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Israel e Palestina: Antecedentes e Histórico do Conflito

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Chico Marchese

on 31 August 2016

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Israel e Palestina: Antecedentes e Histórico do Conflito
1917
1947
1949
1967
1987
1993
2000
2007
2012
Declaração Balfour, pelo Reino Unido, vista pelos judeus como uma promessa de formação de um Estado israelense nos territórios palestinos.
Plano de partilha da ONU: Criação do Estado de Israel e de um Estado Palestino.
Expansão das fronteiras: Israel vence a primeira guerra árabe-israelense, conhecida como Guerra de Independência, e expande suas fronteiras.
Guerra dos Seis Dias: Israel conquista o deserto do Sinai e a faixa de Gaza (Egito), a Cisjordânia e Jerusalém Oriental (Jordânia) e as colinas de Golã (Síria).
Primeira Intifada: Durou até o ano de 1993, com os palestinos empreendendo uma constante revolta popular.
Acordos de Oslo: Israel se compromete a devolver os territórios ocupados em 1967 em troca de um acordo de paz definitivo.
Camp David: Israel oferece soberania aos palestinos em certas áreas de Jerusalém Oriental e retirada de quase todas as áreas ocupadas.
Palestina exige soberania plena nos locais sagrados de Jerusalém e a volta dos refugiados. Israel recusa.
Início da Segunda Intifada
Começa a batalha de Gaza, que resulta na tomada do território pelo Hamas, tirando o poder do Fatah.
A Autoridade Nacional Palestina propõe resolução na Organização das Nações Unidas para ser reconhecida como Estado, o que é acatado por 134 países.
A Palestina é aceita como um Estado Observador da ONU, o primeiro passo para seu legítimo reconhecimento.
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. .

