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III CRLA - UFRN

Mesa-Temática 3: LETRAMENTO FAMILIAR EM REDE: SUBSÍDIOS PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS
by

Maria do Socorro Oliveira

on 24 May 2013

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Transcript of III CRLA - UFRN

Letramentos Prática social;


Plural (ambientes, domínios, sistemas semióticos);


Situada em variados domínios, submetidos a condições sócio históricas (campo ideológico). As práticas são formas habitualizadas, vinculadas a tempos e espaços particulares, nos quais as pessoas aplicam recursos (materiais ou simbólicos) para agir juntas no mundo (Chouliaraki e Fairclough, 1999, p. 21).

Características
a) São produções sociais;
b) São localizadas em uma rede de relações com outras
práticas;
c) Tem uma dimensão reflexiva.

“Investigar letramento como prática envolve investigar letramento como atividade humana concreta” (BAYNHAM, 1995, p. 1).

Envolvem não apenas o que as pessoas fazem, mas o que elas pensam sobre o que fazem e os valores e ideologias que estão subjacentes a essas ações.

Letramento é uma forma de ação (pela linguagem). 1. Letramento: conceituação.
2. Letramento dentro e fora da escola.
3. Como articular escola e mundo social.
4. Como aglutinar diferentes mundos de letramento.
5. Projetos de letramento.
6. Agência.
7. Políticas públicas.
8. Implicações para a pedagogização dos letramentos.
9. Projeto: letramento familiar.
Eixos de conversação Agência Por que agência agora? Por que levanta tanto interesse? (MESSER-DAVIDOW, 1995, p. 23)

Movimentos sociais das décadas de 60 e 70;

Virada agentiva nas décadas de 80 e 90 – pós-modernidade e pós-estruturalismo;

Interesse em ações voltadas para a transformação social. Agência se refere a uma capacidade para agir mediada socioculturalmente (AHEARN, 2001).
Deve toda agência ser humana?
Podem não humanos (máquinas, espíritos, tecnologias, sinais) exercerem agência?
Deve a agência ser individual ou supra-individual (família, entidades, associações)?
Deve a agência ser consciente, intencional ou efetiva?
Onde a agência é localizada? (eventos) conceito relacionado a:

Livre escolha, resistência, intencionalidade, consciência, identidade, motivação, responsabilidade, pluralidade, mobilidade, conflito, fortalecimento;

Agência vinculada unicamente ao poder individual “Great Men”;




Somente certos indivíduos tem agência; alguns tem pouca; outros não tem nenhuma.
Como os professores e alunos podem se tornar agentes (agentes de letramento)? AHEARN, L. M. (2001) Language and agency. Annual Review of Antropology, 30, 109-37.
ARCHER, Margaret S. (2005). Being human: the problem of agency. Cambridge, Cambridge University Press.
BAKHTIN, Mikhail; VOLOCHÍNOV, V. [1929]. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1986.
BAKHTIN, Mikhail. Para uma filosofia do Ato Responsável. São Carlos: Pedro e João Editores, 2010.
BORDIEU, Pierre [1930]. Razões Práticas: sobre a teoria da ação. Campinas, SP: Papirus, 2005.
BRANDURA, Albert (2001). “Social Cognitive Theory: An Agentic Perspective”. Annual Reviews Psychology, vol. 52, pp. 1-26.
BAZERMAN, Charles (2005) Gêneros textuais, tipificação e interação. Organização de Angela Paiva Dionísio e Judith Chambliss Hoffnagel. São Paulo: Cortez. BAYNHAM, Mike (1995) Literacy practices: investigating literacy in social contexts. London: Longman.
COPE Bill; KALANTZIS, Mary. Multiliteracies: literacy Learning and the design of social futures. London: Routledge, 2005.
FREIRE, Paulo. [1992]. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. 11. ed. SP: Paz e Terra, 2002.
______. [1996]. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 24ª ed. SP: Paz e Terra, 2002.
LEU, Donald J.; KINZER, Charles K.; COIRO, Julie L.; CAMMACK, Dana W. (2004) Toward a theory of new literacies emerging from the internet and other information and communication technologies. International Reading Association.
JOHNS, Ann M. et el. (2006) Crossing the boundaries of genre studies: commentaries by experts. Journal of Second Language Writing, n. 1, p. 234-249. McLAREN, Peter L. (1988) Cultura or Canon? Critical Pedagogy and Politics of Literacy. Havard Educational Review., 58 (2): 213-234.
MILLER, Carolyn (1994) ‘Genre as social action’. In: Freedman & Medway (orgs.) Genre and the New Rhetoric. London, Taylor & Francis Publishers,.
NORTON, Bonny and TOOHEY, Kellen (2004) Critical Pedagogies and Language Learning. Cambridge, Cambridge University Press.
PIOTR, Sztompka (1998). A sociologia da mudança social. Tradução de Pedro Jorgensen Jr. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
WERTSCH, J. V. et al. (1993). “A sociocultural approach to agency”. In: FORMAN, E. A.; MINICK, N.; STONE, C. A. (Eds.). Contexts for learning: Sociocultural dynamics in children’s development. New York: Oxford University Press, pp. 336-356. Noção presente na agenda de vários pesquisadores (Giddens, Bourdieu, de Certeau, Bakhtin, Searle e Austin etc.) e em campos disciplinares diversos (Antropologia, Sociologia, Lingüística, Filosofia, Psicologia, Ciências Políticas, História, Lingüística Aplicada).


