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Produção do conhecimento: uma característica fundamental das

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Silvia Beltrane Cintra

on 31 March 2015

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Produção do conhecimento: uma característica fundamental das sociedades humanas.
Primeiras palavras
Até o final da idade média a busca por conhecimento não levava em conta as transformações e conflitos sociais, estes eram entendidos como fenômenos naturais ou resultado da providência divina.
Contexto histórico que contribuiu para o surgimento de uma ciência da crise: Sociologia.
Formas de conhecimento
Filosófico:
procura da sentido racional aos mistérios do mundo;
Religioso:
sustentado pela crença na existência de uma realidade exterior ao mundo que influencia a percepção e a explicação da realidade social;
Senso comum:
baseado na experiência, não cabe questionamento, é a primeira forma de conhecimento;
Científico:
busca constantemente explicações, fundamenta-se na observação e na experimentação.
Ciência e senso comum: opostos ou complementares?
Paulo Freire:
Entendia senso comum e conhecimento científico como complementares, segundo ele não há produção do conheciemento sem que haja conexão entre o sujeito que produz e sua realidade social. Contrapondo-se ao Positivismo, Freire defende que o conhecimento o conhecimento que o estudante traz para escola deve ser respeitado e orientado para que ele possa produzir uma interpretação crítica do mundo em que vive.
Sec. XIV: Crise do Feudalismo
Sec. XVI: Reforma Protestante
Sec. XVIII: Rev. Industrial/Iluminismo/Rev. Francesa
Sec. XIX: Sociologia
Ver texto no link: http://www.sociofilo2012.blogspot.com.br/2013/02/surgimento-da-sociologia.html
O sociólogo Boaventura de Souza Santos acredita que tal oposição se justificou nos séculos XVIII e XIX, atualmente a ciência teria que se tornar popular, tornando assim o senso comum mais crítico e menos receptivo a verdades prontas.
A interpretação científica da realidade social
o estabelecimento da ciência como principal meio de explicar o mundo influenciou o modo como a realidade social passou a ser interpretada a partir do século XIX. As transformações sociais, políticas e econômicas que culminaram com as revoluções Industrial e Francesa trouxeram para seus contemporâneos novos dilemas a ser enfrentados.
A Revolução Francesa modificou a estrutura tanto social quanto ideológica da sociedade europeia, abrindo caminho para que os ideais iluministas se consolidassem na Europa. Já a Revolução Industrial alterou a estrutura social, permitindo a existência de uma nova classe social (dos trabalhadores das fábricas) e favorecendo a existência de uma sociedade eminentemente urbana e capitalista. Assim, a sociologia se tornou a ciência responsável por compreender, de forma científica, essas transformações vivenciadas, sobretudo a partir do século XIX.
O francês Auguste Comte é considerado o pai da Sociologia, ele foi o primeiro a definí-la como ciência que busca a compreensão das estruturas, dos significados e das relações sociais. Naquele contexto, a Sociologia foi pensada como uma técnica para encontrar as soluções dos problemas da sociedade industrial europeia, principalmente da desigualdade, pelos riscos que causa à reestruturação da ordem social.
Max Weber (1864-1920)
Sociólogo, historiador e economista alemão. Suas ideias, juntamente com as de Durkheim e Marx, compõe a chamada Sociologia clássica. Desenvolveu a
Sociologia compreensiva
, com o objetivo de compreender o sentido que os atores sociais dão às suas ações. Sua metodologia se vale do
Tipo Ideal
, um modelo acentuado e abstrato daquilo que se observa na realidade, sua análise dos fenômenos sociais era qualitativa.
Émile Durkheim (1858-1917)
Sociólogo francês, foi o primeiro a desenvolver a Socilogia como disciplina acadêmica. Foi o precursor do funcionalismo, corrente de pensamento das Ciências Sociais segundo a qual todos os eventos e fenômenos que ocorreram na sociedade possuem um significado para o todo e contribuem para o equilíbrio e a coesão social.
Karl Marx (1818-1883)
Econmista, historiador, filósofo e jornalista. Criador da teoria socialista, segundo Marx, o motor da história é a luta de classes, que teve início com a criação da propriedade privada dos meios de produção.
Métodos de investigação científica nas ciências sociais.
Pesquisa quantitativa: foi desenvolvida para analisar a sociedade industrial com base em uma grande massa de dados numéricos. Em O Suicídio, Émile Durkheim utilizando-se da pesquisa quantitativa, buscou provar que o suicídio era um fenômeno social, e não individual.
O método quantitativo exige a utilização do questionário como instrumento de pesquisa; o questionário deve ser elaborado com perguntas e alternativas de respostas objetivas.
Pesquisa qualitativa: o pesquisador mantém contato direto e pessoal com a comunidade estudada, a metodologia conta com uma
hipótese
para ser comprovada e um trabalho de campo, toda a pesquisa é registrada em um diário de campo, este servirá de matéria-prima para análise do pesquisador.
Métodos de análise sociológica da realidade social
Émile Durkheim: Funcionalismo ou método comparativo (método experimental) : analisa um fenômeno com o objetivo de chegar a regularidades (leis) que permitam elaborar generalizações e teorias explicativas do fenômeno observado. O funcionalismo defende que todas as práticas sociais têm função na sociedade, assim como cada um dos órgãos humanos. Ex: a escola.
Método compreensivo
Max Weber: o fenômeno social é específico, e seu estudo exige um método próprio distinto daquele das ciências da natureza. A compreensão dos fenômenos da sociedade só é possível com a análise dos significados ou sentidos que o homem dá à vida e às suas ações em diferentes culturas. Segundo Weber, a ação humana tem intenção e sentido próprios, e cabe à Sociologia interpretar essa maneira de agir, tornando-a compreensível.
Materialismo histórico e dialético
Karl Marx: na produção da vida material são estabelecidas relações de produção em que determinados grupos exercem dominação sobre outros. Do conflito entre os diferentes interesses surgem as transformações históricas, que geram novos modos de produção e bens materiais. A sociedade é formada por superestruturas: jurídicas, políticas e ideológicas. Em determinadas condições históricas e materiais, a classe dominada toma consciência dessa dominação e provoca a transformação de toda a base econômica da sociedade, o que leva ao surgimento de um novo sistema de relações econômicas e sociais.
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