"Wars are won not only in the battlefield, but also with words."
– Efraim Inbar
Introdução
O conflito israelo-palestino é um dos mais complexos do cenário internacional e o principal ponto de instabilidade dentro do Oriente Médio. O território conhecido como Palestina é alvo de disputas há mais de um século e nele misturam-se vários elementos. Nasceu como uma disputa entre dois movimentos nacionais sob diferentes pretextos, provocando a intromissão das potências durante a Guerra Fria, ocasionando diferentes conflitos bélicos, além de entrecuzarem-se ideologias, religião, controle de recursos naturais, dentre outros elementos que só tornaram tais rivalidades ainda mais complexas.
Contexto Histórico
Por sua localização na costa mediterrânea, este território teve uma larga e rica história de ocupação humana. Desde a Antiguidade, passaram por ele diferentes povos e civilizações, criando uma realidade multiétnica e multiconfessional que existe até hoje. Foi o berço das três maiores religiões monoteístas do planeta. Para os judeus, a terra é santa porque lhes foi prometida por Deus; para os cristãos, porque Jesus, sendo judeu, nasceu e viveu lá; para os muçulmanos, porque Jerusalém é o local da subida do profeta Maomé aos Céus.
Histórico Judeu com o Território
O laço judeu à Terra de Israel data de mais de 3.700 anos. De acordo com a Bíblia, Deus prometeu que os descendentes do patriarca Abraão herdariam a terra. O Livro Sagrado revela que o povo judeu foi escravizado no Egito, até que Deus os libertou. Após sua libertação do Egito, o povo judeu foi liderado por Moisés - o maior profeta da história judaica - e levado à Terra de Israel. No entanto, foi Josué, sob o comando de Deus, que conquistou a Terra, iniciando assim a formação do primeiro estado judeu. No ano 70 d.C., além de destruir o Templo Sagrado de Jerusalém, os romanos expulsaram os judeus de sua terra, dando início à diáspora, que significa a dispersão dos judeus para outros lugares do mundo. Contudo, apesar de terem sido conquistados pelos romanos, muitos judeus continuaram a viver na Terra de Israel.
O território que segundo a tradição bíblica se designa como terra de Israel, e que a administração romana tinha designado de região administrativa da Judeia, é renomeado de Palestina - uma referência ao povo dos filisteus - para desmotivar e apagar nos judeus o espírito de uma revolta e minar a esperança de retorno ao povo exilado.
Histórico Palestino com o Território
Em 638, com o nascimento e expansão do Islamismo, a terra de Israel é conquistada pelos árabes, dando início a 1.300 anos de presença muçulmana em Israel. Porém, o país nunca foi exclusivamente árabe. Após as invasões muçulmanas do século VII, o árabe tornou-se gradualmente a língua da maioria da população da região. Apesar do controle muçulmano, nenhum estado árabe independente chegou a ser estabelecido na Terra de Israel.
Enquanto os muçulmanos dominavam a região, cristãos e judeus viviam em paz, já que eram considerados os Povos do Livro. Cristãos e judeus tinham controle autônomo em suas comunidades e eram permitidos a praticar as suas religiões com liberdade e segurança. Tal tolerância religiosa demonstrada pelo povo muçulmano é rara na história do homem.
Em 1517, os turcos otomanos da Ásia Menor conquistaram a região e, com poucas interrupções, governaram Israel, então chamada de Palestina, até o inverno de 1917-18.
Sionismo
Os israelenses asseguram que o território em conflito lhes pertence porque assim diz o Antigo Testamento. Alegam que sempre tiveram judeus no território e que devem retornar a Terra de Israel, assim como está escrito na Bíblia.
A intenção do povo judeu era criar um Estado de Israel. Estas ideias pertencem ao movimento sionista que surgiu como resposta as perseguições que viveram ao longo de toda sua história. É um movimento de libertação nacional que promete acabar com o antissemitismo.
2ª Guerra Mundial 1939 - 1945 Holocausto
A Assembleia Geral da ONU aprovou em 1947 , atendendo a um pedido da Inglaterra, a partilha da Palestina em dois Estados: um árabe e outro judaico. A repartição privilegiou os judeus que ficaram com 56% do território.
Jerusalém receberia o status de cidade internacional.
O plano, que foi rejeitado pelos palestinos, nunca chegou a ser posto em prática.
Segundo o estudioso Henri Cattan, os sionistas "não respeitaram nem antes nem depois os limites fixados pela resolução de partilha da ONU", pois, antes da fundação de Israel e da primeira guerra árabe-israelense, os judeus, através de sua superioridade econômica e militar (e paramilitar das milícias de direita), já tinham comprado 6% das terras e invadido a maior parte delas, expulsando a população civil árabe-palestina. Assim, após a primeira guerra árabe-israelense de 1948-49, a ocupação sionista da Palestina havia ascendido a mais de 70% do território, deixando aos árabes as piores terras de cultivo para sobreviver.
É proclamada a independência do Estado de Israel em 1948, contando com uma reação imediata dos países árabes vizinhos (Egito, Jordânia, Iraque, Síria e Líbano) que enviaram seus exércitos para a região visando eliminar do mapa a recém criada nação.
O conflito termina no ano seguinte com a vitória de Israel, que expande seus territórios.
Criação da OLP - 1964
Por esta época, uma nova geração de palestinos crescia no exílio, principalmente no Cairo (Egito) e em Beirute (Líbano). Aos poucos, surgiram vários movimentos políticos, sendo o mais importante o Fatah, uma organização guerrilheira criada por Yasser Arafat, que se pretendia completamente independente dos regimes árabes cujos interesses não fossem os mesmos dos palestinos e que pregava um confronto militar com Israel. Em 1964, com o apoio dos países árabes, foi fundada em Jerusalém a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), sob controle do Egito, constituída a partir do Fatah e que passou a ser presidida por Yasser Arafat. A OLP era composta basicamente de membros dos exércitos do Egito, Síria, Jordânia e Iraque. O Fatah começou a agir dentro de Israel. A população israelense continuava a crescer por força da imigração. Em 1967, do total de 2.3 milhões de habitantes, os árabes representavam 13%. A economia crescera em razão da ajuda americana e por causa da contribuição financeira de judeus do mundo inteiro e também por causa das reparações de guerra da Alemanha.