Contribuições nas áreas de estudo:
linguagem e gênero social (gender);
linguagem e gramática;
práticas de letramento;
gêneros textuais- caráter agentivo dos gêneros;
filosofia da linguagem - construção dialógica do significado. Questões Invitations to Love: Literacy, Love Letters, and Social Change in Nepal “Agência é freqüentemente uma propriedade de grupos e envolve recursos mediacionais como linguagem e instrumentos” (WERTSCH et al., 1993, p. 352).

“A agência envolve afazeres reais de gente real atuando no mundo social, sempre através da coletividade, processo que se dá continuamente, ao longo da vida” (ARCHER, 2000, p. 261-268).

Giddens (1979, p. 57, 68, 83) relaciona agência e estrutura – teoria da estruturação

“As ações das pessoas são formatadas pelas estruturas sociais e essas ações servem para reforçá-las ou reconfigurá-las”.

Agente se refere a uma pessoa engajada no exercício de poder no sentido da habilidade para produzir efeitos para construir o mundo (KARP, 1986, p. 137 apud AHEARN, 2001).
Essa compreensão funda a ideia de que não há agência no singular. Agência Implicações Referências Posicionamento

Alguns estudiosos defendem a agência como uma noção não individual (nonindividualistic) – é freqüentemente uma propriedade de grupos e envolve recursos mediacionais como linguagem e instrumentos (WERTSCH et al., 1993, p. 352). Como articular
escola e mundo social?

De que modo a escola pode aglutinar diferentes mundos de letramento ? Perspectiva ecológico social


A escola faz parte de um espaço ecológico (rede de estruturas encaixadas). (BROFENBRENNER, 1996) Barton (1993) argumenta que cada pessoa vive diferentes experiências e demandas de leitura e escrita. Ao lerem e escreverem, elas também têm esperanças e propósitos diferenciados. Existem mundos separados de adultos e crianças, de homens e mulheres, de pessoas que falam diferentes línguas. Além do mundo privado da família, existem também variados mundos de letramento públicos, definidos pelas instituições sociais das quais participamos: escola, trabalho, igreja, instituições oficiais.
Como os gêneros textuais podem ser elementos estruturantes (estruturadores/organizadores) da ação social?

O que significa trabalhar o gênero como ação social?

Como trabalhar o caráter agentivo dos gêneros textuais? Implicações
“Um promotor das capacidades e recursos de seus alunos e suas redes comunicativas para que participem das práticas sociais de letramento” (KLEIMAN, 2006, p. 82-88).

