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PSICOTERAPIA EXPERIENCIAL COM FAMÍLIAS

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by

Ana Julia Camargo

on 23 October 2013

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Transcript of PSICOTERAPIA EXPERIENCIAL COM FAMÍLIAS

Psicoterapia Experiencial com Famílias
Walter Kempler

Terapias Experienciais

Focos: emoções, corpo, experiência no aqui e agora, relação com terapeuta. Dirigida à auto-realização, crescimento pessoal, transformação emocional.
Técnicas Comuns: empatia, representações (enactment), paráfrase. Geralmente de média duração
Exemplos:
-Terapia Focada na Pessoa
-Terapia Focada nas Emoções (EFT)
-Focagem
-Terapia Gestalt
-Terapia Existencial
-Psicodrama
-Análise Transacional (TA)
-Terapia Dinâmica Experiencial Acelerada (EADP)
Mandamentos da Psicoterapia Experiencial
Família 01
PSICOTERAPIA EXPERIENCIAL COM FAMÍLIAS

Trabalho de Fenomenologia
Psicoterapia
"Existem mais de 200 terapias diferentes, o que torna difícil a escolha. No entanto, para simplificar, as psicoterapias podem ser subdivididas pela sua orientação teórica em 4 grandes famílias. As terapias dinâmico-interpessoais, experiencial-humanistas, sistémica-construtivistas e as cognitivo-comportamentais."
A lei em que assenta toda a psicoterapia experiencial com famílias assenta em dois mandamentos:
1. Atenção à intenção em curso como o ponto fundamental de toda a conscientização e intervenções;

2. Envolvimento do terapeuta-pessoa total, que exerce aberta e substancialmente o seu impacto pessoal sobre as famílias com quem trabalha - não apenas um punhado de estratagemas a que se dá o nome de recursos terapêuticos.
"Um pai, uma mãe e filha de oito anos de idade estão envolvidos numa discussão sobre o comportamento da filha..."
"M: Oh, não, claro que não diz. Você deveria ser capaz de dizer tudo o que desejasse.
F: É o que eu faço."
"O pai, clara e firmemente, afirma que a filha é perfeitamente capaz de expressar-se, ao passo que a mãe assevera que ela nunca toma a iniciativa de falar e precisa de ajuda nesse ponto."
"T: (para a mãe) A senhora ignora os comentários dela.
M: (ao terapeuta) Ignoro porque sei que tenho razão."
"M: Ela acha que somos maus pais. Por exemplo, não a deixamos falar sobre o que ela não gosta em nós... como os gritos do meu marido e talvez o meu choro incomode.
T: Verifique isso com ela. [A mãe faz a pergunta.]"
"A atenção ao tema de qualquer encontro é considerada necessária para iniciá-lo."

"Quando uma família se apresenta, o terapeuta observa COMO essa família se comporta, como entra em contato com ele. A ansiedade predomina em um ou mais dos seus membros? O que é que eles estão fazendo? Como se apresentaram? O pai é quem conduz a família ou deixou-se trazer? Qual é o estado de espírito deles? O terapeuta gosta do aspecto deles? Tratam-se amigavelmente entre si?"
"A conscientização potencial do terapeuta sobre o que vê é infinita e, naturalmente, está impregnada de suas próprias necessidades do momento. Pode acolher a família como um bom anfitrião, sorrindo e estendendo a mão, e pode começar por se apresentar, se um membro da família já não o tiver feito. É de se esperar que, seja qual for a sua conscientização, o terapeuta aborde a família curioso por saber o que ela quererá dele, interessado em ver como exporão as suas necessidades e pronto para entrar em contato com os seus próprios sentimentos do momento."
"O que poderei fazer por vocês?"

"Como se sentem hoje?"
"Nesses momentos iniciais da terapia, o terapeuta serve como agente catalizador, esforçando-se por encorajar as discussões entre os membros da família."
"M: Você quer começar?
P: Você já começou. Continue."

