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OFICINA DE FILOSOFIA:

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carine ane

on 16 November 2015

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Transcript of OFICINA DE FILOSOFIA:

FRIEDRICH NIETZSCHE
(1844-1900)
Artista autodidata cria obras surrealistas que vão confundir os seus sentidos - Lisa Adams

- Nasceu em Leipzig (Alemanha);
- Filho de uma família religiosa (seu pai era pastor luterano);
- Estudou Filologia;
- Foi professor Universitário;
- Possuía saúde frágil, o que o afastou da docência;
- Teve um colapso psíquico em 1889;
- Permaneceu em estado vegetativo até sua morte em 1900.
OFICINA DE FILOSOFIA:
"SOBRE VERDADE E MENTIRA"...
...E NIETZSCHE

NIETSCHE TAMBÉM É CONHECIDO COMO O FILÓSOFO DO MARTELO!




"Sobre verdade e mentira no sentido extra-moral" (1873)
PROBLEMATIZANDO...

* O INTELECTO HUMANO É CAPAZ DE CONHECER A VERDADE?

* O INTELECTO HUMANO É CAPAZ DE CONHECER A VERDADE SOBRE TUDO QUE NOS CERCA E SOBRE O PRÓPRIO HOMEM?

* POR QUE POSSUÍMOS UM "IMPULSO", UMA NECESSIDADE DE ESTABELECER VERDADES?



"Em algum remoto rincão do universo cintilante que se derrama
em um sem número de sistemas solares, havia uma vez um astro, em que
animais inteligentes inventaram o conhecimento. Foi o minuto mais soberbo
e mais mentiroso da “história universal”: mas também foi somente
um minuto. Passados poucos fôlegos da natureza congelou-se o astro,
e os animais inteligentes tiveram de morrer. – Assim poderia alguém
inventar uma fábula e nem por isso teria ilustrado suficientemente quão
lamentável, quão fantasmagórico e fugaz, quão sem finalidade e gratuito
fica o intelecto humano dentro da natureza [...] " P. 531.
"Enquanto o indivíduo, em contraposição a outros indivíduos,
quer conservar-se, ele usa o intelecto, em um estado natural das coisas,
no mais das vezes somente para a representação: mas, porque o homem,
ao mesmo tempo por necessidade e tédio, quer existir socialmente e em
rebanho, ele precisa de um acordo de paz [...] P. 532
[...] Esse tratado de paz traz consigo algo que parece ser o primeiro passo
para alcançar aquele enigmático impulso à verdade. Agora, com efeito, é
fixado aquilo que doravante deve ser “verdade”, isto é, descoberta uma
designação o uniformemente válida e obrigatória das coisas, e a legislação
da linguagem dá também as primeiras leis da verdade: pois surge
aqui pela primeira vez o contraste entre verdade e mentira [...] P. 532.
PROBLEMATIZANDO....

* POR QUE NIETZSCHE COMPREENDE QUE A LINGUAGEM "DÁ AS PRIMEIRAS LEIS DA VERDADE"?

* QUAL A RELAÇÃO DA LINGUAGEM E O ESTABELECIMENTO DO QUE É VERDADE E DO QUE É MENTIRA? OU DO "CONTRASTE ENTRE VERDADE E MENTIRA?"










PROBLEMATIZANDO...

*
O QUE É MENTIRA??????

POR QUE OS HOMENS QUEREM SOMENTE A VERDADE?



*
PODEMOS AFIRMAR QUE A LINGUAGEM PODE EXPRESSAR DE FORMA ADEQUADA DA REALIDADE?