Em 1993, após a assinatura dos Acordos de Oslo, a OLP passa a se chamar ANP (Autoridade Nacional Palestina), devendo existir até 1999, ano em que, se esperava, as fronteiras entre ambos países já teriam sido plenamente delimitadas.
Em 1967, com o crescimento das tensões árabe-israelenses, intensificados por causa do terrorismo palestino em Israel e o re-bloqueio do Golfo de Ácaba pelo Egito – passagem vital para os navios israelenses, levou ambos os lados a se mobilizarem. Sem esperar que a guerra chegasse às suas fronteiras, os israelenses, fortemente armados pelos EUA, tomaram a iniciativa do ataque, deflagrando a “Guerra dos Seis Dias”. Com uma vitória massacrante em três frentes, Israel ocupa a Faixa de Gaza e a Cisjordânia (territórios habitados por palestinos), e tomam a Península do Sinai do Egito, bem como as Colinas de Golã à Síria.
Guerra dos Seis Dias - 1967
1973
Guerra do Yom Kippur: os países integrantes da Liga Árabe decidem realizar uma invasão surpresa a Israel. Apesar das várias perdas israelenses, seu exército, ainda assim, sai vitorioso.
Guerra do Yom Kippur - 1973
Partilha de Territórios pela ONU - 1947
Guerra de Independência - 1948
Após as várias derrotas do Egito, o presidente egípcio Anwar Saddat, começa a sofrer pressões internas ao seu governo e ver sua posição no mundo árabe ameaçada. Devido a esses fatores, em 1973, Saddat resolve atacar Israel. O plano para o ataque de surpresa a Israel, em conjunto com a Síria, recebeu o nome Operação Badr (palavra árabe que significa "lua cheia"). Tal ataque ocorreu no feriado do Yom Kippur, “Dia do Perdão”, sendo que o conflito que se desenrolou dai recebeu esse nome.
As forças sírias atacaram, então, os baluartes das Colinas de Golã enquanto o Egito atacava as posições israelenses em volta do Canal de Suez e da Península do Sinai. As tropas infligiram graves perdas ao exército israelense. Depois de três semanas de luta, contudo, as forças de Israel obrigaram as tropas árabes a retrocederem às fronteiras iniciais. Damasco, a capital da Síria foi bombardeada.
Uma das consequências desta guerra foi a primeira Crise do Petróleo, já que os estados árabes (membros da OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo) decidiram parar a exportação deste produto para os Estados Unidos da América e para os países europeus que apoiavam a sobrevivência de Israel.
Em 1979, o Egito se torna o primeiro país árabe a reconhecer o Estado de Israel, prometendo não mais atacá-los e recebendo de volta o território da Península do Sinai por meio do Acordo de Camp David.
1ª Intifada - 1987 - 1993
Foi a primeira insurreição nos territórios israelenses desde 1967. Neste episódio, um veículo militar pertencente ao exército de Israel atropelou um grupo de jovens palestinos, matando quatro deles. A população inicia um levante pacífico, onde mulheres e crianças pegam em pedras e as atiram contra tanques de guerra inimigos. Sua força não permitia expulsar Israel da Cisjordânia nem da Faixa de Gaza, mas visava buscar apoio internacional. Trata-se da primeira vez que as câmeras de televisão mostram os israelenses como algozes e não como vítimas. A Intifada permitiu o surgimento de uma nova formação política palestina conhecida como Movimento de Resistência Islâmico (HAMAS).
Foram assinados acordos entre o governo de Israel, representado por Yitzhak Rabin, e o presidente da OLP Yasser Arafat, mediados por Bill Clinton, presidente dos Estados Unidos.
O lema dos acordos era o de "Terras por Liberdade", onde, quanto menos Israel fosse atacada, mais terras seriam devolvidas para os palestinos.
A OLP transforma-se na Autoridade Nacional Palestina (ANP), uma espécie de governo com autonomia limitada em partes da Cisjordânia e Faixa de Gaza visando administrar os territórios devolvidos pelos judeus.
Em troca, a OLP reconhece o direito de Israel à existência e renuncia formalmente ao terrorismo.
Mas duas organizações extremistas palestinas opõem-se aos termos do acordo (o HAMAS e o Hezbollah), assim como os judeus ultranacionalistas que assassinam meses mais tarde o líder Yitzhak Rabin, sendo sucedido por políticos mais conservadores, estagnando o processo de paz iniciado.
Acordos de Oslo - 1993 e 1995
2002
Security Fence / Apartheid Wall / Barrier: Israel começa a erguer uma barreira para se separar das áreas palestinas com o objetivo de impedir a entrada de terroristas.
Palestinos vêem a construção do muro como anexação de território.
2ª Intifada - 2000 - 2005
Em setembro de 2000, tem início a "Segunda Intifada", também conhecida como a intifada de Al-Aqsa, tendo como estopim a caminhada de Ariel Sharon, primeiro-ministro israelense, nas cercanias da mesquita de Al-Aqsa, considerada sagrada pelos muçulmanos, atitude considerada extremamente grave e desrespeitosa pelos palestinos. Estouram atentados e manifestações por todo o território palestino e israelense, que culminam com a invasão pelas tropas de Israel dos territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, além da reação armada das tropas judaicas contra os revoltosos.
Ariel Sharon - 1928 - 2014
Professor Nasser explica quem foi Ariel Sharon, o açougueiro
O professor de Relações Internacionais da PUC-SP, Reginaldo Nasser, é especialista em conflitos internacionais e em Oriente Médio. Ontem, depois de ler muitos textos ufanísticos sobre a importância da Ariel Sharon para o mundo, enviei a ele três rápidas perguntas sobre o ex-líder israelense. Nasser, muito gentilmente, enviou-me há pouco as respostas que seguem. Elas são esclarecedoras e jogam luz na verdadeira biografia de um homem que ficou famoso como “açougueiro”.