Um mobilizador de recursos, atento às necessidades, potencialidades e saberes dos membros da comunidade de aprendizagem e voltado para a construção da autonomia dos aprendizes. Agente de letramento Aprendizagem - resultado de um ‘fazer coletivo’ e de uma ‘transformação agentiva’ e não apenas cognitiva. Não se trata de transformar indivíduos, noutros termos, olhar a relação entre “ser e tornar-se”, mas de transformar coletividades, voltar-se para “ser com o outro”. Agentes de letramento
Mediador agentivo “The most profound, far-reaching and significant impact of literacy on people’s lives is in its empowering potential. To be literate is to become liberated from the constraints of dependency. To be literate is to gain a voice and to participate meaningfully and assertively in decisions that affect people’s lives. To be literate is to be politically conscious and critically aware and to demystify social reality... Literacy helps people to become self-reliant and resist exploitation and oppression. Literacy provides acess to written knowledge and knowledge is power” (JAMES, 1990, p. 16 apud AUERBACH, 2005, p. 363). Implicações MESA-TEMÁTICA 3
  
LETRAMENTO FAMILIAR EM REDE:
SUBSÍDIOS PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS Participantes:
Profa. Dra. Maria do Socorro Oliveira (UFRN)
Profa. Dra. Ivoneide Bezerra de Araújo Santos (IFRN)

Mediadora:
Profa. Dra. Maria da Penha Casado Alves Projetos envolvidos Letramentos e políticas públicas: escola vs mundo contemporâneo (UFRN – PROPESQ);

O habitus de estudar: construtor de uma nova realidade na educação básica da Região Metropolitana de Natal (UFRN/CAPES/OBEDUC). Escolas parceiras Escola Municipal Professor Ulisses de Góis
Bairro Nova Descoberta

Escola Municipal Professor Horácio de Góis
São Gonçalo do Amarante - Guanduba

Escola Municipal Professor Luiz Maranhão Filho
Bairro Cidade Nova Projetos de letramento “Representa um conjunto de atividades que se origina de um interesse real na vida dos alunos e cuja realização envolve o uso da escrita, isto é, a leitura de textos que, de fato, circulam na sociedade e a produção de textos que serão lidos, em um trabalho coletivo de alunos e professor, cada um segundo sua capacidade” (KLEIMAN, 2000, pág. 238). 1. Microssistema - territórios como a casa/família, com os pais e os irmãos, a sala de aula, espaços de brincadeira.

2. Mesosistema - relação escola/família, família/amigos da vizinhança, associações, grupos.

3. Exosistema - o desemprego ou as condições de trabalho dos pais, a sua rede de amigos, a sala de aula de um irmão mais velho, os serviços sociais locais.

4. Macrosistema - cultura social (situações de crise econômica ou política, globalização).
Projetos de letramento http://www.youblisher.com/p/511507-Quarta-edicao-Jornal-Ensolarado/ http://www.youblisher.com/p/422257-Terceira-Edicao-Jornal-Ensolarado/ Letramento familiar - como responder a esse desafio/demanda? E. M. Ulisses de Gois
Natal/RN “Educate a boy and you educate a man, but educate a girl and you educate a family” (Adelaide Sophia Hunter Hoodless) Letramento: escola, família
e comunidade Desfile Cívico
E. M. Ulisses de Góis
Natal/RN Obrigada! Leitura e escrita estão na vida social;Letramento como um fator de empoderamento na vida das pessoas; Articulação da escola com o mundo social (família e comunidade);Escola como lugar dos processos de mudança, inovação e inclusão;Consideração dos traços identitários da escola e dos agentes que a integram: alunos, professores, pais etc. Premissas Políticas públicas Não há como negar o elevado esforço no âmbito das políticas públicas, destinas à educação no Brasil, por exemplo, Programas de formação continuada do professor, alfabetização e educação de jovens e adultos e idosos, análise e avaliação do livro didático (Ministério da Educação e Cultura em parceria com diferentes instituições).

Em razão, porém, da complexidade das sociedades modernas, afetadas pela globalização e fragilizadas por processos de exclusão, do caráter generalizante das políticas públicas, que visam atender integralmente a população bem como da complexidade da educação linguística, julgamos que muito há a se fazer no campo das políticas de letramento no país.
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