banho. Para que o leitor veja como o artista foi perseguido, a presença da pequena ave chegou a ser comparada com a pomba, símbolo tradicional do Espírito Santo, numa pintura “obscena”.
7 - Apesar das críticas recebidas em razão de o Desjejum na Relva, Manet teve os seus passos seguidos por muitos pintores, nos anos seguintes, fazendo obras parecidas. E, embora a composição passe para o observador a impressão de que foi feita no local, ela foi, na verdade, pintada num estúdio. Segundo Antonin Proust, Manet retirou a inspiração para o quadro ao ver as banhistas nas margens do rio Sena, em Argentuil.
Impressões do Sol Nascente tornou-se o quadro mais representativo do movimento impressionista. Um dos críticos da época usou o título da tela para debochar dos artistas impressionistas. A expressão agradou tanto os pintores, que converteram o sarcasmo dele em um nome para o novo movimento: Impressionismo.

O quadro, pintado de uma janela de hotel, que se descortinava para o porto de Le Havre, ao amanhecer, tem tons somente de duas cores complementares: azul e laranja, uma cor realçando a outra. A luz do sol nascente, representada por uma bola de cor laranja, reflete-se nas águas do mar. As figuras são apenas silhuetas nos barcos. Assim como a bruma, tudo ali é efêmero, trazendo ao observador a sensação de que logo toda a cena se diluirá diante de seus olhos.
Os pintores impressionistas tinham grande predileção pela pintura em “plein air”, de modo que a pintura ao ar livre definia a estrutura e a imagem da obra. A execução do tema tinha que ser rápido, para captar um momento, em razão da mutabilidade do efeito luminoso. Pois, uma paisagem adquire tons e formas diferentes de acordo com as diferentes horas do dia ou devido à variação das condições atmosféricas. Tudo isso contribuía para que o artista mostrasse a sua espontaneidade diante do tema escolhido. Sendo que as características do trabalho ao ar livre eram a liberdade na escolha dos temas, a luminosidade das cores e a aparente casualidade do corte.

Os críticos da época menosprezavam as obras dos impressionistas, pois julgavam que a técnica deles era banal, se comparada com as obras de conteúdo convencional, mesmo que, muitas vezes, essas se encontrassem fora da realidade. Alegavam que o trabalho era feito às pressas e que o tratamento livre, que os impressionistas davam aos objetos, dissolvia as formas, as cores, que eram muitas vezes invulgarmente fortes e claras, e não havia a utilização do claro-escuro modelador. Para serem aceitos pelo Salão de Paris, Monet e seus colegas deveriam se adaptar- ao gosto conservador do júri, mas eles se recusaram a ser tão condescendentes. Então, continuaram sendo excluídos.