Quem foi Ariel Sharon?

Acompanhar a vida de Sharon é percorrer a criação do Estado de Israel e sua expansão territorial em suas diferentes fases. Suas carreiras militar e politica, demonstram claramente como essas duas dimensões se articulam no Estado israelense. Desde as chamadas guerras árabes israelenses (1948, 1956, 1967 e 1973), à invasão do Líbano, em 1982, até a expansão dos assentamentos em territórios palestinos nas décadas de 90 e 2000.

Sua carreira politica começa já em sua vida militar. Filiado ao partido Likud, teve vários cargos ministeriais entre 1977-1992 e 1996-1999. Em 1983, o governo de Israel constituiu uma Comissão que o responsabilizou pelos massacres ocorridos nos campos de refugiados palestinos no Líbano (Saabra e Chatila), quando então ficou conhecido como “Açougueiro”. Mas em 2000, volta de maneira triunfal tornando-se do líder do partido. E de 2001 se torna primeiro-ministro Israel, cargo que ocupa até 2006.

Pode-se dizer que foi o responsável direto pela Segunda Intifada (Al-Aqsa), que teve início em setembro de 2000, quando fez uma provocativa visita a Mesquita Al-Aqsa ou Monte do Templo, para os judeus. Em 2005, iniciou o processo de dos colonos judeus da faixa de Gaza.


Qual foi a contribuição que ele deu para Paz na região?

Creio que o historiador Avi Shlaim resumiu, como ninguém, o principal problema que envolve a criação do Estado Palestino: a apropriação de terras e a construção da paz são simplesmente incompatíveis.

Infelizmente, o Estado de Israel escolheu a terra e Ariel Sharon representou como ninguém essa tradição politica que, segundo Avi Shlaim, esta alicerçada em um dos principais fundadores do sionismo revisionista, Zeev Jabotinsky . Em artigo escrito em 1923, intitulado “A Muralha de Ferro (nós e os árabes)”, Jabotinsky defende a ideia de que o uso de meios pacíficos por Israel depende da atitude dos palestinos em relação ao sionismo e não da atitude do sionismo em relação a eles.

No entanto, é interessante notar que o próprio Jabotinsky reconhecia que a sua proposta de expandir da ocupação da palestina pelos judeus, protegida por uma “muralha de ferro” era fortemente marcada pela lógica do colonialismo. Segundo suas próprias palavras: “Todo povo nativo irá resistir aos colonizadores estrangeiros enquanto perceber qualquer esperança de se livrar do perigo da ocupação.”

Em 2002, o governo de Ariel Sharon resolveu materializar o sonho da Muralha, iniciando a construção de um muro cercado por postos de controles do Exército separando Israel da Cisjordânia. Ou seja, Ariel Sharon levou adiante como ninguém o que para Jabotinsky era uma utopia.

Por que ele está sendo tratado como uma das lideranças políticas mais importantes do nosso tempo? Você acha que ele merece esta distinção?

Bem, para responder a essa pergunta é preciso perguntar quem e quais os critérios estão sendo utilizados para julgá-lo como um líder. A grande mídia aborda o tema da pior forma: Bom para os judeus, ruim para os palestinos. Um relativismo que nos coloca diante de armadilhas perigosíssimas que tem por consequência polarizar o problema entre judeus e palestinos e não de opções políticas ideológicas.

