Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Transtornos da Voz 2012/2

Aula Avaliação da Voz - Curso de Fonoaudiologia UFRGS
by

karine schwarz

on 31 May 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Transtornos da Voz 2012/2

Avaliação Vocal

Professora Dra. Karine Schwarz
Curso de Fonoaudiologia - UFRGS Objetivo
Descrever o perfil vocal básico de um indivíduo e verificar a influência do comportamento vocal na gênese da disfonia. Avaliação Multiprofissional Identificar os prováveis fatores causais
Descrever as características de perfil vocal
Os hábitos adequados e inadequados à saúde vocal
Os ajustes do trato vocal empregados na produção da voz
Relação entre corpo-voz-personalidade O que avaliar depende do objetivo da avaliação e da hipótese diagnóstica. Triagem

* Análise perceptivoauditiva da qualidade vocal
* Medidas fonatórias: tempo máximo de fonação de uma vogal, tempo de números e relação s/z
* Avaliação corporal básica: relação corpo e voz Avaliação Vocal Clínica Completa

* Anamnese completa
* Análise perceptivoauditiva da qualidade vocal
* Medidas fonatórias: tempo máximo de fonação, tempo
de números e relação s/z
* Avaliação corporal básica: relação corpo e voz
* Análise Acústica
* Avaliação laringe (médico)
* Avaliação in loco nas vozes ocupacionais e profissionais Anamnese

1. Identificação pessoal
2. Queixa e duração
3. História pregressa da disfonia
4. Hábitos inadequados
5. Investigação complementar
6. Antecedentes pessoais e familiares
7. Tratamentos anteriores
Protocolos (Behlau et al. 2001; Sataloff, 1997) 2. Queixa e duração

A queixa é o motivo da consulta e representa
o sintoma da disfonia
Pode revelar o grau de conscientização
Organizar a informação sobre a dificuldade atual e o tempo da sua evolução Sintoma: é qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, podendo ou não consistir-se em um indício de doença Sinal: alterações percebidas ou medidas por outra pessoa Principais Sintomas (Behlau et al., 2001)

* Alterações na qualidade vocal
- identificar o que mudou na qualidade vocal (lesões de massa)

* Fadiga e esforços vocais
- cansaço progressivo, esforço para melhorar a projeção; piora da voz em determinados períodos (fendas ou disfonia por tensão) * Presença de ar na voz
- ar constante, no final das emissões ou nos agudos, quando canta (fendas triangulares, nos quadros de tensão muscular; ou fusiformes, nas AEM)

* Perda de frequência na extensão vocal
- quadros inflamatórios agudos, presença de edemas, uso excessivo da voz * Descontrole na frequência da voz
- quebras, falta de modulação, modulação excessiva ou voz trêmula (alterações neurológicas, disfonia psicogênica, problemas na mutação) * Descontrole na intensidade
- quebras com perda de sonorização ou dificuldade de modular a intensidade. Abuso ou fadiga vocal, distúrbios neurológicos. * Sintomas de sensações desagradáveis à emissão
- queixas de dor à produção da voz, dor muscular, sensação de ardor, queimação ou corpo estranho na laringe (tensão muscular ou lesões da região posterior - granulomas por refluxo) 3. História Pregressa da Disfonia
- Coletar informações sobre como ocorreu a instalação
da alteração e a impressão de outras pessoas sobre a voz.
- Origem do encaminhamento
- Impressão do paciente sobre sua voz
- Impacto da alteração na sua vida
- VHI (Voice Handicap Index) - Índice de Auto-avaliação da Capacidade Vocal (Jacobson et al., 1997) 4. Hábitos inadequados
Externos: tabagismo, etilismo, uso de ar-condicionado
Comportamento vocal: fonotrauma devido abuso e mau uso 5. Investigação complementar
- Distúrbios alérgicos
- Distúrbios faríngeos
- Distúrbios bucais
- Distúrbios nasais
- Distúrbios otológicos
- Distúrbios pulmonares
- Distúrbios do aparelho digestivo
- Distúrbios hormonais
- Distúrbios neurovegetativos 6. Antecedentes Pessoais e Familiares
Pessoais: cirurgias e doenças
Familiares: quadros de inadaptação fônica, AEM, malformações congênitas Tratamentos anteriores
- Medicamentosos, fono, cirúrgico, psicológico, outros
- Fono (tempo, participação, motivação, resultados) Avaliação do comportamento vocal