Os impressionistas também pintavam em seus estúdios, ou ali concluíam seus quadros iniciados ao ar livre, mas o que predominava era o anseio do artista em captar o momento, o máximo possível, usando a luz natural. E, não resta dúvida de que Claude Monet foi o pintor que mais trabalhou para captar em sua obra a fugacidade do tempo, vindo a se tornar um dos grandes nomes da pintura impressionista. Ele tinha o dom de colher com fidelidade todos os fenômenos da luz.
Apesar da névoa encontramos representados, elementos do porto, como guindastes e navios. Os reflexos mostram o movimento das águas, que estão crispadas. A composição de “Impressões do sol nascente”, plana e bidimensional, é influenciada pela arte japonesa.
1 - O retrato desta mulher revela a impessoalidade com que Cézanne trabalhava seus quadros. Para ele, as formas de uma maçã, árvore ou de uma cabeça possuem uma estrutura através da qual manifestam sua existência. Desde o momento em que se distanciou do Impressionismo, ele adotou um processo de profunda meditação perante a natureza das coisas, denominado análise construtiva. Cézanne resgatou o desenho e a composição, desvalorizados pelos impressionistas. A forma passou a ser construída pela cor, combinando uma área de cor com as áreas contíguas de outras cores, como o vestido azul da mulher desta obra, modelado pelas relações de tons.
2 - Esta obra pertence à maturidade artística do pintor, momento em que cria um tipo de linguagem pictórica que condensa toda a objetividade de construção de uma imagem. O bule, a xícara e a mulher parecem pertencer à mesma natureza de objetos estáticos. A mulher se transforma em um volume. Há uma total integração dos elementos através da cor. O cabelo recebe exclusivamente um tratamento de cores, não encontramos sinais de textura. O rosto, antes de qualquer detalhe que possa deter o olhar, é uma massa de cores. O mesmo tratamento cromático da porta encontra-se no rosto, mudando apenas as cores, separando um plano do outro. O bule e a xícara estão na posição que melhor evidencia sua forma cilíndrica. As verticais do fundo estão levemente inclinadas, quebrando o paralelismo dos planos da composição, dando certa obliqüidade ao último plano. A figura imóvel da mulher revela o sentido penetrante da arte de Cézanne, decorrente da autonomia expressiva que concretiza em sua pintura.
1 - Esta pintura caracteriza uma das perspectivas incomuns que ele usou com freqüência. O piso do café cobre uma grande parte da tela. Quase parece que o artista estava flutuando alto na sala de alcançar este ponto de vista .
Pós Impressionismo
Derivam do impressionismo na medida em que separam a pintura da representação minuciosa da natureza e a interpretam pelos valores específicos - os da cor e da bidimensionalidade. Mas divergem dele pois reagem contra a superficialidadeda sua análise ilusionística da realidade.
2 - "No meu quadro do Café à noite, tentei expressar que o café é um lugar onde alguém pode se arruinar, enlouquecer ou cometer um crime. Pelos contrastes das tonalidades de um rosa delicado e vermelho-sangue e vermelho-escuro, de um verde suave Luís XV e verde veronês contra um amarelo-esverdeado e azul-esverdeado forte - tudo isso numa atmosfera do rubro de fogo infernal e um amarelo baço de enxofre - quis exprimir o poder tenebroso de uma taberna." - Vincent Van Gogh.
1 - A composição de Gauguin De Onde Viemos? O que Somos? Para Onde Vamos? trata-se de sua maior pintura, com quase 4 metros de base. Ele a realizou quando passava por um momento de grande angústia em sua vida, tendo, inclusive, pensado em se matar, em razão das dificuldades pelas quais passava, sem dinheiro até para comprar seu material de pintura, e pela falta de reconhecimento de seu trabalho. Mas, antes de dar fim a sua vida, queria pintar um “grande quadro”, como relatou a seu amigo Daniel Monfreid. A obra foi concluída em um mês, tendo o pintor trabalhado sem praticamente parar, durante esse período. Gauguin inspirou-se no Taiti para compor a sua obra.








7 - O ciclo da vida é visto na pintura da direita para a esquerda, fugindo à habitualidade, pois está de acordo com a convenção oriental de leitura, iniciada da direita para a esquerda. O bebê e a anciã encontram-se nos dois extremos da tela, assim como acontece na linha da vida. E, como se pode deduzir através do título da obra, que se encontra na margem superior esquerda da tela, escrito em francês, as figuras estão dispostas de forma a representarem o ciclo da vida:

o bebê dormindo (o início);
o jovem colhendo uma fruta (o meio);
a senhora idosa perto de uma ave (o fim).
2 - No fundo da composição, existe a predominância dos tons verdes. Sobre eles, o artista espalhou vários personagens nativos. Alguns deles apresentam-se nus, outros seminus e alguns vestidos de corpo inteiro. A vegetação é pintada com fortes tons azuis e verdes, enquanto as figuras humanas são coloridas com cores claras. As árvores com suas formas sinuosas e as figuras sólidas compõem o paraíso tropical tão desejado pelo pintor, num misto de realidade e imaginação.