O ex-presidente Bush não hesitou em qualificá-lo como “um homem da paz”, quando ele se tornou primeiro-ministro. Mas de que Paz estamos falando? Tentando apagar a imagem de “açougueiro” e destacar o seu pretenso pragmatismo a mídia passou denominá-lo de “the bulldozer”. Um “bulldozer” maquiavelicamente sagaz, sem dúvida nenhuma. Um bom exemplo é o que ocorreu na Faixa de Gaza. Sharon apresentava a retirada de Gaza como uma grande contribuição para a paz baseada em uma solução de dois estados. Seria o momento da “redenção do Açougueiro”.

Deve ter ficado satisfeito quando extrema direita israelense criticou-o por entender que se tratava de uma verdadeira humilhação para as Forças de Defesa Israelenses. Com isso, ele se deslocou para as forças políticas de centro no espectro partidário em Israel, fundando o Kadima. Mas, no ano seguinte ficou claro a sua tática. Por volta de 12 mil colonos judeus se estabeleceram na Cisjordânia, reduzindo ainda mais a possibilidade de um Estado palestino independente. Esse é o seu legado, sempre que falar de paz num dia, promova a ocupação de territórios palestinos no outro.

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2014/01/12/professor-nasser-explica-quem-foi-ariel-sharon-o-acougueiro/
A violência palestina aos israelenses:
A violência que golpeia de maneira indiscriminada, gera uma sensação de pânico permanente com os mísseis que são lançados desde a Faixa de Gaza até o sul do Líbano sobre o território israelense.
Os atentados suicidas colocam cada palestino como suspeito, capaz de imolar-se a qualquer momento. No Estado de Israel tem se naturalizado o fato e se revisto algumas atitudes como medida de precaução pelas ameaças de bombas.
A violência israelense aos palestinos:
Diferente dos israelenses que temem um ataque externo, palestinos veem a ocupação dia a dia. Os tanques, que patrulham as cidades, passam tomando prisioneiros, e os aviões bombardeiam constantemente, matando civis. O Exército de Defesa de Israel pode realizar toques de recolher ou encarceirar qualquer pessoa.
O povo judeu baseia suas reivindicações pela Terra de Israel em diversos fatores:
1. A Terra de Israel foi prometida por Deus aos judeus. Esta é a antiga terra dos patriarcas e profetas bíblicos. Na Bíblia, inúmeras passagens citam Israel e Jerusalém como sagrados ao povo judeu e as principais orações judaicas falam sobre o retorno do povo à sua cidade sagrada. As orações judaicas são feitas em direção a Jerusalém. Durante as festas judaicas, as orações são encerradas recitando a frase “ano que vem em Jerusalém”.
2. Desde que os judeus foram exilados pelos romanos, a Terra de Israel nunca foi estabelecida como um estado. A região foi colonizada por diversos impérios, mas nunca voltou a ser um estado soberano. Foram imigrantes judeus que desenvolveram a agricultura e construíram cidades para restabelecer um estado no seu lar histórico.
3. O estado de Israel foi criado pelas Nações Unidas em 1947. É um estado democrático, moderno e soberano.
4. Toda a Terra de Israel foi comprada pelos judeus ou conquistada por Israel em guerras de defesa, após o país ter sido atacado por seus vizinhos árabes.
5. Os árabes controlam 99.9% do território no Oriente Médio. Israel representa apenas um décimo de 1 % da região.
6. A história demonstrou que a segurança do povo judeu apenas pode ser garantida através da existência de um estado judeu forte e soberano.
O povo palestino baseia suas reivindicações pela Terra de Israel em diversos fatores:
1. Os árabes muçulmanos viveram no local por muitos anos.
2. O povo palestino tem o direito à independência nacional e à soberania sobre a terra onde viveram.
3. Jerusalém é a terceira cidade sagrada na religião muçulmana, local de elevação do profeta Maomé aos Céus.
4. O Oriente Médio é dominado por árabes. Outras religiões ou nacionalidades não pertencem à região.
5. Todos os territórios árabes que foram colonizados tornaram-se estados completamente independentes, exceto a Palestina.
6. Os palestinos tornaram-se refugiados. Outros países árabes nunca os aceitaram completamente e eles vivem frequentemente em campos para refugiados tomados pela pobreza.
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