Família 02
"E depois vem o marido, que vem a reboque, estende a mão sem sorrir, resmunga uma saudação cortês e ruma para uma poltrona, obviamente um dragão relutante a quem arrastaram até aqui."
"M: (furiosamente ao pai, através das lágrimas) Mas você não é eficiente. Eles tampouco o escutam e então estoura com eles! Isso não é maneira de lidar com os garotos. Não pode ficar o tempo todo surrando-os."
"P: (rosnando) Você me interrompe sempre. Eles certamente me escutariam, mas sabem que você não deixará de intervir e de me parar.

T: Você está rosnando para a sua esposa."
"A esposa está pronta para diálogo, mas o marido não. A atenção do terapeuta deve, pois, concentrar-se nele, a fim de trazê-lo para uma postura de negociação. Para conseguir isso, o terapeuta deve engajar-se mais e vigorosamente e tornar-se um elemento principal. Há muitas maneiras para fazê-lo."
"A tarefa terapêutica consiste em trazer esse poder disponível para as relações do marido com sua esposa. A melhor maneira para o terapeuta conseguí-lo é dirigindo a sua própria e furiosa frustração para um vigoroso ataque contra a postura choramingas do homem."
"Os que se tornam passivos diante de sua frustração não têm grandes possibilidades de vir a ser psicoterapeutas experienciais de família. De fato, não é provável que se tornem terapeutas de família, seja qual for a sua escola. A terapia familiar exige uma participação ativa, se o terapeuta quiser sobreviver."
"Num encontro terapêutico, a existência do terapêuta-pessoa é mais importante do que a existência de alguma teoria de apoio..."
"Nesta abordagem, o terapeuta tornou-se um membro da família durante as entrevistas; participando o mais completamente que lhe é capaz; espera, assim, ficar possível a apreciações e críticas, ao mesmo tempo que as formula. Ele ri, chora e enfurece-se. Sente e compartilha seus embaraços, confusões e impotências."
Família 03
"Uma outra família composta de mãe, pai e filha de vinte anos é vista pela primeira vez. A filha acaba de ter alta de um hospital psiquiátrico, onde esteve internada por um breve período com o diagnóstico de reação psicótica de caráter agudo."
"A mãe começa (como parece extradiordinariamente comum) por relatar a história acima. Não só começa mas nunca mais acaba... Nunca espera pela resposta, mas continua palrando... - "Oh, bem sei, eu falo pelos cotovelos. Por que é que um de vocês (voltando-se para o marido e a filha) não diz alguma coisa?" - Antes que eles possam, ela já está de novo engatilhada."
"Depois de muitas outras tentativas fúteis para convidar cada um deles, incluindo a filha (que permanece silenciosa), ao observar o comportamento do grupo e a analisar uma possibildade de alterarem esses comportamentos desfavoráveis a um encontro, o terapeuta, com grande exasperação, volta-se para ambos os pais e fala-lhes em termos inequívocos sobre o seu comportamento destrutivo: a incessante tagarelice da mãe, a maneira absurda como o pai a tolerava e, além disso, a ausência como o pai a tolerava e, além disso, a ausência de qualquer trabalho construtivo entre eles."
"Nada existe de obscuro atrás do título de terapeuta. Ele traz sua personalidade e experiência da vida para o encontro familiar. É sua posição única nessa família (não é provável que ele seja escolhido em seus dolorosos e intricados padrões de comportamento - pelo menos não no começo) e sua disposição para se empenhar plenamente com os outros que constituem, de fato, as suas mais valiosas "técnicas" terapêuticas. Por outras palavras, na psicoterapia experimental com famílias não há "técnicas", apenas pessoas. A cada momento, o terapeuta é obrigado a lutar pelo seu direito de ser visto como a si próprio se vê e não permitir distorções tais como, por exemplo, a implicação de que ele é uma criatura onisciente e onipotente."
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