Objetivo: diagnóstico da função vocal e identificação de uma possível disfonia. 1. Avaliação dos parâmetros vocais
- tipo de voz, sistema de ressonância, frequência,
intensidade, medidas fonatórias, coordenação pneumofonoarticulatória. 2. Descrição dos ajustes de trato vocal e do corpo empregados na produção da voz
- alinhamento vertebral, posição do tórax e cabeça, posição da laringe no pescoço, participação do vestíbulo laríngeo, grau de abertura de boca e zonas de hipertonia muscular 3. Identificação dos compotamentos vocais negativos em situações externas à da avaliação clínica
- descrição dos hábitos vocais, emprego de diferentes tipos de vozes e identificação das habilidades gerais de comunicação. Qualidade vocal
- termo empregado para designar o conjunto de características que identificam uma voz
- impressão total criada por uma voz
- há sempre um padrão básico que identifica o falante
- fornece informações sobre características físicas e de formação educacional.
- Soprosidade, rugosidade e tensão Tipo de Voz
Seleção de ajustes motores empregados, ao nível de pregas vocais/laringe e sistema de ressonância + aspectos psicológicos e socioeducacionais Tipo de voz não é sinônimo de voz disfônica!
Não deve ser analisado isoladamente.
Disfonia pode ser um conceito "negociável".
Behlau et al, 2001. Escalas de Avaliação Perceptivoauditiva

1. CAPE V (Zraick RI, Kempster GB, Connor NP, Thibeault S et al. Establishing Validity of the Consensus Auditory-Perceptual Evaluation of Voice (CAPE-V). Am J Speech Lang Pathol 2011; 20: 14-22

2. Escala Japonesa GRBAS; GRBASI (Japan Society of Logopaedics and Phoniatics, Hirano 1990) Avaliação perceptivoauditiva da qualidade vocal
Clássica e tradicional da rotina clínica
Corresponde à impressão geral da voz
Aspectos de fonte e filtro Sistemas de Ressonância
Conjunto de elementos do aparelho fonador que visam à moldagem e à projeção do som no espaço.
Caixas de ressonância: pulmões, laringe, faringe, cavidade da boca, cavidade nasal e seios paranasais. O uso excessivo de uma das caixas ou regiões envolvidas gera um desequilíbrio no sistema ressonantal