3 - Um bebê dorme no chão, tendo a seu lado três jovens que descansam. Seria a representação da vida simples e sem preocupações do paraíso. No centro da composição, um jovem de corpo bem proporcionado e ereto retira uma fruta de uma árvore. O amarelo brilhante de seu corpo contrasta-se com os verdes e azuis do fundo da tela. Talvez o pintor tenha feito aqui uma alusão ao Jardim do Éden. As duas mulheres ao fundo, com o corpo todo coberto, representam a sabedoria.
4 - A senhora idosa, com sua pele escura, destoa da vivacidade da mulher jovem a seu lado. Na sombra, ela parece estar olhando para o passado, enquanto aguarda o fim de seus dias na Terra. A ave a seu lado pode representar o desconhecido que a aguarda após a morte.
5 - Uma garota come uma fruta, enquanto dois gatinhos brincam a seu lado. Assim como o rapaz colhendo a fruta, esta cena retrata a vida cotidiana.
6- A divindade presente na parte esquerda do quadro, toda em azul, simboliza o mundo do além. Ela tem os braços para cima e relembra as crenças primitivas, sendo tida por muitos como a deusa polinésia Hina que, além de representar a Mãe Terra, simboliza também a morte e a ressurreição.

4 - Os móveis e a louça não ocultam seu sentido funcional e utilitário. Eles parecem flutuar em meio a um ambiente lúdico, imaterial, no qual o espaço e o tempo não podem ser mensurados, porque não encontram correspondência com nenhum instrumento de medição. Daí o fato de serem transparentes. Através deles, torna-se presente o vermelho que tudo tinge e compenetra. Talvez o relógio do pêndulo constitua o símbolo mais representativo deste quadro: o objeto não tem ponteiros nem pêndulo, tampouco pesos ou mecanismos.
5 - Em “O ateliê vermelho”, Matisse não pintou o artista em seu local de trabalho, como havia feito Gustavo Courbet. Nesta tela, o pintor não existe como trabalhador, mas como uma espécie de criador que torna a arte possível.
Essa diferença na concepção da produção plástica implica a mudança de um emaranhado de relações. Entre outros elementos, essas relações envolvem o pintor, o marchand, o mercado de arte e o próprio público consumidor; de modo que até o estúdio onde a produção é desenvolvida adquire caráter onírico.
Nesse contexto, o orientalismo que impregna esse quadro não ocorre ao acaso. A cor predominante remete à placa de cobre vermelho característica da cerâmica árabe, que o pintor conheceu em suas viagens ao norte da África. Mas essa linguagem plástica se transfigura nas mãos de Matisse: o orientalismo transmite um clima em que predomina o mágico, o que só ocorre como fato fantástico, carente de materialidade.
“O ateliê vermelho” constitui um claro exemplo de como Matisse, ao representar um espaço repleto de objetos, consegue redefini-los. Aqui o objeto deixa de ser uma parcela recortada da realidade para se converter numa geometria de interseções, fugas e interposições, espírito que se esparrama pela totalidade do quadro.
As linhas dos arabescos, por exemplo, conduzem a todas as direções e se perdem no espaço. Em consequências, todos os rumos possíveis estão contidos na própria tela, o que gera um dinamismo que se alimenta e se resolve em si mesmo.
O suporte da transformação é a cor. O amarelo assume a responsabilidade de traçar o desenho. O vermelho atua como unificador do espaço, tanto nos objetos como na atmosfera. O verde, cor complementar do vermelho, aparece esporadicamente por meio de leves traços ou toques de pincel feitos em alguns objetos.
As duas estatuetas constituem uma recriação que Matisse fez de duas obras de sua autoria. O traço do pincel acentua a torção que caracterizou as obras escultóricas, nas quais predomina o dinamismo dos volumes sobre a representação realista. Por sua vez, o vaso ao lado, também de formas sinuosas, revive as formas características da cerâmica clássica.
Nesse quadro há um elemento que reivindica transparência: a taça de cristal. O fundo avermelhado avança através dela. A taça, por sua vez, possui vida autônoma graças aos leves traços que a sustentam praticamente no ar.
O relógio de pé, ao fundo, no centro da tela, transmite um sugestivo simbolismo, já que marca um tempo inexistente, de caráter metafísico. Em seu quadrante não se mostram as horas, porque não há ponteiros. Também não se vêem o pêndulo nem os pesos. O relógio encontra-se desprovido de qualquer mecanismo.
“O ateliê vermelho” não está apenas suspenso no espaço como também no tempo.
Na esquerda, há uma série de curvas que giram como arabescos: as flores que escorregam do vaso e os desenhos que decoram o prato e, à direita, a cadeira amarela ajuda a dinamizar os elementos.
Em contradição com o restante dos elementos do quadro, a suposta janela que se insinua à esquerda da tela acentua a sensação de que, além do ateliê que protagoniza a obra, há um espaço exterior não acessível visualmente.
O impacto da cor vermelha produz em nossa retina a sua complementar, ou seja, a cor verde. Sob esse efeito, tem-se a sensação da “presença na ausência”.
Era mais um recurso de um mago das cores.
Essa maneira de estar na ausência significa um passo decisivo no desenvolvimento da modernidade: essa “abstração” remete à essência da chamada arte abstrata.
O jogo das cores, o traço das pinceladas e a perspectiva a partir do ponto em que o tema é visualizado formam a chave de “Peixes vermelhos”, obra sem linhas retas.

