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O Estilista e a Indústria da Moda

Paulo Fernandes Keller
by

Elynara Schmidt

on 1 July 2016

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Transcript of O Estilista e a Indústria da Moda


O Estilista e a Indústria da Moda
Acadêmicas:


Elynara Schmidt
Lilian Schmidt
Jéssica Conceição
Natalia Lima
Este artigo tem por objetivo analisar a ocupação estilista de moda (fashion designer) na sociedade contemporânea enquanto uma forma de trabalho que envolve as seguintes dimensões: imaterial, cognitiva e criativa. As reflexões que compõem este artigo buscam refletir sobre as particularidades da ocupação fashion designer e analisar como se configuram as relações entre as diversas formas de trabalho parte do processo de produção de moda, atividades laborais que ativam processos de trabalho e de produção de valores dentro de formatos organizacionais da indústria do vestuário e da moda na sociedade e na economia contemporânea.
Introdução
Segundo Mello e Souza o conceito de moda tem dois sentidos. Um primeiro sentido, amplo, que “abrange as transformações periódicas efetuadas nos diversos setores da atividade social, na política, na religião, na ciência, na estética”; e, um segundo sentido, restrito, “reservado às mudanças periódicas nos estilos de vestimenta e nos demais detalhes da ornamentação pessoal”.

Importa considerar que a moda enquanto produto intangível e simbólico esta incorporada e materializada no artigo de moda (vestuário e acessório) que resulta de processo de produção intensivo em design. Este processo de produção tem dupla dimensão: produção imaterial e intangível (o desejo de moda e a criação do design); produção material e tangível (a manufatura do artigo de vestuário e acessório).
Falar de moda implica pensar em sua relação seja com o mundo da ilusão, com uma indústria complexa, multimilionária e extremamente criticada. Uma indústria que convive com o glamour e com o trabalho precário, conforme estudos de Abreu e de Klein.
Com a revolução do ready-to-wear, cresceu a interdependência entre as indústrias de moda e vestuário.A moda enquanto um fenômeno social se dá por meio de sua difusão e hoje se fala em dois modelos sociológicos que se aplicam ao estudo da moda: o modelo “de cima para baixo”, da elite para a grande massa, e o modelo “de baixo para cima”, onde mostra que o fenômeno moda não está restrito aos modos de vida e aos costumes dos grupos sociais de status superiores.
Na Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho e Emprego, a ocupação
estilista de moda
, aparece incluída no Código Família 2624: Artistas visuais, desenhistas industriais e conservadores-restauradores de bens culturais. Já as tradicionais ocupações
alfaiate
e
costureira
estão incluídas no Código Família 7630 – Profissionais polivalentes da confecção de roupas.
A ocupação estilista e a indústria da moda

A ocupação do estilista é
imaterial
no sentido de ser uma atividade do setor de serviço, em particular da indústria criativa, um serviço qualificado da área Design de Moda,
cognitiva
por ser intensiva em conhecimento, e
criativa
por ser uma atividade de concepção e de desenvolvimento de novos produtos dentro da cadeia de valor do artigo de moda.
Para Richard Florida “a criatividade é o último recurso humano” e um “recurso ilimitado”. Na obra The Rise of The Creative Class, ele distingue a classe dos
trabalhadores criativos em duas subcategorias: os
super-criativos
e os
profissionais criativos.
A ocupação estilista opera em um campo onde as regras centrais são a inovação e a mudança constantes. Maramotti destaca que “mudanças na moda correspondem a mudanças na cultura e na sociedade”. Sendo assim, a ocupação estilista demanda o conhecimento do dinamismo social e cultural para perceber “sinais de instabilidade”, ou seja, as tendências (estilos de vida e comportamento social) penetrando a sociedade.
Todo trabalho humano envolve tanto a mente quanto o corpo. O trabalho
manual
envolve percepção e pensamento. Nenhum trabalho é tão completamente rotinizado que possa ser executado sem que se tenha alguma forma de organização conceptual. Da mesma forma, todo trabalho
mental
envolve alguma atividade corporal, a qual é, em muitos casos, um aspecto vitalmente importante desse trabalho.

O autor fala ainda, sobre “redes de subcontratação”, que se trata da divisão internacional do trabalho, fazendo com que as empresas de países diferentes formam uma hierarquia.
O lucro vêm das combinações de pesquisa de alto valor, projeto, vendas, marketing e serviços financeiros, permitindo aos varejistas, designers e marqueteiros agirem como negociantes estratégicos ligando fábricas estrangeiras e comerciantes com nichos de produtos nos seus principais mercados.
Entendemos que a indústria do vestuário e a indústria da moda na sociedade contemporânea se interligam de forma interdependente. Assim a indústria do vestuário (moda) implica:

(1)
a produção do artigo de luxo produzido com exclusividade ou em pequenos lotes (alta costura e prêt-à-porter luxo);
(2)
a produção do artigo sofisticado e de qualidade produzido em série (prêt-à-porter);
(3)
a produção do artigo produzido em massa (produção industrial).

Considerações Finais
Keller conclui seu artigo argumentando que o fashion designer se apropria criativamente de elementos materiais (tecidos e cores) e imateriais (estilos e culturas) para produzir peças (roupas e acessórios). Pensamos com concordância a esta conclusão uma vez que o estilista é peça estratégica para se obter o êxito na indústria da moda. Portanto a formação desse profissional deve ser de extrema qualificação, pois sua ação de trabalho pode ser o sucesso ou o fracasso de sua empresa.
Paulo Fernandes Keller
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