Laringe: confere à emissão uma característica tensa (foco vertical de ressonância baixo) - "Voz presa na garganta"
Faringe: tensa, foco vertical não tão baixo, característica metálica, pela relexão do som nas paredes rígidas da faringe
Boca: personalidade de caráter narcisista - sobrearticulação
Nariz: foco vertical alto, associados fissuras, insuficiência ou incompetência do palato mole Aspectos temporais da emissão sustentada
TMF e as características da emissão (ataque vocal e estabilidade da emissão) TMF - diagnóstico e evolução Indica a habilidade do paciente em controlar as forças aerodinâmicas da corrente pulmonar e as forças mioelásticas da laringe. Teste de eficiência glótica.
Prolongamento de uma vogal no tom habitual com uma única inspiração (3x)
20 s homens
14 s mulheres
Crianças (até 10 anos) - acompanha idade
* Andrews ML. Avaliação. In: _. Manual de
Tratamento da Voz: da pediatria à geriatria. São
Paulo: Cengage Learning; 2009. p.60. Interessante
O falante, na fala encadeada, realiza recargas aéreas a cada 1/3 do seu TMF.
Indivíduos com técnica vocal inadequada usam ar de reserva expiratória (inspirações longas, ofegantes, esforço muscular - coordenação pneumofônica pouco eficiente.
Paralisia: recargas a cada 1-2 s - fadiga e hiperventilação.
(Belhau et al, 2001) Características da Emissão
Ataque vocal (maneira como se inicia o som - configuração glótica)
isocrônico
brusco
soproso
* Texto para avaliação
Estabilidade da emissão (requer acurado controle do SNC)
medidas de perturbação (análise acústica)
quebras de sonoridade
quebras de frequência
bitonalidade
flutuações de frequência e intensidade
modificações globais na qualidade vocal
uso do ar de reserva Registros vocais
- diversos modos de emitir os sons da tessitura
- sons de um mesmo registro apresentam uma característica uniforme que permite distinguí-los de sons de outros registros
- avaliação essencialmente audiva (espectrografia pode auxiliar) Registro Basal - 10 a 70 Hz - pulsátil Registro modal (80 - 560 Hz) peito - misto e cabeça
É o que utilizamos geralmente em nossa fala habitual. Registro elevado (160 a 800 Hz) - falsete (maior e mais importante) e flauta (rara) Diferença registro de cabeça e falsete:
Falsete é mais débil, carcaterística de leveza, na laringoestroboscopia mínima superfície de contato. Flauta: apito, gerando sons semelhantes a silvos de pássaros. Sensação de frequência e intensidade

Pitch - sensação psicofísica da frequência fundamental

Loudness - sensação psicofísica da intensidade (fraca, adequada, forte) Uso divergente de registros Articulação e Pronúncia Aspectos Rítmicos da Emissão
Ritmo
Velocidade de fala (número de palavras/min) 140 pal/min
Faixa 130-180 pal/min - (Behlau et al, 2001)
Diadococinesia (habilidade de realizar rápidas repetições de segmentos simples de fala (nível laríngeo: /a.. a.. a../ - fala /pa ta ka/.
Reflete a adequação da maturação e a integração neuromotora
Normal 4 a 6 sílabas/s Resistência Vocal
Habilidade em usar a dinâmica vocal na fala encadeada intensamente, sem demonstrar sinais de cansaço, mantendo a qualidade vocal inicial
Contar de 100 até 1 Dinâmica respiratória
Tipo e modo de respiração
Modo: durante a fonação deve ser oral, nasal ou mista.
Tipo: superior, mista, inferior ou abdominal e costodiafragmática-abdominal (expansão harmônica de toda a caixa toráxica) Estruturas fonoarticulatórias
Funções reflexovegetativas Avaliação corporal Habilidade Gerais de Comunicação
Verificar dificuldades de comunicação em termos de fluência da fala
Audição Psicodinâmica Vocal
Descrição do impacto psicológico produzido pela qualidade vocal, considerando aspectos fonatórios, velocidade e ritmo
Exemplos de impressões transmitidas pela voz Referências Bibliográficas
1. Voz - O livro do Especialista Vol I - Mara Behlau, 2001
2. Distúrbios da Voz e Seu Tratamento - Margaret Fremam e Marget Fawcus, 2004
3. Oliveira IB.Avaliação Fonoaudiológica da Voz: Reflexões sobre condutas com Enfoques à Voz Profissional. Iára Bittante de Oliveira.Tratado de Fonoaudiologia - Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. 2 ed. cap. 77, 2010.
Andrews ML. Avaliação. In: _. Manual de Tratamento da Voz: da pediatria à geriatria. São Paulo: Cengage Learning; 2009 Instrumentos de avaliação