1 - A decoração é composta por uma alegre mistura dos mais diversos objetos. As pinturas que se observam, bem como o prato de cerâmica e as esculturas, são obras do próprio Matisse e correspondem à época fauvista.
As peças desempenham o papel de imagens decorativas, ao mesmo tempo em que estabelecem os indícios e os limites do espaço interior do ateliê.

2 - Os lápis se mostram como naturezas-mortas ao lado das facas, os apoios das esculturas localizam-se próximos à cômoda, as molduras se amontoam á espera de serem trabalhadas.

3 - Na extremidade esquerda da tela encontra-se uma figura retangular pintada em azul-claro. Não é possível adivinhar se constitui o futuro suporte de um quadro ou se é uma janela.
Sobre cubismo
Um quadro cubista mostra o que dizemos das coisas e não o que vemos a partir de um ponto de vista já definido.
Intenção de um jogo intelectual e não de um manifesto estético, revoluciona a pintura ocidental ao rejeitar o sistema ilusionista estabelecido na Renascença.
Influência da arte africana e de Cezanne.
Desintegração das formas naturais em planos abstratos: Libertar o objeto de sua condição natural.
A pintura como superfície vertical e não como visão perspectiva de planos afundados ao infinito
Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes.
1 - Cubismo pré-analítico ou Cubismo Cézanniano - uma espécie de "preparação" para o cubismo, onde as primeiras características surgem.


A primeira fase volta ao problema da modulação em Cézanne – coordenação sensitiva dos planos constituintes da representação formal – e abandona a cor como forma de resolver a modulação, apoiando-se na luz e sombra, dando um efeito escultórico às paisagens, retratos e naturezas-mortas dessa fase.


2 - Cubismo analítico - que se caracterizava pela desestruturação da obra, pela decomposição de suas partes constitutivas;

A fase analítica analisava as formas dos objetos, partindo-os em fragmentos e espalhando-os pela tela. Em uma gama quase monocromática, usando apenas marrom, verde, e mais tarde cinza, a fim de analisar a forma sem a distração das cores. Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinando-a em todos os ângulos no mesmo instante, através da fragmentação dela.

3 - Cubismo sintético - foi uma reação ao cubismo analítico, que tentava tornar as figuras novamente reconhecíveis.

