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Uma análise de "Negrinha" de Monteiro Lobato e "Férias para crianças pobres" de Olavo Bilac

Uma pequena análise do conto e da crônica sob a perspectiva introdutória de teóricos sobre as questões envolventes.
by

Leandro Benevides

on 15 September 2012

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Transcript of Uma análise de "Negrinha" de Monteiro Lobato e "Férias para crianças pobres" de Olavo Bilac

MONTEIRO LOBATO Vida e Obra Promotor de profissão, formado em direito, recebeu uma fazenda como herança de seu avô, o que o fez abandonar a carreira jurídica e começar a escrever, através desse novo ofício, de fazendeiro. Dedicou algum tempo à escrita; o que originou mais tarde, um de seus livros mais famosos, Urupês. José Bento Renato Monteiro Lobato (1882 - 1948) Atual (Sítio do picapau amarelo) Fazenda onde viveu Monteiro lobato OLAVO BILAC Uma análise de "Negrinha" de Monteiro Lobato e "Férias para crianças pobres" de Olavo Bilac Vida e Obra Olavo Brás Martins de Guimarães Bilac (1865 - 1918) Olavo Bilac, era jornalista de profissão, mas em meio ao convívio acadêmico se lançou na literatura. Foi um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras. Apoiava o serviço militar obrigatório e escreveu o hino à bandeira A Revista Fon Fon, considerou Olavo Bilac, o príncipe dos poetas brasileiros. A revista fon fon, tinha esse título por conta do período em que se instituía no Brasil um grande processo de industrialização, e o título nada mais é, que uma onomatopéia imitando o som das buzinas nos asfaltos. Negrinha é um livro de contos publicado em 1920;

Emoção como característica central do livro;

“Por fim, Negrinha, que toma o título do conto inicial, é um livro heterogêneo onde reponta com maior insistência o documento social acompanhado do costumeiro sentimento polêmico e da vontade de doutrinar e reformar.” (História Concisa da Literatura Brasileira; pág. 215);

Tema de “caridade”;

Classificado como um escritor ficcionista, “Regionalista” e denunciador das mazelas brasileiras;

Escritor de caráter moralista e doutrinador;

Defendia a divulgação da Ciência, do progressismo e a ideia de um país moderno. TIPOS DE CONTO

Classificação não é rígida e invariável;

Não existe conto “puro”;

“Em razão desse empecilho inerente à classificação, torna-se praticamente inócuo tentar apresentá-la em todas suas categorias, divisões, subdivisões, etc..” (A Criação Literária; pág. 39) Segundo Claude Brémond o conto é:

1- Uma sucessão de acontecimentos: há sempre algo a narrar;

2- De interesse humano: pois é material de interesse humano, de nós, para nós, acerca de nós: e é em relação com um projeto humano que os acontecimentos tomam significação e se organizam em uma série temporal estruturada;

3- Tudo “na unidade de uma mesma ação”. (Teoria do Conto; pág.11-12); CONCEITOS DO CONTO

O contar (do latim computare) que leva ao relatar, implicando em um acontecimento já trazido por alguém;

Sem limites entre a ficção e o real;

Essencialmente objetivo;

Narrativa voltada às unidades de ação, lugar e tempo;

Personagens estáticos ou planos;

O núcleo do conto, em sua estrutura conta com uma situação dramática;
Ausência de digressões e divagações;

Final enigmático;

Como a novela e o romance é irreversível; A tonalidade conto;

“Seu fito não consiste em criar seres vivos à nossa imagem e semelhança, como pretende o romance, mas situações conflituosas em que todos nós, indistintamente, podemos espelhar-nos. Daí vem que todo o esforço criador se concentra na formulação dum drama em torno dum sentimento único e forte a ponto de desencadear uma impressão correspondente no espírito do leitor.” (A Criação Literária; pág. 23) Segundo Antonio Candido:


“Linguagem lírica e humorística”

“Precursor da crônica contemporânea” Regeneração:

Reformas na cidade do Rio de Janeiro;

Caráter excludente e racista;

Convite ao cidadão. “[...] que caracateriza esses literatos boêmios do início da República é o seu total isolamento da vida da nação, o seu exaltado bovarismo. Vivem no mundo da lua, mais em Paris do que no Brasil, e alheios aos fatos nacionais.” (MILLIET. 1981 apud SIMÕES JR. 2011) “O Registro era uma espécie de diário pessoal em que se expressavam emoções vividas, fatos testemunhados, recordações, leituras realizadas etc”. (SIMÕES JR. 2011)

“Este Registro foi sempre o meu ‘diário’, todos os dias aberto, todos os dias escrito, fixando impressões dos meus olhos, do meu espírito, da minha inquieta curiosidade. Não haveria motivo para que o ‘diário’ fosse interrompido agora” (B. 1904 apud SIMÕES JR. 2011). LEITURA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS VESPERTINO - A Notícia

Evitava se envolver em polêmicas
Bilac contribuiu entre 1894 e 1908
Visão subjetiva da paisagem urbana BILAC, Olavo. Registro: Crônicas da Belle Époque carioca. Álvaro Santos Simões Jr (org). Campinas: Ed. Unicamp, 2011

BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1994

DE NICOLA, José. Literatura Brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Scipione, 2007

GOTLIB, Nádia Battela. Teoria do conto. São Paulo: Ática, 1990

LOBATO, Monteiro, Negrinha in MORICONI, Italo. Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001

MOISES, Massaud. A criação literária: Prosa. São Paulo: Melhoramentos, 1979

NIGRI, André. Monteiro Lobato e o racismo. Bravo online. Disponível em: "País de mestiços, onde branco não tem força para organizar uma Kux-Klan (sic), é país perdido para altos destinos. (...) Um dia se fará justiça ao Ku-Klux-Klan; tivéssemos aí uma defesa desta ordem, que mantém o negro em seu lugar, e estaríamos hoje livres da peste da imprensa carioca - mulatinho fazendo jogo do galego, e sempre demolidor porque a mestiçagem do negro destrói a capacidade construtiva"

(carta enviada a Arthur Neiva em 10 de abril de 1928) "Dizem que a mestiçagem liquefaz essa cristalização racial que é o caráter e dá uns produtos instáveis. Isso no moral - e no físico, que feiúra! Num desfile, à tarde, pela horrível Rua Marechal Floriano, da gente que volta para os subúrbios, que perpassam todas as degenerescências, todas as formas e má-formas humanas - todas, menos a normal. Os negros da África, caçados a tiro e trazidos à força para a escravidão, vingaram-se do português de maneira mais terrível - amulatando-o e liquefazendo-o, dando aquela coisa residual que vem dos subúrbios pela manhã e reflui para os subúrbios à tarde."

(carta a Godofredo Rangel incluída na primeira edição do livro "A Barca de Gleyre", em 1944)
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