* A reprodutibilidade , a
acurácia , o grau de importância do teste para
tomada de decisão, custos, riscos, a
aceitabilidade do instrumento e a contribuição do
teste na melhora do agravo/doença ou na
produção de efeitos adversos devem ser
considerados. Goulart BNG, Chiari BM. Testes de Rastreamento x Testes de Diagnóstico: atualidades no contexto da atuação fonoaudiológica.
Pró-Fono 2007; 19(2): 223-232. http://www.scielo.br/pdf/pfono/v19n2/a11v19n2.pdf Escala de Sintomas Vocais
Moreti F, Zambon F, Oliveira G, Behlau M. Equivalência cultural da versão brasileira da Voice SymptomScale: VoiSS.Jornal da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia 2011; 23(4), 398-400. Estudo testou os indivíduos de três línguas nativas, não houve efeito significativo da língua materna sobre a percepção dos indivíduos em relação à disfonia.

Altenberg E, Ferrand C. Perception of individuals with voice disorders by monolingual English, bilingual Cantonese-English and bilingual Russian-English women. JSLHR 2006; 49: 879-887. GRBASI

G(grade) – grau da disfonia
R(rough) – aspereza
B(breath) – soprosidade
A (asthenic) – astenia (fraqueza)
S (strain) – tensão
I (instability) - instabilidade
(0=normal; 1=leve; 2=moderado; 3=grave) CAPE V (Consensus Auditory-Perceptual
Evaluation of Voice)

Escala analógico-visual de 100mm (10cm)
Marcação de atributos relacionados a
gravidade geral (da disfonia), aspereza,
soprosidade, constrição, pitch e loudness
(em relação à normalidade)
Amostra de voz composta por:
i) Vogal sustentada
ii) Leitura de 6 sentenças pelo paciente
iii) Fala espontânea (20 segundos)
Grau de desvio:
0 = ausente 1=discreto
2=moderado 3=acentuado Relação s/z
Prolongamento de cada um dos fonemas /s/ e /z/ no tom habitual em uma única inspiração
Valores de normalidade isolados de /s/e /z/ semelhantes ao TMF
0,8 – 1,2 normal
< 0,8 predomínio de forças mioelásticas
> 1,2 predomínio de forças aerodinâmicas
* Andrews ML. Avaliação. In: _. Manual de Tratamento da Voz: da pediatria à geriatria. São Paulo: Cengage Learning; 2009. p.60. Avaliação da Permeabilidade Nasal
ENMA, parte côncava
Posicionamento na ENA (espinha nasal anterior)
Paciente com olhos fechados faz expiração nasal Quantificação do Escape Aéreo Nasal

Limpar as narinas separadamente, mesmo
sem queixa de IVAS
Com olhos fechados, usando face reta do
espelho posicionada na região da ENA
Emissão de /s/ sustentado
Emissão de /ki/ repetidamente e /pataka/
repetidamente * Anamnese (queixa e sintomas)
* Definição de “G” (grau geral de disfonia) e
identificação do parâmentro mais desviado
* TMF vogal [E]
* Campo dinâmico vocal Aspectos Particulares da Avaliação da Voz Profissional

Difere da população em geral Avaliação Fonoaudiológica
* Alterações vocais, às vezes, discretas. Anamnese
Direcionada para o uso da voz e genérica (saúde geral, qualidade de vida)
Ex: Para cantores, tipo e quantidade de treinamento vocal, número de anos de estudo e número de professores de técnica vocal, estilos musicais. Avaliação comportamental vocal

*Diferenças extremas entre a qualidade vocal empregada
na voz habitual e na voz profissional, ou uso prolongado da qualidade vocal profissional
* Tensões musculares específicas
* Articulações do som da fala (ex. canto lírico, encurtamento das fricativas)
* Avaliação in loco da voz profissional (questões posturais, ambientais) Avaliação Acústica
Formante do cantor: incremento de energia na região aguda do espectro (ao redor de 3.000 Hz) Referências Bibliográficas
Voz - O livro do Especialista Vol II - Mara Behlau, 2005. p.287.
Full transcript