Foi no cubismo sintético que a colagem foi vista como novo meio de linguagem artística e/ou implementação da criação artística. Os primeiros artistas a utilizarem essa técnica foram Pablo Picasso e Georges Braque, por volta de 1912. Braque colava pedaços de papel retangulares em uma folha de papelão e ali colocava esboços de pintura. Depois de algum tempo, vários deles começaram a misturar imagens impressas de todo o tipo, desde rótulos até gravuras. Na fase sintética pretendia-se dar uma imagem sintética dos objetos, das suas formas essenciais e da sua matéria. De 1912 a 1914, o cubismo sintético ou de colagem – “papier collé” - constrói quadros com jornais, tecidos e objetos, além de tinta.


Sua liberdade estética inova a produção pictórica ao incluir letras, jornais e números à composição. Com esses elementos, ilustrou o conceito de "quadro-objeto", convidando o observador ao raciocínio pictórico, por obrigá-lo a considerar as estruturas da composição e dos contrastes de elementos.
expressam o contraste tenso entre a vibrante vida fora da janela e o, momento congelado atemporal dentro do quarto.
É importante para a atmosfera e de expressão que a composição coloca o casal em pé ao lado da janela.
Na arte do período romântico anteriormente o motivo janela estava carregada de significado, e Munch faz pleno uso das possibilidades que se encontram no contraste entre o quarto / espaço interior e exterior.
Outra característica importante do motivo é forma conjunta abstrato do casal e os rostos que sombra em si. Esta é a maneira de Munch de sublinhar que o casal são como um só, ea imagem é uma bela expressão de pertencimento e união entre homem e mulher.
Expressionismo Alemão
Expressão do sentimento tem mais valor que a razão.
Quebra da relação direta coma realidade. Uso expressivo da cor e da forma.

. Figuras deformadas
. Distorção linear, reavaliação do conceito de beleza artística, simplificação radical de detalhes e cores intensas.
. Cores contrastantes
. Pinceladas vigorosas sem comedimento
. Retomada das artes gráficas, como a xilogravura
. Interesse pela arte primitiva
. Motivos do cotidiano, como o sexo e a morte, onde é possível observar o acento dramático.
. Queriam criar uma arte que confrontasse o expectador com uma visão mais direta e pessoal de seu estado de espírito.
. Die Brücke (A ponte) - grupo de Dresden - "A vida para a humanidade não era um fim em si mesma, mas uma ponte para um futuro melhor" . Nietzsche

Verticalidade
Planaridade
Prostitutas disfarçadas de "moças da sociedade"
Macaco simbolizando luxúria
Personagens fora de escala
ode à arte egípcia,
personagens de perfil
Planificado, geometria distorcida
Fauvismo
Expressionismo
Pós impressionismo
Impressionismo
Cubismo
Ambroise Vollard foi um dos maiores negociantes de obras de arte do século XX, bem como um dos mais retratados. Seu rosto pintado por nomes como Van Gogh, Renoir e por Picasso na obra Portrait of Ambroise Vollard.

O aspecto que mais se destaca na pintura é a cabeça de Vollard: grande e com cores mais claras, como se houvesse uma luz sobre o homem, ela parece ainda maior graças às pinceladas em movimentos de subida e descida.
O assunto transmite uma sensação de solidão e desespero. Os bebedores e figura solitária (o proprietário, Joseph-Michel Ginoux) atrás da mesa de bilhar, junto com a perspectiva enviesada e coloração avermelhada, criam uma obra chocante e perturbadora. O próprio Van Gogh comparou o tom da pintura como delirium tremens em pleno andamento .
Liberdade do uso das cores, desvinculando-se completamente da cor normal.
Munch criou muitas obras em uma veia temática, incluindo The Kiss, e exibiu-los ao longo do lado um do outro no que ele chamou de Friso da Vida. Os temas da série variam de amor e morte, o sexo, a ansiedade, a infidelidade, o ciúme e as fases da vida, e incluiu o famoso quadro O Grito. Esta pintura captura um momento íntimo entre dois nus, a mulher puxando o homem em sua direção no abraço de um amante, bocas fechados em um beijo apaixonado, e é um exemplo de tema de Munch do femme fatal como a criatura dominante, tomando o controle de alimentar seu apetite sexual.
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