[...] O mentiroso
usa as designações válidas, as palavras, para fazer aparecer o não-efetivo
como efetivo; ele diz, por exemplo: “sou rico”, quando para seu estado
se da precisamente “pobre” a designação correta. Ele faz mau uso das
firmes convenções por meio de trocas arbitrárias ou mesmo inversões
dos nomes. Se ele o faz de maneira egoísta e de resto prejudicial, a sociedade não confiará mais nele e com isso o excluirá de si [...] P. 533.
[...] Os homens, nisso,
não procuram tanto evitar serem enganados, quanto serem prejudicados
pelo engano: o que odeiam, mesmo nesse nível no fundo não é a ilusão,
mas as consequências nocivas, hostis, de certas espécies de ilusões. É
também em um sentido restrito semelhante que o homem quer somente
a verdade: deseja as consequências da verdade que são agradáveis e
conservam a vida; diante do conhecimento puro sem consequências ele é
indiferente, diante das verdades talvez perniciosas e destrutivas ele tem
disposição até mesmo hostil [...] P. 533
PROBLEMATIZANDO...
* O QUE É UMA PALAVRA?

* A PALAVRA PODE DESIGNAR O QUE AS REALMENTE SÃO? OU SEJA, SUA VERDADE?

* PORTANTO O QUE É VERDADE?
PROBLEMATIZANDO...
[...] O que é uma
palavra? A figuração de um estímulo nervoso em sons. Mas concluir do
estímulo nervoso uma causa fora de nós já é resultado de uma aplicação
falsa e ilegítima do princípio da razão. Como poderíamos nós, se
somente a verdade fosse decisiva na gênese da linguagem, se somente o
ponto de vista da certeza fosse decisivo nas designações, como poderíamos
no entanto dizer: a pedra é dura: como se para nós esse “dura” fosse
conhecido ainda de outro modo, e não somente como uma estimulação
inteiramente subjetiva! Dividimos as coisas por gêneros, designamos a
árvore como feminina, o vegetal, como masculino: que transposições arbitrárias! [...] P. 534.
[...] O que é a verdade, portanto? Um batalhão móvel de metáforas,
metonímias, antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas,
que foram enfatizadas poética e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e
que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias:
as verdades são ilusões, das quais se esqueceu que o são, metáforas
que se tomaram gastas e sem força sensível, moedas que perderam sua
efígie e agora só entram em consideração como metal, não mais como
moedas [...] p. 535.
PROBLEMATIZANDO...

* O INTELECTO "DESCOBRE" OU "CONSTRÓI" A VERDADE?

* EXISTEM HOMENS QUE COMPREENDEM QUE ESTE GRANDE "EDIFÍCIO DE CONCEITOS" CONSTRUÍDO PELO HOMEM É ERIGIDO SOBRE ILUSÕES?




[...] Enquanto o homem guiado por
conceitos e abstrações, através destes, apenas se defende da infelicidade,
sem conquistar das abstrações uma felicidade para si mesmo, enquanto
ele luta para libertar-se o mais possível da dor, o homem intuitivo, em
meio a uma civilização, colhe desde logo, já de suas intuições, fora a defesa
contra o mal, um constante e torrencial contentamento, entusiasmo,
redenção [...] P. 540.
[...] Ele copia a vida humana, mas a toma como uma boa coisa e parece
dar-se por bem satisfeito com ela. Aquele descomunal arcabouço e travejamento
dos conceitos, ao qual o homem indigente se agarra, salvando-se
assim ao longo da vida, é para o intelecto que se tornou livre somente um
andaime e um joguete para seus mais audazes artifícios: e quando ele o
desmantela, entrecruza, recompõe ironicamente, emparelhando o mais
alheio e separando o mais próximo, ele revela que não precisa daquela
tábua de salvação da indigência e que agora não é guiado por conceitos,
mas por intuições [...]. p. 539
[...] Dessas intuições nenhum caminho regular leva
à terra dos esquemas fantasmagóricos, das abstrações: para elas não foi
feita a palavra, o homem emudece quando as vê, ou fala puramente em
metáforas proibidas e em arranjos inéditos de conceitos, para pelo menos através da
demolição
e escarnecimento dos antigos limites conceituais
corresponder criadoramente à impressão de poderosa intuição presente [...] p. 539- 540
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